sábado, 22 de julho de 2017

Mudança

É certo que comprei algumas coisas nesses meses por aqui, mas não achei que seria tão complicado fazer tudo caber nas malas. Bom, está sendo. Vou ter que deixar até mesmo o que não havia planejado. Há várias coisas que trouxe pensando em usar muito, para depois deixá-las aqui. Desapegar-me de coisas não costuma ser uma coisa complicada, mas confesso que doi deixar um pijama querido, que tenho há 10 anos. Sim, está bem velhinho, mas é tão confortável...

Acumulei uns papéis, mas já sei que não poderei ter nem dó nem piedade. Vão ter que virar lixo reciclável. Depois também onde iria guardar isso tudo? Ter poucas coisas nos deixa mais móveis. Até hoje sempre morei na casa que é de outra pessoa - dos pais, alugada, da mãe, do Claudio. Nunca tive um lugar que fosse realmente meu, onde pudesse guardar coisas "para sempre". Então, no final das contas, quanto menos coisas eu tiver, melhor para todo mundo. Ademais, a digitalização está aí para isso... Além disso, quando formos embora deste mundo, quem se interessará por todo nosso acúmulo de coisas?

(Pequenas e grandes) alegrias

O dia amanheceu ensolarado em Stuttugart hoje.

No tempo preciso, completei meu cartão de fidelidade na padaria vizinha e pude tomar um último café com leite de graça. Sim, eu adoro cartões de fidelidade, que, por mim, poderiam se chamar cartões de felicidade. Foi isso que senti quando a mocinha me entregou o copo.

Café deve ter sido, disparado, o produto em que mais "investi" meu dinheiro aqui na Alemanha. Dos 162 dias por aqui, não é exagero dizer que em pelo menos uns 120 comprei café fora de casa, o que em cálculos bem superficiais significa pelos menos uns 250 euros. Foi meu pequeno luxo.

Porque sou uma menina comportada (quando poderei deixar de ser?), o zelador do alojamento estudantil permitiu que eu retirasse a caução antes mesmo de deixar o prédio. Ontem quando veio vistoriar o apê, falou algumas frases em italiano - meu nome costuma inspirar as pessoas a fazerem isso, apesar de meu Rafaela não ser muito italiano. Ele me contou que, sendo romeno, quando vai a Itália de férias, costuma entender muita coisa. Herr Kiss adora uma prosa.

Ter ido essas duas vezes a Itália foi bem significativo. Gostei de me sentir bem neste país, que agora também é meu. Melhorar o italiano é uma meta.

Hoje irei me despedir da Biblioteca Municipal de Stuttgart. De tudo, será do que sentirei mais falta. Foi muito bom ter essa sorte de vir morar bem aqui. Considero como um verdadeiro privilégio ter tido acesso a essa biblioteca. Quem dera, todos nós tivéssemos essa oportunidade.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Stay on these roads

Esta nunca foi a minha música preferida do a-ha. Hoje resolvi ouvi-la porque acabei de ler um livro (Unentschieden, da alemã Alexandra Maxeiner) e esta música faz parte da história.

Escolhi este livro meio por acaso no enorme acervo da Biblioteca Municipal de Stuttgart. A fita cassete da capa chamou minha atenção. Ao ler a sinopse, vi que parte da história se passava nos anos 80 e 90. Quem viveu os anos 80, sempre gosta de passear por lá de vez em quando.

Engraçado ler histórias que parecem as da minha infância e adolescência. De certa forma, nós, crianças dos anos 80, crescemos de forma bem semelhante, independentemente se no interior do Brasil ou no interior da Alemanha. Muitas coisas foram bem parecidas lá e cá, como pude atestar no livro de Maxeiner.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, filmes ou conversando.

As aulas do curso de Biblioteconomia também estão chegando ao fim, mas até a semana que vem ainda haverá alguns dias com aula. Na segunda ainda tem apresentação de um trabalho. Para escrever ainda faltam dois individuais e dois em grupo. Por sorte, uma amiga alemã se ofereceu para ler meus textos. Assim fico mais tranquilo. Duro é que no dia da prova não terei essa ajudinha, mas ainda estou pensando se vou fazer a prova. Eu não preciso das notas dessas disciplinas para nada, pois não aproveitarei essas matérias no meu currículo da UCS. Por isso, vou decidir até a semana que vem se estou preparada ou não para me submeter a uma prova à toa.

Enquanto termino os últimos trabalhos, estou planejando minhas viagens para julho. A minha amiga Márcia vem me ver. Fiquei muito feliz. Aliás, as visitas das amigas foram surpresas agradáveis. Fiquei muito feliz com a visita da Gisele e do Andreas e depois da Dê com a família. Antes da Márcia, vem a Simone, amiga dos tempos de Frankfurt, para passar um domingo comigo. No fim de semana passado, me encontrei com o Stephan, colega de trabalho no Rio, que agora mora em Munique, e neste fim de semana vou viajar com uma amiga da minha amiga Marie. Tudo isso dá um quentinho no coração. E talvez ainda tenha uma visita a dois amigos na Itália. :) No final, é isso, a gente tem que valorizar quem gosta da gente.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sentimento bom

O semestre já passou da metade e dia a dia vão surgindo mais trabalhos de aula, seja em grupo, em forma de apresentações ou de textos. Hoje mesmo passei pela apresentação de dois. O primeiro, sobre bibliotecas escolares no Brasil, apresentei sozinha. O outro, sobre um software para bibliotecas, em grupo.

Naturalmente estava nervosa.

Eu já aprendi que se ensaiar em voz alta algumas vezes, controlando o tempo e gravando as apresentações, consigo chegar no dia bem preparada. Só que hoje havia o agravante da língua. 

Como a apresentação sobre bibliotecas escolares estava marcada para dia 9 de maio, eu já estava com ela pronto há algum tempo. Então passei as últimas duas semanas lapidando o conteúdo. Na sexta-feira consegui escrever todo o roteiro da apresentação e ontem treinei. 

Como em poucas vezes na minha vida, estou com um sentimento muito bom depois de uma apresentação. E, diferente de sempre, não estou me recriminando se disse algo errado. Confesso que nem me lembro se cometi algum erro gramatical. Hoje estou orgulhosa de mim por ter elaborado a apresentação e tê-la feito em alemão. :) 

Depois da primeira apresentação, sozinha, a outra foi fichinha. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detalhes do dia a dia



Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo que acho muito legal aqui é que os idosos são bastante ativos, mesmo aqueles com algumas limitações. É bastante comum vê-los com seus andadores (onde podem guardar seus pertences e usar como banco se necessário) por todos os lados. Claro que ter um sistema de transporte que os respeita deve ajudar.

Como em qualquer cidade grande, sempre há mil coisas ocorrendo aqui em Stuttgart. Aqui mesmo em Möhringen, meu pequeno bairro, há muitas associações com programação variada, desde espetáculos até aulas de ginástica, yoga, clubes de leitura... As bibliotecas também oferecem sempre um programação rica e variada. Eu mesma já fui a pelo menos quatro palestras interessantes sobre tecnologia. O Rio, como cidade grande, também oferece muitas coisas, mas aqui acho mais fácil ir, talvez por ser tão fácil se deslocar pela cidade, talvez por me sentir segura.

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Mais cedo li o relato de uma moça, mãe e pesquisadora, que resolveu fazer um experimento no Tinder. É assustador como mulheres que tiveram filhos e agora são solteiras são tratadas por homens. Não acho que tenhamos piorado, pois o machismo sempre existiu. Duro é ver que não há perspectiva de isso terminar, que homens de 20 e poucos conseguem ter discurso de homens das cavernas.

Há também uma enorme falta de empatia entre mulheres, o que acho ainda mais chocante, mas não me surpreendente.

Acabei me lembrando de um episódio que vivi há uns 10 anos. Há muito tempo eu sei que não era por mal, mas logo que comecei a namorar com o C. era comum meu nome ser trocado pelo da ex. Óbvio que eu não gostava disso e isso rendeu algumas chateações, depois superadas. Pior que isso, porém, logo depois de um desses episódios, foi ir a um almoço familiar e ter que ouvir uma amiga da família contar a história de uma moça que se chateava porque a família continuava adorando a ex de alguém e que ela não estava nem aí, pois iria continuar falando sobre ela e usando o nome quando bem entendesse etc. Pode parecer nada, mas lembro de achar aquilo um tanto gratuito. Foi uma falta de empatia com a moça citada e comigo, pois era meio óbvio que minha questão havia sido assunto entre quem comentou e alguém da família.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Para onde agora?

A minha lista de viagens que gostaria de fazer ou de repetir é gigantesca. Tenho destinos para umas cinco vidas, mas há lugares que insistem em sempre se posicionar no topo de lista. A Itália é um deles. É para lá que vou no começo de junho. A sensação que tenho, que sinto no meu corpo, é a mesma de estar apaixonada, quando parece que o corpo emana uma energia sem fim, mais forte e importante do que qualquer outra coisa. O sorriso fica frouxo, meio bobo. Ah, e ainda tem a felicidade. Obrigada, Zero Assoluto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tom Cruise


Finalmente, depois de diversas tentativas frustradas no passado, ontem assisti a Jerry Maguire. Era uma falha no meu currículo de fã inveterada de comédias românticas. (Até tinha mencionado aqui em 2015)

O filme parece ter 15 minutos. Não sei explicar por que fiquei com essa sensação. Só sei dizer que me lembrei do quanto já fui apaixonada pelo Tom Cruise.

Numa das últimas limpezas nos meus guardados na casa da minha mãe, fui obrigada a me desfazer de muitas coisas, inclusive os meus inúmeros pôsters do Tom Cruise. Ai, que dor.

Em Jerry Maguire, ele tem 34 anos. Tão lindo, de roubar realmente o fôlego.

Claro que depois fui dar uma pesquisada na web sobre ele. Apesar de ter enchido a cara de botox, continua bonitão.

Há muitos atores que adorei na adolescência, mas acho que ninguém como Tom Cruise (talvez o Tom Hanks, mas por razões diferentes). Depois a vida nos afastou. Há muitos de seus filmes que nunca vi - ou havia visto, como Jerry Maguire, por exemplo. Acho que a última vez que o vi no cinema foi em Minority Report, cujo lançamento, me diz o IMDB, foi em 2002. (Ao consultar o IMDB, percebi que vi também Guerra dos Mundos, de 2005, no cinema, e Trovão Tropical, de 2008, em DVD),

Estou gostando muito da possibilidade de poder pegar DVDs. As duas bibliotecas que frequento oferecem o serviço e têm acervos muito bons. Peguei Brazil (1985), de que havia ouvido falar, mas também nunca tinha tido a chance de ver. E vi também o alemão Soul Kitchen, um alemão, que passou pelos cinemas cariocas.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Músicas para o coração

Todo mundo tem as suas músicas do coração. Eu tenho as minhas músicas "medicinais". Perhaps love, cantada pelo John Denver com o Plácido Domingos, é uma delas. Assim como praticamente todas as do Zero Assoluto. Se a vida está complicada, escutá-las deixa tudo um pouco mais fácil. :)

sábado, 29 de abril de 2017

Verdades e mentiras

O post anterior e este se basearam em muitas coisas, mas também em alguns posts que li ontem e hoje no Facebook. O tema do momento é greve geral.

Eu já me cansei há muito tempo dessa disputa brasileira sobre quem tem mais razão. Aliás, não vejo razão em nenhum dos lados. Só uma repetição de pensamentos "parados, meio chocos", pois ninguém se dá o trabalho de pensar fora de seu mundinho, de suas antigas convicções. É sempre um olha como eu estou certo e você errado.

Ontem foi interessante ler as postagens dos amigos e conhecidos no Facebook. Cada um apresentando a greve ao seu modo. Como jornalista, gosto de observar esses comportamentos dos donos da verdade, e entre meus 700 "amigos" há dezenas.

Acho incrível também a cegueira de quem cobre (para jornais, tvs, mídias ninjas e toda sorte de veículo de comunicação) essas demonstrações. Sério, colegas jornalistas, que foi puro vandalismo? Sério, colegas jornalistas, que a adesão foi geral?

Mentiras

Em uma das aulas do curso de alemão o tema foi mentira. Há estudos que mostram que todos os dias mentimos entre 3 e 180 vezes. Ninguém está livre. Como já dizia o House, "everybody lies", todo mundo mente. Aliás, que saudades do House. Ele fez parte de uma época bem feliz da minha vida. 


Há quem minta sem querer muito, por necessidade. Há quem minta deliberadamente, porque não consegue fazer diferente. Há quem minta achando que está fazendo um bem. Sempre é ruim. Especialmente para quem está recebendo a mentira. Eu sei que há situações em que dizer a verdade é mais difícil, mas ainda assim, talvez fosse melhor para quem precisa ouvir a verdade. 

Eu preferiria ouvir verdades, mesmo que doessem. Uma hora a verdade vem à tona. Sempre vem, seja no momento seguinte, seja no mês seguinte, seja daqui a 10 anos. Saber a verdade ajuda a planejar os próximos passos. Uma mentira, atrasa uma vida, literalmente.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Chuvinha para lembrar que a primavera é bem instável

A primavera já mostrou como poder ser linda (como na foto ao lado), mas de repente parece que voltamos ao inverno. Os últimos dias têm sido tão frio. O mais assustador é que há previsão até de neve para os próximos dias. Logo agora que estou prestes a viajar. Puxa!

Nos últimos dias troquei mensagens com várias amigas. Foi muito bom saber como elas estão e contar um pouco sobre como está sendo minha vida aqui. Sinto uma falta de passar mais tempo com cada uma delas.

Com a chuvinha que cai lá fora dá uma vontade de comer pipoca. Pena que não tenho em casa para fazer e pensar em sair nesse frio para ir até o cinema me dá muito preguiça. Dia desses descobri por que o apê não tem micro-ondas. Parece que há alguns semestres um dos moradores esqueceu uma panela no fogão e tudo pegou fogo. Quando refizeram os móveis, não compraram outro micro-ondas. Uma pena. Não que eu esteja acostumada a fazer pipoca de micro-ondas, nos últimos tempos fazíamos somente na panela mesmo, mas aqui seria bem prático.

Aproveitei o feriadão para organizar minha vida. Fiz uma lista enorme de tudo que tenho que fazer. Nossa, já tenho várias leituras a serem feitas. Planejamento de algumas viagens. Pedidos de estágios. Bastante coisa para ocupar o tempo. Vi também alguns filmes e terminei de ler um livro. Hoje vou ver o filme desse livro (O Clube de Leitura de Jane Austen), que estava me esperando terminar o livro para ser visto.

Uma das coisas que mais gosto de fazer por aqui (e de modo geral na vida) é tomar café da manhã fora. Acho que boa parte do meu orçamento é gasto em café com leite. Na universidade, costumo levar meu pão com queijo, mas compro o café na máquina. O do prédio principal, que custa 1 euro, é bem mais saboroso do que o da máquina da biblioteca, de 0,50 centavos. Acabo tomando mais o da biblioteca mesmo, pois é nesse prédio que tenho mais aulas.

Hoje não teve jeito de ir treinar. Ontem, apesar do frio, fui, mas não estava chovendo. Sair com esse tempo e mais chuva, acho que é pedir para ficar doente. E doente é o que não posso ficar, pois afinal na quinta vou viajar.

Conhecer Praga nunca esteve na minha lista principal de viagens, mas estando tão perto, resolvi aproveitar a oportunidade. Claro que poderia emendar outras capitais daqueles lados, mas acho que para meu tempo e orçamento está de bom tamanho. Em maio tem mais viagens. ;)

Hoje foi dia de colocar em ordem meu quarto. Não trouxe muita coisa, mas noto que mesmo assim já tenho muito mais do que quando cheguei. O sapato de frio não vai voltar. Acho que levou um susto de tanto uso! Está bem gasto e com alguns buracos. Enquanto não esquentar mesmo, é com ele que saio em quase 100% das vezes. Acho que também porque está bem gasto, penso em usá-lo até o fim. Dando um descanso para os outros, que estão mais novinhos e que gosto mais.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Longa quarta-feira

Quarta-feira é um dia cansativo. Não que eu faça grandes coisas. Tenho uma aula às 8h15, que dura apenas uma hora e meia. A questão é que tenho aula de alemão às 14h15 e tenho ficado na Uni fazendo hora a manhã inteira. Acho que é isto que tem me cansado. Fico com preguiça de voltar para casa e ainda não tive uma ideia melhor do que fazer com este tempo que não seja ir para a biblioteca ou ir tomar um café.

Hoje mesmo fui para a bibiblioteca. Só que começou a me dar um sono danado. Resolvi tomar um café na Mensa, que fica a uma boa caminhada dali. A estratégia deu certo. O sono passou e aproveite para estudar no refeitório, onde há muitas mesas para isso mesmo. Voltei só perto do horário da aula. Depois do almoço dei uma boa caminhada por um trecho da Uni Stuttgart que ainda não conhecia. É uma área bem bonita, com um lago.

Acho que a aula de alemão também é meio cansativa. Esta professora não é tão dinâmica quando a do curso intensivo. Também estou num nível mais avançado. Na anterior, era mais uma revisão de coisas que vi há muitos anos. Agora também são conhecidos teoricamente conhecidos, mas em um nível muito mais difícil. Não está sendo fácil. Claro que é legal aprender a escrever de forma mais elaborada ou ler textos mais complicados, mas sinceramente não sei se algum dia usarei o que estou aprendendo. Só o tempo dirá.

Depois deste dia inteiro na Uni acabei não indo fazer o que havia me programado no fim da tarde: ver um filme no auditório. É uma pena, mas não aguentava mais ficar à toa pelo campus.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Primavera e outros

Continuo impressionada com a primavera. Cada dia mais vão surgindo muitas flores nos gramados. A maior parte das árvores já exibe folhas novinhas. Somente algumas ainda parecem estar com uma preguicinha e continuam com as folhas marrons ou sem folha alguma. Devem ser como as pessoas que não gostam de acordar cedo.

As aulas já começaram e têm sido boas. Já se passaram duas semanas! O tempo parece que voa. Nem todas as aulas são fáceis. Dependendo do assunto que está sendo tratato, entendo mais - ou menos. Há professores que usam um vocabulário mais "fácil". Outros que são bastante prolixos. Nessas horas parece que meu pensamento prefere escapar para algo mais fácil.

Ainda estou meio confusa na hora de fazer minhas anotações. Tento anotar tudo em alemão, mas é claro que escrever em português é bem mais rápido e fácil.

Meu relacionamento com os colegas de aula ainda é bastante restrito, mas fico pensando que talvez melhore com o tempo. Em uma das disciplinas, na que somos apenas 9, já conversei com todos. O problema é que nem sempre me lembro do rosto das colegas loiras e de olhos claros quando saímos da sala. Parecem, no final, todas a mesma pessoa. Tenho tentado não me pressionar muito e deixar tudo fluir do jeito que tiver que ser.

Nos fins de semana tenho aproveitado para estudar um pouco, ler, descansar e fazer minhas caminhadas. Comecei o plano de corrida. Por enquanto está bem tranquilo. A partir desta semana começará a ficar mais pesado. Hoje, por exemplo, tem mais partes com corrida do que com caminhada.

Já estou no terceiro livro em alemão, mas neste fim de semana me dediquei à leitura de um livro para um freela.

Os colegas de apê continuam sendo bem tranquilos e silenciosos.

No sábado me encontrei com meus colegas do primeiro curso de alemão. Fizemos um jantar internacional. Todos levaram algo de seus países. Eu não tive coragem de fazer nada e comprei uma sobremesa. Foi bem divertido e achei ótimo revê-los. A maioria continua na mesma turma do curso de alemão. Eu, infelizmente ou felizmente, passei para uma turma mais adiantada e ainda estou conhecendo os novos colegas.

Na outra semana, fui à Longa Noite dos Museus. Foi legal. Fiz um passeio chamado Tour Wein, que incluia o Museu do Vinho e algumas galerias.

Agora estou planejando o que fazer no feriadão de Páscoa e outras pequenas viagens e passeios.



domingo, 19 de março de 2017

Quando é que não estamos sozinhos de verdade nesta vida?

Vai fazer um que escrevi um post com este mesmo título. No ano passado, eu esperava por uma resposta, que demorou, mas veio. Mais que isso, eu estava com uma desconfiança, que também demorou para se confirmar, mas se confirmou.

Eu ia escrever que minha vida nunca mais foi a mesma depois desses dois episódios, mas a verdade é que eu continuei sendo a mesma pessoa e a pergunta do título não poderia ser mais verdadeira agora.

Eu estou na Alemanha, feliz por estar aqui, realizando um objetivo sempre sonhado, mas eu me sinto muito sozinha. Aí me lembro que mesmo quando estamos cercamos por pessoas podemos ter esse sentimento e me acalmo um pouco.

Sempre que estive sozinha, me senti bem, morei muitos anos apenas na minha companhia, mas agora parece mais difícil.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Mais do que alemão

Em um curso de alemão com pessoas de tantas nacionalidades aprende-se muito mais do que o idioma.

Por duas vezes fiquei pensando como o coreano é uma língua diferente das nossas desse lado do mundo. Para a colega da Coreia do Sul, palavras como Intellektuell ou Tabu não tem uma compreensão fácil, coisa que para nós são bem similares ao nosso idioma materno.

Ontem o colega iraniano me contou que não tinha estudado muito para a prova pois havia ido a uma festa de iranianos para comemorar a última terça-feira do ano. Afinal, no Irã o ano começa apenas no primeiro dia de primavera, que será na próxima terça-feira. Aí ele me explicou que no passado era assim no mundo inteiro. Por isso setembro se chama set-embro, pois é o sétimo mês do ano. September, Oktober, November, Dezember... faz todo sentido. Ele mesmo, que nasceu em setembro, tem duas datas no passaporte, uma baseada no calendário persa e outro no nosso.

Para a colega russa, jovenzinha, doce e ingênua, Stuttgart é uma cidade perigosa. Ela não tem coragem de fazer exercício na rua por medo. No final, feliz dela que não tem noção do que é viver em uma cidade realmente perigosa.

Hoje a aula de alemão chega ao fim. Teremos a prova. Já revisei o conteúdo tantas vezes, que não tenho mais forças para continuar estudando. Também acho que se deve estudar durante o período todo. Achar que vai aprender algo novo nos últimos momentos me parece bobagem. Claro que uma última olhadinha no que já se sabe pode ajudar, mas sinceramente se uma expressão não entrou na minha cabeça até agora, é melhor simplesmente torcer para que não caia na prova.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pessoas (mais) velhas

Há alguns dias na aula de alemão nossa tarefa era analisar algumas imagens e formar frases sobre o que víamos. Havia uma mulher, um homem, uma garota e um menino. Foi interessante observar que a mulher foi a única chamada de velha, mas mais que isso foi curioso ver como podemos ser bem preconceituosos com quem tem mais idade do que nós.

A minha turma de alemão é formada por estudantes com idade média de 23 anos. Praticamente todos estão fazendo a primeira graduação. Os que são mais velhos, e tem 26, 27 anos, estão no mestrado. Eu sou um ponto fora da curva.

A professora, que tem mais ou menos a minha idade, ficou também impressionada. Brincamos que depois dos 30 as pessoas já poderiam morrer, pois estão velhas demais para qualquer coisa. Ou mentir a idade. Rimos.

Isso nunca vai mudar. Eu me lembro de quando tinha 18, 19 anos e de achar todo mundo com mais de 20 anos supervelho. Aos 23 anos fui chamada de velha por meninas de 19. Sim, tudo retorna. :) Mesmo há poucos anos no mestrado, um conhecido se casou com uma "mulher mais velha", que depois eu viria até a conhecer. Ele tinha uns 26 e ela uns 30. Pois é... Beeem mais velha na fala das minhas jovens colegas da época. Eu já tinha 33.

Ao viver agora essa experiência de fazer um semestre da graduação fora, mesmo não querendo, me coloco em uma situação nem sempre tão agradável. Eu me sinto velha perto desses jovens. Claro que, até pela idade, consigo racionalizar rapidinho e escolher pensar que estou fazendo algo que nem todo mundo teria coragem, e que estou feliz com minha decisão.

Como tudo, as vivências nos fazem crescer. É fácil se apegar a uma vida (que a gente pensa) segura, como a minha há um ano. Porém, a mesma vida nos mostra que segurança não existe e talvez valha mais a pena se jogar no desconhecido por querer do que um dia ser surpreendido por uma mudança não desejada.

domingo, 12 de março de 2017

Ah, a primavera

Perto do lugar em que estou morando há uma igreja, cujos sinos tocam sem parar neste momento. Achei que fossem 10 horas da manhã, mas acabei de dar uma olhadinha na torre do campanário e percebi que faltam ainda 10 minutos. Imagino que deva haver uma missa daqui a 10 minutos. Os sinos aqui, como lá, em Esmeralda, chamam para a celebração.

Esmeralda, aliás, veio a minha mente outras vezes nesta semana. Fazia um bom tempo que eu não "vivia" mais essa troca do inverno para a primavera. Lembrei-se do quão legal isso pode ser. A janela do meu quarto lá em Esmeralda dava para uma macieira, que perdia todas as folhas no inverno. Por alguns anos eu tentava acompanhar a floração, mas em algum momento eu me distraía e quando menos esperava as folhas já estavam lá.

Aqui, no caminho para o curso de alemão, há várias árvores e arbustos sem folhas. Algumas já exibem brotinhos. Tenho acompanhado algumas em especial. Pena que so tenho mais uma semana de aula e depois só irei uma vez por semana para aqueles lados. E provavelmente minha cabeça estará tão ocupada com leituras e tarefas, que não me lembrarei mais de apreciar essa transformação.

As fotos com o celular não ficam muito boas. A câmera foca tudo menos os brotos...

Nos fins de semana, tenho conseguido fazer uma caminhada em uma área meio rural aqui perto do apartamento. É um lugar tão sereno. Hoje também vou. Só estou esperando a temperatura subir um pouquinho mais, pois, apesar do sol, lá fora está um gelo.

Nos quartos ao lado, meus colegas de apartamento ainda dormem.

 




terça-feira, 7 de março de 2017

Leveza, pelo menos por um instante

Hoje fui invadida por um sentimento tão bom.

Não sei se foram os brotinhos que começaram a aparecer nas árvores e arbustos (que observo com atenção especial), a prova de alemão que não foi muito difícil, a conversa boa com o professor de biblioteconomia da HdM ou o simples fato de estar realizando (finalmente) o sonho de fazer um intercâmbio, mas o dia está terminando de forma diferente dos outros dias.

Hoje acredito até que a dor, que se instalou em mim há quase um ano, vai passar.

O dia foi cheio de emoções. Começou com um café de boas-vindas na Hochschule der Medien. Conheci a Mariana, minha buddy, ou seja, a pessoa na universidade que se voluntariou para me ajudar com as coisas do dia a dia na Alemanha. Descobri que ela também é jornalista.

Depois fui conversar com o professor responsável pelos alunos estrangeiros. Seremos só eu e um francês neste semestre como alunos estrangeiros. Talvez façamos uma disciplina juntos. Eu tinha feito uma tabela com meus desejos. A maioria poderei cursar. Duas ainda dependerá dos professores, mas estou feliz por já ter uma ideia da minha programação no semestre.

Nem tive muito tempo de comer ou pensar antes de correr para a aula de alemão. Hoje ainda tínhamos prova! Quando cheguei, meu colega iraniano me olhou de forma desesperada. Ele é ótimo falando e se expressando em alemão, mas a parte escrita não é muito seu forte. Somos o oposto. Eu posso escrever muito melhor do que falar. Acabamos ajudando um ao outro.

No final da aula, minha barriga roncava tanto! Sai rápido da aula e resolvi me proporcionar um jantar. Escolhi um pequeno italiano perto de "casa". Eu era a única pessoa no pequeno restaurante. A comida estava deliciosa.

Para fechar o dia, tarefas de casa, um pouco de leitura do livro que peguei na biblioteca pública e descansar, pois amanhã o dia será novamente cheio.

:)

domingo, 5 de março de 2017

Redondezas

Hoje aproveitei o tempo bom, com sol e céu azul, para conhecer um pouco os arredores de Möhringen. Ao passar de metrô durante a semana eu havia observado que as pessoas caminhavam em uma área meio rural aqui perto. Pensei em fazer ali minhas caminhadas também. Tenho um plano de correr a meia maratona de Stuttgart em junho. Vamos ver se consigo. Lugar para treinar já tenho, agora basta me organizar.
Por ser domingo, havia muitas pessoas passeando por ali. É um lugar amplo e tranquilo. Caminhei até o bairro vizinho, que se chama Vaihingen, onde fiquei na semana passada. Aproveitei para tomar um suco e um café no único lugar aberto aos domingos. Foi muito bom. Eu havia planejado voltar de metrô, mas o clima estava tão bom, que decidi voltar pelo mesmo caminho. Foi uma escolha acertada. A volta parece que passa mais rápido. :)
Um bom início de domingo, que seguirá com estudo. 







sexta-feira, 3 de março de 2017

Trocos precisos

Sinto falta do Claudio, mas não muita do Rio ou do antigo trabalho. Também faz apenas um mês que isso ficou para trás.

Eu me sinto bem aqui na Alemanha, com horários certinhos, trocos precisos e regras claras. Gosto da aula de alemão começar sempre no horário certo, de a pausa não se estender mais do que os 15 minutos acordados, de as pessoas esperarem o sinal verde para atravessar a rua (praticamente todas fazem isso), de receber meu troco certo, sem ter que sempre perder alguns centavos.

Ainda continua bastante frio. Estou de camiseta neste momento, mas ao olhar pela janela, vejo as pessoas bem encasacadas. O celular me diz que faz 6 graus lá fora, mas à tarde tudo melhora, chegando a 15 graus!

Neste fim de semana pretendo ir a um evento na biblioteca, sobre Open Data. Vamos ver o quanto entenderei. Agora que já tenho registro na cidade, posso fazer meu cadastro na biblioteca e isso me deixa bem animada, pois o acervo é fantástico.

A professora de alemão briga diariamente conosco, pois não conseguimos decorar os respectivas preposições dos verbos. É realmente uma tragédia. :) Por isso, vou dar mais um revisada agora.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017

Minha ligação com o carnaval é tão superficial.

Já tive momentos felizes no carnaval, nos bailinhos lá em Esmeralda ou até mesmo numa festa bem divertida aqui na Alemanha há muito tempo. No Rio, nos primeiros anos eu quis muito ir aos blocos, quando ainda eram pequenos e de bairro, mas acho que nesses anos todos devo ter participado umas três vezes pelo que me lembro.

Hoje estava saindo da aula de alemão quando uma colega me perguntou se gostaria de ir até o centro ver o carnaval. Ela estuda na HfT e a Assessoria Internacional organizou um grupo para irem todos ver as bandas que iriam se apresentar em frente à prefeitura.

Fiquei lá um pouco, mas achei meio parado de mais. Depois de uma meia hora resolvi vir para casa.

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O dia hoje foi bonito, com céu azul, mais quentinho. Bom para ver como será agradável a primavera. Porém, amanhã chove.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Na Alemanha

La la Land é bonito, mas triste. Prefiro histórias de amor com finais felizes. De triste já basta a vida. Eu não sirvo de referência para ninguém quando o assunto é livro ou filme. É um escapismo tolo, mas escolho ler e ver somente histórias com finais felizes.

Passaram-se já 15 dias desde que cheguei. Primeiro passamos pela Holanda, para rever Amsterdã e pessoas queridas. Foi bom. Estava um clima frio, mas isso também foi uma boa vivência.

Chegamos à Alemanha há 11 dias. Claudio ficou um pouco por aqui, mas já voltou para casa. Desde que ele viajou, estou morando provisoriamente no quarto de uma família. Quase não os vejo. O quarto é bem confortável. A vizinhança é supertranquila.

De qualquer forma, não vejo a hora de ir para meu quartinho no alojamento, o que ocorrerá na próxima quarta-feira. Lá, talvez, eu me sinta em casa. Terei meu próprio espaço. E vou finalmente poder arrumar minhas coisas. Não há muito a ser arrumado, mas poder tirar as coisas da mala será bom.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A tal da vida comum

“Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum.” Jim Rohn

Estava fazendo uma limpeza no meu e-mail e me deparei com esta frase. Ela mexe comigo. Não que eu não leve uma vida comum na maior parte do tempo, mas se começo a pensar muito sobre isso fico inquieta. A vida comum não é ruim, ter rotinas não é ruim, ter horários livres na agenda não é ruim. Só que ao mesmo tempo a vida comum parece passar mais rápido do que uma vida que oscila entre (ou equilibra) o comum e o extraordinário.

Agora mesmo, como já escrevi, cheguei a um momento em que terminei vários projetos. Não tenho mais o doutorado. O curso está em período de férias. Já fiz uma limpeza nas minhas gavetas. Ou seja, estou com tempo livre para escolher o que fazer e poderia viver assim, de forma despreocupada, até março, quando começaria meu estágio e assumiria algumas horas a mais no trabalho para cobrir a licença-maternidade de uma colega.

Pensar que mal teria tempo para realizar o estágio - ou que teria de fazê-lo à noite - estava me angustiando muito. As novas tarefas no trabalho envolveriam várias viagens, o que seria ótimo, mas como poderia conciliar isso com o compromisso do estágio?

Passar um tempo fora é algo que sempre quis voltar a fazer. Não me organizei na época do doutorado. Antes disso, mudei meus planos que tinha de ir para a Itália. Sempre ficava pensando quando surgiria uma oportunidade.

Depois de conversar com duas amigas sobre o assunto, elas me encorajaram a colocar em prática um plano que havia começado a desenvolver no ano passado. Primeiro eu havia pensado em um estágio fora, mas depois pensei: por que não um semestre do meu curso?

Então em questão de poucas semanas a oportunidade surgiu e eu a agarrei.

Agora faltam 22 dias para a viagem, menos de 10 dias de trabalho. A cabeça cheia de planos e incertezas, um pouco de medo do que me reserva tanto o período fora quando a volta, mas junto a tudo isso a emoção de realizar um plano, de colocar em prática uma vontade antiga, de me dar a chance de arriscar e, quem sabe, fugir da vida comum.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mudanças de rumo

2017 chegou sem pestanejar, mostrando-se bem mais animado do que 2016. Claro que o ânimo em começo de ano também é sempre maior. Talvez o segredo para uma vida plena seja manter esse pique de maneira constante. Eu ainda preciso aprender muito sobre vida plena...

Meu ano começou diferente. Continuo com o mesmo volume de trabalho, mas a vida fora de lá mudou radicalmente. Pela primeira vez em muitos anos (quatro pelo menos), eu não tenho algo para fazer ao chegar em casa, ou algo ocupando a minha cabeça e me preocupando, algo que esteja atrasado, alguma leitura que ainda não fiz, os parágrafos que tenha que escrever para o meu marco teórico da tese, os exercício da classificação do curso de Biblioteconomia e assim por diante. Pela primeira vez, quando chego em casa tenho o direito de ler o que quiser, ver o filme que quiser, dormir se estiver cansada. E isso tem sido muito bom.

Agora que a vida iria entrar nesse novo formado, claro que tive que encontrar algo para tirá-la do prumo de novo. Eu gosto de mudanças, mas uma pequena parte de mim se recente com a outra, que sempre quer algo novo. Daqui a pouco mais de um mês minha vida passará por nova transformação. Na verdade, daqui a uns 15, 20 dias, já será bem diferente.