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Mostrando postagens de 2014

GRANGO AMILANESA

Antes mesmo das oito horas da manhã vivi duas cenas desde que saí de casa.

A primeira foi ao comprar o almoço para a nossa faxineira na casa de sucos da esquina. Normalmente é o gerente que me atende, mas hoje foi uma funcionária. Falei que queria encomendar o almoço para a uma hora. Ela me lançou um olhar de desamparo, mas pegou o bloquinho para anotar. Se posicionou e começou a escrever "GRANGO AMILANESA". Na hora de anotar a hora saiu um "nr 1.00".
O fato de ela não perceber que escreveu errado nem foi o que me chamou a atenção. O que me deu uma baita tristeza foi o tempo e o esforço que ela precisou fazer para conseguir anotar meia dúzia de informações. No final, paguei, pedi para ela anotar no papel que estava pago, mas sai achando que vão chegar lá em casa e pedir o dinheiro.

A segunda cena foi quase chegando ao trabalho. Havia uma senhora meio perdida, perguntando sobre determinada rua. Expliquei para ela e ouvi ela reclamar que cada pessoa lhe dava uma info…

À espera...

A semana foi de descanso forçado. Primeiro por causa do torcicolo que me incomoda há mais de uma semana. A viagem ao RS foi difícil por isso. Nossa, fazia tempo que não passava tão mal. Sorte que a Ju, minha amiga querida de sempre, estava lá para me encontrar e salvar. Nem pudemos conversar direito, eu mal podendo ficar de pé, literalmente.

No sábado, felizmente, eu estava mais ou menos. Consegui fazer as provas, mas fiquei com um sentimento de que tinha ido muito mal. No final, deu tudo certo. Não vou conseguir ficar com 10 em todas as disciplinas como era meu objetivo, mas não farei tão feio assim no geral. Voltei para casa me sentindo estranha. O domingo foi esquisito, sem resposta do orientador e sem ter o que estudar. 
Já fiz quatro sessões de fisioterapia, me sinto bem melhor, mas ainda vou procurar outras soluções. Em oito anos, já tive uns três torcicolos.
Já perdi a conta de quantos dias se passaram desde que enviei a versão "final" do meu documento de qualificação…

Notas curtas de uma tarde quente

O bolo de laranja acompanha a leitura sobre a imprensa como fato histórico.
Na rua, os mendigos exalam cachaça, apesar do calor. Ou por causa dele.
A menina experimenta feliz o vestido verde, mas as alças são compridas demais. 
No posto de saúde, enquanto uma enfermeira aplica a dose mensal de B12, outra segura minha mão com uma delicadeza firme.
Li "A Cabana" em cinco horas. Continuo inquieta com o mistério da fé. 
O Natal chega com força no Rio. Menos lá em casa. Ainda. 
A noite promete boa comida, boa bebida e conversa animada com os amigos.
Há quem tenha afinidades com irmãos, mas conheço poucos. 

Vício

Continuo ouvindo sem parar a trilha de Begin Again. Deve ser assim que se sentem os viciados. Quando passo muito tempo sem ouvir, começo a ficar tensa. :) Ainda bem que tenho passado os dias na frente do computador, então fica fácil matar a vontade.

Sempre crio uma válvula de escape quando estou meio nervosa com alguma coisa. Acho que desta vez é esta trilha sonora...

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No fim de semana viajamos para Curitiba. Revi minha melhor amiga. Foi tão bom. Aproveitamos para visitar uma amiga querida. Bateu uma saudade dos dias de jornal em Florianópolis. Eu não trocaria minha vida atual por a daquele tempo, mas sinto saudades pontuais. O costume de ir ao cinema depois do trabalho é um dos que mais me faz falta.

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O trimestre está bem pertinho do fim. Muiiiita coisa para ler. Desta vez foi mais pesado.

Saudades

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Na semana passada, uma colega do trabalho viajou à Alemanha para um treinamento. Ao ver as fotos me bateu uma baita saudade de lá. Não sei dizer exatamente do que sinto falta, talvez dos detalhes, das pequenas coisas do dia: as garrafas de vidro com água gasosa, as tantas opções de pãezinhos, as folhas coloridas do outono, os trens que circulam pelas ruas, as janelas que abrem um pouquinho...

Hoje é o melhor dia no trabalho: aquele em que faço o envio da newsletter. Quando clico na tecla de envio, sinto um enorme alívio, mais um mês de trabalho completo. Não que eu gaste o mês para fazer 10 textos, mas ali estão incluídas várias outras atividades.

Com a data da qualificação marcada, o negócio é produzir nem que seja uma folha por dia. Tem sido assim, um trabalho de formiguinha. Há aqueles dias, porém, em que dá vontade de ser cigarra.

Se todos os problemas do mundo se resumissem a uma qualificação tudo seria muito mais fácil nesta vida. Pena que há problemas para os quais não temos a…

Bem-vindo, futuro!

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Esta semana começa do mesmo jeito que acabou a última. Fizemos tanto barulho no ano passado para nada de novo acontecer neste ano. Somos mesmo engraçados. Escolhemos os mesmos governantes - quer dizer, menos no Rio Grande do Sul, onde parece não existir reeleição para governador. Apesar desta nossa escolha de deixar tudo como está, aqui no Rio e no Brasil, espero de coração que tudo siga pelo melhor caminho.

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Dia desses ao ver que estava em cartaz um novo filme com o meu queridinho Mark Ruffalo fiz questão de logo ir assistir. O filme se chama "Begin Again" (foi traduzido "Mesmo se nada der certo"). Eu adorei! Passados uns dias, me lembrei que havia gostado de algumas músicas da trilha. Bom, nem preciso dizer que agora escuto repetidamente o disco no You Tube.



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Em meio a crises de choro, cenas constrangedoras e apoio das minhas amigas queridas, sobrevivi à última semana. Bom, já tenho quatro professores na minha banca de qualificaç…

Virando a página

Hoje por acaso abri a agenda do ano passado no mês de outubro e nos fins de semana estava sempre a anotação: estudo. A sensação que me deu foi a de que fazer um um doutorado significa - também - quatro anos de fins de semana perdidos. Bom, pelo menos para quem só tem os fins de semana para estudar. Tenho vários luxos na minha vida, mas às vezes penso que gostaria e ter mais este: poder me dedicar aos estudos em tempo integral. Poderia estudar durante a semana e me dedicar à vida aos fins de semana.

De qualquer forma, estou feliz por sentir que quero avançar para o próximo ano. De 2013 para 2014, eu nem preparei agenda nova. Não passei contatos, não anotei aniversários... Foi como se 2013 e 2014 fossem o mesmo ano, como se um não tivesse acabado, tampouco o outro começado. Um ano de 24 meses. O fato de ter já uma agenda para 2015 e ter começado a deixá-la pronta para uso me anima bastante. 2013/2014 está realmente chegando ao fim e com ele os projetos que me fizeram sentir desconfortáv…

Nada como prazos para a vida melhor se definir

Muitas pessoas já devem ter escrito sobre isso antes, mas o tema tem sido recorrente nos blogs que leio. Talvez eu note porque é algo sobre o que tenho pensado bastante também: a vontade de viver com simplicidade uma vida de bastante valor.

Viver com simplicidade não é exatamente viver uma vida simples ou simplória, mas uma vida real dentro do que se acredita. Mais do que nunca tenho me voltado para meu pequeno universo. Nele estão pessoas com as quais realmente gosto de me relacionar.

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Agora tenho uma data-limite. Fiquei nervosa tão logo li o e-mail da secretária do instituto em que faço doutorado. Logo depois me veio uma sensação de quase libertação. Talvez seja porque trabalho melhor com prazos. As coisas ainda não estão 100% definidas, mas agora eu sei que tudo terá de se definir, eu querendo, podendo, gostando ou não. Serão seis semanas de emoções extremas.

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Começamos nesta semana uma nova etapa aqui no trabalho com a chegada da nova chefe. Nada que tenha ab…

Maus bocados

Tenho me sentindo doente. Não gosto disso, mas tem sido mais forte do que eu.
Ontem finalmente fui ao posto de saúde para aplicar a dose de B12, para ver se a sonolência vai embora, se recupero o ânimo. Não sei se deu muito resultado, pois hoje me senti igual. Estou tão cansada. Basta me deitar e em segundos adormeço. (O sono é uma espécie de fuga, mesmo que os sonhos nem sempre sejam agradáveis.) Não que seja uma novidade, pois sou de dormir fácil, mas agora parece sem controle. Às vezes me pego pensando que pode ser algo bem próximo de uma depressão, mas depois afasto esta ideia. Depressão não é algo que possa ser remediado apenas com bons pensamentos, o que ainda tem funcionado bem. O pior ainda está por vir. Eu nem tenho que segurar a parte mais pesada, mas me sinto exausta só de pensar. O que será de nós diante do que temos que enfrentar?

Impaciência, de novo

Eu tenho consciência de que trabalho em uma exceção. Aqui no escritório não há grandes controles de  horário de trabalho (acho que até pelas origens, ninguém é de descumprir) ou estilo de roupa que se deseja usar, por exemplo. O clima costuma ser bem amigável e raramente há alguma situação que possa ser considerada desagradável.

De umas semanas para cá, porém, ando meio sem paciência para a falta de paciência de uma das colegas mais antigas. Ela trabalha aqui há mais de 30 anos e já se nota sinais de cansaço. Acho que depois de 30 anos num mesmo lugar, eu apresentaria muito mais sinais de cansaço do que ela. Fato é que o jeito meio sem educação com que ela anda nos tratando tem me incomodado muito.

Talvez a falta de paciência, a minha e a dela, seja provocada pela expectativa de chegada de nossa nova chefe. Ela chega para ficar na próxima segunda-feira. Estamos também organizando a festa de transferência de cargo de um diretor para outro. Como a verba anda curta, isso causa alguns est…

Os bons momentos com os amigos

Aprendi nesta semana que uma série bem feita de musculação é algo inesquecível - pelo menos nos dois dias seguintes...

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Usar o substantivo "amigo" é algo que vai ficando cada vez mais difícil com a idade. Não, não estou desiludida com amigo algum, mas observo apenas que estabelecer amizades não é fácil quando trabalhamos com um grupo pequeno e estável de pessoas, quando não frequentamos algum curso, quando nossa paciência para determinados comportamentos já não lá assim tão grande.

Do curso novo que estou fazendo, eu já sei que sairão uns dois ou três amigos novos, daqueles que farão parte da minha vida por um bom tempo, quem sabe até para sempre. É bastante comum termos amizades durante um período determinado, quando estamos vivendo as mesmas experiências, passando pelas mesmas dificuldades ou alegrias. Eu já tive várias dessas e já fui esse tipo de amiga também diversas vezes.

Talvez mais importante do que fazer novas é conseguir manter as antigas. Eu mesma me …

Dia de folga

Hoje acordei no mesmo horário de sempre, às 5h45, mas o dia está passando em um ritmo bem mais tranquilo porque estou de folga. Resolvi compensar algumas horas extras que tinha e aproveitar esse tempinho livre para adiantar um pouco meu texto do projeto de doutorado. As coisas vão a passos bem lentos, mas de linha em linha o número de páginas e o volume de conteúdo vai aumentando.

Como hoje estou com meus horários mais flexíveis, resolvi aproveitar para fazer um novo cronograma de malhação. O instrutor que me atendeu, Ronaldo, foi muito simpático. Pode parecer normal para quem malha na bodytech ter um instrutor legal, mas na SmartFit nem sempre isso é assim. Por isso, Ronaldo merece um grande elogio. Além de ser simpático, explicou cada exercício com muita paciência. Acho que agora vai!

Aliás, além do desafio dos #100happydays, este será outro desafio a ser encarado até o Natal. Claudio e eu queremos viajar em forma ao Uruguai. Então começamos hoje não apenas um novo programa de ativi…

Exames, filme e folga

O grau de complexidade dos exames que começamos a fazer denota, de certa forma, que estamos envelhecendo. Hoje fiz minha primeira ressonância magnética. Não é um daqueles exames que você faz de qualquer jeito. Ficar dentro daquele tubo causa certo desconforto. Deu tudo certo, consegui ficar tranquila, mas espero não precisar passar pela experiência tão cedo.

Para dar conta das seis horas de jejum - e não ficar mais do que isso sem comer -, me levantei apenas 15 minutos mais tarde do que costumo fazer, às 6h. Eu já me acostumei a levantar cedo e até acho bom. Hoje optei por não ir à academia, mas resolvi aproveitar as primeiras horas do dia para adiantar um trabalho que tinha que entregar hoje e fazer uma parte da minha lista de estudos. Foi ótimo. Às oito horas já havia enviado o texto do trabalho freelancer e iniciado os estudos.

Tirei dois dias de folga para poder me dedicar um tanto mais aos estudos. Fazer de tudo para meu cronograma dar certo. Amanhã tenho dois compromissos festiv…

Inferno astral?

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Assim como não sou muito de dar atenção para TPM também não costumo levar em conta o tal inferno astral, aquele período estranhíssimo que antecede o aniversário. Só que às vezes parece que tanto uma coisa quanto outra nos pegam mesmo que tentemos ignorá-las. Imagina quando vêm juntas...

Acho que fico mais incomodada com a minha vulnerabilidade do que com os problemas em si. Lidar com problemas é o que fazemos ao longo da vida. De um jeito ou outro, conseguimos sempre seguir em frente - vide um post que fiz em 2011 nesse mesmo período, confesso que nem me lembro mais de quem eu esperava uma resposta.
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O que o sr. Inferno Astral não contava é que, justamente em seu momento de atuação, eu tivesse três viagens programadas: uma de lazer, uma de estudos e uma de trabalho. Viagens sempre têm um impacto positivo em minha vida. A primeira delas foi tão boa! Não só porque fomos para um lugar abençoado, mas porque estivemos cercados por pessoas com a vibe tão boa, que não houve qualqu…

As boas lembranças de um fim de semana feliz

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Passamos um fim de semana maravilhoso na companhia de pessoas muito queridas. Viajamos na quinta à noite e ao chegarmos a Uberlândia nossos amigos Gil, Cris e Val estavam nos esperando no aeroporto. Cris e Val haviam acabado de chegar também. Dali seguimos para casa, onde Antônia, Érika e dona Odete nos aguardavam. Depois desta paradinha, seguimos para um ótimo restaurante italiano. Acho que fazia muito tempo que não ria de forma tão livre. Estavam todos inspirados.

Aproveitei a viagem à cidade para aplicar um teste de alemão. Eu não estava a trabalho, mas sabendo das dificuldades de fazer o tal teste no interior do Brasil, me ofereci para aplicá-lo. Se não tivesse feito isso, os estudantes teriam de viajar até Ribeirão Preto ou Belo Horizonte. Isso só me custou duas horas daquele dia, mas fiquei mais feliz do que os alunos até.

Em seguida, fomos para Catalão, que fica logo depois da divisa de Minas, já em Goiás. Um almoço delicioso nos esperava. Como sempre, a recepção foi maravilho…

Malas prontas

Chegou finalmente o dia da primeira viagem do mês. Estou bem animada!

Ontem conhecemos um lugar surreal aqui no Rio. Chama-se Marius Crustáceos. O dono construiu um fundo do mar, com direito a tudo que você imaginar.

Hoje vai para gráfica um projeto do trabalho que me ocupou muito nas últimas semanas. Agora, sei, vai dar até um vazio. Hoje de pensar em outras coisas.

E na semana que vem já chegamos à metade do semestre.

O dia amanheceu cinza hoje de novo. Como fui dormir muito tarde ontem, acabei pulando a academia. Semana que vem voltarei à programação normal.

Ontem correu tudo bem no salão de beleza. Acho que encontrei uma boa manicure. Tomara que ela não resolva mudar para outro lugar, como sempre ocorre.

Muitos tons de cinza

Parece que o dia amanheceu meio triste hoje. Houve rajadas de vento à noite (não vi nada!) e de manhã o céu estava cinza, a calçada estava molhada e eu, sem pensar, dei boa noite ao seu Álvaro, nosso porteiro que trabalha das 22h às 6h. O porteiro que começa às 6h ainda não havia chegado - ou ainda estava distribuindo o jornal nos andares.

Na academia, apenas um pouco menos gente do que o normal. Projeto Verão a mil! Menos eu, que voltei às caminhadas. Perdi um pouco o ritmo nos últimos dias. Já estava na segunda semana de treinos de corrida, mas, de repente, me deu uma preguiça. Então estou fazendo caminhadas. Apesar de que hoje olhei para meus braços e fiquei pensativa... Vou ter que realmente começar a pensar neles. Ainda mais com todos os vestidos sem manga que tenho no momento - praticamente todos.

Hoje vou fazer as unhas no salão. É tão grande o desconforto que isso me causa, que estou desde ontem pensando como vou explicar à manicure de forma clara como ela deve tratar minhas m…

Setembro

Setembro é o meu mês preferido. Não apenas porque é o mês do meu aniversário, mas porque é o mês do início da primavera. Aqui no Rio é o mês em que as folhas das árvores caem (sim, é quase primavera, mas as árvores ainda pensam que estão no outono), a cidade ganha uma cor diferente. O céu fica mais azul, ainda há dias frescos.

A questão da idade, vira e mexe, é algo que nos faz pensar. Primeiro, porque queremos ter mais idade do que realmente temos, depois porque não queremos deixar uma determinada idade ou, ainda, porque não queremos que nosso corpo envelheça. O corpo realmente sente o passar dos anos. A cabeça, porém, acho que nem tanto. Talvez amadureça, aprenda a aceitar o que não pode mudar, mas envelhecer mesmo, acho que não. Conheço tantas pessoas com idade alta, mas com a cabeça "jovem". E alguns jovens antiquados.

Eu sempre fui uma jovem velha. Aos 16 anos, dizia minha irmã, eu parecia uma velha de 40. Não que isso me incomodasse. Agora, tão próxima dos 40, já devo …

Pensando bem, não está tudo tão ruim assim

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Depois de várias semanas fechada em casa aos fins de semana, hoje de manhã peguei um pouco de sol. Como é bom! Estou com as minhas pernas tão brancas como quando me mudei para o Rio. Realmente tenho aproveitado bem pouco as áreas ao ar livre, tanto do meu prédio quanto da cidade.

Claudio fez sua terceira Meia Maratona. Fiquei orgulhosa dele. Correr 21.097 metros não é para qualquer pessoa. Parabéns, meu amorzinho!

Em 2010, eu fiz uma Meia Maratona também. Naquele ano, participei das quatro provas da Adidas e fechei o ano com a São Silvestre. A Meia fizemos um dia antes de embarcarmos para a Europa. Hoje pensei como seria bom ter uma viagem agendada para amanhã. :)

Bom, nem dá para reclamar, pois tenho três viagens programadas para os próximos 20 dias. Na semana que vem vamos ao aniversário de 40 anos do Gil, que promete ser bem animado. Depois vou fazer minha prova do trimestre e logo em seguida, embarco para uma viagem a trabalho de uma semana. Nesse meio tempo, ainda preciso estuda…

Gotas do dia a dia

Ontem completei oito anos morando no Rio de Janeiro.

Nunca consegui descobrir quem são, mas tenho um vizinho que costuma espirrar na janela, outro que gosta de cantar como um tenor (também na janela) e ainda um outro que adora escutar Roberto Carlos em alto e bom som nos domingos de manhã. Às vezes desconfio que sejam a mesma pessoa.

Nunca estive tão feliz com minha mesa de trabalho.

O drama do doutorado continua. Hoje teremos mais um capítulo. Espero que com final feliz.

Estou bem feliz por ter comprado alguns livrinhos da minha infância. Já reli três dos quatro. Fiquei impressionada por ter reconhecido algumas partezinhas do livro do Mário Quintana. Dos do Verissimo, eu me lembrava apenas dos títulos. Como são bons!

Para desopilar, leio Marian Keyes. Já estou no quarto livro neste ano, livros que eu havia lido há 10 anos. O melhor é ler espaçadamente mesmo, pois as histórias acabam sendo muito parecidas. Às vezes, até as frases se repetem. As personagens femininas de Marian Keys seg…

Um pouco mais sobre gostos

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Gosto de: estar com meus amigos, viajar, ler, escrever, ver filmes, comer comidas saborosas, passear, olhar vitrines, escutar música no YouTube, dormir à tarde, ir ao cinema nas primeiras sessões do dia, comer pizza, ouvir música no rádio, conversar com pessoas interessantes, fazer perguntas e ouvir as respostas, ouvir outras línguas, estar só às vezes, arrumar gavetas e armários, jogar fora o que não uso, olhar fotografias, aparecer em fotos, fazer exame de sangue, sentar-me no sofá e ficar pensando na vida, plantar árvores, fazer testes de idiomas, ler anúncios fúnebres, comer pipoca, enviar cartões-postais, diários, listas, ter nascido em setembro.

Não gosto de: compromissos que não me dizem respeito, esperar à toa, suar no rosto, reclamar da vida, ouvir coisas ruins sobre outras pessoas, imagens de desastres, conversar sobre pequenas tragédias, perder a tarde em programas chatos, falta de padrão, perguntas bobas, encontrar cartilagem no pastel de frango, arrumar camas, espirros.


Leitura do Vida Organizada 1

Comecei a ler o livro da Thais (Godinho), que se chama, claro, Vida Organizada. Thais escreve muito bem. Eu realmente gosto do jeito como ela conduz o texto.

Thais nos coloca para trabalhar logo no começo, quando nos faz pensar na maneira como conduzimos um dia atualmente. Logo em seguida, nos convida a imaginar como seria o dia ideal. Fiquei feliz ao perceber que na maior parte do tempo estou fazendo o que preciso e quero. Sempre há algo para ser melhorado, mas já comecei a pensar sobre isso.

Em um outro exercício, é sugerido ao leitor que faça duas listas: uma com o que adora, outra com o que detesta. Na de coisas que adoro, eu poderia escrever bem mais coisas. Na que detesto, tive de me esforçar para escrever as cinco. Ficou assim:

Amo: 
1. Viajar
2. Livros
3. Comédias românticas
4. Ver vídeos no YouTube
5. Sair para comer em lugares confortáveis

Detesto: 
1. Gente pretensiosa
2. Ter que me conviver com pessoas que falam demais (ainda bem que está cada vez mais raro)
3. Bagunça e fal…

I'm in charge

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Bem, ainda não sei se estou realmente no comando, mas faz duas semanas que decidi tomar mais decisões sobre o que quero.

Decidi que tenho que me concentrar. Parece bobo, mas tenho uma grande tendência à distração. Nos fins de semana que antecederam os dois últimos, eu passei fora de casa. Percebi, porém, que só vou conseguir me livrar da lista de tarefas que tenho se eu realmente me concentrar. Nada acontece do nada, nada acontece sem algum esforço - lembrando-se que o esforço nem sempre está atrelado às exigências do momento em que vivemos. Por exemplo, quem se esforçou em algum momento de sua vida para aprender inglês, não vai precisar fazer o esforço no momento que precisar falar inglês, mas não quer dizer que não tenha se dedicado.

Decidi dar um tempo nas tais mídias sociais. Hoje mesmo ainda não entrei no Facebook e no Instagram. Só fiz o check-in da academia para não perder o registro. Vou tentar continuar neste ritmo pelo menos por uns dias.

Decidi dormir cedo, para ter um bom…

Xadrez

Após 25 anos e oito meses, hoje me desfiz de meu tabuleiro de xadrez. Doeu meu coração. Resisti o quanto pude, mas não teve jeito, estava soltando um pozinho estranho e resolvemos não arriscar mais. Restaram as pecinhas. Costumo me achar uma pessoa bem desapegada, mas quando se trata de algo com significado, a história é um pouco diferente. Sofro bastante, mesmo que depois passe. Apesar de sempre levar o xadrez comigo nas minhas mudanças, fazia anos que eu não tinha alguém para jogar.

Ainda me lembro do natal em que ganhei o jogo de xadrez. Não podia ter ficado mais feliz, ainda mais que não se tratava de um minitabuleiro, mas de um grande, de verdade! Usei muito. Lá em Esmeralda todo mundo sabia jogar xadrez, digo todo mundo que teve o professor Luiz como professor de educação física e estudou com ele na época em que não havia ainda o ginásio da prefeitura - construído em 1988, mais ou menos. Quando chovia, não podíamos fazer educação física na quadra do colégio, então ele nos ensina…

Domingo produtivo

Depois de nove horas sentada à frente do computador, chega por hoje.
Foi um dia bem produtivo. Ideias começam a ganhar mais clareza na cabeça e ordem no papel.

Que venha uma semana de respostas.

Dia dos Pais

Hoje é Dia dos Pais, uma data definida, me diz a wikipedia, por Roberto Marinho para estimular o comércio.
O Facebook está repleto de fotos de pais e frases de impacto.

Meu pai nunca foi um herói. Tinha vários defeitos.
Havia entre nós, porém, uma ligação difícil de explicar. Até hoje, quando penso nisso, não consigo entender direito. Eu gostava muito dele e sei que ele gostava muito de mim.

Ele era bem quieto, mas a quietude dele me bastava. Nunca gostei mesmo de gente que fala demais. Eu preferia o seu jeito tranquilo de lidar com situações difíceis do que a forma dramática da minha mãe. Percebi depois de adulta, que ele sofria muito mais que ela, mas não era de se queixar. Às vezes sentia tanto que não conseguia tomar uma atitude.

Passava o dia inteiro na loja. Não era de visitar pessoas, mas passava as horas cercado por várias de quem parecia gostar. No dia em que morreu, eu fui surpreendida por um vizinho ao ouvi-lo afirmar: "Hoje morreu meu melhor amigo". Pensei depois…

Na onda de Marian Keyes

Engatar dois livros seguidos da Marian Keyes - depois de ter lido Melancia em janeiro - desperta vários sentimentos e vontades...
- Queria estar em Londres! - Saudade de ter vários compromissos com as mesmas amigas durante uma mesma semana.  - Desalento ao perceber que o tempo passa tão rápido. - Alegria por perceber que a vida sempre reserva boas surpresas, mesmo que demoremos para vislumbrar o "final feliz". - Vou escrever minha própria comédia romântica!

Fragmentos de um começo de mês

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Hoje iniciei minha quinta semana de idas cedinho à academia. Notei que estava muito mais claro do que há um mês. Mais quentinho também.

Comecei hoje a leitura de mais um livro durante a sessão na academia, o quinto.

As minhas leituras andam tão início dos anos 2000... Harry Potter, Marian Keyes. Livrinhos que salvaram minha vida no começo do milênio.

A movimentação começa bem cedo para várias pessoas. Há sempre muita gente se deslocando às 6h e pouco aqui no meu quadrado. Às segundas, a movimentação é um tanto mais intensa por causa da feira livre.

Ainda chegarei a alguma segunda-feira com mais de R$ 5 na carteira. Só me lembro de que deveria ter ido ao banco quando passo pela feira.

Eu não estava tão cansada hoje de manhã, mas agora me deu um sono daqueles. Já estou em meu segundo café. Acho que terei um dia longo.

Depois de dois fins de semana de passeios, nas próximas quatro semanas pretendo ficar bem quieta em casa. Tenho que entrar no mês do meu aniversário com boa parte da minh…

Impaciência

Eu estava com uma tremenda dor de cabeça hoje. Passei o dia todo assim. Para completar, meu computador novíssimo apresentou um defeito - ele acha que a temperatura no Rio é superior a 100 graus e aciona o ventilador de forma ensurdecedora. Resultado: tive de usar um computador velho, que fica em uma sala que chamamos de "a sala do estagiário". No momento não temos estagiário, então fui para lá.

Uma colega, com quem troca meia dúzia de palavras diariamente, passou várias vezes por ali. Sempre que me via fazia algum comentário ou puxava alguma conversa. A tal sala do estagiário fica na sala onde está a máquina do café e a chaleira elétrica. Então, sempre há alguém circulando por ali. Como estava concentrada nos meus textos, nem dei muita bola para quem passava. Pois bem, esta colega decidiu que eu estava muito quietinha e por várias vezes em que passou pela sala repetiu: "a Rafaela é tão quietinha" ou "a Rafaela está tão quietinha".

Eu e minha dor de cabeça…

Alvorecer

Entrei em minha terceira semana indo à academia no começo da manhã. Saio de casa poucos minutos depois das 6h. Aos poucos vou ficando menos impressionada com a quantidade de pessoas que já está circulando nesse horário, mas a movimentação ainda me faz pensar o quão cedo elas se levantam e saem de casa. Como moramos perto de um hospital, acredito que muitas estão terminando o turno de trabalho e finalmente indo para casa. Hoje mesmo encontrei o Brás, nosso porteiro da noite, que costuma trabalhar das 22h às 6h.

Quando chego à academia, antes das 6h10, já há pelo menos umas 15 pessoas nas esteiras e nos aparelhos. Ontem foi o dia em que cheguei mais cedo. Não sei se o pessoal da recepção se atrasou um pouco, mas havia uma fila de rapazes fortões entrando na academia. Eu nunca havia reparado, mas alguns levam as roupas em cabides para vestir depois de tomar banho.
Nos dias mais frios, há naturalmente bem menos pessoas na academia.
Ao sair de casa, ainda está escuro, mas o dia clareia tot…

Fazer nada não é nada fácil

Esta semana foi bem puxada - para os meus padrões. Estou com uma grande tarefa no trabalho e ela tem ocupado bastante a minha cabeça. Fora isso, ainda tenho o desafio interminável do projeto de doutorado, que me deixa até meio atordoada.

Por isso, resolvi tirar este final de tarde para não fazer nada. Nada mesmo. Simplesmente me sentar na poltrona da sala e deixar o tempo passar. Quem disse que isso é fácil?

Antes de me sentar na poltrona e me cobrir com uma colcha - que precisa ser lavada e estava ali no meio do caminho tentando um dia chegar à máquina de lavar -, fiz um playlist no YouTube intitulado "músicas para cantar junto". O meu fazer nada seria um fazer nada ouvindo música.

Tão logo me sentei, pensei que deveria colocar a colcha para lavar hoje, pois amanhã já estaria mais ou menos seca e eu poderia lavar outras coisas. Lavar roupa é uma atividade das sextas-feiras. Tão logo decidi que faria isso depois, olhei para o lado e vi uma pilha de livros que estão separados…

Dias de céu azul

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Desde que a Copa do Mundo chegou ao fim, o céu no Rio de Janeiro está azul, o sol reapareceu e há um friozinho gostoso no começo das manhãs. Inverno perfeito.

Ainda sobre a Copa
Felipão já foi herói, mas vive nesses últimos dias um pesadelo.
Eu não me espanto com o comportamento metido à besta dele nas entrevistas, nem com o nosso. Nós, brasileiros, somos assim, basta alguém cometer um erro, mesmo que tenha feito vários acertos antes, para falarmos apenas do que deu errado. Quantas vezes vi essa situação no trabalho.
Já o Felipão não poderia representar melhor os seus conterrâneos. Quem nunca viveu esta situação também? Sendo confrontados, tentamos defender nosso ponto de vista a todo custo, mesmo que estejamos claramente errados.

Ainda bem que este mês de copa chegou ao fim. Foram tantas notícias ruins, que eu não via a hora de mudarmos de fase.

E esta nova fase chega com apenas dois assuntos importantes: Academia e doutorado.

O 4Square me avisou hoje de manhã que estou indo à academ…

Hora de apertar novamente no play

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A Copa do Mundo 2014 está quase chegando ao fim.
Neste ano cheio de pausas, estamos prestes a apertar novamente no play.

Durante este mês de copa, muitas coisas aconteceram. Meu trabalho mudou de endereço (ficando ainda mais perto de casa), a academia abriu uma filial do lado do trabalho (e de casa), o querido tio Roberto nos deixou, a seleção do Brasil nos deu e ainda dará alguns sustos, o Pequeno Dicionário de Futebol ficou pronto e foi disputado, viajei para Caxias do Sul e obtive ótimos resultados em uma nova empreitada. Vários tipos de ocorrências, vários tipos de sentimentos.

Julho vem cercado de altas expectativas. É o mês em que terei de dar um rumo à minha trajetória como doutoranda. O caminho já está definido, mas, como diz meu orientador, ainda é necessário ver qual sentido será trilhado. Como se isso fosse bem fácil...





Uma nova rotina

Pronto, as mudanças parecem ter chegado ao fim, pelo menos as que já estavam previstas. A academia abriu faz quatro semanas e a sede do trabalho já tem novo endereço. A partir desta segunda-feira, iniciou uma nova rotina. Estou muito feliz por tudo estar mais perto. Espero que até o final do mês, tudo o mais que está pendente também se resolva.

Coisas da alma

Depois de um dia passado na rua, cheguei em casa e tomei um banho quentinho. O Rio de Janeiro é uma cidade quente, mas tem lá seus dias mais friozinhos, como hoje. Como a temperatura é sempre alta, quando faz 20 e poucos graus parece um verdadeiro inverno.  Banho tomado, fiz o último exercício da sétima semana do meu curso. Verifiquei meu e-mail e vi que a professora enviou um simulado. A prova é na próxima semana. Para repassar a matéria que está toda anotada em um caderno de capa verde, resolvi fazer um chá e ligar uma música em volume baixinho nos fones para tentar abafar o funk que está tocando na festa do vizinho.  Segurando o chá quentinho com as duas mãos e ouvindo a melodia de Enya, me bateu uma saudade. Difícil definir uma única saudade, talvez de uma fase, de um momento da minha vida. Primeiro pensei que já fazia 20 anos de uma época diferente que vivi, depois percebi que fazia mais. Desde meu último aniversário, nunca mais tive certeza da minha idade. É meio louco, mas semp…

Saudade

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Basta ouvir uma meia dúzia de músicas italianas para morrer de saudade da Itália, país que gosto tanto!







Chega de desculpa esfarrapada

Fazia já algumas semanas que eu estava fazendo corpo mole para ir à academia. A justificativa - nome mais bonito do que desculpa - era que eu estava esperando abrir a nova unidade da Smart Fit. Quando a gente tem preguiça, acha explicação para tudo. Tudo mesmo!

Pois não é que hoje a academia nova abriu? Apesar de ainda estar meio ruim por causa da gripe, resolvi ir lá conhecê-la. Afinal, estava esperando ansiosamente por este dia.

Fiquei bem impressionada. O espaço é bem maior do que o da antiga. Por isso, cabem mais aparelhos. Hoje estava um sonho, pois há ainda poucos inscritos. Dava para escolher o aparelho para usar. A fila enorme para matrícula, porém, avisa que a concorrência pelos aparelhos logo ficará mais acirrada.

A academia nova fica a apenas cinco minutos de casa - 4'52" se eu quiser ser mais precisa. Até a antiga, eu levava 16. Ganho no meu dia uns 20 minutos, que poderão ser aproveitados na própria academia ou em casa, estudando. Estou bem feliz por isso!

Comece…

Mera ilusão

Muitas vezes nesta vida, nos sentimos fortes, capazes de encarar qualquer coisa, mas basta um acontecimentozinho bobo para nos fazer cair na real, e cair é sempre doloroso.

The final countdown

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Velho ditado, tão atual

Em boca fechada não entra mosca.

Por mais que eu tente sempre ficar atenta a este ditado, muitas e muitas vezes me pego fazendo o contrário. Ultimamente ando tão decepcionada comigo por causa disso.

No geral, eu sou uma pessoa quieta. Só que acho que minha paciência anda tão curta nos últimos meses, que quando vejo já emiti alguma opinião que era melhor ter guardado só para mim. Aí vem o arrependimento e a frustração.

Talvez me sentisse melhor se dividisse esta parte com os outros, mas o orgulho talvez me faça manter esses sentimentos somente comigo. Entra ai outro problema, a dificuldade de pedir perdão por algo que não gostei de ter feito. Este mundo está tão alterado, que nem sei como o outro receberia um pedido honesto de desculpas, mas também não (a mim e ao outro) dou a chance de saber.

Só com muita análise...

Nostalgia

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Hoje recebi pelo correio o livro Esmeralda - um lugar, um anel e uma história, escrito pela professora Jussara Goulart, que nunca foi minha professora, mas cresci acostumada a chamá-la assim e assim será para sempre. Afinal, bastava dar aula no colégio (e era "o" colégio mesmo, pois só tinha um) para ganhar este prefixo junto ao primeiro nome. Para mim serão sempre o professor Edgar, a professora Dirce, a professora Luci ou o professor Luiz...
Quando eu penso em Esmeralda, parece que estou imaginando uma história escrita mesmo em um livro.
Já faz tanto tempo e ao mesmo tempo parece que foi ontem que saí noite alta da casa do João Luiz e da Nice na companhia da Lisély, inseparável, caminhando para casa, olhando o céu estrelado e a avenida vazia.
Que pedalava alucinada com minha bicicleta novinha e linda em um circuito imaginário que passava pela frente do casarão do seu Tolotti e da dona Ana, seguia até a casa da avó da Carla lá no começo da cidade, quebrava à direita no post…

Um junho de grandes expectativas

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Sim, espero muito deste mês de junho. Quer dizer, tenho grandes expectativas em relação a mim, ao que vou conseguir fazer, aos resultados que alcançarei nos meus projetos.

Maio passou rápido. Isso não quer dizer que não vivi cada momento da melhor forma. Os primeiros 11 dias foram de férias. Foram muito legais, na companhia da minha mãe e depois junto de amigos queridos. 
Em seguida, as atividades que haviam ficado em espera foram resolvidas rapidamente. Fiz um frila, coloquei em dia o trabalho no escritório, consegui recuperar os primeiros dias de aula que havia perdido no meu curso novo (Daise, querida, por enquanto ainda é um grande segredo, mas é algo bem legal! Logo conto, tá?), organizei minhas coisas em casa e a vida seguiu feliz. 
Claro que ainda tenho coisas bem sérias para resolver. Preciso encontrar uma solução para minha pesquisa, ou melhor, meu maior problema nesta vida é encontrar um problema. :) Mas estou mais perto. Estou confiante de que durante este mês em que quase …

Prazer de estudar

Fazia muito tempo que eu não sentia tanto prazer em aprender algo novo. Já comecei diversos cursos na minha vida, mas arrisco dizer que nos últimos anos nunca me senti tão empolgada quanto agora.

Estou terminando a quarta semana do curso, que é on-line. Eu já havia feito um curso a distância em 2012, mas nem se compara. Daquela vez, era mais um passatempo sem compromisso. Agora não, é quase um projeto de vida.

Acho que nunca dediquei tantas horas de uma semana aos estudos, nem mesmo na reta final do mestrado. O mais louco disso tudo é que estou adorando. Não vejo a hora de chegar em casa para continuar as leituras, os exercícios.

Parece até que esta empolgação com os assuntos novos tem ajudado nos meus estudos de doutorado, como se tivesse entrado em um novo ritmo. Durante a semana, dedico-me ao curso on-line, que é bem puxado. Os fins de semana tenho reservado aos assuntos do doutorado.

Voltando à realidade

Depois de praticamente um mês afastada das atividades cotidianas, tenho me visto bastante envolvida no que havia deixado em suspenso.

Logo que voltei da viagem, já tive que mergulhar de cabeça nas responsabilidades de um novo projeto que assumi. É quase um projeto de vida, de tão intenso que começou. Agora, já está tudo mais tranquilo.

Consegui até retomar meus levantamentos preliminares do doutorado, que estavam deixados de lado de verdade, bem no final da pilha. Aos poucos, o interesse vai voltando, assim como as ideias. Continua doloroso.

Com raras exceções, minhas noites têm sido à frente do computador, mas isso não tem sido pesado, pois a percepção é de que a produtividade é bastante boa.

Da academia, dei um tempo, quer dizer, achei uma desculpona. Desde a volta das férias, fui uma única vez, ainda mais depois que descobri que vai abrir uma filial da Smart Fit a 5 minutos de casa - e não vou mais caminhar 16 minutos como fazia até então. Para a notícia ficar ainda melhor, o valor…

Londres

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Depois de 15 anos e três meses, cá estou eu na cidade querida.