domingo, 4 de dezembro de 2016

Semana pesada pra caramba

Como já escrevi um tempo atrás, eu não gosto de colocar a culpa em um ano, pois em um ano inteiro acontecem tanto coisas boas quanto coisas ruins, mas deve admitir que 2016 parece ter vindo disposto a mexer com nossos sentimentos. Esta semana foi difícil!

Desejo que a próxima seja melhor e que este último mês seja mais leve e feliz.



sábado, 19 de novembro de 2016

Seis semanas para 2017

Este ano foi tão cheio de tudo, mas ao mesmo tempo parece ter passado tão rápido. Sei que é um clichê irritante dizer que os dias passaram voando, pois na prática o tempo passa do mesmo jeito sempre, mas de repente faltam apenas seis semanas para terminar este ano. Incrível como isso pode modificar até mesmo nosso ânimo. Estou cheia de planos, de novo.

Até o último dia de 2016 tenho três pequenas viagens agendadas: uma de trabalho; uma para fazer as provas de Biblioteconomia na UCS; a última para participar de um casamento. Há muito tempo não encerro o ano já com uma viagem prevista para o ano seguinte. Eu sei que farei algumas, mas até agora não tenha uma passagem comprada para 2017.

Quem sabe isso muda dentro dos próximos dias. Mal sehen... 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Anotações


Ah, Canadá, que saudade.
Chove lá fora. Véspera de feriado. Dia tranquilo no trabalho, mas completamente abarrotado de tarefas. No final do dia muitas com um sinal de "feito" ao lado, o que dá um pequena satisfação. Pipoca para encerrar a tarde. Zero Assoluto com vídeo novo. Música alta. Um pouco de felicidade na melhor companhia. Livros novos à espera. Apaixonada pelo kindle, ainda mais. 14 livros nas últimas semanas. Historinha de amor para iluminar um dia nublado. Saudades do Canadá e da Itália. Qual seria o melhor destino agora? Chokito. Arrumação. Trabalhos de aula. Leve pânico ao pensar nas provas, mas alívio por serem apenas mais quatro semanas. Ufa! 2016 não foi para iniciantes, mas o que não mata, fortalece, dizem. Perspectiva de uns dias de folga. Só falta decidir quando. Vontade de sair por aí, logo.

Ah, o futuro!

Dizem os entendidos que devemos aproveitar o hoje, viver o presente, intensamente. Ah, mas quando o presente sucks, o que resta mesmo é pensar no futuro - e começar a planejá-lo. De repente, all'improvviso, a vida enche-se de planos novamente. Como isto é bom!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Viagens de trabalho

Uma colega de trabalho está grávida, o que tem me feito fazer algumas viagens. Depois de uma a Vitória em outubro, estou fazendo esta outra, a Salvador, agora em novembro. Eu adoro viajar, mesmo quando não se consegue ver muita coisa do destino, como é o caso agora.

Nessas viagens de trabalho sempre preciso fazer uma palestra sobre estudar e pesquisar na Alemanha e fazer atendimentos individuais no estande Research in Germany, a marca criada pela Alemanha para divulgar suas ofertas acadêmicas e científicas. No final, ficamos fechadas em um centro de conferência. A única opção é uma saída à noite, para jantar, mas nessas ocasiões nem sempre é possível compreender a cidade que se está visitando.

Vou precisar voltar tanto a Vitória quanto a Salvador com mais calma e uma programação turística.

sábado, 5 de novembro de 2016

Fascinação por dias nublados

Diz a música da minha conterrânea Adriana Calcanhoto que cariocas não gostam de dias nublados. Mais uma prova de que não sou e nunca serei carioca, pois adoro dias nublados e chuvosos, como hoje. Gosto tanto de estar em casa quanto de estar na chuva.

Eu acho que não tenho tantas lembranças assim de quando era muito pequena, mas algumas das poucas ocorrem em dias chuvosos. Lembro-me de brincar com o Cássio e os amigos dele de fazer barquinhos de papel e de soltar onde a calha da casa despejava a água que vinha do telhado. Lembro-me de passear de gaiota com o Cássio e a Fernanda. Nós duas dentro de uma fechada artesanalmente e o Cássio a empurrando abaixo de chuva. Lembro-me de gostar de ir à casa da dona Eva nos dias de chuva, só para ver os pequenos riozinhos que se formavam no terreno da esquina, que não tinha casas na época. Lembro-me também de gostar de ler e de ver filmes em dia de chuva, concentrada nessas atividades, mas com o barulho de chuva ao fundo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

All'improvviso

De repente a vida parece que pede mudança, pede movimento, pede para que algumas situações cheguem ao fim. Mesmo que se planeje quase tudo, que se tente prever o que virá em seguida, há momentos que parecem ser movidos por uma força involuntária, nos tornamos meros espectadores de nós mesmos. Já vivi esse sentimento/sensação outras vezes na vida. Acho excelente. E acho ruim ao mesmo tempo. O certo é que nem sempre tudo fica como está.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Seguindo

Quando estou andando pela rua, fico imaginando vários posts. Quando chego em casa ou estou perto de algum computador, parece difícil até organizar as frases de forma coerente. Vai entender...

Tenho lido bastante nas últimas semanas. Ganhei um vale-livros de aniversário das minhas colegas de trabalho. Então aproveitei para comprar vários e-books. Confesso que dos nove comprados, já li sete. Estou na metade dos outros dois. Um deles é um que estava na minha lista há anos: "O livro do Desassossego", de Fernando Pessoa. Muita gente diz que esse é o seu livro de cabeceira. Talvez porque dê vontade de ler muitas outras coisas enquanto se está lendo-o. Não me leve a mal, mas é que tanta reflexão que às vezes é preciso dar um tempo e ler algo mais leve. De qualquer forma, estou gostando. Vou lendo aos poucos.

Os outros livros são histórias bobinhas, de amor, livros de mulherzinha. Leio-os em um ou dois dias. Acho que foram feitos para isso mesmo. Serem uma leitura leve, sem grandes pretensões. Dois deles me acompanharam na viagem ao Canadá, quando percorremos muitos quilômetros de ônibus. Foram ótima companhia. Um deles era bem bonitinho: A vida do livreiro A. J. Fikry, de Gabrielle Zevin. Cada capítulo é iniciado com uma indicação de livro para a filha.

O clima no trabalho anda bem esquisito. Tem horas que dá vontade de tirar a poeira de antigos sonhos e pular fora.

Com essa prática de ler durante várias horas por dia, parece que toda cena que vejo na rua foi retirada de um livro. Tolinha eu, na verdade acho que ocorre sempre o contrário.

Viajei ao Canadá. Voltei apaixonada. Que lugar incrível e olha que tive apenas uma visão bem superficial, pois fiquei apenas 10 dias. De qualquer forma a primeira impressão foi espetacular. Tenho planos de voltar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Desapego

Fiz uma nova tentativa. Reabri uma das caixas que trouxe da casa da mãe. Na outra vez, após pegar um caderninho com resumos de livros, não tive coragem nem de olhar o resto dos guardados. Hoje fui um pouco mais corajosa.

A caixa é composta por agendas dos anos 1990, dos últimos anos em Esmeralda e do período de faculdade. Dei apenas uma espiada. Diria que é pura vergonha alheia - se não fosse a mais pura vergonha própria. :) Não que eu tenha amadurecido tanto, mas... nossa, como eu escrevia sem qualquer sendo de ridículo.

Contém ainda cartões dos mais variados e cartas de diversas pessoas. Consegui colocar algumas no lixo - com as fotos da outra caixa foi mais fácil, mas as letras sempre têm um significado maior pra mim. Nunca é fácil, mesmo que a pessoa que me escreveu nem faça mais parte da minha vida hoje. Algumas lembranças são boas demais para virarem papel reciclado, sei lá...

Agora pelo menos já sei o que tem ali e numa próxima vez talvez tenha a coragem de colocar alguma ordem, digitalizar as cartas das melhores amigas e descartar outras. Tirando os livros e gibis que tenho na casa da mãe atualmente, tudo o mais que tenho está aqui no Rio, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Na casa da mãe eu não precisaria me preocupar em diminuir minhas "posses", elas poderiam ficar lá guardadas para sempre.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Memórias do coração

Existem algumas cenas que ficam guardadas na memória de maneira mais especial que outras.

Uma delas me vem à mente sempre que escuto Sweet Caroline, do Neil Diamond, por exemplo. Eu já tinha ouvido esta música antes, mas foi a partir da minha noite de despedida de Las Vegas, cercada dos amigos que tinha feito naqueles meses, que ela passou a fazer parte das minhas lembranças mais queridas. Quando foi cantada por alguém em um karaokê qualquer em que fomos parar, o bar inteiro cantou o refrão. Sinto uma alegria ao pensar na cena. Antes de irmos para lá, os mesmos amigos haviam preparado um jantar. Um fez uma paella, outra fez guacamole, outros ofereceram a casa, um trouxe uma tequila. Lembro-me de estar encostada em um armário da cozinha observando aquelas pessoas que haviam surgido na minha vida somente algumas semanas antes e que estavam sendo tão amáveis se reunindo naquela noite para se despedir. Lembro-me que me senti bem especial.

Este último fim de semana também tem tudo para entrar para as memórias mais especiais. Pela primeira vez na vida - e talvez a única, quem sabe - reuni em um mesmo ambiente as pessoas mais importantes da minha vida nos últimos 40 anos. Havia ali quem me viu nos meus primeiros dias, quem me conheceu ainda no jardim de infância, no colégio, na faculdade, nos diferentes trabalhos, no mestrado, no doutorado ou aqueles que me foram apresentados por amigos. Ao longo desses anos todos muitos já se conhecem, criaram vínculos próprios e acho que essa é uma das maiores alegrias que eu poderia ter. Não consegui ficar todo o tempo que gostaria com cada um, mas vê-los reunidos deu um calorzinho no coração. Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter escolhido. Assim como na longínqua noite de 2005, eu me senti bem especial.

E me sentir especial, neste ano inóspito e com surpresas tão desagradáveis, foi um alento.