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Mostrando postagens de Abril, 2018

Por um futuro melhor

Se por um lado estou cansada de fazer aula de alemão. Por outro, ter esta oportunidade de conhecer pessoas com histórias de vida tão diversas é um privilégio. Já havia sido nas outras oportunidades, mas meus colegas nunca tinham tido histórias de vida tão, digamos, atuais. Muitos da turma são refugiados que vieram para a Alemanha em busca de um futuro melhor. Há ainda os que vêm à Alemanha somente porque os pais estão pagando, mas isso mudou.

Na minha primeira experiência na Alemanha, há 19 anos, o cenário era muito diferente. Claro que influencia o fato de eu ter feito um curso supercaro na época, no Goethe-Institut em Frankfurt. Minhas colegas eram todas esposas de algum estrangeiro que estava no país para fazer algo temporariamente - um jornalista do Le Monde, um militar norte-americano, um inglês metido à besta que nem me lembro mais o que fazia, um funcionário de uma multinacional. O curso de alemão era um passatempo para muitas ali.

Agora, o cenário é outro. Aprender alemão defi…

A Páscoa

Enquanto cozinho um arroz para complementar meu jantar, resolvi escrever um post. Não tenho um tema específico para tratar hoje. Talvez possa contar que fui mais um vez a Colônia. Desta vez com um casal de amigos e o filho pequeno. Foi bem legal passar um tempo com eles.

Depois de anos pensando ter/ser uma família (no final, foi pegadinha do malandro), voltei a ser a amiga que acompanha a família das amigas. Este tem sido meu papel desde que saí de casa aos 17 anos. Acho que me encaixo com facilidade nas famílias dos outros. Gosto deste meu posto.

Escondi uns coelhos de páscoa ontem de manhã para o pequeno encontrar. Ele achou estranho só ter coelhos nas coisas dele.
T.: - Por que será que só havia coelhos nas minhas coisas?
Mãe: - Porque as outras pessoas aqui são adultos...
T.: - Então por que a tia Rafa não ganhou?

Morremos de rir. E aproveite para dizer:
- Isso mesmo, T. Só a mamãe e o papai são adultos aqui.