segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Experiências universitárias

Está é minha segunda visita à PUC. Na primeira, vim para falar com uma provável orientadora. Depois acabei passando na seleção do mestrado da UFRJ, numa área bem mais a ver comigo e de graça.

Hoje, vim a trabalho. Isso acabou comprometendo a minha orientação, mas consegui remarcar com o professor. Aqui na PUC é tudo bem tranquilo, o campus é muito bonito, arborizado e cheio de vida.

Junto com uma colega, fui pela primeira vez a um bandejão. Na minha uni, isso não existia. Foi uma experiência bem tumultuada. E nem tão barata assim.

As dores deram uma aliviada neste último fim de semana. Ainda estou tomando os remédios, mas já na reta final - espero.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ansiosa

Na semana passada, conheci a emergência do Hospital São Lucas. Acordei as 4h com um incômodo que já vinha se anunciando há alguns dias. Dito e feito, estava com uma pequena infecção. O resultado do exame demorou duas longas horas. Tomei os remédios e passei o dia todo na cama. No dia seguinte, já estava (quase) recuperada.

Hoje de manhã, lá estava eu de novo. O médico foi bem mais atencioso que a da semana passada. Porém, desta vez eu não sai "curada" do hospital. Diagnóstico para uma dor chata no peito: ansiedade. O que vem a ser isso, perguntei ao médico. Você está ansiosa com alguma coisa que precisa fazer no futuro. Não fiquei muito convencida com a simplicidade da explicação. Comprei os remédios, tomei-os e me sinto exatamente igual ao momento em que acordei - novamente - às 4h...

Seria fácil entender se eu tivesse ficado assustada de ontem para hoje com tudo que vem acontecendo na cidade, mas a verdade é que faz dois meses que essa dor tem aparecido. Só que de ontem para cá de forma constante.

Vamos ver se amanhã isso vira assunto do passado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Coletivos

O dia hoje estava nublado e talvez isso também tenha contribuído para a sensação estranha que tomou conta da cidade. Por todos os lados, havia policiais. Pelo menos aqui na Zona Sul. Pessoas falando aos celulares comentavam alto sobre notícias de ataques de bandidos aqui e ali.

Acabei me lembrando de outras duas situações em que me vi envolvida em uma situação vivenciada por grande parte da população do lugar onde eu morava.

A primeira vez foi durante o apagão de Florianópolis, no final de outubro de 2003. Passamos, nós moradores da ilha, dois dias sem energia elétrica e também sem saber quando tudo voltaria ao normal. Lembro que fugi para o continente, pois a vida continuava, apesar da falta de luz, água, elevador, lugares para comer...

A segunda foi em março passado, quando choveu além do normal aqui no Rio e precisamos ficar um dia fechados dentro de casa porque as ruas estavam todas alagadas.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passeando por Ipanema num sábado ensolarado


Viagem de metrô

Costumava andar mais de metrô. No começo da vida carioca, eu achava o máximo o metrô. Era limpo, organizado e rápido. No correr desses quatro anos tanta coisa mudou e meu encantamento deu lugar a um misto de impaciência com raiva. Eu não gosto mais do metrô do Rio.

O serviço mudou para pior e consegue piorar a cada vez que preciso dele. Primeiro, é mais caro que o ônibus. Sim, acaba sendo mais rápido, mas você chega ao seu destino tão estressado quanto se tivesse enfrentado um engarrafamento sobre a terra.

Hoje fui à estação Maria da Graça, na Zona Norte, Linha 2. Eu havia usado a Linha 2 uma vez só, quando ainda seguia para a Tijuca. Depois da mudança, não. Aliás, depois da mudança, Botafogo se transformou em uma visão do inferno. Arrisco dizer que o metrô consegue, hoje, despertar os sentimentos mais odiosos em seus usuários.

Felizmente, moro perto do trabalho e da faculdade e não preciso do transporte público para meus deslocamentos, pois o que milhares de pessoas precisam passar todos os dias eu não desejaria para ninguém. As pessoas viajam espremidas, disputando centímetros de forma animal, passando calor, raiva, humilhação.

Até quando?

Em polvorosa

Os motivos apontados são variados, mas a verdade é que o Rio está ainda mais estranho nas últimas semanas. A violência parece estar mais perto de todo mundo. Eu, que já sou apavorada por natureza, sinto-me muito insegura no momento.

Especialmente porque vários dos ataques dos meliantes foram bem na esquina do meu trabalho, bem perto de onde já fui assaltada meses atrás. Claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O meu assalto foi cometido por um ladrão pé-de-chinelo. Agora, o assunto é mais sério. São bandidos altamente armados e sem escrúpulo algum - se é que hoje em dia ainda existe algum bandido com escrúpulos.

Ir para o trabalho todos os dias está sendo penoso, sempre caminho tenso a parte da pedreira na Pinheiro Machado.

***

A notícia boa da semana é que estou na reta final das minhas aplicações de questionários. Depois, vem a parte mais chata, que é entrevistar parte dos colegas por telefone. Farei porque precisa ser feito, mas vontade mesmo não tenho nenhuma.

A resposta dos colegas tem sido bem animadora. Creio que até o fim de semana, conseguirei alcançar mais de 75% de participação, o que é realmente uma resultado acima da média.

Quando esse processo tiver chegado ao fim será o momento de me dedicar à análise dos dados. Sinceramente, nessa hora, eu queria ir para um lugar remoto e ficar lá quieta só estudando. Infelizmente, não dá para ser assim. Parece que quando mais precisamos de silêncio e meditação, a agenda fica mais lotada.

domingo, 14 de novembro de 2010

Fim de semana e outros

Passeio que deve ser muito interessante: na Grã-Bretanha existem roteiros por lugares onde ficam as árvores mais antigas. Gostaria de fazer.

Contagem regressiva: faltam 4 dias para estreia da penúltima parte de Harry Potter. Não vejo a hora!

Sétima temporada do House está muito boa. Acho que gosto do House tanto quanto gosto do Harry Potter.

Fim de semana cultural: na sexta-feira, teatro na Maison de France, Deus da Carnificina; no sábado, apresentação de dança Periferico: Proyecto Tango; no domingo: Um parto de viagem.

Como eu amo meu iPad!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Los geht's!

Passei parte da noite enviando e-mails para meus colegas do programa de pós-graduação do Ibict, a população-alvo da minha pesquisa de campo.

Dos 63 e-mails enviados, 14 já foram respondidos, o que já dá uma boa média de 22%. Se for considerar somente os meus 28 colegas, a média sobre para 42%.

Pouco menos da metade dos e-mails, foi mandada depois da meia-noite. De modo que espero obter mais algumas respostas ao longo dos próximos dias. Tomara que vários outros se interessem em participar da minha pesquisa, pois isso pode enriquecer os resultados.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pensamentos de uma quarta à noite

Nem acredito que estou quase liberada para aplicar os questionários da minha pesquisa de campo. Depois de sete testes, hoje meu orientador me ajudou a fazer os últimos - espero - ajustes. Agora, é reformular, dar mais uma olhadinha e mandar bala. Sinceramente, não vejo a hora de chegar o fim do mês para estar com essa etapa vencida. E, aí sim, começar a escrever tudo!

Tenho andado bem cansada. Acho que de início foi o fato de ter começado a viver o horário de verão uma semana depois de todo mundo. Ainda estou me adaptando. Curioso é que sempre me adaptei muito bem, mas neste ano estou sentindo mais. Será a idade?

Eu adoro horário de verão, mas desta vez ele tem me feito ir dormir mais tarde. Quando vemos já são mais de oito horas e aí até fazer uma jantinha, dar mais uma estudada, ler um pouco, já é mais de meia-noite, uma tragédia para quem planeja se levantar às 6h30 para uma caminhada. Desde que voltei de Aracaju ainda não consegui retomar essa rotina.

Pelo menos não abandonei a papinha receitada pelo Dr. Pimenta. Aliás, estou bem feliz com as gotinhas que ele me deu. Eu estava com uma taxa preocupante de cobre no meu organismo. Depois de dois meses de gotinhas, finalmente, tudo parece ter voltado ao normal. Estou bem feliz e um tanto menos preocupada.
Nem acredito que estou quase liberada para aplicar os questionários da minha pesquisa de campo. Depois de sete testes, hoje meu orientador me ajudou a fazer os últimos - espero - ajustes. Agora, é reformular, dar mais uma olhadinha e mandar bala. Sinceramente, não vejo a hora de chegar o fim do mês para estar com essa etapa vencida. E, aí sim, começar a escrever tudo!

Tenho andado bem cansada. Acho que de início foi o fato de ter começado a viver o horário de verão uma semana depois de todo mundo. Ainda estou me adaptando. Curioso é que sempre me adaptei muito bem, mas neste ano estou sentindo mais. Será a idade?

Eu adoro horário de verão, mas desta vez ele tem me feito ir dormir mais tarde. Quando vemos já são mais de oito horas e aí até fazer uma jantinha, dar mais uma estudada, ler um pouco, já é mais de meia-noite, uma tragédia para quem planeja se levantar às 6h30 para uma caminhada. Desde que voltei de Aracaju ainda não consegui retomar essa rotina.

Pelo menos não abandonei a papinha receitada pelo Dr. Pimenta. Aliás, estou bem feliz com as gotinhas que ele me deu. Eu estava com uma taxa preocupante de cobre no meu organismo. Depois de dois meses de gotinhas, finalmente, tudo parece ter voltado ao normal. Estou bem feliz e um tanto menos preocupada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Acabei de voltar do cinema. Assistimos Tropa de Elite 2.

Sabia que eu sairia meio mal do filme, mas não achei que fosse tanto. O problema não é de forma alguma o filme, que é bem feito. O problema é a história que ele conta.

Eu sei que se não se eu não morasse aqui, eu nunca teria ido ver. Bom, eu não queria ir, mas como o Claudio sempre vai ver minhas comédias românticas, achei que sereia justo acompanhá-lo.

Eu ando com muito medo. Nas últimas semanas, vários arrastões vêm ocorrendo na cidade. Estou assustada. Alguns foram bem perto de onde eu trabalho, bem perto de onde eu mesma fui assaltada...

Não tenho muito para perder, mas tenho medo da agressão do ato em si. Não desejo a ninguém.

Voltando ao filme. Ver nele cenas já relatadas nos jornais, é para ficar realmente deprimida. Eu gostaria de acreditar que tem solução, mas não dá. Toda vez que olho um carro da polícia, fico confusa com que sentimento deveria ter. Não sei ao certo qual é.

Saí do filme triste, desesperançada. Talvez isso mude amanhã, talvez eu volte a acreditar que não devemos perder a fé, mas, por hoje, nåo consigo.