quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Galpão


Galpão / Muitos Capões / Rio Grande do Sul


Eu não sei ao certo a idade do galpão que tem lá no sítio que era do vô e da vó, mas calculo que já tenha passado dos 50 anos. Foi construído quando a minha mãe ainda era criança.

Muitos anos depois, quando eu era criança, lembro que íamos todos os fins de semana visitar o vô e a vó. Até uma certa idade, sempre encontrávamos com os nossos primos. Era raro, mas às vezes, conseguiam reunir os nove em ocasiões especiais, como nos natais.

Lembro que sempre havia muita comida. Minha mãe e as tias sempre levavam algum doce, enquanto minha avó preparava o almoço. Eu não gostava muito das comidas que ele fazia, confesso, mas tinha algumas coisas que ainda são inesquecíveis: as massas caseiras, espichadas no domingo de manhã; a paçoca de charque; as bolachinhas.

Hoje sinto falta daqueles cafés da tarde, durante os quais eu e os primos ou irmãos tínhamos ataque de riso e recebíamos olhares de censura dos pais.

Voltando ao galpão. Dali mesmo, não tenho lá tantas lembranças. Normalmente, havia algum animal - cavalo ou vaca ou ovelha -, preso numa da mangueiras internas. No sótão, éramos proibidos de subir. Nunca soube ao certo o que tinha lá em cima.

Podíamos brincar dentro do carro do vô, mas ele nunca chegou a colocar um rádio neles. Então, era meio sem graça. E ainda tinha um outro quarto, onde eram guardadas, dependendo da época do ano, rações, espigas de milho (muitas delas), sal e outras coisas ligadas à vida no campo.

Acabei de lembrar que nosso avô nos levava para pescar no açude, que ficava a uns 200 metros da casa. Pescávamos lambaris, que depois eram fritados e comidos no fim da tarde, quando ficávamos para jantar - isso não era muito comum.

Havia também as expedições pelos matos ao redor da casa. Achávamos que fazíamos muitas descobertas, mas no final das contas nunca íamos muito longe. Até hoje, não sei até onde poderíamos ir.

E, na época de laranja, pouco antes de ir embora, íamos todos para debaixo das muitas laranjeiras para encher sacos e sacos de frutas. Eu não sei quantas eram ou se é memória de criança, mas havia muitas laranjeiras no pomar, mais um pé de lima, um de pêra, um de "bergamota" bem lá no fundo do cercado e vários de ameixas amarelas. Meu primo Tito normalmente subia no pé para ajudar a colher as laranjas. Meu avô às vezes ajudava. Depois, de volta em casa, pássavamos a semana comendo muitas laranjas e bebendo sucos. Minha mãe fazia um caldo quente que era ótimo.

Sem contar a época dos morangos, que comíamos assim meio com terra ainda. Ah, os anos 80. Imagina isso agora. Nem pensar. :)

Agora, não tem mais o vô, não tem mais a vó, a casa não é mais a mesma, as mangueiras já foram trocadas, o açude quase desapareceu nas últimas secas e nem sei que fim levaram as laranjeiras, mas o galpão continua lá, fazendo lembrar de um tempo que nem sei se era tão bom, mas que traz muita saudade.

Viagens


Vôo da Gol em dezembro de 2006 / Rio-São Paulo


Viajar é uma das atividades que mais gosto nesta vida. Não a pratico tanto quanto gostaria. Se pudesse, estaria sempre na estrada.

Bom, no final nem posso reclamar, pois em breve, estarei novamente fazendo as malas e indo para um lugar que adoro: Buenos Aires.

Sim, sim, sei que acabamos de ir para lá, mas presente é presente e despediçar a chance de comer empanadas seria uma insensatez. :)

E lá vamos nós de novo... feliz da vida.

Frades


Frades moradores da Urca / Rio de Janeiro


Desde as primeiras vezes que vim ao Rio, eles me chamaram muito a atenção. O que seriam aqueles pequenos blocos de concreto presentes em quase todas as calçadas.

Algum tempo depois descobri que se chamavam frades e tinham a função de evitar que motoristas estacionassem sobre as calçadas.

De início, fiquei pensando: puxa, mas será que precisa? Nunca tinha visto isso em lugar nenhum? Quem iria estacionar em cima da calçada sendo proibido?

Pois é, com o tempo vi que eles são mesmo muito necessários aqui no Rio. Ninguém respeita calçada. E, agora, estamos vivenciando uma nova moda: motociclistas dividindo as calçadas com os pedestres.

Prefiro nem imaginar onde isso tudo vai parar...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mapa do mundo




Estava lendo um blog recém-descoberto, o Planta Baixa, e me deparei com esta imagem, que foi apresentada neste site. Achei muito legal e resolvi reproduzi-la também. É o mapa do mundo feito a partir das TLD (Top Level Domain), ou seja, da abreviatura que aparece após o domínio do site. No Brasil, por exemplo, o TLD é .br.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Lugares preferidos no Rio de Janeiro...

... para ir à praia: nos últimos tempos, temos freqüentado mais a Praia Vermelha, pela proximidade de casa, mas gostamos mesmo é das praias de Niterói e da Praia da Reserva, para lá da Barra da Tijuca, onde é mais tranqüilo, não há vendedores gritando "olha a skol!" a todo momento e - 'talvez' por as pessoas serem mais civilizadas - não há tanto lixo na praia. Ipanema e Leblon, sinceramente, parecem um grande depósito de tudo que se possa imaginar.

... para matar a fome rapidinho: depois de meses de resistência, aderimos ao cones da Koni Store. Sim, eles são muito bons e têm um preço razoável. O de salmão skin que eu peço sempre, custa R$ 6. As lojas são bacanas, com aquela iluminação laranja. Das vezes que fomos, apenas em uma pegamos fila, mas que anda rapidinha. Já experimentamos a do Botafogo Praia Shopping, claro, e a de Ipanema. Apesar de existir um padrão para a confecção do cone, nem sempre ele vem igual (uns dias o arroz está mais juntinho, outros o salmão skin está mais quente...), mas vale experimentar.

... para comer cachorro-quente: gostamos muito de um cachorro-quente que tem no Leblon, o Küpper, que serve na baguette também, o que acho ótimo, pois não posso com pão de leite, como os cariocas chamam aquele pão só de farinha branca. Lá no Küpper são oferecidos cachorros-quentes com vários tipos de salsicha. O melhor é combinar com o queijo emental. Os outros são muito fortes - mesmo o tradicional - e podem estragar o seu hot-dog.

... para comer uma boa massa: primeiro que encontrar uma boa massa por preço acessível é bem difícil aqui no Rio. Os bons lugares de massa - tipo Margutta e Pomodorino - são meio caros demais. Esses dias, porém, me deparei com uma massa bem boa e por preço razoável. Foi lá no La Fiorentina, no Leme. Um bom achado. Estava muito boa. E o lugar, para quem gosta, ainda é um reduto de atores de tevê e teatro. Naquele dia, estava lá o Jorge Fernando e mais a Jacqueline Lawrence.

... para comer pizza: o Zona Sul costuma ser nosso destino mais comum quando resolvemos comer pizza sem grandes pretensões. A pizza de lá é ótima. Temos outras opções que gostamos, como a Fiametta e a Caravelle.

... para tomar café da manhã: costumamos ir muito à Cafeína, mas estão em nossa lista de preferidos também Alessandro e Frederico, Garcia e Rodrigues e, principalmente, Talho Capixaba. Todos valem ser testados.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Cristo imerso na neblina


Cristo Redentor / Rio de Janeiro


Minha mãe passou algumas horas aqui no Rio no último domingo. O único passeio que resolvemos fazer foi ir até o Corcovado para conhecer o Cristo de perto. Depois de uma semana de sol e calor de 40ºC, o domingo amanheceu muito feio. Estava nublado, sem chuva, mas foi só chegarmos no alto do morro para desabar a maior chuva e o Cristo ficar desse jeito aí, encoberto por uma densa neblina. Resultado: teremos de ir outra vez.