segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, filmes ou conversando.

As aulas do curso de Biblioteconomia também estão chegando ao fim, mas até a semana que vem ainda haverá alguns dias com aula. Na segunda ainda tem apresentação de um trabalho. Para escrever ainda faltam dois individuais e dois em grupo. Por sorte, uma amiga alemã se ofereceu para ler meus textos. Assim fico mais tranquilo. Duro é que no dia da prova não terei essa ajudinha, mas ainda estou pensando se vou fazer a prova. Eu não preciso das notas dessas disciplinas para nada, pois não aproveitarei essas matérias no meu currículo da UCS. Por isso, vou decidir até a semana que vem se estou preparada ou não para me submeter a uma prova à toa.

Enquanto termino os últimos trabalhos, estou planejando minhas viagens para julho. A minha amiga Márcia vem me ver. Fiquei muito feliz. Aliás, as visitas das amigas foram surpresas agradáveis. Fiquei muito feliz com a visita da Gisele e do Andreas e depois da Dê com a família. Antes da Márcia, vem a Simone, amiga dos tempos de Frankfurt, para passar um domingo comigo. No fim de semana passado, me encontrei com o Stephan, colega de trabalho no Rio, que agora mora em Munique, e neste fim de semana vou viajar com uma amiga da minha amiga Marie. Tudo isso dá um quentinho no coração. E talvez ainda tenha uma visita a dois amigos na Itália. :) No final, é isso, a gente tem que valorizar quem gosta da gente.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sentimento bom

O semestre já passou da metade e dia a dia vão surgindo mais trabalhos de aula, seja em grupo, em forma de apresentações ou de textos. Hoje mesmo passei pela apresentação de dois. O primeiro, sobre bibliotecas escolares no Brasil, apresentei sozinha. O outro, sobre um software para bibliotecas, em grupo.

Naturalmente estava nervosa.

Eu já aprendi que se ensaiar em voz alta algumas vezes, controlando o tempo e gravando as apresentações, consigo chegar no dia bem preparada. Só que hoje havia o agravante da língua. 

Como a apresentação sobre bibliotecas escolares estava marcada para dia 9 de maio, eu já estava com ela pronto há algum tempo. Então passei as últimas duas semanas lapidando o conteúdo. Na sexta-feira consegui escrever todo o roteiro da apresentação e ontem treinei. 

Como em poucas vezes na minha vida, estou com um sentimento muito bom depois de uma apresentação. E, diferente de sempre, não estou me recriminando se disse algo errado. Confesso que nem me lembro se cometi algum erro gramatical. Hoje estou orgulhosa de mim por ter elaborado a apresentação e tê-la feito em alemão. :) 

Depois da primeira apresentação, sozinha, a outra foi fichinha. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detalhes do dia a dia



Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo que acho muito legal aqui é que os idosos são bastante ativos, mesmo aqueles com algumas limitações. É bastante comum vê-los com seus andadores (onde podem guardar seus pertences e usar como banco se necessário) por todos os lados. Claro que ter um sistema de transporte que os respeita deve ajudar.

Como em qualquer cidade grande, sempre há mil coisas ocorrendo aqui em Stuttgart. Aqui mesmo em Möhringen, meu pequeno bairro, há muitas associações com programação variada, desde espetáculos até aulas de ginástica, yoga, clubes de leitura... As bibliotecas também oferecem sempre um programação rica e variada. Eu mesma já fui a pelo menos quatro palestras interessantes sobre tecnologia. O Rio, como cidade grande, também oferece muitas coisas, mas aqui acho mais fácil ir, talvez por ser tão fácil se deslocar pela cidade, talvez por me sentir segura.

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Mais cedo li o relato de uma moça, mãe e pesquisadora, que resolveu fazer um experimento no Tinder. É assustador como mulheres que tiveram filhos e agora são solteiras são tratadas por homens. Não acho que tenhamos piorado, pois o machismo sempre existiu. Duro é ver que não há perspectiva de isso terminar, que homens de 20 e poucos conseguem ter discurso de homens das cavernas.

Há também uma enorme falta de empatia entre mulheres, o que acho ainda mais chocante, mas não me surpreendente.

Acabei me lembrando de um episódio que vivi há uns 10 anos. Há muito tempo eu sei que não era por mal, mas logo que comecei a namorar com o C. era comum meu nome ser trocado pelo da ex. Óbvio que eu não gostava disso e isso rendeu algumas chateações, depois superadas. Pior que isso, porém, logo depois de um desses episódios, foi ir a um almoço familiar e ter que ouvir uma amiga da família contar a história de uma moça que se chateava porque a família continuava adorando a ex de alguém e que ela não estava nem aí, pois iria continuar falando sobre ela e usando o nome quando bem entendesse etc. Pode parecer nada, mas lembro de achar aquilo um tanto gratuito. Foi uma falta de empatia com a moça citada e comigo, pois era meio óbvio que minha questão havia sido assunto entre quem comentou e alguém da família.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Para onde agora?

A minha lista de viagens que gostaria de fazer ou de repetir é gigantesca. Tenho destinos para umas cinco vidas, mas há lugares que insistem em sempre se posicionar no topo de lista. A Itália é um deles. É para lá que vou no começo de junho. A sensação que tenho, que sinto no meu corpo, é a mesma de estar apaixonada, quando parece que o corpo emana uma energia sem fim, mais forte e importante do que qualquer outra coisa. O sorriso fica frouxo, meio bobo. Ah, e ainda tem a felicidade. Obrigada, Zero Assoluto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tom Cruise


Finalmente, depois de diversas tentativas frustradas no passado, ontem assisti a Jerry Maguire. Era uma falha no meu currículo de fã inveterada de comédias românticas. (Até tinha mencionado aqui em 2015)

O filme parece ter 15 minutos. Não sei explicar por que fiquei com essa sensação. Só sei dizer que me lembrei do quanto já fui apaixonada pelo Tom Cruise.

Numa das últimas limpezas nos meus guardados na casa da minha mãe, fui obrigada a me desfazer de muitas coisas, inclusive os meus inúmeros pôsters do Tom Cruise. Ai, que dor.

Em Jerry Maguire, ele tem 34 anos. Tão lindo, de roubar realmente o fôlego.

Claro que depois fui dar uma pesquisada na web sobre ele. Apesar de ter enchido a cara de botox, continua bonitão.

Há muitos atores que adorei na adolescência, mas acho que ninguém como Tom Cruise (talvez o Tom Hanks, mas por razões diferentes). Depois a vida nos afastou. Há muitos de seus filmes que nunca vi - ou havia visto, como Jerry Maguire, por exemplo. Acho que a última vez que o vi no cinema foi em Minority Report, cujo lançamento, me diz o IMDB, foi em 2002. (Ao consultar o IMDB, percebi que vi também Guerra dos Mundos, de 2005, no cinema, e Trovão Tropical, de 2008, em DVD),

Estou gostando muito da possibilidade de poder pegar DVDs. As duas bibliotecas que frequento oferecem o serviço e têm acervos muito bons. Peguei Brazil (1985), de que havia ouvido falar, mas também nunca tinha tido a chance de ver. E vi também o alemão Soul Kitchen, um alemão, que passou pelos cinemas cariocas.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Músicas para o coração

Todo mundo tem as suas músicas do coração. Eu tenho as minhas músicas "medicinais". Perhaps love, cantada pelo John Denver com o Plácido Domingos, é uma delas. Assim como praticamente todas as do Zero Assoluto. Se a vida está complicada, escutá-las deixa tudo um pouco mais fácil. :)

sábado, 29 de abril de 2017

Verdades e mentiras

O post anterior e este se basearam em muitas coisas, mas também em alguns posts que li ontem e hoje no Facebook. O tema do momento é greve geral.

Eu já me cansei há muito tempo dessa disputa brasileira sobre quem tem mais razão. Aliás, não vejo razão em nenhum dos lados. Só uma repetição de pensamentos "parados, meio chocos", pois ninguém se dá o trabalho de pensar fora de seu mundinho, de suas antigas convicções. É sempre um olha como eu estou certo e você errado.

Ontem foi interessante ler as postagens dos amigos e conhecidos no Facebook. Cada um apresentando a greve ao seu modo. Como jornalista, gosto de observar esses comportamentos dos donos da verdade, e entre meus 700 "amigos" há dezenas.

Acho incrível também a cegueira de quem cobre (para jornais, tvs, mídias ninjas e toda sorte de veículo de comunicação) essas demonstrações. Sério, colegas jornalistas, que foi puro vandalismo? Sério, colegas jornalistas, que a adesão foi geral?

Mentiras

Em uma das aulas do curso de alemão o tema foi mentira. Há estudos que mostram que todos os dias mentimos entre 3 e 180 vezes. Ninguém está livre. Como já dizia o House, "everybody lies", todo mundo mente. Aliás, que saudades do House. Ele fez parte de uma época bem feliz da minha vida. 


Há quem minta sem querer muito, por necessidade. Há quem minta deliberadamente, porque não consegue fazer diferente. Há quem minta achando que está fazendo um bem. Sempre é ruim. Especialmente para quem está recebendo a mentira. Eu sei que há situações em que dizer a verdade é mais difícil, mas ainda assim, talvez fosse melhor para quem precisa ouvir a verdade. 

Eu preferiria ouvir verdades, mesmo que doessem. Uma hora a verdade vem à tona. Sempre vem, seja no momento seguinte, seja no mês seguinte, seja daqui a 10 anos. Saber a verdade ajuda a planejar os próximos passos. Uma mentira, atrasa uma vida, literalmente.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Chuvinha para lembrar que a primavera é bem instável

A primavera já mostrou como poder ser linda (como na foto ao lado), mas de repente parece que voltamos ao inverno. Os últimos dias têm sido tão frio. O mais assustador é que há previsão até de neve para os próximos dias. Logo agora que estou prestes a viajar. Puxa!

Nos últimos dias troquei mensagens com várias amigas. Foi muito bom saber como elas estão e contar um pouco sobre como está sendo minha vida aqui. Sinto uma falta de passar mais tempo com cada uma delas.

Com a chuvinha que cai lá fora dá uma vontade de comer pipoca. Pena que não tenho em casa para fazer e pensar em sair nesse frio para ir até o cinema me dá muito preguiça. Dia desses descobri por que o apê não tem micro-ondas. Parece que há alguns semestres um dos moradores esqueceu uma panela no fogão e tudo pegou fogo. Quando refizeram os móveis, não compraram outro micro-ondas. Uma pena. Não que eu esteja acostumada a fazer pipoca de micro-ondas, nos últimos tempos fazíamos somente na panela mesmo, mas aqui seria bem prático.

Aproveitei o feriadão para organizar minha vida. Fiz uma lista enorme de tudo que tenho que fazer. Nossa, já tenho várias leituras a serem feitas. Planejamento de algumas viagens. Pedidos de estágios. Bastante coisa para ocupar o tempo. Vi também alguns filmes e terminei de ler um livro. Hoje vou ver o filme desse livro (O Clube de Leitura de Jane Austen), que estava me esperando terminar o livro para ser visto.

Uma das coisas que mais gosto de fazer por aqui (e de modo geral na vida) é tomar café da manhã fora. Acho que boa parte do meu orçamento é gasto em café com leite. Na universidade, costumo levar meu pão com queijo, mas compro o café na máquina. O do prédio principal, que custa 1 euro, é bem mais saboroso do que o da máquina da biblioteca, de 0,50 centavos. Acabo tomando mais o da biblioteca mesmo, pois é nesse prédio que tenho mais aulas.

Hoje não teve jeito de ir treinar. Ontem, apesar do frio, fui, mas não estava chovendo. Sair com esse tempo e mais chuva, acho que é pedir para ficar doente. E doente é o que não posso ficar, pois afinal na quinta vou viajar.

Conhecer Praga nunca esteve na minha lista principal de viagens, mas estando tão perto, resolvi aproveitar a oportunidade. Claro que poderia emendar outras capitais daqueles lados, mas acho que para meu tempo e orçamento está de bom tamanho. Em maio tem mais viagens. ;)

Hoje foi dia de colocar em ordem meu quarto. Não trouxe muita coisa, mas noto que mesmo assim já tenho muito mais do que quando cheguei. O sapato de frio não vai voltar. Acho que levou um susto de tanto uso! Está bem gasto e com alguns buracos. Enquanto não esquentar mesmo, é com ele que saio em quase 100% das vezes. Acho que também porque está bem gasto, penso em usá-lo até o fim. Dando um descanso para os outros, que estão mais novinhos e que gosto mais.