quinta-feira, 27 de novembro de 2014

À espera...

A semana foi de descanso forçado. Primeiro por causa do torcicolo que me incomoda há mais de uma semana. A viagem ao RS foi difícil por isso. Nossa, fazia tempo que não passava tão mal. Sorte que a Ju, minha amiga querida de sempre, estava lá para me encontrar e salvar. Nem pudemos conversar direito, eu mal podendo ficar de pé, literalmente.

No sábado, felizmente, eu estava mais ou menos. Consegui fazer as provas, mas fiquei com um sentimento de que tinha ido muito mal. No final, deu tudo certo. Não vou conseguir ficar com 10 em todas as disciplinas como era meu objetivo, mas não farei tão feio assim no geral. Voltei para casa me sentindo estranha. O domingo foi esquisito, sem resposta do orientador e sem ter o que estudar. 

Já fiz quatro sessões de fisioterapia, me sinto bem melhor, mas ainda vou procurar outras soluções. Em oito anos, já tive uns três torcicolos.

Já perdi a conta de quantos dias se passaram desde que enviei a versão "final" do meu documento de qualificação para meu orientador. Há 10 dias esbarrei com ele na UFRJ, disse que estava lendo... Deve ler uma linha por dia... Faltam 14 dias para a qualificação. Ontem, fechei a banca. Cansei de esperar, fechei do jeito que achei melhor. Pelo jeito o resto também será assim...

Felizmente na semana que vem receberemos visitas e poderei pensar em outras coisas, me distrair disso tudo. Estamos contando os dias para a chegado do Alê e da Van - que esperam pela Luiza. :)

Ao mesmo tempo, planejamos nosso viagem de férias de fim de ano ao Uruguai. Será tão bom. Nem estou fazendo muitas buscas, mas Claudio disse que vai descobrir lugares legais para irmos. Não vejo a hora de chegar o final do ano. 

Até lá, porém, tem a qualificação, tem a celebração de Natal com meus amigos queridos do mestrado, talvez mais uma viagem ao RS. Pena que para os problemas mais pesados e complicados não há perspectiva de solução. O coração aperta às vezes, mas cada um escolhe a vida que quer - e chega uma hora que é necessário cuidar apenas da minha, o que já ocupa bem meu tempo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Notas curtas de uma tarde quente

O bolo de laranja acompanha a leitura sobre a imprensa como fato histórico.

Na rua, os mendigos exalam cachaça, apesar do calor. Ou por causa dele.

A menina experimenta feliz o vestido verde, mas as alças são compridas demais. 

No posto de saúde, enquanto uma enfermeira aplica a dose mensal de B12, outra segura minha mão com uma delicadeza firme.

Li "A Cabana" em cinco horas. Continuo inquieta com o mistério da fé. 

O Natal chega com força no Rio. Menos lá em casa. Ainda. 

A noite promete boa comida, boa bebida e conversa animada com os amigos.

Há quem tenha afinidades com irmãos, mas conheço poucos. 


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vício

Continuo ouvindo sem parar a trilha de Begin Again. Deve ser assim que se sentem os viciados. Quando passo muito tempo sem ouvir, começo a ficar tensa. :) Ainda bem que tenho passado os dias na frente do computador, então fica fácil matar a vontade.

Sempre crio uma válvula de escape quando estou meio nervosa com alguma coisa. Acho que desta vez é esta trilha sonora...

...

No fim de semana viajamos para Curitiba. Revi minha melhor amiga. Foi tão bom. Aproveitamos para visitar uma amiga querida. Bateu uma saudade dos dias de jornal em Florianópolis. Eu não trocaria minha vida atual por a daquele tempo, mas sinto saudades pontuais. O costume de ir ao cinema depois do trabalho é um dos que mais me faz falta.

...

O trimestre está bem pertinho do fim. Muiiiita coisa para ler. Desta vez foi mais pesado.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Saudades

Foto feita na Alemanha na semana passada pela colega B.D.
Na semana passada, uma colega do trabalho viajou à Alemanha para um treinamento. Ao ver as fotos me bateu uma baita saudade de lá. Não sei dizer exatamente do que sinto falta, talvez dos detalhes, das pequenas coisas do dia: as garrafas de vidro com água gasosa, as tantas opções de pãezinhos, as folhas coloridas do outono, os trens que circulam pelas ruas, as janelas que abrem um pouquinho...

Hoje é o melhor dia no trabalho: aquele em que faço o envio da newsletter. Quando clico na tecla de envio, sinto um enorme alívio, mais um mês de trabalho completo. Não que eu gaste o mês para fazer 10 textos, mas ali estão incluídas várias outras atividades.

Com a data da qualificação marcada, o negócio é produzir nem que seja uma folha por dia. Tem sido assim, um trabalho de formiguinha. Há aqueles dias, porém, em que dá vontade de ser cigarra.

Se todos os problemas do mundo se resumissem a uma qualificação tudo seria muito mais fácil nesta vida. Pena que há problemas para os quais não temos a mínima ideia de solução.

Os dias têm sido de calor, mas também bem bonitos. A primavera é repleta de beleza e folhas novas.

Faz quatro meses que tenho ido à academia às 6h. Isso tem me feito tão bem. Não apenas para meus músculos, mas para minha felicidade.