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Mostrando postagens de Junho, 2017

Stay on these roads

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Esta nunca foi a minha música preferida do a-ha. Hoje resolvi ouvi-la porque acabei de ler um livro (Unentschieden, da alemã Alexandra Maxeiner) e esta música faz parte da história.

Escolhi este livro meio por acaso no enorme acervo da Biblioteca Municipal de Stuttgart. A fita cassete da capa chamou minha atenção. Ao ler a sinopse, vi que parte da história se passava nos anos 80 e 90. Quem viveu os anos 80, sempre gosta de passear por lá de vez em quando.

Engraçado ler histórias que parecem as da minha infância e adolescência. De certa forma, nós, crianças dos anos 80, crescemos de forma bem semelhante, independentemente se no interior do Brasil ou no interior da Alemanha. Muitas coisas foram bem parecidas lá e cá, como pude atestar no livro de Maxeiner.

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, …