terça-feira, 31 de maio de 2016

Eu, a mais intolerante de todas

Eu realmente não sei onde nossa intolerância, impaciência e certeza de que só o que pensamos está certo irá nos levar. Confesso que tenho medo de saber.

Ontem um ator caxiense se matou. Eu o conhecia de nome, talvez o tenha encontrado uma vez ou outra quando morava em Caxias do Sul. Talvez não. De qualquer modo ele era amigo de ex-colegas de faculdade e de jornal. Pois bem, fiquei sabendo que ele havia se matado por um post no instagram. 

Estou desde novembro de 2015 acessando muito pouco o Facebook. Mais para ler as mensagens que minha mãe me manda por ali ou para ver alguma coisa quando sou marcada. Tirei o aplicativo do meu celular. 

Realmente estava começando a ficar muito incomodada - e julguei que não precisava gastar meu tempo sendo incomodada por coisas que nem estavam diretamente ligada a minha vida.  

Porém, agora que estou mais livre, resolvi tentar voltar aos poucos, mas já vi que não vai dar.

É um problema meu, mas a intolerância - independente do assunto - me agride. Eu também sou intolerante com muitas pessoas e muitos assuntos, não estou acima do bem e do mal. De qualquer forma, estou muito assustada com o nosso comportamento.

Ninguém pode lamentar a morte de um amigo ou expressar solidariedade por nada sem ser rapidamente taxado de hipócrita ou qualquer outra coisa ruim no mesmo nível.

Estou cansada. 

Curiosamente a mesma pessoa que chamou muitos de hipócritas por estarem chorando por Paris e não Mariana em novembro (o que me ajudou a deixar o FB de lado) foi chamada de hipócrita agora porque fez um post de despedida ao amigo suicida - para os "não-hipócritas" ninguém estendeu a mão para ajudá-lo e agora quer se vangloriar por ser seu amigo". Ou seja, se você não for "hipócrita" em um tema, será bem loguinho em outro. Não temos saída. Não que eu ache que todo mundo "acerta" sempre, mas ter que viver pensando no que os outros irão pensar é muito estressante. 

Por isso, acho que os seis meses longe do FB foram acertados e deverão ser mantidos. Não vou extinguir meu cadastro, pois posso usar a rede para coisas pontuais, como meu grupo de Biblioteconomia, mas ler tudo que vier na timeline realmente não é mais para mim, para o meu bem. Acho que me poupar da opinião de todos sobre tudo é a melhor saída. Serei eu a mais intolerante de todas, não mais serei tolerante ao uso do meu tempo com coisas que não valem a pena.

sábado, 28 de maio de 2016

Preguiça danada

Eu gosto de dormir à tarde. Diferente do que ocorre com muitas pessoas, que ficam se sentindo mal depois de um soninho no meio do dia, eu acordo feliz. Noto, porém, que com o tempo preciso de mais minutos de sono para acordar renovada. Antigamente se eu dormisse uma hora estava ótima depois. Agora preciso dormir pelo menos duas horas.

Hoje acordamos tarde, tentamos tomar café em uma padaria nova do bairro, mas estava lotada - como tudo que é novo, bom e diferente. Acabamos indo tomar café quase na hora do almoço no Zona Sul. O plano de ir à padaria fancy e na feirinha de orgânicos acabou indo por água abaixo. Acabamos comprando ingredientes no Hortifruti mesmo para o almoço que faremos amanhã para duas pessoas queridas e seus filhotinhos.

À tarde me bateu um sono. E olha que hoje nem tomei o remédio para o torcicolo (que ainda está por aqui firme e forte) que costuma dar um sono danado. Enquanto o Claudio foi cortar o cabelo, aproveitei para dar uma dormidinha. Foi bom. Logo depois ele chegou com nosso almoço. Esta é uma das vantagens do cabeleireiro ficar no Largo do Machado. Almoço árabe garantido. E como gostamos das comidas da rotisseria da Galeria Condor.

Depois, já desperta, aproveitei para colocar coisas em ordem. Impressionante como sempre há algo a ser arrumado. Não tem fim nunca a função doméstica.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Nova viagem à vista

E eis que de repente faltam apenas 46 dias para a próxima grande viagem de férias. :)

Hoje reservei o último local onde nos hospedaremos. Os demais já estão certos e pagos, o que sempre me deixa bem feliz. Também reservei um curso que o Claudio irá fazer. O meu já está certo há semanas. Ainda falta pesquisarmos mais sobre os lugares que visitaremos, comprar mais duas passagens de trem, o que estou esperando um pouco, pois ainda estamos vendo se vale mais a pena alugar um carro ou recorrer mesmo a scnf.

Até lá ainda preciso defender meu doutorado, terminar mais um semestre de aula, deixar tudo concluído no trabalho e terminar a grande arrumação que estou fazendo em casa.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dias vazios

Há dias que são cheios de atividades, mas assim mesmo podem ser considerados vazios. São aqueles dias de pouca fé, pouca esperança, ruídos no coração e descrença de que alguma coisa vai dar certo nesta vida. Hoje foi um dia assim. Pelo menos até agora, 19h14. Quem sabe melhora.

Já faz cinco dias que estou sentindo dores no meu pescoço.Mesmo com remédios e sessões de fisioterapia, a dor parece não querer ir embora - e eu nem sei o que a causou. É uma dor que paralisa.

Passaram-se oito dias desde que enviei o texto da tese corrigido para o orientador. Sinceramente, depois da defesa e da entrega final, quero esquecer esta pessoa por um período bem longo. Bem longo.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Alimentação saudável

Semanas atrás a Milena me enviou um link (www.cnph.embrapa.br) sobre hortaliças. Finalmente consegui olhar com calma. Trata-se de uma ótima fonte de informação sobre alimentação, com detalhamento sobre 50 hortaliças. Gostei muito da dica.

No site é possível baixar o Guia Alimentar para a População Brasileira, um excelente material sobre alimentação, mas não só.



terça-feira, 17 de maio de 2016

Lapinha spa - outras impressões

Tudo é muito limpo e organizado na Lapinha. Os funcionários são supersolícitos, o que atribuo a uma característica natural os moradores dessa região do brasil e ao treinamento que deve ser feito também com muito cuidado.

Sobram atividades para serem feitas ao longo do dia, mas cada um é livre para escolher o que quiser. Se resolver passar o dia descansando em um dos muitos ambientes agradáveis disponíveis, tudo bem.

As instalações são bonitas, confortáveis. Há uma casa principal, onde ficam a recepção, o restaurante, os quartos. Não muito distante, estão a clínica (onde se faz as massagens, tratamentos estéticos e consultas médicas), a piscina térmica e a academia. Há ainda uma piscina externa com água aquecida. Aproveitei o máximo que pude, mas confesso que poderia ter usado alguns lugares um pouco mais.

No pacote de sete dias estão incluídas três massagens e um tratamento estético. Escolhi com cuidado as massagens que iria fazer ao longo da semana. Foram três excelentes escolhas, uma com pedras quentes, outra chamada "massagem do tecido conjuntivo" e uma um pouco mais forte que uma massagem relaxante. Aproveite também para fazer uma limpeza de pele. Tudo excelente.

Durante os dias na Lapinha escolhemos, o médico e eu, uma dieta de 850 calorias, pois eu queria dar um empurrãozinho no processo de emagrecimento. Depois de sete dias, emagreci 2,2kg. Nas duas semanas seguintes, em casa e cuidando da alimentação dentro das minhas capacidades, foram mais 800 gramas. Estou me sentindo bem melhor. Eu não sou gorda, mas entendo que se for achando normal ter dois ou três quilos a mais daqui a pouco estarei com muitos quilos além do que deveria. E isso não quero de jeito algum. Pretendo perder mais um quilo para ficar no peso que considero adequado. Para isso tenho um mês e meio, que é o tempo antes da próxima grande viagem.

Eu sinto falta das caminhadas matinais, dos chás deliciosos que podíamos tomar à vontade ao longo do dia e das sopas supersaborosas que comíamos todas as noites. Ontem mesmo fiz uma de brócolis para matar a saudade. :)

O preço da Lapinha é alto, mas acho que vale cada centavo investido. Espero voltar em 2017 com o Claudio.