quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Inquietação

Na semana passada, por mais de uma vez, senti-me inquieta. Sinto isso às vezes, nao é algo atípico, mas ainda assim me incomoda levemente, especialmente quando nao sei bem qual o motivo.

Conversando com uma amiga, ela me disse que, para ela, isso revela uma leve ansiedade. Ela é ansiosa e reconheceu algumas características.

Fiquei pensando por que estaria ansiosa agora?

Tudo está no lugar.

Existe apenas um ponto que talvez pudesse gerar um pouco de ansiedade, que é fato de morar em um apartamento temporário, mas até para isso ainda é muito cedo para ficar ansiosa, pois seria precipitado já encontrar algo agora.

Algo que me inquieta quase sempre, mas vejo como algo normal, é a sensacao de que a vida vai passando depressa demais e meus dias sao muito parecidos. Logo depois lembro que gosto de dias parecidos, gosto da seguranca das coisas iguais, gosto de seguranca.

Talvez seja apenas uma ansiedade pelas próximas férias, que comecarao em... 23 dias.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Uma sexta-feira de fevereiro

O sol vai avançando e derretendo o gelo que se formou sobre a grama durante a madrugada. Este é um espetáculo que acompanho da minha janela na biblioteca algumas vezes ao longo do inverno.

Um sorriso, às vezes, tem este mesmo efeito em nosso humor meio congelado em alguns dias.

Hoje é sexta-feira. Vou almoçar com um antigo colega de trabalho. Já comprei minha passagem para ir me encontrar com o T. mais tarde. O céu está azul e o sol brilha, apesar da temperatura negativa. Aqui dentro está quentinho, acabei de beber um chá e de comer um pedacinho de chocolate escuro. Faltam 35 dias para as viagens de férias. E esta trilha dos anos 1960 é fantástica.

O dia não poderia estar melhor.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Uma vida com menos plástico

A minha principal decisão de ano-novo é viver com menos plástico - já era uma vontade antiga, mas T. também me inspirou. Não significa que eu vá jogar fora tudo que tenho de plástico em casa, mas decidi ao longo do ano tomar pequenas decisões, que ajudem a mudar meus hábitos de consumo e, consequentemente, diminuir compra e uso de materiais plásticos.

Há mais ou menos quatro meses comprei minha primeira escova de dentes de bambu. Nos primeiros usos nao foi muito fácil, pois sentir a madeira na boca me lembrou a sensacao esquisita das colheres de madeira para tomar sorvete. Bom, depois melhorou. Já testei duas marcas vendidas nas drogarias aqui na Alemanha. Naturalmente com o preco de uma escova de bambu eu compraria tres de plástico, mas vou tentar seguir trocando as escovas por outras de bambu. Ainda nao comprei uma alternativa para a pasta de dente, mas já vi na web que existem opcoes em vidro.

No ano passado, depois da indicacão de uma amiga, decidi comprar calcinhas menstruais. Eu já havia usado por um período o copinho coletor, mas não me adaptei muito bem. Estar com ele em si não era um problema, mas colocar e retirar sempre me deixada meio frustrada. Além do que, o banheiro no trabalho não permite que eu o lave o copo durante o dia, caso precise ou queira. As calcinhas são confortáveis e seguras. Estou gostando da experiência. Comprei aqui na Alemanha as da marca ooshi. Ainda não tinha conseguido me livrar dos absorventes diários. Não os uso sempre, mas são práticos em viagens ou para os dias finais do ciclo. Pesquisei na semana passada e achei alguns feitos somente com algodão, sem plástico, na dm. É difícil escapar do microplástico, mas pelo menos são um lixo mais "degradável" que os normais.

Ainda tenho pelos menos três shampoos em casa, mas a minha ideia é comprar uma opcao em barra para testar quando os outros chegarem ao fim. Também penso em usar um condicionador em barra. Vi que na Lush há algumas opcoes. Daqui a algumas semanas planejo dar uma volta por lá.

Há períodos em que só compro sabonete líquido; em outros, apenas em sabonete em barra. Acho que já está mais do que na hora de voltar aos modelos em barra embalados em papel. Só preciso ver onde colocá-los, assim como o shampoo em barra, durante o banho, para nao derreterem rápido.

Frutas e legumes consigo já comprar há algum tempo sem utilizar sacos de plástico. Os supermercados aqui oferecem também opcoes de sacos de papel quando necessário. Também pensei em utilizar sacos antigos de sapatos para embalar legumes como cebola, batata, cenoura etc. Eu havia pensado em comprar sacos de pano para esse fim, mas lembrei que tenho vários sacos de pano que vieram com sapatos. Vou separar alguns para os sapatos e outros destinar para as compras.

Ontem vi o anúncio de um cotonete reciclável. Como ainda tenho dezenas de cotonetes tradicionais em casa, vou esperar até investir 11 euros num cotonete durável.

Desde o fim do ano passei a comprar uma embalagem maior de iogurte em vidro. Depois de consumi-lo, posso devolver no supermercado, mas estou pensando em guardar mantimentos neles.

Ainda estou pensando numa solucao para as garrafas de água. Eu gosto de tomar água com gás e acabo comprando garrafas PET porque sao mais leves. O ideal seria comprar engradados de garrafas de vidro, mas carregar e armazenas isso ainda é um problema. As garrafas PET sao devolvidas no supermercado aqui na Alemanha, pelo menos. 

Aos poucos, estou escolhendo roupas que sejam feitas de maneira mais sustentável. Isso tem que ser mesmo aos poucos, pois elas custam bem mais do que as de fast-shops.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Recomeço

Hoje estou de volta ao trabalho. A sensação é boa. Eu me sinto feliz por estar novamente aqui na biblioteca. Durante o dia, alguns colegas vieram dar um oi.

Iniciar um novo ano não muda nada na verdade, mas ao mesmo tempo parece que nos enchemos de esperança de que será diferente. Bom, eu estou feliz por continuar aqui.

 Tenho alguns planos para este ano. Nada mirabolante como mudar de país, apenas coisas normais de começo de ano: me alimentar melhor, fazer mais esporte, passar mais tempo com as pessoas de que gosto, ler um livro por mês, assistir a um filme por semana. :-)

As três semanas de férias foram muito boas. As experiências vividas foram positivas, mesmo quando eu nem sempre estava tão disposta a vivenciá-las. Passar praticamente três semanas com o T. também foi uma experiência boa e tranquila. Aprender a esquiar valeu a pena, mesmo que o medo tenha me impedido de aproveitar um pouco mais. Quem sabe numa próxima seja mais fácil.

 Em 60 dias terei férias de novo. Não que eu esteja com pressa, mas estou animada com a próxima viagem.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Aprendizado de 2019: não crie expectativas

2018 foi um ano muito querido comigo.

2019 não ficou muito atrás.

Talvez uma das grandes lições dos últimos tempos tenha sido: não crie expectativas. Nem grandes, nem pequenas. Apenas viva da melhor forma que conseguir.

Foi o que fiz em 2018. E cheguei ao final do ano me sentindo feliz.

Neste ano, eu talvez não tenha seguido isso à risca. Criei algumas expectativas, as quais, obviamente, não se concretizaram. Porém, não fico frustrada ao me dar conta disso. Acho até bom, pois reforça o primeiro pensamento, de que a vida é mais feliz quando não cobramos demais de nós mesmos ou dos outros.

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Acabei de ler a carta de uma amiga, na qual ela faz uma pequena avaliacão de 2019. Nos meses futuros, ela espera descobrir mais sobre uma parte de si mesma, despertada neste ano. Isso gera um tanto de angústia, o que me fez ficar pensando: por que sempre temos que consertar algo? Por que sempre queremos mudar características que nem são tao negativas assim? Obviamente podemos ser pessoas melhores, nos colocarmos mais no lugar do outro, termos mais paciência conosco e com os outros e assim por diante, mas não é exatamente disso que se trata quando falamos entre amigos que precisamos resolver algumas coisas em nós mesmas. Queremos ser pessoas levemente diferentes, "melhor resolvidas", que não se abalam mais com coisas que sempre mexeram muito conosco.

Eu mesma me vejo lidando com temas que já me estressaram várias vezes em momentos diferentes da minha vida. Achei que estavam bem resolvidos. Ledo engano...

Não, não estão resolvidos, mas a forma como decidi encará-los mudou - ufa! Pelo menos isso! Menos reacoes intempestivas, mais respiradas - o que realmente funciona, junto com um afastamento do tema. Depois tudo parece ter menos importância, ainda mais quando é um tema que nem deveria ocupar meu tempo. A vida tem bem sido mais fácil assim.

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Uma das expectativas criadas para 2019 foi a de ter amigos aqui na Alemanha. Posso dizer que os lacos com os antigos se estreitaram e conheci pessoas que talvez com o tempo venham a ser amigos. As amizades aqui desenvolvem-se de forma diferente que no Brasil. Também notei que sem se mexer, nada acontece. Eu fiz a minha parte.

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Viajei o suficiente em 2019. Acordei em Londres no dia 1.01. Depois fiz duas viagens com a família da Dê. Conheci Estocolmo com a Simone. Recebi a visita da Anja e da família do Rodrigo. Encontrei a Tati no aeroporto. Fui ao Brasil. Fiz uma viagem com as sobrinhas e a mãe. Depois ainda passeei com a mãe por aqui e no Marrocos. Conheci a cidade do T. e, depois, a região de onde vêm os pais. E ainda teve os fins de semana agradáveis em Heidelberg e em Baden-Baden com ele. Definitivamente não dá para reclamar.

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Obrigada, 2019, pelas belas surpresas.
Que 2020 seja novamente generoso comigo e com todos.

E o tempo passou até que rápido

E não é que cinco semanas já se passaram? Mais quatro dias de trabalho e... férias!

Não sei se trabalhei mais neste ano ou se cansei mais por alguma razão, só sei que estou realmente, com todas as minhas forcas, contando esses últimos dias.

Porque estou me sentindo cansada, só penso em dormir no tempo que tiver livre, mas já sei que não será bem assim. Talvez no fim de semana, quando estiver na casa do T., mas não na semana seguinte, quando vamos para a casa dos pais. Não que seja preciso madrugar, mas também não dá para se levantar as 11h. O lado bom é que dá para fazer mais coisas ao longo do dia.

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Na semana passada, recebi um pacotinho especial vindo do Brasil. Eu já tinha uma ideia do que havia dentro, mas ainda assim fiquei bem emocionada quando finalmente vi a almofada que minha amiga Márcia fez pra mim. Há alguns meses, ela fez uma feijoada para os amigos e aproveitou para coletar as assinaturas que depois seriam bordadas pela Cris. Ficou lindo meu presente!





quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Seis semanas

Contando com esta semana, faltam seis semanas até o recesso de Natal/Ano Novo. Eu sou a pessoa das contagens regressivas, mas estou tentando disfarçar. Além do mais, há tantas coisas na agenda que o tempo vai passar voando de uma forma ou de outra.

Depois do clima ameno em Lisboa, onde passei dias tao felizes com amigos queridos, voltei para uma Alemanha que começa a ficar gelada. Quando viajei, a temperatura ainda estava acima dos 12 graus, agora entramos em um dígito e deve seguir assim até lá por... abril. Oh, mein Gott!

Talvez eu seja obrigada a comprar algumas roupas novas. Eu não sou muito consumista e neste ano, tirando um arroubo quando a mãe estava aqui (péssima influência), devo ter comprado umas 5 pecas ao longo do ano. Comprei mais coisas de casa do que roupas e calcados para mim. Só que tenho uma preguiça de ir fazer compras.

Algumas árvores já perderam todas as folhas, outras estão começando agora a amarelar. Todos os dias, sim todos mesmo, eu fico admirada com as árvores ao redor. É simplesmente bonito demais.

Estou tentando fazer tudo certinho em relação às normas para não residentes no Brasil, mas devo dizer que mesmo para seguir as regras no Brasil não é moleza. Parece que mesmo que você queira fazer tudo certo, os meios são supercomplicados. Impressionante. Eu só quero pagar um imposto, mas está difícil saber como fazer isso. Já consultei dois contadores e não consegui uma resposta objetiva.




Inquietação

Na semana passada, por mais de uma vez, senti-me inquieta. Sinto isso às vezes, nao é algo atípico, mas ainda assim me incomoda levemente, e...