quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pensamentos sobre diferentes atividades

Distanciar-se de quem nos faz mal é a melhor saída. Sempre.

Parece que as ideias começam a se organizar e o projeto de doutorado está quase pronto para nascer. Não dá para largar o pensamento positivo!

Ando meio desligada em relação aos lançamentos cinematográficos. Por isso fiquei tão surpresa quando descobri que está para ser lançada uma nova versão de O Grande Gatsby. Até aí, tudo bem. Curioso é ter escolhido este filme para assistir dias atrás. Pensando agora, pode ter sido algo subliminar, não sei. Fato é que o assisti sem saber do novo projeto.
O filme é de 1974, com jovens atores que vieram a ficar (ainda mais) conhecidos depois, como o belo Robert Redford e Mia Farrow. Eu gostei, apesar de o ritmo de 1974 ser um pouco enervante para os tempos atuais. Fiquei curiosa para ver essa nova adaptação. O roteiro da primeira, li no IMDB, começou a ser feito por Truman Capote e foi terminado por Francis Ford Coppola. Neste novo, o roteiro é assinado por Baz Luhrmann, que também o dirige. Esperar para ver como foi pensada esta nova versão da história famosa de Fitzgerald. Pelo trailer, será bem menos sutil que a primeira: http://thegreatgatsby.warnerbros.com/ 

Ontem foi feriado no Rio de Janeiro em comemoração ao dia de São Jorge. Mesmo tendo trabalhado, fui liberada mais cedo e aproveitei o final da tarde para caminhar em Copacabana. Se eu morasse lá, com certeza aproveitaria muito a oportunidade de fazer caminhadas à beira-mar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amor por dias de chuva

Não sei se é porque quando chovia a mãe fazia alguma coisa boa para comermos, mas dias de chuva me trazem uma sensação muito boa, de acolhimento. Mesmo que eu tenha de sair de casa, parece que o dia vai ser mais produtivo justamente porque começou chovendo. Lembro que tinha essa sensação quando trabalhava como estagiária na Caixa. Continuo a tendo hoje em dia.

Nos tempos de jornal, ficava sem saber, pois as redações em que trabalhei não nos deixavam ver o mundo externo tão facilmente. Refletindo agora sobre isso, talvez em Florianópolis os dias de chuva não fossem tão agradáveis. Não pela chuva em si, mas pelo Vento Sul, que nos pegava de jeito na frente do jornal.

A chuva inspirou muitos outros:

 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Céu azul, sol brilhando

Com temperatura mais amena, o dia amanheceu lindo hoje no Rio. O céu está azul, o sol brilha como deve ser.

Ontem fomos a um restaurante que gosto muito, o Anna. Fica no Jardim de Alah, do lado de Ipanema. Já fomos lá algumas vezes e a experiência é sempre agradável. Diferente de outros restaurantes, o lugar é espaçoso, as mesas não são coladas umas às outras, há tranquilidade, nada de vozerio. Os garçons são muito educados e nada invasivos. Além de tudo isso, as massas são muito bem feitas. Único porém é não aceitar cartões.
O jantar faz parte de um projeto do Claudio e dos amigos de ir a pelo menos um bom restaurante por mês. Eles costumam se encontrar mensalmente e agora resolveram nos incluir na programação. Ficamos muito felizes com a iniciativa.
No mês passado, fomos ao Gonzalo. Curiosa para saber onde será a saída de maio.

Nada pode deixar uma doutoranda mais feliz do que encontrar uma revista que trata exatamente sobre o tema em que está interessada em desenvolver na tese. Há esperança!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Sou muito agradecida:

(não necessariamente nessa ordem) por poder escolher o que comer; por ter uma cama quentinha no inverno; por ter um quarto refrigerado no verão; por não precisar escolher produtos pelo preço, mas pela vontade; por morar perto do trabalho; por morar perto da universidade; por fazer um doutorado; por ter um trabalho de 30 horas, que me permite estudar, passear e ainda ter tempo livre para mim; por ter vontade de correr; por ter força de vontade para emagrecer; por não precisar me preocupar com moradia; por não ter que me preocupar se haverá comida; por não ter que me preocupar se haverá água, tanto para tomar um banho quanto para cozinhar; por ter um amor; por ter meus padrinhos tão queridos; por ainda ter minha mãe; pelos muitos amigos; por ter acesso a livros e filmes; por poder ir ao cinema e ao teatro quando desejar; por poder visitar museus; por poder viajar de vez em quando; por gostar de chá; por ser feliz com o que tenho; por gostar de dias ensolarados; por gostar de dias nublados; por gostar de animais; por me importar com a natureza; por não precisar ter um carro; por ter um anjo da guarda supereficiente.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em 15 minutos de caminhada por Botafogo

Em nosso prédio trabalham pelo menos 10 funcionários. Como em todos os ambientes, há sempre aqueles que gostamos mais. Receber um sorriso do Márcio todas as manhãs ajuda a começar melhor o dia.

Logo na primeira quadra, uma garrafa plástica jogada a menos de um metro da lixeira. Será que foi trazida pelo vento e pela chuva de ontem ou foi deixada ali por um preguiçoso? Resolvi começar o dia dando uma ajuda para a cidade ficar (ainda) mais bonita. Joguei a tal garrafinha na lixeira.

Seria bom se ocorresse isso:


Logo cedo assim, encontro os mendigos ainda dormindo pelas ruas ou começando a se movimentar, começando a seguir o seu interminável deslocamento pela cidade, com rumos que nem imagino quais sejam. Um deles deparou-se com um par de All Star preto, ainda em bom estado, largados na frente de um prédio. Parou, conferiu o número e levou-os consigo, Deve ter achado que poderiam ser úteis nesses dias de frio que se aproximam.

Sob o viaduto que dá acesso a Muniz Barreto, dois táxis bloqueiam a passagem. Atrás deles, um motoqueiro e um carro vermelho buzinam insistentemente. Demoro alguns segundos até perceber que os taxistas protagonizam um espetáculo de xingamentos. Uma mãe que traz o filho para a creche corre na direção contrária. “Vai que um está armado e levo um tiro”, diz ela para o segurança do colégio. “Isso que são colegas”, comenta o mesmo guarda para outro passante. Para os taxistas, o dia já começa meio torto.

Observo as roupas de uma funcionária do Edifício Argentina. Mais alguns gramas e poderei usar uma roupa assim, penso.

Fazia alguns dias que o Edifício Samara, na Farani, tinha deixado de ser dormitório de mendigos, mas hoje tinha alguns ali novamente. É impressionante como conseguem emporcalhar aquele canto do prédio. Dormem em meio ao lixo e nem percebem. Sinto um misto de repulsa com pena. Mais repulsa.

Nas calçadas da Pinheiro Machado, na parte da pedreira, mais lixo abandonado na calçada. Dá uma dor ver isso.

No jornal do fim de semana, havia uma matéria sobre a briga do ministério público com a Comlurb – Comlurb é a companhia que limpa a cidade. O MP quer que a Comlurb instale lixeiras coloridas, para que os lixos sejam separados. A Comlurb alega que isso trará um aumento muito grande no custo da coleta, pois terá de ter coletas separadas. Eu adoro lixeiras separadas, mas, sinceramente, acho que instalá-las no Rio será jogar dinheiro fora. Se atualmente sequer jogamos o lixo nas lixeiras de cor única, imagina se vamos separar o lixo por tipo? Aí de que vai adiantar a Comlurb providenciar coletas separadas? Este é o caso da frase clássica: não estou sendo pessimista, mas realista.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

E a semana chegou ao fim

Esta não foi mesmo uma das melhores semanas dos últimos tempos.
Como tudo na vida, porém, ela também está chegando ao fim, e o final vai ser bom. Daqui a pouco iremos à festa de aniversário de um dos amigos do Claudio que eu mais gosto.

Hoje tive reunião com meu orientador. A nova ideia de projeto que eu havia tido não interessou muito a ele. Ou melhor, não cabe muito bem na linha de pesquisa dele. Assim, meio que voltei à estaca zero. Com alguns apontamentos de caminhos, mas ainda sem a razão da tese, a questão de pesquisa.

Isso me deixou um pouco triste, mas não desanimada, pois não há tempo desânimo. Marcamos novo encontro para daqui a três semanas. Ou seja, muito trabalho nos próximos dias.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um dia incomum

Gosto dos dias comuns, que passam sem grandes novidades, nem para o bem, nem para o mal. Hoje não é um dia destes. O dia, que amanheceu ensolarado, nublou depois do meio-dia. Comigo não foi muito diferente. Diferente de todos os dias de calmaria, hoje foi um dia meio estressante no trabalho. Quando é por algo que devíamos ter feito e não fizemos, tudo bem sentir pressão. Ruim mesmo é quando o estresse vem de algo que você, na prática, não pode resolver. Esperar que alguma outra pessoa faça o que você precisa resolvido é uma agonia só.

Para completar, não param de chegar e-mails dos professores com novos textos, novas tarefas, novas leituras e interpretações. Nunca achei que duas disciplinas seriam tão trabalhosas. E olha que nem passamos do primeiro mês. Haja força para chegar ao fim do semestre. Não é que seja ruim, mas é que as leituras não cabem no tempo livre que tenho.

E nesta semana há ainda a reunião com meu orientador. Talvez seja isso que esteja me deixando mais nervosa. Até sexta-feira preciso definir o que farei da minha vida pelos próximos três anos. Claro, é menos dramático do que isso, mas existe aí um fundo de verdade. O projeto que discutirei com meu professor será realizado até março de 2016. Ainda não me sinto muito segura com o projeto que estou definindo.

Passar uns dias em Vacaria foi bom. A vida corre em outro ritmo por lá. Para mim, claro, que sempre estou a passeio.

Faltam 91 dias para nossa próxima viagem. Noventa e um dias de muito trabalho pelo jeito.

sábado, 6 de abril de 2013

Anotações de viagem 2

Ontem fui comer um xis. Felicidade!

Mães sempre ficam chorosas com a partida dos filhos.

Quando falo que moro no Rio, a primeira reação é: "E as enchentes?"

Meu primeiro companheiro de viagem me disse animado que em 40 minutos chegaria ao destino, ali, pouco antes do Campestre.
Pensei: "Eu ainda levarei umas 12 horas".

O segundo vizinho de banco me contou várias histórias com personagens do passado - os políticos de Caxias -, me deu uma quaresma (parecida com a fruta do conde) e se despediu de mão pegada.

A Caxiense tem alguns horários de ônibus que seguem até o aeroporto em Porto Alegre. Vou no do meio-dia.

Se não tivesse tanto peso na mala, daria um pulo na Tumelero. Não a loja de canos, mas a de vinhos, que fica perto da rodoviária de Caxias.

Painel na rodoviária de Caxias do Sul

Nevoeiro na serra entre Vacaria e São Marcos

Igreja Matriz de Vacaria, Nossa Senhora de Oliveira

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Anotações de viagem

O dia amanhece primeiro para quem mora no último andar.

Ah se fosse sempre feriado na Linha Vermelha.

Trilha da viagem de ida: bebês chorando.

Uma torrada, só de queijo, e um cortado, por favor. De repente, eu, que nasci e morei quase 23 anos no Rio Grande do Sul, me peguei em dúvida se o garçom me entenderia se eu pedisse uma torrada.

Tinha esquecido dos ônibus extras nos feriados. Peguei o das 11:01.

Água custa R$ 3 na Rodoviária de Porto Alegre. Na de Caxias, R$ 2. Em Passo Fundo, no hospital, R$ 1,50. No super, R$ 0,85.

Por que tanta angústia por não ler nada (do que deveria) nos últimos dias? Já que tem que ser assim, podia pelo menos ser com o coração tranquilo e sem (auto)cobranças.

Depois de dois dias e meio dentro de um hospital, hoje voltaremos para casa.

Interessante notar como se forma uma rede de solidariedade entre aqueles que esperam por parentes que passam por cirurgia.

É triste termos que manter plano de saúde particular, mas no final ainda bem que o temos.