segunda-feira, 11 de julho de 2016

Programação de férias

Depois de tantas semanas de espera, eis que as férias estão chegando. Que felicidade!
Nada me deixa mais feliz do que uma viagem. Pelos próximos 30 dias me dedicarei de corpo e alma a mais uma delas. :)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

BiblioMaison

Compartilho uma sugestão de biblioteca bacana para se conhecer no Rio de Janeiro. Nesta semana, para realizar o trabalho de Unidade de Informação, disciplina do prof. João, visitei a BiblioMaison, que fica no espaço da antiga Mediateca da Maison de France, no centro da cidade.

Foi uma bela transformação. O espaço ficou lindo e muito agradável. Os livros nas estantes seguem a CDD, mas há bastante material no salão central para se ler descompromissadamente nos sofás confortáveis. Num futuro próximo a biblioteca contará com um café.

A BiblioMaison fica no 11º andar da Casa de Europa (ex-Maison de France), que abriga os consulados da França e da Alemanha (e é vizinho do da Itália), na Avenida Presidente Antônio Carlos, 58.





















quinta-feira, 23 de junho de 2016

E não é que passou?

Depois desses meses todos de angústia, finalmente chegou o dia da defesa do doutorado. Foi na última segunda-feira, dia 20. 

Tudo ocorreu muito rápido nas semanas finais, ou melhor, nas primeiras semanas do mês de junho. Quando o mês virou, fiquei no pé do meu orientador para marcarmos logo esta defesa. 

Amanhã estou viajando para o RS, depois para férias longas e não queria ter que resolver isso somente na volta. 

Acho que ganhei pelo cansaço. E também pela estratégia montada pelo Claudio, de fazer um cronograma, escrever um e-mail bem elaborado e por aí vai, tudo que uma mente menos estressada com o assunto poderia pensar melhor.

No dia da defesa eu acordei levemente nervosa, mas como tinha uma videoconferência com colegas da Alemanha, minha preocupação foi direcionada para este outro desafio, entender o que estava sendo transmitido em alemão - e eventualmente falar alguma coisa.

Quando a reunião acabou é que comecei a ficar realmente nervosa, mas minhas colegas me acompanharam em um almoço tranquilo, sem pressa. 

Saí com uma hora de antecedência e ainda dei um tempinho entre os gatos da UFRJ antes de ir para o IBICT. 

Fui a primeira a chegar na sala, mas antes conferi se as duas professoras do IBICT estavam lá, pois a professora suplente teve um bebê e não poderia cobrir o lugar de ninguém. Elas estavam. Ufa! Aí foi esperar a chegada de todos. 

Um deles se atrasou, mas já estava a caminho. Começamos com quase meia hora de atraso.

Consegui fazer minha apresentação sem consultar minhas anotações. As perguntas não foram fáceis, mas também estavam alinhadas com o trabalho. Respondi quase todas. Cada um fez vários comentários sobre o texto, a escrita, apontaram pontos positivos e negativos. Minha amiga Angela estava na plateia. Ela levou três colegas da BN. Não deixei o Claudio ir. Estava nervosa demais e quanto menos gente, melhor. 

Depois da banca se reunir, fui declarada aprovada. :)

Não há como expressar o alívio sentido. 



terça-feira, 14 de junho de 2016

Quase quase

Faltam seis dias para defesa do doutorado. Nem estou acreditando. Os últimos dias foram bem corridos. Havia muito a ser feito depois que o professor finalmente me enviou a versão final corrigida do meu texto: entrar em contato com os professores, esperar suas respostas, marcar a data definitiva, imprimir e encadernar as cópias, entregar os documentos, pedir a homologação. Tudo isso já foi providenciado. Agora estou concentrada no fechamento da apresentação. Ainda terei uma última reunião com o orientador. A coordenação ainda aprovar a data. Digamos que emoção não faltou nestes últimos quatro meses. Ô reta final longa!

Gastei uma pequena fortuna na impressão das oito cópias do trabalho. Optei por fazer tudo em uma gráfica aqui perto de casa, pois ficaria mais perto para buscar. Como ainda tinha que fazer uma correções no nome dos professores suplentes, fui encadernando aos poucos. O mocinho da m3print, André, imprimiu tudo e foi encadernando à medida que eu pedia. Fui umas quatro vezes lá gerenciar o trabalho. Deu tudo certo!

- Este é o resultado de quatro anos de trabalho. - Falei animada.
- Trabalho ou estudo? - perguntou ele.
- Os dois, de certa forma.
- Quatro anos para fazer isso? (Eu não sabia se dava uma gargalhada ou se chorava mediante tal pergunta).

Ontem, ao buscar a última cópia, novo diálogo inusitado.
- André, agora você torce para eu passar.
- E alguém reprova?
Apenas pensei: - Espero que não.
Aí ele completou: - Vou torcer para você passar, para vir fazer mais impressões aqui com a gente.

Por fim, ontem consegui entregar a última cópia, para a professora suplente que estava faltando.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Meu (longo) processo de cidadania italiana

Logo depois que eu voltei da Alemanha, comecei a procurar as informações sobre os meus antepassados italianos. Naquela época, ano 2000, a internet era uma novidade superlegal, mas ainda sem muita oferta de conteúdo. Eu nem lembro mais onde consegui as primeiras orientações sobre cidadania italiana, mas lembro-me que ainda nos primeiros meses em Florianópolis escrevi para o Ministério da Justiça para verificar se meu avô havia se naturalizado brasileiro. Felizmente, não. Se tivesse, eu não teria mais direito.

Lembro do dia em que recebi a carta do ministério informando que não constava dos arquivos qualquer informação sobre a naturalização de meu avô. Poderia continuar com minhas buscas. Atualmente este documento pode ser gerado em minutos no site do Ministério da Justiça e Cidadania (link), basta preencher todas as opções do nome do antepassado. É muito comum o nome ou sobrenome ser abrasileirado, como no caso do meu avô que de Vittore passou a ser chamado de Victório.

No início de 2001 fui a Porto Alegre para pesquisar no arquivo estadual do Rio Grande do Sul e na Cúria Metropolitana. Lá descobri uns livros do prof. Mario Gardelin, de Caxias do Sul. Foram as primeiras pistas. Também entrei em contato com a Cúria de Caxias do Sul, que me forneceu a certidão de óbito do meu bisavô.

Nessa altura, cheguei ao máximo de informações que consegui levantar sozinha. Resolvi recorrer a um advogado que trabalhava com cidadania italiana. Como ele é pai de um antigo colega de faculdade, foi fácil obter o contato. Investi R$ 400 e algumas semanas mais tarde receberia a certidão de meu antepassado (facilitou eu saber a província de onde ele veio, informação me passada pelo meu pai quando tive de fazer uma trabalho sobre a família na 7ª série). Naquela época R$ 400 era bastante dinheiro para mim (continua sendo), mas achei que valeria a penas gastá-lo nisso.

Lembro-me que fiquei emocionada ao receber essa certidão, com o nome correto do meu avô, o nome da cidade italiana em que havia sido registrado - Cesiomaggiore, na Província de Belluno, região do Vêneto.

Depois veio a parte mais fácil, mas igualmente trabalhosa. Comecei a pesquisar onde estava as demais certidões. Como o antepassado era meu avô, o número de documentos nem era tão alto, mas mesmo assim... No meu caso foram os seguintes:

1. Certidão de nascimento do avô italiano
2. Certidão de casamento do avô
3. Certidão de óbito do avô
4. Certidão de nascimento do pai
5. Certidão de casamento do pai
6. Certidão de óbito do pai
7. Certidão de nascimento minha
8. Certidão negativa de naturalização

A esta lista eu cheguei mais tarde, naquele início pedi as certidões da avó e da mãe, que não precisava. Fiquei com os registros completos.

Somente quanto tinha encontrado e tinha cópia de tudo fui até o consulado. Isso demorou alguns anos. Eu entrei com meu pedido no consulado italiano de Florianópolis/Curitiba somente em 2003. Por anos acompanhei o andamento. A fila era enorme. Fui chamada depois de 10 anos, mas nem morava mais lá.

A minha troca de residência acabou aumentando a espera em alguns anos. Quando me mudei para o Rio, demorei muito, uns dois anos, para conseguir ter um comprovante de endereço no meu nome. Lembro-me que na primeira tentativa de requerer a cidadania, em 2007, levei o boleto da ESPM, onde eu fazia uma pós. Não servia, tinha de ser uma conta de água, luz, gás ou telefone fixo. Como o Claudio nunca encontrava tempo para trocar uma das contas, num dia a caminho do trabalho descobri onde ficava a Companhia de Gás (CEG). Passei lá e sem qualquer complicação alterei o nome do titular da conta - o mais louco é que o débito em conta continuou no nome do Claudio.

Com esse papel, lá por setembro de 2008 consegui finalmente dar entrada no pedido. Precisei levar apenas o comprovante de residência, cópia da certidão do antepassado e um requerimento que podia baixar da web (em alguns consulado já é necessário apresentar toda a documentação). Pronto! Processo iniciado. Era "só" esperar ser chamada pelo consulado. Se trocasse de endereço (dentro do estado), tinha que avisar.

Os anos se passaram.

Nesse meio tempo, aproveitei para corrigir os erros de registro nas certidões. Gastei mais R$ 1500 para que um advogado entrasse com um processo de correção do nome do meu avô nas certidões do meu pai e na minha. As outras, um primo de Caxias do Sul já havia corrigido. Ah, sim, isso foi algo que vim a descobrir somente alguns anos mais tarde.

Este primo, apesar de não ter direito à cidadania (ele é filho da minha única tia e - injustiça enorme, pois a única certeza absoluta que temos nesta vida é de que nossas mães são nossas mães, já os pais... - existe uma lei que impede o pedido de cidadania a filhos de mulheres nascidas até uma certa data) providenciou vários dos documentos. Ou seja, eu poderia ter pedido aquela certidão de nascimento do avô a ele.

Vez ou outra eu enviava um e-mail ao consulado perguntando como estava a fila. Desde 2013 ou 2014, eles começaram a colocar a lista no site do consulado, o que facilitou. Comecei a fazer uma estimativa de quando seria chamada. Achava que seria lá por 2018.

Só que lançaram uma lei que agilizou o processo: a cobrança de uma taxa. Antes era tudo gratuito. Desde a metade de 2014 passou a ser cobrada uma taxa de 300 euros para registro da cidadania italiana. É claro que muita gente acabou desistindo. Isso fez com que a fila passasse a andar mais rápido.

Assim, em maio de 2015, recebi uma carta avisando que eu deveria entregar toda documentação ao consulado no dia 8 de outubro de 2015. Teria algum trabalho pela frente. Os tais documentos precisavam ter sido pedidos aos cartórios há no máximo seis meses, ou seja, precisaria pedir tudo de novo. Como eu já tinha tudo, foi só pedir uma nova via.

Telefonemas, e-mails, algumas cartas registradas, estresse com o pessoal dos cartórios e mais uns $$$, consegui que (Esmeralda, Vacaria e Passo Fundo) me enviassem as certidões, que ainda precisavam ser autenticadas (e ter as firmas dos escrivães reconhecidas) e carimbadas pelo Itamaraty antes de serem entregues para a tradução. Parecia fácil, mas não foi.

O que eu fiz:
1) pedi todas as certidões aos cartórios, enviando uma carta com minha assinatura autenticada pelo correio.

2) Aproveitei uma viagem ao Rio Grande do Sul para autenticar todas as certidões em um cartório de Porto Alegre. Liguei para vários para saber se eles tinham as assinaturas dos escrivães em seus bancos de dados. Teoricamente, todas estão em um enorme banco de dados eletrônico, mas de fato isso não ocorre. O moço do cartório de Porto Alegre era muito prestativo e atencioso. Avisei quando iria e ele pediu com antecedência aos cartórios de Esmeralda e Vacaria para enviarem por e-mail as firmas. Somente havia dos oficiais de Passo Fundo. Quando cheguei em Porto Alegre, já estava tudo certo, foi só mesmo reconhecer as firmas e autenticar.

3) Liguei também com antecedência para o Itamaraty em Porto Alegre. O escritório não abria ao público às sextas-feiras, mas abriram uma exceção. Em poucos minutos, meus documentos estavam carimbados e prontos. Pelo menos era o que eu achava.

Quando voltei ao Rio, depois de ser alertada por um dos tradutores que contatei, entrei em contato com o consulado para saber se era somente isso. Descobri que tinha que ser autenticado (e ter as firmas reconhecidas) por um cartório daqui do Rio. Poxa vida. E o Itamaraty tinha que ser daqui também.

4) Lá fui eu para um dos principais cartórios do Rio, que fica na Rua do Ouvidor, no Centro da cidade. Lá tinha que haver todas as assinaturas do universo! Claro que não tinha, mas o mocinho do cartório reconheceu a firma dos colegas do cartório de Porto Alegre quando não havia os das cidades menores. Assim, depois de meia hora e mais alguns $$$, saí feliz do cartório em direção ao Itamaraty, também no Centro.

5) A essa altura eu já havia levantado o preço da tradução juramentada e o tradutor (Marcello Scarrone. Aliás, se alguém precisar de um tradutor juramentado de italiano no Rio, não hesite em contratá-lo. É muito profissional.) me alertou para levar ao Itamaraty também a certidão negativa de naturalização. Ainda bem que ele me avisou, pois senão teria de dar mais uma viagem ao Centro.

6) Com uma coleção enorme de carimbos, entreguei todos os documentos para tradução em julho. Quase em agosto, Marcello me entregou tudo certinho.

Aí sim foi só esperar o tão aguardado 8 de outubro. E ele chegou.

7) Bem cedo fui para o consulado. Depois de deixar celular no armário, tirar foto, pegar senha e esperar, entreguei todos os documentos organizados para a senhora do guichê 9. Ela conferiu tudo, viu que estava tudo certo. Junto à documentação entreguei também um comprovante de residência.

8) "Parabéns, você é uma cidadã italiana", ela me disse depois de alguns minutos. Informou ainda que após 180 dias eu poderia pedir o passaporte italiano. Os documentos seriam enviados ao meu comune (Cesiomaggiore) na Itália e tão logo voltassem, dentro desse prazo, eu poderia agendar um horário para fazer o passaporte.

Ou seja, ainda não tinha terminado.

Como eu iria passar o mês de abril fora, pensei em agendar para o início de maio. Quem disse que é fácil agendar um horário no consulado italiano?

9) Descobri em posts de blogs, que a dica é entrar à meia-noite de Roma. Dependendo do fuso, cinco horas antes no Brasil: 19h. Foi o que fiz durantes uns dias. Até que deu certo!

10) A lista de documentos está disponível no site do consulado. Não tem nada de difícil. Fiz as fotos 3x4 num dia que estava de bobeira na rua, preparei as cópias dos outros documentos e lá fui eu. Processo rápido e simples. O meu maior medo era os documentos ainda não terem voltado da Itália, mas realmente depois de 180 dias eles estavam já de volta ao consulado. Com isso certo, a moça só me perguntou quanto eu media e a cor dos meus olhos. Conferi se estava tudo certo. Uma semana depois era só buscar o passaporte.

11) Desta vez foi mais fácil até para entrar no consulado, bastou apresentar o recibo. Ah, sim, o passaporte é pago, 116 euros. Para pegar o documento, basta entrar na fila de retirada de documentos. Hoje o consulado estava cheio! Demorou um pouco, mas no final da manhã eu já tinha meu tão esperado passaporte italiano nas mãos. :)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vitória

Hoje estou em Vitória, Espírito Santo. Esta é a segunda vez que venho passar um dia aqui, mais especificamente um dia no campus da Universidade Federal do Espírito Santo. A razão é a mesma de julho de 2013: aplicar testes de alemão.

A primeira turma já concluiu. Alguns saem meio tristes da prova. Outros, animados com a nota. O último quase chorou de emoção ao conseguir a nota que permitirá concorrer a uma bolsa de estudos. Eu quase chorei junto. Não sou de chorar em público, mas estávamos só nós dois na sala.

À tarde farei uma palestra. Eu já nem sei mais quantas já fiz. Eu não gosto de falar em público. Só que já falei tanto sobre a Alemanha que isso não me assusta mais. Uberlândia, Uberaba, Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Ijuí, Cerro Largo, Santo Ângelo, Passo Fundo, Recife, Belém, Manaus, Natal, Seropédica e Rio de Janeiro. Acho que me lembrei de todos os lugares. Acrescentarei hoje Vitória.

Tudo isso é bom para me distrair do que provoca esta dor no meu pescoço: a falta de qualquer consideração do meu orientador por mim. Eu não sei se ele lê meus e-mails, mas sei que não abre minhas mensagens no WhatsApp, apesar de acessar o aplicativo várias vezes ao dia. Nunca é fácil lidar com o desprezo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Eu, a mais intolerante de todas

Eu realmente não sei onde nossa intolerância, impaciência e certeza de que só o que pensamos está certo irá nos levar. Confesso que tenho medo de saber.

Ontem um ator caxiense se matou. Eu o conhecia de nome, talvez o tenha encontrado uma vez ou outra quando morava em Caxias do Sul. Talvez não. De qualquer modo ele era amigo de ex-colegas de faculdade e de jornal. Pois bem, fiquei sabendo que ele havia se matado por um post no instagram. 

Estou desde novembro de 2015 acessando muito pouco o Facebook. Mais para ler as mensagens que minha mãe me manda por ali ou para ver alguma coisa quando sou marcada. Tirei o aplicativo do meu celular. 

Realmente estava começando a ficar muito incomodada - e julguei que não precisava gastar meu tempo sendo incomodada por coisas que nem estavam diretamente ligada a minha vida.  

Porém, agora que estou mais livre, resolvi tentar voltar aos poucos, mas já vi que não vai dar.

É um problema meu, mas a intolerância - independente do assunto - me agride. Eu também sou intolerante com muitas pessoas e muitos assuntos, não estou acima do bem e do mal. De qualquer forma, estou muito assustada com o nosso comportamento.

Ninguém pode lamentar a morte de um amigo ou expressar solidariedade por nada sem ser rapidamente taxado de hipócrita ou qualquer outra coisa ruim no mesmo nível.

Estou cansada. 

Curiosamente a mesma pessoa que chamou muitos de hipócritas por estarem chorando por Paris e não Mariana em novembro (o que me ajudou a deixar o FB de lado) foi chamada de hipócrita agora porque fez um post de despedida ao amigo suicida - para os "não-hipócritas" ninguém estendeu a mão para ajudá-lo e agora quer se vangloriar por ser seu amigo". Ou seja, se você não for "hipócrita" em um tema, será bem loguinho em outro. Não temos saída. Não que eu ache que todo mundo "acerta" sempre, mas ter que viver pensando no que os outros irão pensar é muito estressante. 

Por isso, acho que os seis meses longe do FB foram acertados e deverão ser mantidos. Não vou extinguir meu cadastro, pois posso usar a rede para coisas pontuais, como meu grupo de Biblioteconomia, mas ler tudo que vier na timeline realmente não é mais para mim, para o meu bem. Acho que me poupar da opinião de todos sobre tudo é a melhor saída. Serei eu a mais intolerante de todas, não mais serei tolerante ao uso do meu tempo com coisas que não valem a pena.

sábado, 28 de maio de 2016

Preguiça danada

Eu gosto de dormir à tarde. Diferente do que ocorre com muitas pessoas, que ficam se sentindo mal depois de um soninho no meio do dia, eu acordo feliz. Noto, porém, que com o tempo preciso de mais minutos de sono para acordar renovada. Antigamente se eu dormisse uma hora estava ótima depois. Agora preciso dormir pelo menos duas horas.

Hoje acordamos tarde, tentamos tomar café em uma padaria nova do bairro, mas estava lotada - como tudo que é novo, bom e diferente. Acabamos indo tomar café quase na hora do almoço no Zona Sul. O plano de ir à padaria fancy e na feirinha de orgânicos acabou indo por água abaixo. Acabamos comprando ingredientes no Hortifruti mesmo para o almoço que faremos amanhã para duas pessoas queridas e seus filhotinhos.

À tarde me bateu um sono. E olha que hoje nem tomei o remédio para o torcicolo (que ainda está por aqui firme e forte) que costuma dar um sono danado. Enquanto o Claudio foi cortar o cabelo, aproveitei para dar uma dormidinha. Foi bom. Logo depois ele chegou com nosso almoço. Esta é uma das vantagens do cabeleireiro ficar no Largo do Machado. Almoço árabe garantido. E como gostamos das comidas da rotisseria da Galeria Condor.

Depois, já desperta, aproveitei para colocar coisas em ordem. Impressionante como sempre há algo a ser arrumado. Não tem fim nunca a função doméstica.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Nova viagem à vista

E eis que de repente faltam apenas 46 dias para a próxima grande viagem de férias. :)

Hoje reservei o último local onde nos hospedaremos. Os demais já estão certos e pagos, o que sempre me deixa bem feliz. Também reservei um curso que o Claudio irá fazer. O meu já está certo há semanas. Ainda falta pesquisarmos mais sobre os lugares que visitaremos, comprar mais duas passagens de trem, o que estou esperando um pouco, pois ainda estamos vendo se vale mais a pena alugar um carro ou recorrer mesmo a scnf.

Até lá ainda preciso defender meu doutorado, terminar mais um semestre de aula, deixar tudo concluído no trabalho e terminar a grande arrumação que estou fazendo em casa.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dias vazios

Há dias que são cheios de atividades, mas assim mesmo podem ser considerados vazios. São aqueles dias de pouca fé, pouca esperança, ruídos no coração e descrença de que alguma coisa vai dar certo nesta vida. Hoje foi um dia assim. Pelo menos até agora, 19h14. Quem sabe melhora.

Já faz cinco dias que estou sentindo dores no meu pescoço.Mesmo com remédios e sessões de fisioterapia, a dor parece não querer ir embora - e eu nem sei o que a causou. É uma dor que paralisa.

Passaram-se oito dias desde que enviei o texto da tese corrigido para o orientador. Sinceramente, depois da defesa e da entrega final, quero esquecer esta pessoa por um período bem longo. Bem longo.