segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ida à locadora

Como planejado, em minha penúltima ida à locadora, peguei Você vai conhecer o homem dos seus sonhos. Eu estava tão animada - ainda estou - com Meia-noite em Paris, que resolvi ver logo esse Woody Allen dos mais recentes que ainda me faltava.

Não é arrependimento o que sinto pelos R$ 8 gastos, mas, sinceramente, talvez eu tivesse ficado mais feliz com um DVD do Glee. Achei o filme tão sem graça, a história tão boba, me lembrou um pouco Match Point, mas aquele, pelo menos, tinha uma história mais intrincada. Esta de agora era a mais óbvia possível.

Quando fui devolver o filme ontem, resolvi voltar para casa com outro filme, para não terminar o fim de semana desesperançosa. Peguei Amor e inocência, uma tradução meio ridícula para Becoming Jane, sobre a escritora Jane Austen.

Foi uma boa escolha, especialmente por me fazer lembrar que preciso completar as leituras de Jane Austen. Entram para minha lista interminável do que gostaria de ler.

O que cabe em duas malas?

Dias desses, como escrevi logo abaixo, assisti Comer, Rezar, Amar. Uma das cenas do filme me veio à mente ao pensar um pouco sobre o título do livro de Veronika Peters, que acabei de ler neste fim de semana. A personagem de Julia Roberts posiciona-se em frente a uma daquelas garagens-depósito tão comuns nos Estados Unidos e comenta que a vida dela cabe toda naquele cubículo. O funcionário rebate dizendo ter ouvido aquela mesma frase várias vezes e que muitos nunca mais retornam para buscar "toda a vida ali deixada".

O título do livro da alemã Veronika Peters - O que cabe em duas malas, uma viagem para dentro - remete a ideia semelhante, apesar de não parecer ter relação direta com a história contida nele. Veronika, ela mesma e não uma personagem, decide tornar-se freira. Escolhe uma ordem, a conhece um pouco e depois de algumas experiências decide virar noviça, entrando para o convento. Ao chegar, carrega consigo duas malas. Tudo que ela tem está ali. Na verdade, percebe-se depois, muito mais do que ela precisaria, mas muito menos do que sua vida realmente é.

Quando me mudei para o Rio, trouxe três malas médias e enviei pela transportadora duas caixas grandes. Claro que ainda sobraram algumas coisas no apartamento de Florianópolis e mais um tanto em Vacaria, mas analisando friamente ali estava "minha vida" ou o que eu achava importante naquele momento. Alguns poucos livros, roupas e sapatos, uma televisão (!) e algumas quinquilharias eletrônicas.




Analisando um pouco, e talvez caindo no óbvio, penso que somos mais do que aquilo que carregamos, literalmente, conosco. Minha vida toda não cabe de jeito algum em um depósito, tampouco em duas ou três malas. Por outro lado, talvez nem precisasse de uma bolsa para transportá-la toda, pois a levaria completa comigo, na minha cabeça. Talvez também nem precisasse carregá-la, ela estaria por aí, nas lembranças dos meus amigos mais chegados, podendo ser resgatada, ou pelo menos parte dela, por onde eu andasse.

Tudo isso acabou levando meu pensamento a armários cheios de sabe-se-lá-o-quê que costumamos manter em nossas casas. A estantes cheias de livros que nunca serão lidos por ninguém - às vezes nem pela gente mesma. E tantas e tantas outras coisas - cada um de nós tem as suas, os seus guardados. Não é fácil nos desfazermos do que imaginamos fazer parte de nossas vidas e que um dia iremos ler, ouvir, vestir, usar de alguma forma. Doce ilusão essa nossa.

Talvez a leitura desse livro tenha relação direta com uma tentativa de mudança. Ao arrumar a estante de casa dias atrás, tomei a decisão de ler todos os livros que estão ali e, após lê-los, passá-los adiante. Resolvi me dar o direito de guardar Cem anos de solidão e alguns outros poucos de estimação, mas é certo que tentarei esvaziar um pouco a estande onde não cabe mais nada - até mesmo para entrar coisas novas.

Sendo assim, se alguém tiver interesse em ler o livro desta escritora alemã, me deixe uma mensagem ou me passe um e-mail com seu endereço. Será um prazer dá-lo a você, MAS para ser lido, não para encher biblioteca!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viagem no tempo

Ontem fomos assistir o novo filme do Woody Allen, Meia-noite em Paris. Eu não vi todos os filmes do Woody Allen, mas dos últimos acho que ficou faltando só Sonhos de Cassandra. Você vai conhecer o homem dos seus sonhos pegarei na minha próxima ida à locadora.

Nos minutos iniciais do filme, Woody Allen conquista metade da plateia, aquela metade que já esteve em Paris e ama a cidade incondicionalmente. Ele soube escolher as cenas. São aquelas bem para turistas, mas, convenhamos, são lindas mesmo. Eu reconheci algumas delas de nossa última viagem.

Tenho simpatia pelo Owen Wilson e fiquei feliz em vê-lo neste filme. A atriz, que parece a irmã loura da Paola de Oliveira, eu ainda não conhecia. Ou, se conhecia, não lembrava. Adriana, a bela garota dos anos 20, eu já havia visto em Um bom ano. No mais, é sempre bom ver Kathy Bates.

Além da história que fui gostando cada vez mais ao longo do filme e das imagens de Paris, o que mais gostei foi da curiosidade que o filme nos desperta. Agora, quero ler todos os livros de Scott Fitzgerald. Urgentemente. E também T.S. Eliot, de quem só conheço o pedaço de um texto.

Allen explora um aspecto interessante sobre o tempo. Essa nossa ilusão de que no passado o mundo era melhor. A questão é que quando esse passado era nosso presente, nem tínhamos noção do que ele talvez fosse bom. E sempre foi assim, sempre será assim.

Filmes que voltam no tempo sempre chamam minha atenção. Não que eu tenha visto muitos, mas lembrei-se, claro, do clássico De volta para o Futuro e de Kath & Leopold.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Comer, rezar, amar

Finalmente, ontem assisti o filme Comer, Rezar, Amar. Gostei muito. É uma história bonita e não se torna menos bonita mesmo com todos os comentários nem tão abonadores que recebeu logo que foi lançada. Quem conhece os lugares visitados pela protagonista talvez condene um pouco os clichês e tudo o mais, mas é um filme, tem menos de duas horas de duração e neste tempo é claro que não vai caber tudo sobre Itália, Índia e Bali. No geral, eu fiquei bem satisfeita com o que vi.

Única coisa que achei estranha foi a história de que no Brasil os pais cumprimentam os filhos com um beijinho na boca. Já vi mães fazendo isso com filhos pequenos, mas só também. O Brasil é muito grande e às vezes existem costumes regionais, mas eu nunca ouvi falar desse. Alguém já?

Ver esses filmes de viagem deixam ainda mais viva a minha vontade de fazer isso. Dá vontade de preparar uma mochila e partir. O destino é o que menos importa, o que vale mesmo é ir conhecer algo diferente ou rever algo que marcou.

Uma cena em especial no filme me deixou um pouco nostálgica. Os amigos italianos de Liz preparam-lhe uma despedida. Quando passei uns meses em Las Vegas, meus amigos de lá fizeram algo semelhante. Foi um momento lindo, para dizer o mínimo. Lembro bem da sensação. Eu nunca mais os encontrei. Era esse meu pensamento. Essas pessoas me conhecem há pouco mais de dois meses e fazem algo tão legal.

Um abriu a casa, outro cozinhou, outra arrumou a mesa... Depois da deliciosa paella, fomos para um karaokê, onde outras pessoas nos esperavam. Um bando de jornalistas desinibidos que cantaram até entrar a madrugada. Foi tão divertido! Na manhã seguinte, eu partiria para Los Angeles.

Ainda mantenho contato com praticamente todos. Hoje será o casamento da Beth. Dói meu coração não poder estar lá, mas assim é a vida, às vezes. Nem sempre podemos fazer tudo que queremos, mas, voltando ao filme, isso não precisa ser motivo para tristeza pela vida afora. Importante é aprendermos a nos perdoar por bobeiras que cometemos e também não viver de culpa ou culpando alguém por algo que não conseguimos realizar. Vai ver que não era para ser.

Abaixo, duas fotinhos. Uma do jantar e outra no karaokê. Saudade.



domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos Namorados e outros

Nas últimas três noites, encontrei-me com várias pessoas queridas. Tive encontro com colegas do mestrado. Na primeira delas, para ver a Bia grávida. Está linda com sua barriguinha de 5 meses.

Na outra noite, o encontro foi com os colegas de sempre. Como nossas festinhas são animadas e divertidas. Eu adoro! Nossa relação é a prova de que idade ou bagagens e experiências diferentes não atrapalham em nada uma amizade. Na verdade, a tornam mais interessante.

E ontem recebemos os amigos do Claudio da época da faculdade. Foi bem legal, como sempre. Realizamos a 2ª Noite Gaúcha. A primeira havia sido em agosto de 2009. Desta vez, fizemos sopa de agnolini, paçoca de pinhão e arroz-carreteiro. Como estávamos no embalo, fizemos também um feijãozinho. Estava tudo bem bom!