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quarta-feira, 21 de junho de 2023

Ah, o verão

Esperamos tanto tempo pelo verão. Aí ele chega e ficamos esgotados pelo calor, querendo que ele não seja tão forte e longo. Às vezes, fico pensando como aguentei o verão no Rio por tantos anos. Aqui, quando a temperatura chega a 27, 28 graus, já estou no meu limite. Uma amiga brasileira me visitou na última semana e me disse que o calor é diferente. Aqui é seco, o que torna mais difícil. 

Tirando os desconfortos, eu gosto do verão. Fico feliz ao sair de casa de mangas curtas. 

Por sorte, já tenho um ventilador em casa. Lembro que no ano passado, ele foi fundamental. 

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Sinto calafrios só de pensar nos cinco malucos que estão dentro desse submarino que desapareceu ao fazer uma excursão até o Titanic. Entrar em um submarino é algo que não tenho a menor vontade. 

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Depois de Lindau, fizemos mais duas viagens! Isso me mantém viva. Fomos a Basel e fizemos um tour de bike ao longo do Kinzig. Basel foi a primeira cidade suíça que visitei. Gostei bastante da atmosfera da cidade, mas nos sentimos bem pobres. A Suíça é bem cara para quem mora na Alemanha. De qualquer forma, comemos bem, passeamos bastante e até fizemos umas comprinhas. Um dos lugares que visitamos foi a fronteira tríplice - Alemanha, Suíça e Franca.

Duas semanas depois, aproveitando outro feriadão, fizemos nosso primeiro tour de bike depois da doença. Eu estava um pouco insegura e curiosa para saber como meu corpo reagiria. Deu tudo certo! Que viagem gostosa e experiência boa. Passamos por cidades tão bonitas. 

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Ir e vir de bicicleta é uma coisa que me alegra sempre. Eu me sinto livre. Já faz três semanas que tenho usado minha bike para ir à biblioteca.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

A vida acontece quando você está fazendo planos

Eu ouvi essa frase em uma música um dia desses e ela combina com muitas de nós. Comigo, pelo menos. Eu vivo fazendo planos. Nem sempre me dou conta de que os dias estão passando com o levantar cedo-tomar banho-tomar café-ir para o trabalho-trabalhar 8h-voltar cansada para casa-cozinhar-comer-tomar banho-ler-dormir. E olha que poder fazer tudo isso hoje em dia é meio que um privilégio. Entre uma tarefa e outra, faço planos para os momentos em que não estou nessa rotina. Por isso, talvez, vez ou outra ler ou ouvir essa frase é bom, pois parece que me faz despertar de um modo meio automatizado, meio zumbi.

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Eu nunca mais fui ao cinema. É uma pena, mas a pandemia trouxe junto uma insegurança de ir ao cinema. Eu até fui no verão de 2020. Fui a única na sala. Foi estranho, mas foi bom. 

Aliás, vi pouquíssimos filmes neste ano. Eu não vejo tv há anos e aqui nem sei o que passa na tv. Durante alguns meses neste ano, assinamos o disney+ e vimos tudo que gostaríamos. Quando percebemos que estávamos vendo algo por obrigação, resolvi cancelar o serviço. Depois, assinei o Amazon Prime por alguns meses, mas como vimos apenas uns dois filmes e encomendei pouca coisa, também cancelei. 

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O inverno chegou na última semana. Ainda estou indo de bike pro trabalho, mas todo dia analiso a situação da rua para decidir se vou a pé, de bonde ou de bike. Por enquanto ainda não teve neve que suje as ruas a ponto de ficar perigoso. O problema nem é a neve, mas quando a água congela sobre as vidas e fica escorregadio. Isso é ruim para caminhar e para andar de bike. Eu nunca tive essa experiência antes com a bicicleta, por isso estou um pouco apreensiva, mas acho que com um pouco de prática vai ficar tudo bem. O frio não é o problema, pois as roupas certas resolvem. Hoje comprei uma luva nova, já que a minha atual começou a rasgar e não é impermeável. 

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Se a pandemia um dia terminar, vou receber bastante visitas aqui. Algumas já compraram as passagens. Tomara que dê certo. Agora, por exemplo, é um péssimo momento para vir. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Cansaço

 Hoje eu estou cansada. Nao é, porém, um cansaco físico. Talvez seja o fim do ano se aproximando, talvez seja porque em duas semanas tenho que apresentar com duas colegas um projeto importante e nao estou nada motivada para terminar, talvez seja por falta de ter uma viagem planejada, talvez seja por nao poder planejar nada para o fim de ano, talvez porque este ano nao foi moleza pra ninguém e simplesmente estou sentindo agora o que muitos já vêm sentindo há meses. 

Só sei que hoje nao estou me sentindo lá muito animada e feliz. Apesar de um monte de coisas boas estarem acontecendo e outras tantas programadas. No fim de semana chega minha cozinha nova. Eu deveria também estar feliz por poder comprar tudo que quero para minha casa nova. Tudo bem que na Ikea (que eu particulamente gosto bastante), mas mesmo assim poder simplesmente escolher o que quero considero um privilégio. Vou poder finalmente comprar meus talheres wmf, um sonho de pelo menos duas décadas. :-) 

Ok, ok, agora já nao estou me sentindo mais tao desanimada. Pensei nos meus talheres novos. Bom, às vezes talvez a gente só precise manter o foco no que realmente é importante.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Uma sexta-feira de fevereiro

O sol vai avançando e derretendo o gelo que se formou sobre a grama durante a madrugada. Este é um espetáculo que acompanho da minha janela na biblioteca algumas vezes ao longo do inverno.

Um sorriso, às vezes, tem este mesmo efeito em nosso humor meio congelado em alguns dias.

Hoje é sexta-feira. Vou almoçar com um antigo colega de trabalho. Já comprei minha passagem para ir me encontrar com o T. mais tarde. O céu está azul e o sol brilha, apesar da temperatura negativa. Aqui dentro está quentinho, acabei de beber um chá e de comer um pedacinho de chocolate escuro. Faltam 35 dias para as viagens de férias. E esta trilha dos anos 1960 é fantástica.

O dia não poderia estar melhor.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Recomeço

Hoje estou de volta ao trabalho. A sensação é boa. Eu me sinto feliz por estar novamente aqui na biblioteca. Durante o dia, alguns colegas vieram dar um oi.

Iniciar um novo ano não muda nada na verdade, mas ao mesmo tempo parece que nos enchemos de esperança de que será diferente. Bom, eu estou feliz por continuar aqui.

 Tenho alguns planos para este ano. Nada mirabolante como mudar de país, apenas coisas normais de começo de ano: me alimentar melhor, fazer mais esporte, passar mais tempo com as pessoas de que gosto, ler um livro por mês, assistir a um filme por semana. :-)

As três semanas de férias foram muito boas. As experiências vividas foram positivas, mesmo quando eu nem sempre estava tão disposta a vivenciá-las. Passar praticamente três semanas com o T. também foi uma experiência boa e tranquila. Aprender a esquiar valeu a pena, mesmo que o medo tenha me impedido de aproveitar um pouco mais. Quem sabe numa próxima seja mais fácil.

 Em 60 dias terei férias de novo. Não que eu esteja com pressa, mas estou animada com a próxima viagem.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Paz

Sábado, enquanto esperava alguém chegar para abrir a porta do centro de eventos da igreja luterana onde realizamos nosso café da manha, estávamos falando sobre cidades interessantes não muito distantes e lembramos de Estrasburgo. Em pouco mais de duas horas de trem é possível chegar lá. Comentei que havia ido três vezes a Estrasburgo (foram quatro, lembrei-me agora, mas uma só de passagem) e pouco depois dessas três viagens minha vida havia tomado um rumo diferente.

Na primeira, em 2000, eu estava incerta sobre ficar na Alemanha. Na segunda, em dúvida sobre me candidatar a um doutorado. Na terceira, entre querer confirmar ou não que estava realmente sendo traída. Nas três vezes acendi uma velinha e pedi com todo meu coração para meu anjo da guarda me ajudar a perceber o que estava acontecendo e qual era a melhor decisão a ser tomada. Os melhores caminhos, mesmo que doloridos, acabaram se mostrando.

Aí, no sábado, brinquei que neste momento não sentia a menor vontade de ir a Estrasburgo, pois não gostaria de mudar nada na minha vida, que me sentia completamente feliz - talvez uma das raras vezes ao longo desses quarenta e poucos anos. Estou na cidade em que gostaria de estar (segura, bonita, alegre, com tudo que preciso), no trabalho que queria (eu amo minha biblioteca, minhas tarefas, ser bibliotecária) e na companhia de pessoas que me fazem bem (ganhei um beijo por esta parte).

Como é bom sentir o coração em paz.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detalhes do dia a dia



Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo que acho muito legal aqui é que os idosos são bastante ativos, mesmo aqueles com algumas limitações. É bastante comum vê-los com seus andadores (onde podem guardar seus pertences e usar como banco se necessário) por todos os lados. Claro que ter um sistema de transporte que os respeita deve ajudar.

Como em qualquer cidade grande, sempre há mil coisas ocorrendo aqui em Stuttgart. Aqui mesmo em Möhringen, meu pequeno bairro, há muitas associações com programação variada, desde espetáculos até aulas de ginástica, yoga, clubes de leitura... As bibliotecas também oferecem sempre um programação rica e variada. Eu mesma já fui a pelo menos quatro palestras interessantes sobre tecnologia. O Rio, como cidade grande, também oferece muitas coisas, mas aqui acho mais fácil ir, talvez por ser tão fácil se deslocar pela cidade, talvez por me sentir segura.

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Mais cedo li o relato de uma moça, mãe e pesquisadora, que resolveu fazer um experimento no Tinder. É assustador como mulheres que tiveram filhos e agora são solteiras são tratadas por homens. Não acho que tenhamos piorado, pois o machismo sempre existiu. Duro é ver que não há perspectiva de isso terminar, que homens de 20 e poucos conseguem ter discurso de homens das cavernas.

Há também uma enorme falta de empatia entre mulheres, o que acho ainda mais chocante, mas não me surpreendente.

Acabei me lembrando de um episódio que vivi há uns 10 anos. Há muito tempo eu sei que não era por mal, mas logo que comecei a namorar com o C. era comum meu nome ser trocado pelo da ex. Óbvio que eu não gostava disso e isso rendeu algumas chateações, depois superadas. Pior que isso, porém, logo depois de um desses episódios, foi ir a um almoço familiar e ter que ouvir uma amiga da família contar a história de uma moça que se chateava porque a família continuava adorando a ex de alguém e que ela não estava nem aí, pois iria continuar falando sobre ela e usando o nome quando bem entendesse etc. Pode parecer nada, mas lembro de achar aquilo um tanto gratuito. Foi uma falta de empatia com a moça citada e comigo, pois era meio óbvio que minha questão havia sido assunto entre quem comentou e alguém da família.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A tal da vida comum

“Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum.” Jim Rohn

Estava fazendo uma limpeza no meu e-mail e me deparei com esta frase. Ela mexe comigo. Não que eu não leve uma vida comum na maior parte do tempo, mas se começo a pensar muito sobre isso fico inquieta. A vida comum não é ruim, ter rotinas não é ruim, ter horários livres na agenda não é ruim. Só que ao mesmo tempo a vida comum parece passar mais rápido do que uma vida que oscila entre (ou equilibra) o comum e o extraordinário.

Agora mesmo, como já escrevi, cheguei a um momento em que terminei vários projetos. Não tenho mais o doutorado. O curso está em período de férias. Já fiz uma limpeza nas minhas gavetas. Ou seja, estou com tempo livre para escolher o que fazer e poderia viver assim, de forma despreocupada, até março, quando começaria meu estágio e assumiria algumas horas a mais no trabalho para cobrir a licença-maternidade de uma colega.

Pensar que mal teria tempo para realizar o estágio - ou que teria de fazê-lo à noite - estava me angustiando muito. As novas tarefas no trabalho envolveriam várias viagens, o que seria ótimo, mas como poderia conciliar isso com o compromisso do estágio?

Passar um tempo fora é algo que sempre quis voltar a fazer. Não me organizei na época do doutorado. Antes disso, mudei meus planos que tinha de ir para a Itália. Sempre ficava pensando quando surgiria uma oportunidade.

Depois de conversar com duas amigas sobre o assunto, elas me encorajaram a colocar em prática um plano que havia começado a desenvolver no ano passado. Primeiro eu havia pensado em um estágio fora, mas depois pensei: por que não um semestre do meu curso?

Então em questão de poucas semanas a oportunidade surgiu e eu a agarrei.

Agora faltam 22 dias para a viagem, menos de 10 dias de trabalho. A cabeça cheia de planos e incertezas, um pouco de medo do que me reserva tanto o período fora quando a volta, mas junto a tudo isso a emoção de realizar um plano, de colocar em prática uma vontade antiga, de me dar a chance de arriscar e, quem sabe, fugir da vida comum.

sábado, 19 de novembro de 2016

Seis semanas para 2017

Este ano foi tão cheio de tudo, mas ao mesmo tempo parece ter passado tão rápido. Sei que é um clichê irritante dizer que os dias passaram voando, pois na prática o tempo passa do mesmo jeito sempre, mas de repente faltam apenas seis semanas para terminar este ano. Incrível como isso pode modificar até mesmo nosso ânimo. Estou cheia de planos, de novo.

Até o último dia de 2016 tenho três pequenas viagens agendadas: uma de trabalho; uma para fazer as provas de Biblioteconomia na UCS; a última para participar de um casamento. Há muito tempo não encerro o ano já com uma viagem prevista para o ano seguinte. Eu sei que farei algumas, mas até agora não tenha uma passagem comprada para 2017.

Quem sabe isso muda dentro dos próximos dias. Mal sehen... 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Desapego

Fiz uma nova tentativa. Reabri uma das caixas que trouxe da casa da mãe. Na outra vez, após pegar um caderninho com resumos de livros, não tive coragem nem de olhar o resto dos guardados. Hoje fui um pouco mais corajosa.

A caixa é composta por agendas dos anos 1990, dos últimos anos em Esmeralda e do período de faculdade. Dei apenas uma espiada. Diria que é pura vergonha alheia - se não fosse a mais pura vergonha própria. :) Não que eu tenha amadurecido tanto, mas... nossa, como eu escrevia sem qualquer senso de ridículo.

Contém ainda cartões dos mais variados e cartas de diversas pessoas. Consegui colocar algumas no lixo - com as fotos da outra caixa foi mais fácil, mas as letras sempre têm um significado maior pra mim. Nunca é fácil, mesmo que a pessoa que me escreveu nem faça mais parte da minha vida hoje. Algumas lembranças são boas demais para virarem papel reciclado, sei lá...

Agora pelo menos já sei o que tem ali e numa próxima vez talvez tenha a coragem de colocar alguma ordem, digitalizar as cartas das melhores amigas e descartar outras. Tirando os livros e gibis que tenho na casa da mãe atualmente, tudo o mais que tenho está aqui no Rio, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Na casa da mãe eu não precisaria me preocupar em diminuir minhas "posses", elas poderiam ficar lá guardadas para sempre.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

10 anos

Hoje faz 10 anos de um passeio em Niterói. 10 anos do show dos Rolling Stones que eu não fui. 10 anos de uma festa muito especial na Tijuca. Bateu uma saudade daquela época de coração leve e poucas preocupações.


sábado, 8 de agosto de 2015

Leveza distante

Às vezes eu me sinto tão "pesada". 
Acredito que a vida seria muito mais fácil se eu a encarasse de forma mais leve.
Precisa ser um esforço diário e, como nos exercícios do pilates, de concentração. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Por aí e por aqui

Mais um semestre chega ao fim. Não vejo a tese se desenvolver. Neste segundo semestre minha vida será a tese. Ou é isso ou não precisarei entrar em 2016.

Fui a Brasília a trabalho. Depois emendei com uma viagem a São Paulo, que também alcançou Santana do Parnaíba e Campinas.

No sábado à tarde, enquanto o Claudio fazia um curso de pão, fui ao Museu da Língua Portuguesa. Não sei se foi pela minha ligação com a língua, que acaba sendo meu ganha-pão, mas fiquei emocionada várias vezes. É um museu para ser apreciado com calma e tempo. Fiquei muito feliz por tê-lo conhecido. Era um sonho antigo.

Como mulher, fiquei ofendida com este adesivo que criaram da Dilma para colar no tanque de combustível. Achei uma falta de respeito.

Dia de faxina não é meu dia preferido, mas é tão bom chegar em casa e ver tudo limpinho.

Hoje fiz exame de sangue. Espero que os resultados não sejam assustadores.

Ah, ontem fiz uma aula experimental de pilates. Gostei muito. Estou sentindo os músculos do abdômen até agora. Acho que será bom. Sigo com as caminhadas na academia. Vamos ver se isso traz o retorno que tanto desejo.

Caminhões de comida me deixam feliz. Hoje comi um crepe da Creperia Cliché.

domingo, 22 de junho de 2014

Coisas da alma

Depois de um dia passado na rua, cheguei em casa e tomei um banho quentinho. O Rio de Janeiro é uma cidade quente, mas tem lá seus dias mais friozinhos, como hoje. Como a temperatura é sempre alta, quando faz 20 e poucos graus parece um verdadeiro inverno. 
Banho tomado, fiz o último exercício da sétima semana do meu curso. Verifiquei meu e-mail e vi que a professora enviou um simulado. A prova é na próxima semana. Para repassar a matéria que está toda anotada em um caderno de capa verde, resolvi fazer um chá e ligar uma música em volume baixinho nos fones para tentar abafar o funk que está tocando na festa do vizinho. 
Segurando o chá quentinho com as duas mãos e ouvindo a melodia de Enya, me bateu uma saudade. Difícil definir uma única saudade, talvez de uma fase, de um momento da minha vida. Primeiro pensei que já fazia 20 anos de uma época diferente que vivi, depois percebi que fazia mais. Desde meu último aniversário, nunca mais tive certeza da minha idade. É meio louco, mas sempre tenho que pensar um pouco quando alguém pergunta quantos anos tenho. Titubeio sempre.
A saudade é da época em que eu tinha 16 anos, queria me conectar com meu EU interior e entender o mundo espiritual.
A nostalgia talvez seja desencadeada pelo fato de atualmente eu estar tentando novamente me conectar com as coisas da alma. Desta vez espero não desistir no meio do caminho. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mera ilusão

Muitas vezes nesta vida, nos sentimos fortes, capazes de encarar qualquer coisa, mas basta um acontecimentozinho bobo para nos fazer cair na real, e cair é sempre doloroso.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Alles im Griff

Concluí a última leitura da manhã, preparei mais uma xícara de chá e decidi escutar um pouco de música. O pensamento ficou livre, leve, sem preocupações.

Sim, eu finalmente tinha tudo sob controle, toda minha vida organizada e simplificada.

- Desde que passei a dormir cedo, às 22h, tenho energia para me levantar sem esforço às 6h30. Como preciso chegar ao trabalho às 8h, tenho tempo suficiente para tomar banho, passar cremes, escolher a roupa com calma e tomar um bom café da manhã. Tudo sem pressa.

- O trabalho voltou a me trazer prazer desde que passei a ser responsável por novas tarefas. Tudo mudou quando resolvi que o alemão era uma prioridade e melhorei consideravelmente meus conhecimentos com estudos diários, além de me esforçar para falar mais durante o dia.

- Todos os dias quando saio do trabalho, passo em casa rapidamente e logo já vou para a academia. Além da corrida, estabeleci um treino de musculação. Em uma hora consigo dar conta das duas atividades, saindo da academia com uma ótima sensação.

- Em casa, nos livramos de tudo que não usávamos ou não nos servia mais. Com apenas o que é necessário, não gastamosmuito tempo durante a semana para que a casa esteja sempre arrumada. Como temos uma faxineira uma vez por semana, a casa está sempre organizada e agradável.

- Porque fazemos toda semana uma lista de compras completa, baseada no cardápio da semana, sempre temos tudo que precisamos para fazermos tanto nosso jantar quanto o prato que trarei para o trabalho no dia seguinte.

- Meu projeto de doutorado está fechado, inclusive com a parte do estágio no exterior. Já reuni todos os documentos necessários para pedir uma bolsa de estudos. Tudo parece estar indo por um bom caminho. Claudio vai poder ficar um semestre fora do país para me acompanhar. Durante este tempo fará um curso de design e aprenderá o idioma local.

 - Organizei todas as minhas atividades e tarefas no Evernote. Tudo está acessível em um único aparelho que sempre levo comigo.

- Leio pelo menos um livro a cada 15 dias e vejo um filme por semana. Isto me deixa realmente feliz.

- Todos os dias, escolho um conjunto de roupas que realmente me agrada. Não tenho muitas roupas, mas todas as que tenho são especiais. Estou sempre vestida de maneira que me agrada muito. Livrei-me de tudo que não me servia ou nunca iria mais usar.

- Em meu computador tenho todos os arquivos identificados e categorizados. Arrumei todas as minhas fotos de forma ordenada, assim como aquelas impressas. Consigo localizar tudo que quero em segundos.

Vida maravilhosa esta minha!
De repente, a música ficou mais alta.
Levei um pequeno susto que me acordou.

É, seria maravilhoso mesmo se tudo já fosse assim. Alguns dos itens já estão bem próximos dessa sonhada realidade, outros ainda não. Este post foi inspirado no texto da Rita do blog The busy woman and the stripy cat.

É um exercício de visualização.

Quem saber em breve tudo isso não se torna realidade depois de um pouco de esforço e foco?


Alles im Griff significa tudo sob controle.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tentando ser racional

Depois de um mês de férias, é como se um novo ano estivesse começando.
 Deparo-me com muitos planos e várias vontades. A realidade aos poucos acaba mostrando no que é necessário investir tempo.

Ainda estou às voltas com meu projeto de doutorado. Já virou um lenga-lenga sem fim. Neste mês, depois desta semana que tirei para colocar tudo em ordem em casa, vou me dedicar muito a isso. O tempo está acabando.

Pensei que gostaria de começar outras coisas neste semestre, mas a razão foi mais forte. 
Tenho mesmo é que definir meu projeto. Somente com ele posso ver que rumo minha vida vai tomar no ano que vem.

Ainda tenho mais uma disciplina para cursar – fico realmente incomodada por ter que fazer tantas matérias, interessantes, mas nem sempre muito úteis. Fora isso, decidi apenas fazer alemão, pois pago a metade no Goethe e acho que é uma oportunidade a ser aproveitada. Vou fazer um curso com menos carga-horária, porém.

Ao caminhar para o trabalho hoje, estava pensando sobre isso. Queremos sempre resolver nossas vidas, com um emprego, um concurso, algo que pareça seguro. No final, me parece, vida não se resolve. Vida se vive. Há sempre algo novo. Há sempre algo incompleto. E talvez isso seja o que a torne interessante.

domingo, 30 de junho de 2013

Manhã de domingo

O dia está nublado lá fora, mas aqui dentro está bem colorido. Talvez seja porque levantamos cedo. Talvez porque já cozinhamos duas paneladas de pinhão, que mais tarde serão transformados em paçoca. Talvez seja porque tive uma boa ideia para um dos trabalhos finais e já esteja na quarta página. Talvez porque faltem apenas oito dias para nossa tão planejada viagem de férias. Talvez porque há a perspectiva de um almoço saboroso logo mais. Talvez porque a casa está bem organizada e não haja mais roupas para lavar - neste momento, melhor não pensar no que há para passar. Talvez porque simplesmente é ainda manhã de domingo. E manhãs de domingo são sempre motivos para ficar feliz.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Válvula de escape?

Tenho uma tendência (creio não ser só eu) de começar a desempenhar uma atividade qualquer toda vez que preciso me concentrar em algum assunto específico. Exemplifico: quando estava escrevendo a minha qualificação, passava horas plantando e colhendo em minha fazendinha do Facebook; quando estava escrevendo a dissertação, tinha que iniciar pelo menos uns 10 jogos de paciência antes de começar realmente a trabalhar no texto.

Agora que preciso fechar o meu projeto de doutorado, é claro que encontrei algo bem melhor para fazer.

Diferente das outras vezes, quando gastava meu tempo realmente à toa, desta vez, resolvi pelo menos colocar mais conteúdo na minha escapadela. Quando não aguento mais ler sobre divulgação científica e promoção em saúde, eu me dedico a obras de ficção. Tem dado certo – e ainda aumento o número de livros lidos no ano.

Essas fugidas não ocorrem somente nos estudos. Já observei que quando tenho algo chato de trabalho para resolver também encontro sempre uma alternativa mais interessante (para o meu gosto), como limpar e organizar gavetas e armários, jogar papéis fora ou simplesmente sair para tomar um café.

Observando (sempre) pelo lado bom, no final além de cumprir o que precisava ser cumprido – pois uma hora acaba saindo –, alguma outra coisa também é realizada (neste caso, considerando a troca dos joguinhos de computador por literatura, claro).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Caminhando eu vou!

Costumo caminhar para ir ao trabalho, à universidade ou à academia, minhas três atividades principais no momento. E sou muito agradecida por ter essa possibilidade. Lendo o jornal de manhã, que falava sobre as filas para quem precisa pegar os ônibus do metrô (as estações Cantagalo e General Osório ficarão fechadas por um tempo), tive certeza mais uma vez do quando sou privilegiada.

As caminhadas servem não apenas para me levar aonde eu preciso, mas são momentos que servem para organizar o dia, ter pensamentos aleatórios e ainda fazer algum exercício. De casa ao trabalho, levo, em média 18 minutos. Até a universidade, quase meia hora. A academia é o que fica mais perto, cravados 16 minutos. Para chegar a cada um desses lugares, tomo caminhos em direções opostas. Vez ou outra, testo trajetos novos, para não enjoar.

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Caminhar pela cidade é uma das atividades que mais gostamos. Depois que isso se torna rotineiro, parece até que as distâncias diminuem. Ir ao Flamengo, ao Largo do Machado ou à Cobral no Humaitá a pé é algo muito normal.

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Em um livro que li recentemente, há uma cena em que a mocinha conversa com um cadeirante. Ela olha com pena para ele, o que ele percebe. Quando ela resolve perguntar como ele se sente, ele não mede palavras. Pergunta como ela se sente, uma vez que também passa a maior parte do dia em uma cadeira? A questão é bem pertinente e ela nem sabe o que responder.

Apesar de termos capacidade de nos movimentarmos, acabamos gastando muitas horas de nossos dias sentados, seja na frente da televisão, virados para um computador, dentro de um carro...

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Tenho adorado os dias de sol. Mesmo que não seja tão agradável para andar na rua, fico muito mais animada a cada manhã quando vejo que o céu está azul e o sol está lindo lá fora.

Livro novo e dor de garganta

 Eu não sei explicar bem o porquê, mas tenho uma quedinha por dias nublados. Obviamente, eu adoro os dias de sol, mas sinto uma tranquilidad...