terça-feira, 26 de abril de 2016

Lapinha Spa - primeiras impressões

Depois de um voo supertranquilo e rápido, cheguei ao aeroporto de Curitiba, onde o senhor Carlos me esperava. Depois de aguardar por uma outra hóspede, percorremos os 86km até o Lapinha spa.

Nem bem chegamos, já fomos convidadas a almoçar. No domingo o almoço é sem dieta, seja ela qual for. A comida estava saborosa. Primeiro um figo, depois uma salada farta, o prato quente (nhoquete de pinhão, com beterraba cozida no suco de uva e palmito feito com ghee) e sobremesinha (bolinho de limão com calda de frutas vermelhas). 

Em seguida deixei minhas coisas no quarto e fui fazer a consulta médica, que levou uns 40 minutos. Primeiro uma enfermeira tira peso e medidas. Depois vem a conversa com a médica. Feito isso, fui agendar as massagens que estão incluídas no pacote de uma semana. 

Antes de pensar em fazer outra coisa, a simpática mexicana Sandra me levou para conhecer todas as dependências da Lapinha, lugar amplo e todo bem cuidado.

O dia transcorreu tranquilo. Consegui até relaxar um pouco antes do jantar, no belo jardim próximo à recepção. À noite, após o jantar, tivemos uma apresentação de boas vindas e a primeira das palestras da semana especial sobre Life Coach. 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Na Alemanha

A minha temporada alemã está quase chegando ao fim. Na primeira semana participei de um seminário para funcionários "antigos" que trabalham em outros lugares que não a Alemanha. Foi interessante, conheci colegas de pelo menos 21 lugares diferentes do planeta, reencontrei uma colega de São Paulo. Foram dias bem puxados, com muitas atividades durante o dia e programas culturais à noite. Cheguei ao fim da semana supercansada.

No fim de semana visitei uma família amiga na Holanda. Eles moram em uma cidade bonitinha chamada Arnhem. Foi uma odisseia para chegar até lá (e para voltar), mas valeu a pena. Fiquei muito feliz em revê-los, especialmente o Tito, garotinho esperto de seis anos. Visitamos dois museu interessantes, o da cidade e outro chamado Kröller-Müller. Além disso, caminhamos bastante pela cidade e conversamos muito. Foi ótimo!

Hoje tenho meus últimos compromissos aqui em Bonn. Mais tarde arrumarei minha mala, para amanhã partir para Frankfurt, de onde sai meu voo para o Rio. Espero aproveitar ainda um pouco o dia em Frankfurt. Chegarei de manhã e o voo é somente à noite. Vamos ver. No último dia sempre gosto de me despedir da Alemanha com calma, visitando meus lugares preferidos, comprando um último livro, comendo uma comida com tempero que encontrarei somente aqui.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

De longe

Tive a sorte de não assistir ao que ocorreu ontem no Brasil.

Estava voltando da visita a um casal de amigos que decidiu fugir da nossa bagunça carioca. Não acho que tudo no Brasil seja tão ruim assim, mas não os julgo, têm um filho pequeno que agora pode correr solto pela ruas, brincar em parques livremente e ter acesso a uma biblioteca pública linda, repleta de atividades e materiais sobre tudo, para citar só alguns exemplos.

A oportunidade de circular por algumas cidades europeias dá a oportunidade de ver o quanto estamos longe, o quando nem sabemos por qual caminho seguir. Crescer em um lugar em que as ruas são limpas, o transporte funciona, as possibilidades culturais são muitas e cada um procura fazer sua parte (porque aprendeu no colégio e em casa que é assim) deve, imagino, influenciar o modo de ser de uma criança e no adulto que irá se transformar.

Eu não sou a favor do impeachment. Não acho que seja a saída. Uma pessoa deixará o poder, mas ficará toda uma corja ainda. Por que os outros processos não ocorrem de maneira tão rápida? Tenho vontade de vomitar quando penso no Eduardo Cunha. Por que esses políticos inúteis, que só sabem olhar para o próprio umbigo, não usam esta energia para produzir um país melhor? Eu sei, sou ingênua... Afinal, o que esperar de um bando de ignorantes?

Vontade de chorar.

domingo, 10 de abril de 2016

Viagens

Até nem acreditei quando o Swarm me informou que aquela era minha primeira viagem de avião na sexta-feira. Pensei um pouco. E não que ele tinha razão. Comecei o ano longe de casa, mas depois que voltamos do Uruguai acabei me dedicando totalmente ao doutorado. Só agora é que surgiu a necessidade/oportunidade de sair um pouco do Rio.

Bom nos últimos três dias eu já viajei três vezes de avião. Fui do Rio a Porto Alegre, de onde segui para Caxias de ônibus. Depois voltei de Porto Alegre diretamente para o aeroporto internacional, de onde parti para a Alemanha.

E cá estou eu, no mesmo hotel em que fiquei em 2012. Amanhã inicia-se uma semana de palestras e cursos sobre assuntos de interesse dos funcionários do DAAD que trabalham fora da Alemanha. Fico sempre meio nervosa por causa do alemão, mas não tem jeito. Agora já estou aqui.

A viagem foi meio cansativa. Não consegui dormir direito. Hoje vai ser aquela noite maravilhosa de sono como acontece sempre depois de chegar à Europa.

A Alemanha é um país realmente interessante, uma mistura de gente. Não como nós brasileiros, com nossos genes misturados. Aqui é uma mistura de gente, mas cada gente com os seus. Na hora em que esperei pelo meu trem na estação de trem vi uma mulher de burca, um daqueles alemães que sempre estão com uma latinha de cerveja e um homem fazendo sua prece direcionada à Meca. Primeiro achei que ele estivesse catando alguma coisa no chão, pois ele havia escolhido um local bem discreto. Ninguém estava olhando para ele - algo que admiro nos alemães. Como eu estava na plataforma ao lado, fiquei me perguntando o que fazia aquele homem, até que me dei conta de que ele estava rezando.

Agora vou dormir, pois amanhã preciso estar bem fit para encarar um longo dia.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quando é que não estamos sozinhos de verdade nesta vida?

Nossos amigos nos ouvem, nossos namorados até opinam, mas me parece que na hora da tomada de decisão, da escolha capaz de mudar a vida, contamos mesmo é só com nós mesmos.

Eu não tenho que tomar decisões neste momento. Tudo que tenho que fazer nos próximos meses já está definido, tenho tarefas suficientes para pelo menos até o meio de julho.

Só que lá no fundo da alma parece sempre haver uma confusão das bem grandes. E nas horas de questionamentos desse porte, sejam quais eles foram, só temos mesmo os nossos pensamentos, a nossa força, a nossa própria companhia para aguentar o tranco.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Leitura quase dinâmica

Finalmente reassinei o Netflix. Logo no primeiro dia assisti a dois filmes. :)

Ontem estava em dúvida se via um filme ou lia um livro. Comecei pelo livro. Pensei: leio um pouquinho e depois vejo o filme. Ainda está cedo. Bom, o que acabou acontecendo foi que enquanto não terminei o livro, não dormi. Nem tive coragem de olhar a hora quando apaguei a luz. Achei que isso só iria atrapalhar meu sono. Acordei cansada, mas feliz. Fazia algum tempo que não fazia dessas, ler um livro inteiro em uma tacada. Este tinha pouco mais de 350 páginas.

É um livro de historinha leve chamado A lista de Brett. Ele foi escrito por Lori Nelson Spielman. É um desses livros no estilo Marian Keyes, que eu adoro ler para esquecer um pouco dos dramas do mundo. Já li tanto desses livros que lá pelo meio já meio que deduzo o final, mas as autoras sempre guardam uma surprezinha para o final. Confesso que gostaria de escrever um desses um dia.

Quando se compra livros na Amazon para o Kindle é preciso ficar atento diariamente e nunca comprar nada por impulso. Quero dizer, tentar pelo menos. Os preços dos livros mudam diariamente. Pode ser uma estratégia, mas todos os que já comprei aparecem com preço mais alto nos dias seguintes à compra.

Nunca pago mais do que 10 reais por um livro. Fico sempre monitorando aqueles que quero ler, esperando pelo dia de melhor "cotação". Para o kindle compro só esses livros meio "descartáveis". Se quero um livro para guardar por mais tempo, prefiro ainda o papel. Só que tenho evitado comprar livros em papel neste ano. Tenho muita coisa para ler em casa. No ano passado comprei muitos livros. Claro que muitos foram para o doutorado. Ainda assim, não preciso comprar novos por um bom tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Cansaço

Hoje fui para o trabalho animada, mas chegando lá foi me dando um cansaço. Acho que grande parte das relações tem prazo de validade. As trabalhistas especialmente. Nem sei o que me levou a ficar tão esgotada. O local onde trabalho é ótimo, com espaço adequado, colegas educadas, volume de trabalho bem razoável, salário bem melhor do que em muitos lugares onde trabalham jornalistas. Além de tudo isso fica pertinho de casa. Parece, no entanto, que o "mundo perfeito" nem sempre nos basta.

Estou bem cansada. Não o meu corpo, mas a minha cabeça. Felizmente vou sair da rotina por algumas semanas. Acho que isso será fundamental para repensar o que quero da vida quando voltar. Se não fosse essa maldita crise, este medo do futuro, essa insegurança em relação ao que virá, eu poderia colocar em prática um plano desenvolvido há mais de ano. Porém, como tomar uma decisão "intempestiva" sem ter um mínimo de certeza de que tudo não vai piorar?

Ainda tem esta chatice sem tamanho de discussão política. Como eu detesto isso. Gente olhando para o próprio umbigo, sem argumentos, sem informação, querendo apenas achar que o seu lado é o mais legal e...certo.
Depois das manifestações de domingo, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Hoje, primeiro dia útil depois das manifestações de sexta-feira, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Sim, o mesmo x, porque o x é sempre o certo, o que seria melhor para a humanidade.
Já a manifestação dos outros só tinha gente assim sei lá o quê.
Eu acho apenas engraçado (ou triste), nem sei mais. O do outro é sempre errado. O meu é sempre o certo. E assim seguimos para um abismo, cuja culpa não é minha, obviamente!

sábado, 19 de março de 2016

Novos planos

Não há nada melhor do que começar um curso novo. Hoje retomei as aulas de inglês. Faz 15 anos que não estudo inglês. Nos últimos anos, quando fiz aulas de língua, foi de italiano e alemão. Acho que estava com saudades desta língua que gosto, mas sempre me sinto tão insegura para falar.

Fiz o teste de nivelamento há algumas semanas. Fui bem na prova escrita, acho que acertei quase tudo, para ser bem franca. Sou boa em teste de idiomas, o que não quer dizer que eu consiga falar ou escrever bem. Quando fui fazer a parte oral da prova, diferente dos outros professores que estavam aplicando esta parte da prova (e usavam a prova como base para algumas perguntas), o meu avaliador colocou a prova de lado, me cumprimentou e fez uma pergunta engraçado: "você pensa em entrar em que nível?" Ué, como assim? O professor é ele. Depois de uns 10 minutos de conversa, depois de eu explicar meus objetivos, combinamos de eu entrar no Avançado I. Se eu achasse a turma muito lenta, poderia pedir para me transferir para o II.

Hoje foi a primeira aula. A professora é ótima. Adorei como ela conduziu a aula. Tenho horror de aulas muito quadradinhas. Esta não foi nada assim. Ela nos faz conversar bastante, mas não naquelas temíveis duplas, que eu adoro. Gosto de conversar com a professora, não com quem ainda procura palavras, como eu. A aula foi bem dinâmica. O conteúdo de hoje foi interessante. Aprendi várias expressões, que é algo que considero o vocabulário mais difícil de adquirir. Agora tenho mais um motivo para assistir a alguns filmes ingleses e americanos. :)

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Como as aulas são na PUC, resolvi aproveitar que estava na Gávea para ir almoçar na Casa da Táta. Como adoro aquele lugar. Cheguei bem na hora do início do almoço. Para minha surpresa, alguns dos colegas do curso também foram para lá. Almoçamos juntos. Foi bom para conhecê-los um pouco melhor.

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Quando cheguei em casa, o Sandro estava me esperando com uma caixa enorme. Mouse e teclado sem fio novos chegaram! Os meus antigos começaram a dar sinais de cansaço. O mouse pifou mesmo. O teclado estava apresentando alguns probleminhas. Eu era bastante apegada a eles, pois me acompanhavam desde 2007. Pena que as coisas nem sempre duram para sempre. Comprei novos, da mesma marca. Espero que me acompanhem novamente por longos anos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O não acaso

Eu acredito e sempre defendo que nada acontece por acaso.
Às vezes demoramos para entender por que algo não saiu como o planejado.
Mais cedo ou mais tarde, isso vem à tona.
Ainda não entendi, mas talvez daqui a pouco entenda a razão disso tudo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um pouco de tudo

Depois do Zero Assoluto, agora estou apaixonada pelo Nek. :)

Hoje finalmente meu orientador me respondeu. Depois de exatamente um mês, ele me disse que devido a algumas "intercorrências", não conseguiu terminar de ler o meu trabalho. Para não revisar de forma apressada, sugeriu alterar a data da defesa. Odiei isso, mas sei que não há o que ser feito. Então agora acabou a longa espera, mas ainda não sei quando tudo acabará. Estou cansada. Bem cansada.

Eu não consigo sentir raiva de meu orientador. Sinto frustração.

Nem só de lamúrias se vive, nesse meio tempo duas possibilidades de viagem surgiram. Uma para um lugar já conhecido, mas que sempre pode ser interessante e diferente. Outra para um lugar totalmente novo. Feliz pelas duas.

No próximo sábado começam minhas aulas de inglês. Estou animada! Entrarei em uma turma de sábado na PUC-Rio.

Amanhã era para ter um encontro com os colegas do mestrado. Por alguns motivos tivemos de adiar, mas acho que me encontrarei com uma das meninas. Vai ser bom conversar com uma amiga querida.

Acho que agora o mais sensato nesta altura dos acontecimentos é... reativar o Netflix.