domingo, 29 de março de 2015

Viagem ao interior

Se pode tirar o homem do interior, mas o interior nunca sai do homem. Esta é uma frase usada em diversas situações mudando apenas o substantivo.

Toda vez que retorno ao interior, seja ele qual for, eu me sinto em casa. 

Desta vez foi no Rio Grande do Sul mesmo, mas do outro lado do estado, literalmente. Eu nasci e cresci na região nordeste e agora andei por cidades da região noroeste. Havia estado aqui uma vez na vida, quando participei de uma excursão do colégio até as missões.

Há muitas coisas que eu gosto. Como tudo na vida, há outras que me desagradam muito.

Passei por Ijuí, Santo Ângelo, Cerro Largo, Santa Maria e Passo Fundo. Cerro Largo foi a menorzinha. Santa Maria, creio eu, a maior. Pouco vi, pois passei mais tempo me deslocando de um lugar para outro do que aproveitando a cidade.

Viagens a trabalho raramente permitem algo além do trabalho.

Quando viajo percebo que gosto muito de ficar em hotéis. Em uns mais que outros. Gostei bastante do de Ijuí. Não tinha nada de mais. Quer dizer, tinha uma varanda. Varanda é qualidade de vida. :) Fiquei também em um Ibis. Ficar em um Ibis é não saber bem onde você está, pois há pouquíssima variação de uma unidade para outra.

Em um dos lugares que passei, a palestra foi em um auditório dentro da biblioteca, o que me deixou feliz.  

domingo, 15 de março de 2015

Tranquilidade

Eu costumo pensar - e às vezes dizer - que sou uma pessoa bem tranquila. Só que nunca somos uma coisa só. Tenho vários momentos de dificuldade em ficar tranquila.

Fiquei várias dias sozinha em casa nesta semana. O Claudio viajou. Costumo dormir da hora em que me deito até o relógio despertar de manhã. Não tenho problemas para adormecer. Em uma das noites, porém, acordei às 3h50. Tentei fazer de conta que era só um abrir e fechar de olhos. Só que não foi. Perdi o sono mesmo. Levantei, dobrei roupas, comi uns biscoitos (podia ser fome, pois eu tinha jantado às 18h na noite anterior), bebi um copo de água, li. Até que lá pelas 5h voltei a dormir.

Nesta noite uma das coisas que me tirou o sono, eu sei, foi pensar em meu projeto de doutorado. As coisas estão caminhando, mas tudo ainda está tão aberto. Isto me preocupa, especialmente por não ter um orientador presente. Nessas horas toda a minha tranquilidade some. Eu fico ansiosa, preocupada, nervosa. Nem adianta pensar que isto não é um problema realmente sério, que a minha vida não vai mudar drasticamente se eu não acabar este doutorado. Tudo me deixa levemente depressiva.

Aí parece que baixam todas as outras defesas. Um simples frase mal empregada me arrasa, mesmo que talvez ela nem tenha sido percebida pelo outro. Eu sei que somos nós quem complicamos nossa vida, mas às vezes o fardo de alguns pensamentos é bem difícil de ser carregado.

Apesar de tudo isso, eu senti meu coração leve como há muito não sentia. Até me surpreendi, na sexta-feira, enquanto resolvia mil coisas na rua, me peguei enchendo meu pulmão de ar e respirando fundo. Aí logo me veio a sensação de leveza.

Então, apesar do estresse de não saber exatamente o que fazer neste bendito doutorado, no mais a vida está nos trinques. E talvez isso já sirva para tentar retomar a tranquilidade de sempre.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sessão de cinema

Houve épocas em que eu até gostava de comer pipoca no cinema, mas faz bastante tempo que não faço isso. Claro que há cinemas e cinemas, pipocas e pipocas, mas ontem, em uma sessão no Cinemark, as pipocas fediam empestando toda a sala.

E no final, claro, a maioria das pessoas deixava seu lixo espalhado pela sala. Não sei porque ainda gasto meu pensamento com isso. O mundo está perdido mesmo.

Eu fui ver A teoria de tudo. Gostei. Nunca tinha pesquisado sobre o Stephen Hawking. Então foi o que fiz ao chegar em casa, exaustivamente. Queria ter esse mesmo interesse pelos meus estudos...

Hoje fiz mil coisas na rua. O dia rendeu muito. Tão bom chegar ao final do dia com esta sensação de bem-estar. E amanhã ainda é sábado.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vidinha que segue

Enviei um punhado de páginas para meu orientador dar uma olhada dias atrás. Sinceramente não espero que ele vá responder, mas me fez bem fazer o e-mail com o texto assim mesmo. Enquanto ele fica lá em silêncio, nem dando retorno do texto tampouco respondendo se podemos marcar uma reunião, eu sigo com minhas leituras e construindo o meu texto da maneira que acho mais adequada, o que nem sempre é garantia de que ficará assim mesmo.

Eu fico nervosa com esta situação, mas prefiro disfarçar que não.

Bom, como repete o Claudio, agora falta apenas um ano. E um ano passa voando. Já tenho mil planos para depois do doutorado. Todos longe do mundo acadêmico, ou quase. Tenho um outro grande projeto em andamento - e este se estenderá ainda por um longo tempo. Lá por 2018 talvez eu me aposente dos estudos. A menos que invente uma coisa para nova para aprender.

Não sei se há relação com o calor, mas os mosquitos diminuíram no trabalho. A temperatura está mais amena. Talvez seja porque resolvi dar uma baforada de SBP todos os dias quando chego de manhã...

Descobri um blog novo para ler. Ô felicidade!

Troquei um livro que já comecei várias vezes a ler por um outro mais fácil. Chama-se Das Glücksbüro. Vamos ver se este será mais interessante. Quer dizer, não que o outro não seja, mas a linguagem é mais difícil.

Eu gosto de dias nublados, como os que estamos tendo no Rio. Parece que é mais fácil sentir-se relaxada e tranquila.