segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Desapego

Fiz uma nova tentativa. Reabri uma das caixas que trouxe da casa da mãe. Na outra vez, após pegar um caderninho com resumos de livros, não tive coragem nem de olhar o resto dos guardados. Hoje fui um pouco mais corajosa.

A caixa é composta por agendas dos anos 1990, dos últimos anos em Esmeralda e do período de faculdade. Dei apenas uma espiada. Diria que é pura vergonha alheia - se não fosse a mais pura vergonha própria. :) Não que eu tenha amadurecido tanto, mas... nossa, como eu escrevia sem qualquer sendo de ridículo.

Contém ainda cartões dos mais variados e cartas de diversas pessoas. Consegui colocar algumas no lixo - com as fotos da outra caixa foi mais fácil, mas as letras sempre têm um significado maior pra mim. Nunca é fácil, mesmo que a pessoa que me escreveu nem faça mais parte da minha vida hoje. Algumas lembranças são boas demais para virarem papel reciclado, sei lá...

Agora pelo menos já sei o que tem ali e numa próxima vez talvez tenha a coragem de colocar alguma ordem, digitalizar as cartas das melhores amigas e descartar outras. Tirando os livros e gibis que tenho na casa da mãe atualmente, tudo o mais que tenho está aqui no Rio, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Na casa da mãe eu não precisaria me preocupar em diminuir minhas "posses", elas poderiam ficar lá guardadas para sempre.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Memórias do coração

Existem algumas cenas que ficam guardadas na memória de maneira mais especial que outras.

Uma delas me vem à mente sempre que escuto Sweet Caroline, do Neil Diamond, por exemplo. Eu já tinha ouvido esta música antes, mas foi a partir da minha noite de despedida de Las Vegas, cercada dos amigos que tinha feito naqueles meses, que ela passou a fazer parte das minhas lembranças mais queridas. Quando foi cantada por alguém em um karaokê qualquer em que fomos parar, o bar inteiro cantou o refrão. Sinto uma alegria ao pensar na cena. Antes de irmos para lá, os mesmos amigos haviam preparado um jantar. Um fez uma paella, outra fez guacamole, outros ofereceram a casa, um trouxe uma tequila. Lembro-me de estar encostada em um armário da cozinha observando aquelas pessoas que haviam surgido na minha vida somente algumas semanas antes e que estavam sendo tão amáveis se reunindo naquela noite para se despedir. Lembro-me que me senti bem especial.

Este último fim de semana também tem tudo para entrar para as memórias mais especiais. Pela primeira vez na vida - e talvez a única, quem sabe - reuni em um mesmo ambiente as pessoas mais importantes da minha vida nos últimos 40 anos. Havia ali quem me viu nos meus primeiros dias, quem me conheceu ainda no jardim de infância, no colégio, na faculdade, nos diferentes trabalhos, no mestrado, no doutorado ou aqueles que me foram apresentados por amigos. Ao longo desses anos todos muitos já se conhecem, criaram vínculos próprios e acho que essa é uma das maiores alegrias que eu poderia ter. Não consegui ficar todo o tempo que gostaria com cada um, mas vê-los reunidos deu um calorzinho no coração. Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter escolhido. Assim como na longínqua noite de 2005, eu me senti bem especial.

E me sentir especial, neste ano inóspito e com surpresas tão desagradáveis, foi um alento.

sábado, 10 de setembro de 2016

Encruzilhada

Há momentos na vida em que parece que estamos numa encruzilhada. Às vezes há muitas opções de caminhos. Noutras apenas dois. Talvez este seja o caso mais difícil, escolher entre norte ou sul, pegar ou largar, ir ou ficar...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Por que assim?

Amanhã fará um mês de tanta coisa. Uma velinha ao santo protetor que nunca falha. Estudos de aula. Arquivos perdidos nos esconderijos do computador. Uma viagem de trem. Confirmações, mas surpresas. Novos cenários. Uma lista de planos. Introspecção. Decisões a serem tomadas.

sábado, 3 de setembro de 2016

Zero Assoluto

Dia desses fiquei sabendo por acaso que o Zero Assoluto tinha lançado uma nova música. Eu estava meio desligada durante as férias. Foi uma boa surpresa! Gostei muito de Eterni, assim como das outras duas apresentadas neste ano: Di me e di te e Una canzone e basta.  

Se há algo neste mundo que eu gostaria de fazer muito é assistir a um show do Zero Assoluto. Uma pena que eles fazem shows apenas na Itália e por ora não tenho nenhum plano de viagem à Europa.

Eu me liguei a eles depois das férias passadas na Itália em 2010. Alguns meses eu havia assistido a Cartas para Julieta, uma comédia romântica fofinha que se passa na região de Verona. Por acaso naquela viagem passamos por Verona e durante nossa viagem de carro eu reconheci uma das músicas da trilha: Per non dimenticare

Tão logo voltei para casa passei a ouvir o Zero Assoluto sem parar e a acompanhá-los no YouTube e no Facebook. Matteo Maffucci e Thomas De Gasperi são duas figuras. Volta e meia eles entram ao vivo no Facebook. Porém, desde que tirei o aplicativo de meu celular não tenho mais visto, mas várias vezes acompanhei a conversa espontânea dos dois. E até ganhei um alô ao deixar meu nome nos comentários.