sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Voltei

Faz 13 diz que voltei, mas, por tudo que já fiz, parece que foi bem mais.

Desde que voltei, já me encontrei três vezes com minhas amigas do antigo trabalho. Estávamos com saudades. Não do antigo trabalho, mas de nossas conversas animadas. Foi tão bom!

Também já consegui fazer um jantar para as colegas queridas do mestrado, coisa bem difícil de marcar nos últimos tempos, mas separamos uma data na agenda com bastante antecedência e deu certo.

No dia 1º comecei meu estágio supervisionado na biblioteca do Museu Nacional. Tão bom! Eu me sinto muito à vontade em uma biblioteca.

Eis que nesta semana surgiu outra oportunidade e comecei um estágio voluntário na Biblioteca Nacional. Imagina minha felicidade!

Agora estou com a manhã e a tarde ocupadas. Depois do trabalho tento adiantar os estudos das últimas duas matérias que estou cursando. Quero ver se já vou escrevendo o relatório também até o dia da prova em Caxias, que desta vez será no di 16 de setembro.

sábado, 22 de julho de 2017

Mudança

É certo que comprei algumas coisas nesses meses por aqui, mas não achei que seria tão complicado fazer tudo caber nas malas. Bom, está sendo. Vou ter que deixar até mesmo o que não havia planejado. Há várias coisas que trouxe pensando em usar muito, para depois deixá-las aqui. Desapegar-me de coisas não costuma ser uma coisa complicada, mas confesso que doi deixar um pijama querido, que tenho há 10 anos. Sim, está bem velhinho, mas é tão confortável...

Acumulei uns papéis, mas já sei que não poderei ter nem dó nem piedade. Vão ter que virar lixo reciclável. Depois também onde iria guardar isso tudo? Ter poucas coisas nos deixa mais móveis. Até hoje sempre morei na casa que é de outra pessoa - dos pais, alugada, da mãe, do Claudio. Nunca tive um lugar que fosse realmente meu, onde pudesse guardar coisas "para sempre". Então, no final das contas, quanto menos coisas eu tiver, melhor para todo mundo. Ademais, a digitalização está aí para isso... Além disso, quando formos embora deste mundo, quem se interessará por todo nosso acúmulo de coisas?

(Pequenas e grandes) alegrias

O dia amanheceu ensolarado em Stuttugart hoje.

No tempo preciso, completei meu cartão de fidelidade na padaria vizinha e pude tomar um último café com leite de graça. Sim, eu adoro cartões de fidelidade, que, por mim, poderiam se chamar cartões de felicidade. Foi isso que senti quando a mocinha me entregou o copo.

Café deve ter sido, disparado, o produto em que mais "investi" meu dinheiro aqui na Alemanha. Dos 162 dias por aqui, não é exagero dizer que em pelo menos uns 120 comprei café fora de casa, o que em cálculos bem superficiais significa pelos menos uns 250 euros. Foi meu pequeno luxo.

Porque sou uma menina comportada (quando poderei deixar de ser?), o zelador do alojamento estudantil permitiu que eu retirasse a caução antes mesmo de deixar o prédio. Ontem quando veio vistoriar o apê, falou algumas frases em italiano - meu nome costuma inspirar as pessoas a fazerem isso, apesar de meu Rafaela não ser muito italiano. Ele me contou que, sendo romeno, quando vai a Itália de férias, costuma entender muita coisa. Herr Kiss adora uma prosa.

Ter ido essas duas vezes a Itália foi bem significativo. Gostei de me sentir bem neste país, que agora também é meu. Melhorar o italiano é uma meta.

Hoje irei me despedir da Biblioteca Municipal de Stuttgart. De tudo, será do que sentirei mais falta. Foi muito bom ter essa sorte de vir morar bem aqui. Considero como um verdadeiro privilégio ter tido acesso a essa biblioteca. Quem dera, todos nós tivéssemos essa oportunidade.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Stay on these roads

Esta nunca foi a minha música preferida do a-ha. Hoje resolvi ouvi-la porque acabei de ler um livro (Unentschieden, da alemã Alexandra Maxeiner) e esta música faz parte da história.

Escolhi este livro meio por acaso no enorme acervo da Biblioteca Municipal de Stuttgart. A fita cassete da capa chamou minha atenção. Ao ler a sinopse, vi que parte da história se passava nos anos 80 e 90. Quem viveu os anos 80, sempre gosta de passear por lá de vez em quando.

Engraçado ler histórias que parecem as da minha infância e adolescência. De certa forma, nós, crianças dos anos 80, crescemos de forma bem semelhante, independentemente se no interior do Brasil ou no interior da Alemanha. Muitas coisas foram bem parecidas lá e cá, como pude atestar no livro de Maxeiner.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, filmes ou conversando.

As aulas do curso de Biblioteconomia também estão chegando ao fim, mas até a semana que vem ainda haverá alguns dias com aula. Na segunda ainda tem apresentação de um trabalho. Para escrever ainda faltam dois individuais e dois em grupo. Por sorte, uma amiga alemã se ofereceu para ler meus textos. Assim fico mais tranquilo. Duro é que no dia da prova não terei essa ajudinha, mas ainda estou pensando se vou fazer a prova. Eu não preciso das notas dessas disciplinas para nada, pois não aproveitarei essas matérias no meu currículo da UCS. Por isso, vou decidir até a semana que vem se estou preparada ou não para me submeter a uma prova à toa.

Enquanto termino os últimos trabalhos, estou planejando minhas viagens para julho. A minha amiga Márcia vem me ver. Fiquei muito feliz. Aliás, as visitas das amigas foram surpresas agradáveis. Fiquei muito feliz com a visita da Gisele e do Andreas e depois da Dê com a família. Antes da Márcia, vem a Simone, amiga dos tempos de Frankfurt, para passar um domingo comigo. No fim de semana passado, me encontrei com o Stephan, colega de trabalho no Rio, que agora mora em Munique, e neste fim de semana vou viajar com uma amiga da minha amiga Marie. Tudo isso dá um quentinho no coração. E talvez ainda tenha uma visita a dois amigos na Itália. :) No final, é isso, a gente tem que valorizar quem gosta da gente.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sentimento bom

O semestre já passou da metade e dia a dia vão surgindo mais trabalhos de aula, seja em grupo, em forma de apresentações ou de textos. Hoje mesmo passei pela apresentação de dois. O primeiro, sobre bibliotecas escolares no Brasil, apresentei sozinha. O outro, sobre um software para bibliotecas, em grupo.

Naturalmente estava nervosa.

Eu já aprendi que se ensaiar em voz alta algumas vezes, controlando o tempo e gravando as apresentações, consigo chegar no dia bem preparada. Só que hoje havia o agravante da língua. 

Como a apresentação sobre bibliotecas escolares estava marcada para dia 9 de maio, eu já estava com ela pronto há algum tempo. Então passei as últimas duas semanas lapidando o conteúdo. Na sexta-feira consegui escrever todo o roteiro da apresentação e ontem treinei. 

Como em poucas vezes na minha vida, estou com um sentimento muito bom depois de uma apresentação. E, diferente de sempre, não estou me recriminando se disse algo errado. Confesso que nem me lembro se cometi algum erro gramatical. Hoje estou orgulhosa de mim por ter elaborado a apresentação e tê-la feito em alemão. :) 

Depois da primeira apresentação, sozinha, a outra foi fichinha. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detalhes do dia a dia



Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo que acho muito legal aqui é que os idosos são bastante ativos, mesmo aqueles com algumas limitações. É bastante comum vê-los com seus andadores (onde podem guardar seus pertences e usar como banco se necessário) por todos os lados. Claro que ter um sistema de transporte que os respeita deve ajudar.

Como em qualquer cidade grande, sempre há mil coisas ocorrendo aqui em Stuttgart. Aqui mesmo em Möhringen, meu pequeno bairro, há muitas associações com programação variada, desde espetáculos até aulas de ginástica, yoga, clubes de leitura... As bibliotecas também oferecem sempre um programação rica e variada. Eu mesma já fui a pelo menos quatro palestras interessantes sobre tecnologia. O Rio, como cidade grande, também oferece muitas coisas, mas aqui acho mais fácil ir, talvez por ser tão fácil se deslocar pela cidade, talvez por me sentir segura.

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Mais cedo li o relato de uma moça, mãe e pesquisadora, que resolveu fazer um experimento no Tinder. É assustador como mulheres que tiveram filhos e agora são solteiras são tratadas por homens. Não acho que tenhamos piorado, pois o machismo sempre existiu. Duro é ver que não há perspectiva de isso terminar, que homens de 20 e poucos conseguem ter discurso de homens das cavernas.

Há também uma enorme falta de empatia entre mulheres, o que acho ainda mais chocante, mas não me surpreendente.

Acabei me lembrando de um episódio que vivi há uns 10 anos. Há muito tempo eu sei que não era por mal, mas logo que comecei a namorar com o C. era comum meu nome ser trocado pelo da ex. Óbvio que eu não gostava disso e isso rendeu algumas chateações, depois superadas. Pior que isso, porém, logo depois de um desses episódios, foi ir a um almoço familiar e ter que ouvir uma amiga da família contar a história de uma moça que se chateava porque a família continuava adorando a ex de alguém e que ela não estava nem aí, pois iria continuar falando sobre ela e usando o nome quando bem entendesse etc. Pode parecer nada, mas lembro de achar aquilo um tanto gratuito. Foi uma falta de empatia com a moça citada e comigo, pois era meio óbvio que minha questão havia sido assunto entre quem comentou e alguém da família.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Para onde agora?

A minha lista de viagens que gostaria de fazer ou de repetir é gigantesca. Tenho destinos para umas cinco vidas, mas há lugares que insistem em sempre se posicionar no topo de lista. A Itália é um deles. É para lá que vou no começo de junho. A sensação que tenho, que sinto no meu corpo, é a mesma de estar apaixonada, quando parece que o corpo emana uma energia sem fim, mais forte e importante do que qualquer outra coisa. O sorriso fica frouxo, meio bobo. Ah, e ainda tem a felicidade. Obrigada, Zero Assoluto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tom Cruise


Finalmente, depois de diversas tentativas frustradas no passado, ontem assisti a Jerry Maguire. Era uma falha no meu currículo de fã inveterada de comédias românticas. (Até tinha mencionado aqui em 2015)

O filme parece ter 15 minutos. Não sei explicar por que fiquei com essa sensação. Só sei dizer que me lembrei do quanto já fui apaixonada pelo Tom Cruise.

Numa das últimas limpezas nos meus guardados na casa da minha mãe, fui obrigada a me desfazer de muitas coisas, inclusive os meus inúmeros pôsters do Tom Cruise. Ai, que dor.

Em Jerry Maguire, ele tem 34 anos. Tão lindo, de roubar realmente o fôlego.

Claro que depois fui dar uma pesquisada na web sobre ele. Apesar de ter enchido a cara de botox, continua bonitão.

Há muitos atores que adorei na adolescência, mas acho que ninguém como Tom Cruise (talvez o Tom Hanks, mas por razões diferentes). Depois a vida nos afastou. Há muitos de seus filmes que nunca vi - ou havia visto, como Jerry Maguire, por exemplo. Acho que a última vez que o vi no cinema foi em Minority Report, cujo lançamento, me diz o IMDB, foi em 2002. (Ao consultar o IMDB, percebi que vi também Guerra dos Mundos, de 2005, no cinema, e Trovão Tropical, de 2008, em DVD),

Estou gostando muito da possibilidade de poder pegar DVDs. As duas bibliotecas que frequento oferecem o serviço e têm acervos muito bons. Peguei Brazil (1985), de que havia ouvido falar, mas também nunca tinha tido a chance de ver. E vi também o alemão Soul Kitchen, um alemão, que passou pelos cinemas cariocas.