terça-feira, 29 de julho de 2014

Impaciência

Eu estava com uma tremenda dor de cabeça hoje. Passei o dia todo assim. Para completar, meu computador novíssimo apresentou um defeito - ele acha que a temperatura no Rio é superior a 100 graus e aciona o ventilador de forma ensurdecedora. Resultado: tive de usar um computador velho, que fica em uma sala que chamamos de "a sala do estagiário". No momento não temos estagiário, então fui para lá.

Uma colega, com quem troca meia dúzia de palavras diariamente, passou várias vezes por ali. Sempre que me via fazia algum comentário ou puxava alguma conversa. A tal sala do estagiário fica na sala onde está a máquina do café e a chaleira elétrica. Então, sempre há alguém circulando por ali. Como estava concentrada nos meus textos, nem dei muita bola para quem passava. Pois bem, esta colega decidiu que eu estava muito quietinha e por várias vezes em que passou pela sala repetiu: "a Rafaela é tão quietinha" ou "a Rafaela está tão quietinha".

Eu e minha dor de cabeça pensamos: "Será que ela queria que eu, sozinha nesta sala, estivesse conversando com quem?" "Será que ela queria que eu, concentrada escrevendo um texto, parasse para conversar com cada uma das pessoas que passa mil vezes pela sala?" "Será que ela queria que eu, que preciso fechar uma newsletter até sexta e uma revista até terça, escrevesse conversando?"

Como não consegui encontrar uma resposta compatível, desisti e segui trabalhando, que é para isso que eu saio de casa todas as manhãs.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Alvorecer

Entrei em minha terceira semana indo à academia no começo da manhã. Saio de casa poucos minutos depois das 6h. Aos poucos vou ficando menos impressionada com a quantidade de pessoas que já está circulando nesse horário, mas a movimentação ainda me faz pensar o quão cedo elas se levantam e saem de casa. Como moramos perto de um hospital, acredito que muitas estão terminando o turno de trabalho e finalmente indo para casa. Hoje mesmo encontrei o Brás, nosso porteiro da noite, que costuma trabalhar das 22h às 6h.

Quando chego à academia, antes das 6h10, já há pelo menos umas 15 pessoas nas esteiras e nos aparelhos. Ontem foi o dia em que cheguei mais cedo. Não sei se o pessoal da recepção se atrasou um pouco, mas havia uma fila de rapazes fortões entrando na academia. Eu nunca havia reparado, mas alguns levam as roupas em cabides para vestir depois de tomar banho.

Nos dias mais frios, há naturalmente bem menos pessoas na academia.

Ao sair de casa, ainda está escuro, mas o dia clareia totalmente durante os 50 minutos que fico dentro da sala sem janelas. Quando volto para a rua, é como se um mundo de coisas tivesse ocorrido - e provavelmente ocorreu mesmo.

Ontem recebemos visitas, mas me levantar cedo hoje não foi tão problemático. Notei, porém, que meus reflexos estavam mais lentos. Espero que o apatetamento não siga comigo até o fim do dia, pois tenho muito que fazer hoje.

O friozinho continua, assim como os belos dias de céu azul, bem azul. 


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fazer nada não é nada fácil

Esta semana foi bem puxada - para os meus padrões. Estou com uma grande tarefa no trabalho e ela tem ocupado bastante a minha cabeça. Fora isso, ainda tenho o desafio interminável do projeto de doutorado, que me deixa até meio atordoada.

Por isso, resolvi tirar este final de tarde para não fazer nada. Nada mesmo. Simplesmente me sentar na poltrona da sala e deixar o tempo passar. Quem disse que isso é fácil?

Antes de me sentar na poltrona e me cobrir com uma colcha - que precisa ser lavada e estava ali no meio do caminho tentando um dia chegar à máquina de lavar -, fiz um playlist no YouTube intitulado "músicas para cantar junto". O meu fazer nada seria um fazer nada ouvindo música.

Tão logo me sentei, pensei que deveria colocar a colcha para lavar hoje, pois amanhã já estaria mais ou menos seca e eu poderia lavar outras coisas. Lavar roupa é uma atividade das sextas-feiras. Tão logo decidi que faria isso depois, olhei para o lado e vi uma pilha de livros que estão separados para doação. Preciso colocá-los em uma sacola. Eles já estão, como a colcha, no meio do caminho, incomodando, para que se tome uma atitude. Mais uma vez contive o impulso de me levantar.

Tentei me concentrar apenas na música, mas o pensamento começou a listar tudo que planejo fazer até a próxima sexta-feira, quando viajaremos. Até lá, grandes planos.

O momento mais tranquilo deste meu fazer nada foi quando repassei meu dia. Começou bem cedo com a ida à academia. Mais tarde, no caminho para o trabalho, eu estava pensando numa situação que vivi na semana passada e nos amigos que eu poderia ligar, assim do nada, caso quisesse dividir um problema. Imediatamente me veio à mente minha amiga Gisele.
Faz um tempão que não conseguimos parar para conversar com calma. Tanta coisa aconteceu nos últimos oito anos, desde que sai de  Florianópolis. Acho que nos reencontramos uma meia dúzia de vezes nesse meio tempo, mas ela me veio à lembrança imediatamente.
Horas depois, outra das minhas amigas do coração colocou uma frase no FB sobre este mês chegar ao fim logo, com tudo de estranho e ruim que ocorreu. Fiz um comentário. Não deu cinco minutos, recebi uma mensagem da Gi perguntando se estava tudo bem. Fiquei até com lágrimas nos olhos. O coração não se engana mesmo, impressionante.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Dias de céu azul

Desde que a Copa do Mundo chegou ao fim, o céu no Rio de Janeiro está azul, o sol reapareceu e há um friozinho gostoso no começo das manhãs. Inverno perfeito.

A janela ao lado de minha mesa de trabalho
Ainda sobre a Copa
Felipão já foi herói, mas vive nesses últimos dias um pesadelo.
Eu não me espanto com o comportamento metido à besta dele nas entrevistas, nem com o nosso. Nós, brasileiros, somos assim, basta alguém cometer um erro, mesmo que tenha feito vários acertos antes, para falarmos apenas do que deu errado. Quantas vezes vi essa situação no trabalho.
Já o Felipão não poderia representar melhor os seus conterrâneos. Quem nunca viveu esta situação também? Sendo confrontados, tentamos defender nosso ponto de vista a todo custo, mesmo que estejamos claramente errados.

Ainda bem que este mês de copa chegou ao fim. Foram tantas notícias ruins, que eu não via a hora de mudarmos de fase.

E esta nova fase chega com apenas dois assuntos importantes: Academia e doutorado.

O 4Square me avisou hoje de manhã que estou indo à academia direto faz 11 dias. Recorde. Realmente não me lembro de ter frequentado uma academia com tanto afinco, nem mesmo na época de Curves, no final de 2006.
A mudança de endereço tanto do local de trabalho quanto da academia foi um grande incentivo para fazer exercícios logo de manhã. Tenho me levantado às 5h50, sem esforço, para ir à academia. Decisão bem feliz. De manhã cedo, a academia está vazia, consigo fazer todos os exercícios que quero sem precisar esperar por um aparelho livre. Ainda dá tempo de voltar para casa, tomar banho com calma, preparar um bom café e chegar ao trabalho cinco minutos adiantada.

O projeto de doutorado segue clareando, mesmo que a passos lentos.


domingo, 6 de julho de 2014

Hora de apertar novamente no play

A Copa do Mundo 2014 está quase chegando ao fim.
Neste ano cheio de pausas, estamos prestes a apertar novamente no play.

Durante este mês de copa, muitas coisas aconteceram. Meu trabalho mudou de endereço (ficando ainda mais perto de casa), a academia abriu uma filial do lado do trabalho (e de casa), o querido tio Roberto nos deixou, a seleção do Brasil nos deu e ainda dará alguns sustos, o Pequeno Dicionário de Futebol ficou pronto e foi disputado, viajei para Caxias do Sul e obtive ótimos resultados em uma nova empreitada. Vários tipos de ocorrências, vários tipos de sentimentos.

Julho vem cercado de altas expectativas. É o mês em que terei de dar um rumo à minha trajetória como doutoranda. O caminho já está definido, mas, como diz meu orientador, ainda é necessário ver qual sentido será trilhado. Como se isso fosse bem fácil...

Detalhe da Igreja de São Pelegrino
Biblioteca Central da UCS
Sábado de manhã bem cedo na UCS
Depois dos compromissos do dia, uma sopinha de agnolini para esquentar




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Uma nova rotina

Pronto, as mudanças parecem ter chegado ao fim, pelo menos as que já estavam previstas. A academia abriu faz quatro semanas e a sede do trabalho já tem novo endereço. A partir desta segunda-feira, iniciou uma nova rotina. Estou muito feliz por tudo estar mais perto. Espero que até o final do mês, tudo o mais que está pendente também se resolva.