quinta-feira, 24 de março de 2016

Leitura quase dinâmica

Finalmente reassinei o Netflix. Logo no primeiro dia assisti a dois filmes. :)

Ontem estava em dúvida se via um filme ou lia um livro. Comecei pelo livro. Pensei: leio um pouquinho e depois vejo o filme. Ainda está cedo. Bom, o que acabou acontecendo foi que enquanto não terminei o livro, não dormi. Nem tive coragem de olhar a hora quando apaguei a luz. Achei que isso só iria atrapalhar meu sono. Acordei cansada, mas feliz. Fazia algum tempo que não fazia dessas, ler um livro inteiro em uma tacada. Este tinha pouco mais de 350 páginas.

É um livro de historinha leve chamado A lista de Brett. Ele foi escrito por Lori Nelson Spielman. É um desses livros no estilo Marian Keyes, que eu adoro ler para esquecer um pouco dos dramas do mundo. Já li tanto desses livros que lá pelo meio já meio que deduzo o final, mas as autoras sempre guardam uma surprezinha para o final. Confesso que gostaria de escrever um desses um dia.

Quando se compra livros na Amazon para o Kindle é preciso ficar atento diariamente e nunca comprar nada por impulso. Quero dizer, tentar pelo menos. Os preços dos livros mudam diariamente. Pode ser uma estratégia, mas todos os que já comprei aparecem com preço mais alto nos dias seguintes à compra.

Nunca pago mais do que 10 reais por um livro. Fico sempre monitorando aqueles que quero ler, esperando pelo dia de melhor "cotação". Para o kindle compro só esses livros meio "descartáveis". Se quero um livro para guardar por mais tempo, prefiro ainda o papel. Só que tenho evitado comprar livros em papel neste ano. Tenho muita coisa para ler em casa. No ano passado comprei muitos livros. Claro que muitos foram para o doutorado. Ainda assim, não preciso comprar novos por um bom tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Cansaço

Hoje fui para o trabalho animada, mas chegando lá foi me dando um cansaço. Acho que grande parte das relações tem prazo de validade. As trabalhistas especialmente. Nem sei o que me levou a ficar tão esgotada. O local onde trabalho é ótimo, com espaço adequado, colegas educadas, volume de trabalho bem razoável, salário bem melhor do que em muitos lugares onde trabalham jornalistas. Além de tudo isso fica pertinho de casa. Parece, no entanto, que o "mundo perfeito" nem sempre nos basta.

Estou bem cansada. Não o meu corpo, mas a minha cabeça. Felizmente vou sair da rotina por algumas semanas. Acho que isso será fundamental para repensar o que quero da vida quando voltar. Se não fosse essa maldita crise, este medo do futuro, essa insegurança em relação ao que virá, eu poderia colocar em prática um plano desenvolvido há mais de ano. Porém, como tomar uma decisão "intempestiva" sem ter um mínimo de certeza de que tudo não vai piorar?

Ainda tem esta chatice sem tamanho de discussão política. Como eu detesto isso. Gente olhando para o próprio umbigo, sem argumentos, sem informação, querendo apenas achar que o seu lado é o mais legal e...certo.
Depois das manifestações de domingo, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Hoje, primeiro dia útil depois das manifestações de sexta-feira, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Sim, o mesmo x, porque o x é sempre o certo, o que seria melhor para a humanidade.
Já a manifestação dos outros só tinha gente assim sei lá o quê.
Eu acho apenas engraçado (ou triste), nem sei mais. O do outro é sempre errado. O meu é sempre o certo. E assim seguimos para um abismo, cuja culpa não é minha, obviamente!

sábado, 19 de março de 2016

Novos planos

Não há nada melhor do que começar um curso novo. Hoje retomei as aulas de inglês. Faz 15 anos que não estudo inglês. Nos últimos anos, quando fiz aulas de língua, foi de italiano e alemão. Acho que estava com saudades desta língua que gosto, mas sempre me sinto tão insegura para falar.

Fiz o teste de nivelamento há algumas semanas. Fui bem na prova escrita, acho que acertei quase tudo, para ser bem franca. Sou boa em teste de idiomas, o que não quer dizer que eu consiga falar ou escrever bem. Quando fui fazer a parte oral da prova, diferente dos outros professores que estavam aplicando esta parte da prova (e usavam a prova como base para algumas perguntas), o meu avaliador colocou a prova de lado, me cumprimentou e fez uma pergunta engraçado: "você pensa em entrar em que nível?" Ué, como assim? O professor é ele. Depois de uns 10 minutos de conversa, depois de eu explicar meus objetivos, combinamos de eu entrar no Avançado I. Se eu achasse a turma muito lenta, poderia pedir para me transferir para o II.

Hoje foi a primeira aula. A professora é ótima. Adorei como ela conduziu a aula. Tenho horror de aulas muito quadradinhas. Esta não foi nada assim. Ela nos faz conversar bastante, mas não naquelas temíveis duplas, que eu adoro. Gosto de conversar com a professora, não com quem ainda procura palavras, como eu. A aula foi bem dinâmica. O conteúdo de hoje foi interessante. Aprendi várias expressões, que é algo que considero o vocabulário mais difícil de adquirir. Agora tenho mais um motivo para assistir a alguns filmes ingleses e americanos. :)

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Como as aulas são na PUC, resolvi aproveitar que estava na Gávea para ir almoçar na Casa da Táta. Como adoro aquele lugar. Cheguei bem na hora do início do almoço. Para minha surpresa, alguns dos colegas do curso também foram para lá. Almoçamos juntos. Foi bom para conhecê-los um pouco melhor.

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Quando cheguei em casa, o Sandro estava me esperando com uma caixa enorme. Mouse e teclado sem fio novos chegaram! Os meus antigos começaram a dar sinais de cansaço. O mouse pifou mesmo. O teclado estava apresentando alguns probleminhas. Eu era bastante apegada a eles, pois me acompanhavam desde 2007. Pena que as coisas nem sempre duram para sempre. Comprei novos, da mesma marca. Espero que me acompanhem novamente por longos anos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O não acaso

Eu acredito e sempre defendo que nada acontece por acaso.
Às vezes demoramos para entender por que algo não saiu como o planejado.
Mais cedo ou mais tarde, isso vem à tona.
Ainda não entendi, mas talvez daqui a pouco entenda a razão disso tudo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um pouco de tudo

Depois do Zero Assoluto, agora estou apaixonada pelo Nek. :)

Hoje finalmente meu orientador me respondeu. Depois de exatamente um mês, ele me disse que devido a algumas "intercorrências", não conseguiu terminar de ler o meu trabalho. Para não revisar de forma apressada, sugeriu alterar a data da defesa. Odiei isso, mas sei que não há o que ser feito. Então agora acabou a longa espera, mas ainda não sei quando tudo acabará. Estou cansada. Bem cansada.

Eu não consigo sentir raiva de meu orientador. Sinto frustração.

Nem só de lamúrias se vive, nesse meio tempo duas possibilidades de viagem surgiram. Uma para um lugar já conhecido, mas que sempre pode ser interessante e diferente. Outra para um lugar totalmente novo. Feliz pelas duas.

No próximo sábado começam minhas aulas de inglês. Estou animada! Entrarei em uma turma de sábado na PUC-Rio.

Amanhã era para ter um encontro com os colegas do mestrado. Por alguns motivos tivemos de adiar, mas acho que me encontrarei com uma das meninas. Vai ser bom conversar com uma amiga querida.

Acho que agora o mais sensato nesta altura dos acontecimentos é... reativar o Netflix.

sexta-feira, 4 de março de 2016

De volta para o passado

Apesar de tentar manter a cabeça no aqui e agora, sou uma pessoa nostálgica. Se não me cuidar um pouco, lá estou eu de novo em algumas cenas do passado. Não que eu tenha alguma vontade de voltar ao passado. Não! Eu adoro ter a idade que tenho e, tendo sido bom ou ruim, não tenho nenhuma vontade de voltar ao passado, de voltar a ter outra idade que não a minha. Não entendo pessoas que mentem a idade tampouco aquelas que vivem suspirando que antes era melhor.

De qualquer forma, volta e meia surpreendo a mim mesma relembrando situações passadas. Felizmente tendo a lembrar mais dos bons momentos.

Em um curso que estou fazendo agora tenho duas disciplinas que têm ajudado nesta volta a histórias do passado, uma trata sobre literatura infantil, outra sobre biblioteca escolar. Imagina, tão logo aprendi a ler virei frequentadora assídua tanto da biblioteca do colégio quanto da biblioteca da prefeitura. Tive esta sorte de ter duas bibliotecas à disposição na minha pequenina cidade. E de ter a dona Marli para ajudar nas escolhas dos livros. Por morar nesta cidade de poucas ruas, mesmo com seis, sete anos, eu podia ir sozinha até as bibliotecas.

Pelas minhas memórias (e eu mesma sei que memória alguma é perfeita), em alguma fase da infância eu lia um livrinho infantil por dia e quase todos os dias tinha que ir à biblioteca trocá-lo por outro. O mais curioso é que não me lembro qual professor atendia na biblioteca, mas me lembro da sala em que ficavam os livros e da disposição das estantes. Quando eu já era maiorzinha a biblioteca mudou-se para uma sala maior. Que alegria! Ficou muito melhor.

Outro incentivo à volta a memórias do passado tem sido o spotify. Há dias em que pego selecionando apenas músicas dos anos 1980 e 1990. Aí não tem jeito. Como não me lembrar das festinhas da adolescência ao ouvir Time after time ou Coming around again. :) 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Longa espera

O fato é que não gosto de esperar. Bom, até aí nenhuma novidade. Quem gosta?
Na prática, porém, sou uma pessoa meio resignada com esse negócio de ter que esperar pelos outros. É algo que faço de forma recorrente já há algum tempo. Por exemplo,não tenho carro, então se vou pegar uma carona sempre tenho que esperar pelas decisões do motorista. Tudo bem, é um favor e carona não tem que reclamar mesmo.

Espero meu orientador me dar uma resposta há 18 dias.
Espero dois membros da banca de doutorado me responderem se poderão ou não participar.
Espero que minha chefe mande um e-mail para resolver uma viagem que farei.
Espero o professor de um curso on-line corrigir os trabalhos que já mandei.
Espero o Claudio terminar de escrever posts para o blog.