domingo, 31 de julho de 2011

Dia de domingo

Depois da maratona de ontem e de confirmar que o sol se poem somente às 22h, hoje resolvi começar mais tarde as atividades.

O jantar com meu amigo Fellipe não deu certo. O voo dele, da Alemanha para cá, atrasou. Pontualidade não tem sido uma característica da Air France. Teremos de nos ver no Rio mesmo.

Depois de observar o sol se pôr na Catedral Notre-Dame e de gastar meia hora olhando os barcos que fazem os passeios pelo Sena, segui para o Quartier Latin.


Restaurante onde jantei.

Acabei pedindo um menu, o que acabou se revelando um erro. Já na entrada, eu estava satisfeita, mas fui até o fim. O menu consistia em salada com camarões, prato de salmão com molho branco leve e massa. Creme de baunilha de sobremesa.

Cheguei ao hotel nem pensando mais. Era quase meia-noite. Cai na cama e só acordei às 9h30.

Ano passado, Claudio e eu visitamos Montmartre no domingo e depois seguimos para o Marrais. Fiz o mesmo. Engraçado, nem parece que se passou um ano.




Comi quiche olhando para os telhados de Paris. A tortinha de pera e mirtilo deixei para a Place des Voges. Tudo está muito cheio por aqui e esses dois lugares também estavam lotados.


Inclusive a exótica e engraçada Paris Plages.


Fiquei levemente corada. Tão bom pegar um sol!

Depois de caminhar pelo Marrais, não aguentava mais carregar as garrafas de vinho, encomenda do Claudio. Voltei ao hotel, onde descansei um pouco e me preparei para voltar, pois o dia ainda estava longe de terminar.

Na loja em que comprei os vinhos, entraram três brasileiros. Sem querer, ouvi a conversa. Alguns trechos: "Vinho bom de Bordeaux é mais difícil. Vamos de Cote du Rhone que é mais garantido." "Mas este de 18 euros é demais, vamos neste de quatro." "12,5%, porcentagem de álcool muito baixa é ruim, significa que o vinho ficou guardado muito tempo antes de ser engarrafado." Sabem tudo! :-)

No Louvre, um contrabaixista apresentava uma ótima seleção lá pelas 7 da tarde.

Depois, fui dar uma caminhada nas margens do Sena, terminando com uma volta de Batobus.



No final do dia, e é final mesmo, às 22h, resolvi fazer como minha cunhada Marcela, fui a um lugar conhecido e pedi o prato que gosto. Muito bom.


Amanhã o dia será intenso. Por isso, dormir é o que farei agora! Bon nuit!

sábado, 30 de julho de 2011

Alta quilometragem

Ontem, depois umas caminhadas, percebi que não dava mais. Dormi cedo para hoje poder aproveitar bem.

As lojas abrem às 10h, mas as padarias já estavam abertas às 8h30, quando saí do hotel.

Estava um friozinho, mas não me arrependi de não levar o casaco, pois depois fez muito sol e ficou quente.

Comprei meu croissant e um cigarre, que é um pãozinho comprido recheado de chocolate e caminhei até o Jardim de Luxemburgo. Estava meio vazio, exceto por um ou outro corredor.


Dali, depois deu uma pausa, caminhei até a Igreja de Saint-Sulpice, um dos lugares onde se passa a trama do Código da Vinci.

O próximo destino era ali perto, a compra de uma encomenda numa farmácia cheia pra caramba!

Então Museu Rodin! Belo jardim, e com um perfume incrível de rosas. Muitos trabalhos, bem interessantes, mas gosto mesmo é de olhar a casa e imaginar como era morar ali cem anos atrás.


Estando ali, por que não um pulinho até a torre?

Em frente à Torre Eiffel, é um tal de pular, virar estrela, fazer de conta que esta pegando sua ponta. Ali, ninguém tem vergonha de parecer ridículo. Coisa boa ser turista.


O plano era encontrar o Fillipe, mas sem celular, acho que não vai rolar.

Uma das recepcionistas do hotel é brasileira, mas fala português com sotaque carregado. Deve estar aqui há muito tempo.

Mais algumas fotos deste dia - fora da ordem em que foram feitas.









sexta-feira, 29 de julho de 2011

Viajando a Paris

Estou exausta, mas aqui vão alguns comentários curtos.

Air France mudou meu voo duas vezes. Eu chegaria a Paris as 6h, mas acabei aterrissando só perto da uma. Manhã e parte da tarde perdidos, mas tudo bem.


Air France é mais econômica nos acessórios de voo que a TAM.

Seleção de filmes me pareceu melhor, porém. Aproveitei para ver Potiche e O discurso do rei. Gostei dos dois.

No voo, até parecia que eu falo francês. Aeromoça só interagia nessa língua comigo.

De madrugada, para dar uma volta, resolvi beber água. Era Perrier. :-)

Eu nunca tinha usado aquela mascara para cobrir os olhos. Sabe que funciona? Apesar disso, dormi tripouco.

Do meu lado tinha um senhor. Como ele ia jogar um sonho de valsa intacto no lixo, perguntei se poderia me dar. Conversamos um pouco. Ele me contou que estava indo para a Alemanha para dar aulas de futebol. Logo pensei: xi, tomara que não seja ninguém conhecido. Acho que nem era um jogador das antigas. Espero. :-)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quase quase

E não é que chegou o grande dia da minha tão planejada viagem? Sim, é amanhã!

A mala está pronta, as últimas coisas já foram apanhadas, tudo parece estar sob controle. Amanhã ainda trabalho até as 14h. Meu voo é apenas à noite. Ainda dá tempo para as coisinhas que sempre surgem na última hora.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dia lindo

Sexta-feira incomum

Fazia tempo que não ficava em casa em uma sexta-feira pela manhã. Sempre tinha hora marcada ali no CREB para fazer RPG. Nesta semana, por conta da terceira dose da vacina do tétano, acabei desmarcando todas as atividades, pois meu braço ficou meio dolorido.

A nossa faxineira, a Joana, também veio hoje. Normalmente, ela vem às quartas, mas nesta semana houve uma pequena mudança. Então a movimentação começou cedo por aqui. Às oito horas, já estava com a maquina de lavar roupa ligada, as plantas já haviam sido regadas e eu já havia preparado meu suco de laranja, kiwi e aveia.

Deu até para ver no jornal que ainda está passando nos cinemas Le Petit Nicolas e essa será minha programação para o começo da tarde. :) Uma forma de me preparar para Paris na semana que vem.

Preparativos
Mais do que nunca, estou contando os dias para minha viagem de férias e de estudos. As férias de fato serão apenas nos primeiros dias, quando eu estiver em Paris. Quero aproveitar tanto esses quatro dias! Já estou com uma lista do que quero fazer na cidade. Vai ser tão bom. Pena que o Claudio não vai poder estar lá junto.

Estou animada por ver pela primeira vez a praia de Paris, a famosa Paris Plages. Acho que vai ser uma experiência engraçada. Fico imaginando como será que é de fato, mesmo que no site da prefeitura de Paris já dê para ter uma ideia. Aliás, o site da prefeitura é muito bom, até mesmo para quem não fala francês, como eu. Outra grande fonte de ajuda tem sido o ótimo blog Conexão Paris. Recomendo a todos.

Esse é outro aspecto da viagem que ainda não sei como será, a questão da língua. Falo, contando todas, umas sete palavras em francês. Também sei dizer Je m'apelle Rafaela, mas acho que isso não terá grande validade por lá...

Estudos
Depois dos dias de férias em Paris, partirei para Saarbrücken, na Alemanha. Farei um curso de alemão durante três semanas e meia. Estudei alemão há tanto tempo. Ao longo de uma década, esqueci muita coisa. Nos últimos dois anos, voltei a estudar, mas acho que esta será uma forma de relembrar assuntos esquecidos e aprender outros novos. Será um mês de muita dedicação.

A semana será de estudos, mas para os fins de semana, já que estou por lá, estou planejando atividades mais leves. No primeiro domingo, vou fazer um passeio pela região acompanhada pelos colegas de aula, faz parte da programação do curso. No fim de semana seguinte, planeja ir a Berlim. Faz tanto que visitei a cidade. Deve estar bem mudada. No terceiro, pretendo rever duas grandes amigas dos tempos de Alemanha, a Leticia e a Simone. Ambas moram perto de Frankfurt.

Inicialmente, eu voltaria já no próximo fim de semana, mas acabou surgindo um compromisso de trabalho em Bonn na semana seguinte. Então ao invés de voltar no domingo, voltarei na terça. Poderei aproveitar para passar o fim de semana na região de Colônia e Bonn. Depois de passar uma manhã e parte da tarde no DAAD em Bonn, viajo para Luxemburgo, para finalmente voltar para casa.

Vacinação
Quando à vacina. Foi tão engraçado. Eu havia feito as duas primeiras doses ainda em Florianópolis, em 2004. Fui ao posto aqui perto de casa, ali na São Clemente, para fazer a tríplice viral. Estou indo para a Alemanha e parece que há um surto de sarampo por lá. Pois bem, quando a funcionária do posto viu que faltava a terceira dose da vacina contra o tétano, não pensou duas vezes. - Vamos fazer esta também. - Mas não faz muito tempo das outras doses, será que não tem que começar de novo? - Não, não, podemos fazer agora, assim você já completa esse ciclo. - Está bem, então.

A vacina é ardida na hora em que é aplicada. Mesmo dias depois, o braço parece que está com febre, ficando incrivelmente quente. Engraçado é que é só na região da vacina. O resto do braço apresenta temperatura normal. Hoje, quatro dias depois, já está menos quente. Minha mãe me disse que leva uns oito dias para voltar ao normal. Vamos ver...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cilada.com

Vimos o filme Cilada.com em uma sessão organizada para blogueiros aqui no Rio. Vi o anúncio no twitter e acabei sendo convidada também. E lá fomos nós então ao Unibanco Arteplex. A sessão foi acompanhada pelo Thelmo Fernandes, o personagem Gerson, um dos amigos de Bruno.

O filme é bem engraçado. Não vai mudar a vida de ninguém, mas também provavelmente nem foi feito com essa pretensão. Achei que tem piadas bem engraçadas e outras nem tanto, mas é aquela coisa, normalmente rimos daquilo com que nos identificamos. Eu achei algumas partes beeemm engraçadas.

Tenho preconceitos contra quem, de cara, já não gosta de filme brasileiro - mesmo que eu não tenha visto tantos assim. Ando com pouca paciência para comportamentos do tipo "não vi e não gostei". Aceito críticas sobre o filme, mas somente daqueles que o tenham realmente visto.

Ainda relacionado ao filme, dia desses li a matéria publicada na Veja. Fiquei meio horrorizada. Tanto como leitora, mesmo que esporádica, quanto como jornalista. O repórter, que nem me lembro o nome, destilava um ódio contra o Bruno Mazzeo. Credo. Será que o Bruno fez algum mal para a família dele? Pois sobrou até para o pai do Bruno.

Acho que ninguém é obrigado a gostar de tudo, tampouco jornalista dá a sorte de escrever só sobre o que gosta, mas acho que é justamente nessa hora que tem que colocar em prática a lendária imparcialidade. Precisava desmerecer o ator daquele jeito para demonstrar que não gostou do filme? Sei lá, acho que tinha outro jeito, mais elegante, de passar a opinião.

terça-feira, 12 de julho de 2011

E mais uma contagem regressiva

Cá estou eu de novo em mais uma contagem regressiva. Parece que minha vida sempre vive em função de uma. No começo do ano, era a enervante contagem dos dias para o final do mestrado, a qual eu não tinha muita certeza se queria que passasse tão rápido.

Agora, faltam 16 dias para minha próxima viagem. Estou mais do que animada, começando já com os preparativos. Trocando dinheiro, fechando seguro-viagem, conferindo se está tudo certo com o curso que farei, planejando o que visitarei nos dias livres...

Ao mesmo tempo, tentando aproveitar o máximo o tempo que ainda resta, pois há muito a ser feito.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Adoro dias chuvosos!

Lembramos do que queremos e da maneira que queremos normalmente. Em algumas das minhas lembranças da infância chovia. As águas da chuva que escorriam pelas ruas de Esmeralda ou eram bem clarinhas ou eram barrentas. Quando eram clarinhas, eram ideais para se brincar na rua, soltando na correnteza qualquer coisa que pudesse ser imaginada como um barquinho. Em uma das casas em que moramos, os barquinhos eram de papel mesmo e costumavam naufragar tão logo fossem inundados por algumas gotas.

Dias de chuva também me lembram bolo, especialmente um de amendoim que a minha mãe fazia. Chamava-se fregolá. Primeiro torrava-se os amendoins, sendo a cada invadida por aquele cheiro bom de amendoim torrado. Depois, vinha a tarefa de descascá-los. Em questão de hora, haviam todos virado bolo. Sinto o cheiro agora. Era tão bom, mas ninguém comia bolo recém-assado, pois podia fazer mal. Então, era preciso achar o que fazer até que esfriasse um pouco.

Outra lembrança é de passear espremida em uma gaiota, uma espécie de carrinho de mão construído pelo próprio irmão, com direito até a cobertura. A gaiota era manobrada por ele ou algum de seus amigos adolescentes da época – invariavelmente o André. Algum acidente sempre aconteceria, mas tudo bem. No final das contas, ficam mesmo as lembranças boas.

sábado, 2 de julho de 2011

La Barca

Ela estava no Rio de passagem quando foi avistada pelo rapaz. Ele arriscou segui-la.

Na estação de trem, no final da longínqua década de 1930, não foi difícil descobrir para onde ela havia partido. Não hesitou e comprou uma passagem para Mendes, cidadezinha do interior fluminense, onde, descobriria mais tarde, ela morava.

Lá chegando, deu um jeito de saber qual era o endereço que precisava procurar. Decidido e munido de toda coragem do mundo, foi ter com o pai daquela mocinha... com quem ficaria casado por décadas, teria um filho, viajaria pelo mundo.

A mocinha morreu ontem, aos 92 anos.

Provavelmente os detalhes desta história nunca mais possam ser resgatados. Então fica aqui o meu registro do entusiasmo, da alegria e da admiração com que ela me contou como havia conhecido o companheiro de uma vida muito bem aproveitada.

Esta era a música deles, a qual ela adorava ouvir e sempre se emocionava.