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Mostrando postagens de 2017

Que venha 2018!

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No final do ano passado, tentando ver o lado positivo da vida, fiz um post falando sobre tudo de bom que havia acontecido em 2016. No final, 2017 parece apenas que passou rápido. Eu não tive os tantos momentos felizes que esperava ter que me fizessem não pensar nos ruins que haviam contaminado 2016. 
Não sei, talvez a gente só precise de mais tempo para levantar a cabeça e seguir adiante. Como estou viva e com saúde (o último check up deu certinho), talvez seja a hora de simplesmente correr atrás do prejuízo. Um ano novo está aí para isso. 
Só desejo que 2018 seja mais delicado.

A Step You Can´t Take Back

Este é o nome de uma música de um filme que tenho dificuldade de guardar o título. Daqui a pouco procurarei na web*. É com o meu amor, Mark Ruffalo. É um filme que vi uma vez por acaso no cinema. Tínhamos ingressos grátis e numa noite qualquer de semana lá fomos nós. Claro que ajudou o diretor ter feito Once na decisão de ver esse filme especificamente. Gostei do filme, da trilha. Aliás, passei a ouvir esta trilha desde então. Fazia algum tempo que não a revisitava, mas hoje aconteceu de novo, de buscá-la no You Tube. Porque eu não me contento em ouvir a música no Spotify, eu preciso ver as cenas novamente.

* O filme é: Mesmo Se Nada Der Certo, uma tradução tosca para Begin Again.

Mais do aniversário

E não é que teve festinha dos colegas de estágio? Na sexta-feira, fui chamada para ver uma coisinha na sala vizinha e... tânân!!! De repente aparecem todos cantando parabéns. Foi uma surpresa dessas que deixam o coração quentinho. :) Teve balão, bolo e até presente. Fiquei bem feliz.

Depois fui almoçar com a minha prima preferida do Claudio. Ela é sempre muito divertida. Foi um almoço animado.

Para completar, à noite saí com dois amigos de São Paulo. Estava com saudades. Fazia um tempão que não nos víamos. Foi muito bom. Eles são muito queridos.

No domingo, encerrando as comemorações, teve café da manhã com a família do Claudio.

Primavera, começo de um novo ano de vida

Diferente dos últimos anos, desta vez passei meu aniversário com pessoas que conheci há pouco tempo. Não houve comemoração nos locais dos meus estágios porque não contei a ninguém que era meu aniversário. Entre um estágio e outro, almocei com a Gabi, amiga querida que eu conheço e que me conhece há mais de 20 anos. Foi um presentão!

Eu adoro o dia do meu aniversário, é meu dia preferido no ano. É o dia em que eu comemoro comigo mesma, sem fazer muita diferença se recebo parabéns ou não. Claro que fico feliz com cada mensagem, mas talvez seja o único dia do ano em que eu me basto, em que eu consigo realmente ficar centrada em mim mesma, sem precisar de aprovação/avaliação do resto do mundo. Seria bom se fosse assim no ano inteiro, mas acho que já é um começo.

À noite, escolhi ir com o Claudio em um restaurante na Marina da Glória. Foi um bom jantar, com muita comida.

Relendo posts antigos, de outros aniversários, vejo o quanto estava feliz. Eu não posso reclamar da minha vida, mas não …

Tempo

Há momentos em que a vida parece andar mais rápido do que somos capazes de assimilar. Hoje é quinta-feira. Não foi ontem mesmo que foi a outra quinta-feira, feriado da independência. Como foi que esta semana passou tão rápida? O que eu fiz com este tempo?
Quando o dia do aniversário aproxima-se, parece que pensamentos sobre como estou vivendo tornam-se mais frequentes. 41 anos, 26 seis anos da festa de 15 anos, 23 anos e meio que saí de Esmeralda. Fiquei pensando em como usei todo esse tempo. Bem? Mal?
Recorri aos tópicos básicos: o que deu tempo de estudar? Quantas viagens deu tempo de fazer? Quantas pessoas entraram/saíram na minha vida? Quantos relacionamentos valeram a pena? Em umas áreas parece que fiz muito e valeu a pena. Em outras, parece ter havido mais fracasso que sucesso. Será? É fácil julgar, mas tal julgamento nunca é tão claro na hora em que estamos vivendo. 
Chegarei ao dia do meu aniversário com pensamentos e o coração cheios de dúvidas - bem menos do que em 2015, qua…

Voltei

Faz 13 diz que voltei, mas, por tudo que já fiz, parece que foi bem mais.

Desde que voltei, já me encontrei três vezes com minhas amigas do antigo trabalho. Estávamos com saudades. Não do antigo trabalho, mas de nossas conversas animadas. Foi tão bom!

Também já consegui fazer um jantar para as colegas queridas do mestrado, coisa bem difícil de marcar nos últimos tempos, mas separamos uma data na agenda com bastante antecedência e deu certo.

No dia 1º comecei meu estágio supervisionado na biblioteca do Museu Nacional. Tão bom! Eu me sinto muito à vontade em uma biblioteca.

Eis que nesta semana surgiu outra oportunidade e comecei um estágio voluntário na Biblioteca Nacional. Imagina minha felicidade!

Agora estou com a manhã e a tarde ocupadas. Depois do trabalho tento adiantar os estudos das últimas duas matérias que estou cursando. Quero ver se já vou escrevendo o relatório também até o dia da prova em Caxias, que desta vez será no di 16 de setembro.

Mudança

É certo que comprei algumas coisas nesses meses por aqui, mas não achei que seria tão complicado fazer tudo caber nas malas. Bom, está sendo. Vou ter que deixar até mesmo o que não havia planejado. Há várias coisas que trouxe pensando em usar muito, para depois deixá-las aqui. Desapegar-me de coisas não costuma ser uma coisa complicada, mas confesso que doi deixar um pijama querido, que tenho há 10 anos. Sim, está bem velhinho, mas é tão confortável...
Acumulei uns papéis, mas já sei que não poderei ter nem dó nem piedade. Vão ter que virar lixo reciclável. Depois também onde iria guardar isso tudo? Ter poucas coisas nos deixa mais móveis. Até hoje sempre morei na casa que é de outra pessoa - dos pais, alugada, da mãe, do Claudio. Nunca tive um lugar que fosse realmente meu, onde pudesse guardar coisas "para sempre". Então, no final das contas, quanto menos coisas eu tiver, melhor para todo mundo. Ademais, a digitalização está aí para isso... Além disso, quando formos embor…

(Pequenas e grandes) alegrias

O dia amanheceu ensolarado em Stuttgart hoje.

No tempo preciso, completei meu cartão de fidelidade na padaria vizinha e pude tomar um último café com leite de graça. Sim, eu adoro cartões de fidelidade, que, por mim, poderiam se chamar cartões de felicidade. Foi isso que senti quando a mocinha me entregou o copo.
Café deve ter sido, disparado, o produto em que mais "investi" meu dinheiro aqui na Alemanha. Dos 162 dias por aqui, não é exagero dizer que em pelo menos uns 120 comprei café fora de casa, o que em cálculos bem superficiais significa pelos menos uns 250 euros. Foi meu pequeno luxo.
Porque sou uma menina comportada (quando poderei deixar de ser?), o zelador do alojamento estudantil permitiu que eu retirasse a caução antes mesmo de deixar o prédio. Ontem quando veio vistoriar o apê, falou algumas frases em italiano - meu nome costuma inspirar as pessoas a fazerem isso, apesar de meu Rafaela não ser muito italiano. Ele me contou que, sendo romeno, quando vai a Itália …

Stay on these roads

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Esta nunca foi a minha música preferida do a-ha. Hoje resolvi ouvi-la porque acabei de ler um livro (Unentschieden, da alemã Alexandra Maxeiner) e esta música faz parte da história.

Escolhi este livro meio por acaso no enorme acervo da Biblioteca Municipal de Stuttgart. A fita cassete da capa chamou minha atenção. Ao ler a sinopse, vi que parte da história se passava nos anos 80 e 90. Quem viveu os anos 80, sempre gosta de passear por lá de vez em quando.

Engraçado ler histórias que parecem as da minha infância e adolescência. De certa forma, nós, crianças dos anos 80, crescemos de forma bem semelhante, independentemente se no interior do Brasil ou no interior da Alemanha. Muitas coisas foram bem parecidas lá e cá, como pude atestar no livro de Maxeiner.

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, …

Sentimento bom

O semestre já passou da metade e dia a dia vão surgindo mais trabalhos de aula, seja em grupo, em forma de apresentações ou de textos. Hoje mesmo passei pela apresentação de dois. O primeiro, sobre bibliotecas escolares no Brasil, apresentei sozinha. O outro, sobre um software para bibliotecas, em grupo.

Naturalmente estava nervosa.

Eu já aprendi que se ensaiar em voz alta algumas vezes, controlando o tempo e gravando as apresentações, consigo chegar no dia bem preparada. Só que hoje havia o agravante da língua. 
Como a apresentação sobre bibliotecas escolares estava marcada para dia 9 de maio, eu já estava com ela pronto há algum tempo. Então passei as últimas duas semanas lapidando o conteúdo. Na sexta-feira consegui escrever todo o roteiro da apresentação e ontem treinei. 
Como em poucas vezes na minha vida, estou com um sentimento muito bom depois de uma apresentação. E, diferente de sempre, não estou me recriminando se disse algo errado. Confesso que nem me lembro se cometi algum…

Detalhes do dia a dia

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Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo…

Para onde agora?

A minha lista de viagens que gostaria de fazer ou de repetir é gigantesca. Tenho destinos para umas cinco vidas, mas há lugares que insistem em sempre se posicionar no topo de lista. A Itália é um deles. É para lá que vou no começo de junho. A sensação que tenho, que sinto no meu corpo, é a mesma de estar apaixonada, quando parece que o corpo emana uma energia sem fim, mais forte e importante do que qualquer outra coisa. O sorriso fica frouxo, meio bobo. Ah, e ainda tem a felicidade. Obrigada, Zero Assoluto.

Tom Cruise

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Finalmente, depois de diversas tentativas frustradas no passado, ontem assisti a Jerry Maguire. Era uma falha no meu currículo de fã inveterada de comédias românticas. (Até tinha mencionado aqui em 2015)

O filme parece ter 15 minutos. Não sei explicar por que fiquei com essa sensação. Só sei dizer que me lembrei do quanto já fui apaixonada pelo Tom Cruise.

Numa das últimas limpezas nos meus guardados na casa da minha mãe, fui obrigada a me desfazer de muitas coisas, inclusive os meus inúmeros pôsters do Tom Cruise. Ai, que dor.

Em Jerry Maguire, ele tem 34 anos. Tão lindo, de roubar realmente o fôlego.

Claro que depois fui dar uma pesquisada na web sobre ele. Apesar de ter enchido a cara de botox, continua bonitão.

Há muitos atores que adorei na adolescência, mas acho que ninguém como Tom Cruise (talvez o Tom Hanks, mas por razões diferentes). Depois a vida nos afastou. Há muitos de seus filmes que nunca vi - ou havia visto, como Jerry Maguire, por exemplo. Acho que a última vez que …

Músicas para o coração

Todo mundo tem as suas músicas do coração. Eu tenho as minhas músicas "medicinais". Perhaps love, cantada pelo John Denver com o Plácido Domingos, é uma delas. Assim como praticamente todas as do Zero Assoluto. Se a vida está complicada, escutá-las deixa tudo um pouco mais fácil. :)

Verdades e mentiras

O post anterior e este se basearam em muitas coisas, mas também em alguns posts que li ontem e hoje no Facebook. O tema do momento é greve geral.

Eu já me cansei há muito tempo dessa disputa brasileira sobre quem tem mais razão. Aliás, não vejo razão em nenhum dos lados. Só uma repetição de pensamentos "parados, meio chocos", pois ninguém se dá o trabalho de pensar fora de seu mundinho, de suas antigas convicções. É sempre um olha como eu estou certo e você errado.

Ontem foi interessante ler as postagens dos amigos e conhecidos no Facebook. Cada um apresentando a greve ao seu modo. Como jornalista, gosto de observar esses comportamentos dos donos da verdade, e entre meus 700 "amigos" há dezenas.

Acho incrível também a cegueira de quem cobre (para jornais, tvs, mídias ninjas e toda sorte de veículo de comunicação) essas demonstrações. Sério, colegas jornalistas, que foi puro vandalismo? Sério, colegas jornalistas, que a adesão foi geral?

Mentiras

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Em uma das aulas do curso de alemão o tema foi mentira. Há estudos que mostram que todos os dias mentimos entre 3 e 180 vezes. Ninguém está livre. Como já dizia o House, "everybody lies", todo mundo mente. Aliás, que saudades do House. Ele fez parte de uma época bem feliz da minha vida. 

Há quem minta sem querer muito, por necessidade. Há quem minta deliberadamente, porque não consegue fazer diferente. Há quem minta achando que está fazendo um bem. Sempre é ruim. Especialmente para quem está recebendo a mentira. Eu sei que há situações em que dizer a verdade é mais difícil, mas ainda assim, talvez fosse melhor para quem precisa ouvir a verdade. 
Eu preferiria ouvir verdades, mesmo que doessem. Uma hora a verdade vem à tona. Sempre vem, seja no momento seguinte, seja no mês seguinte, seja daqui a 10 anos. Saber a verdade ajuda a planejar os próximos passos. Uma mentira, atrasa uma vida, literalmente.

Chuvinha para lembrar que a primavera é bem instável

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A primavera já mostrou como poder ser linda (como na foto ao lado), mas de repente parece que voltamos ao inverno. Os últimos dias têm sido tão frio. O mais assustador é que há previsão até de neve para os próximos dias. Logo agora que estou prestes a viajar. Puxa!

Nos últimos dias troquei mensagens com várias amigas. Foi muito bom saber como elas estão e contar um pouco sobre como está sendo minha vida aqui. Sinto uma falta de passar mais tempo com cada uma delas.

Com a chuvinha que cai lá fora dá uma vontade de comer pipoca. Pena que não tenho em casa para fazer e pensar em sair nesse frio para ir até o cinema me dá muito preguiça. Dia desses descobri por que o apê não tem micro-ondas. Parece que há alguns semestres um dos moradores esqueceu uma panela no fogão e tudo pegou fogo. Quando refizeram os móveis, não compraram outro micro-ondas. Uma pena. Não que eu esteja acostumada a fazer pipoca de micro-ondas, nos últimos tempos fazíamos somente na panela mesmo, mas aqui seria bem pr…

Longa quarta-feira

Quarta-feira é um dia cansativo. Não que eu faça grandes coisas. Tenho uma aula às 8h15, que dura apenas uma hora e meia. A questão é que tenho aula de alemão às 14h15 e tenho ficado na Uni fazendo hora a manhã inteira. Acho que é isto que tem me cansado. Fico com preguiça de voltar para casa e ainda não tive uma ideia melhor do que fazer com este tempo que não seja ir para a biblioteca ou ir tomar um café.

Hoje mesmo fui para a bibiblioteca. Só que começou a me dar um sono danado. Resolvi tomar um café na Mensa, que fica a uma boa caminhada dali. A estratégia deu certo. O sono passou e aproveite para estudar no refeitório, onde há muitas mesas para isso mesmo. Voltei só perto do horário da aula. Depois do almoço dei uma boa caminhada por um trecho da Uni Stuttgart que ainda não conhecia. É uma área bem bonita, com um lago.

Acho que a aula de alemão também é meio cansativa. Esta professora não é tão dinâmica quando a do curso intensivo. Também estou num nível mais avançado. Na anterio…

Primavera e outros

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Continuo impressionada com a primavera. Cada dia mais vão surgindo muitas flores nos gramados. A maior parte das árvores já exibe folhas novinhas. Somente algumas ainda parecem estar com uma preguicinha e continuam com as folhas marrons ou sem folha alguma. Devem ser como as pessoas que não gostam de acordar cedo.

As aulas já começaram e têm sido boas. Já se passaram duas semanas! O tempo parece que voa. Nem todas as aulas são fáceis. Dependendo do assunto que está sendo tratato, entendo mais - ou menos. Há professores que usam um vocabulário mais "fácil". Outros que são bastante prolixos. Nessas horas parece que meu pensamento prefere escapar para algo mais fácil.

Ainda estou meio confusa na hora de fazer minhas anotações. Tento anotar tudo em alemão, mas é claro que escrever em português é bem mais rápido e fácil.

Meu relacionamento com os colegas de aula ainda é bastante restrito, mas fico pensando que talvez melhore com o tempo. Em uma das disciplinas, na que somos apena…

Quando é que não estamos sozinhos de verdade nesta vida?

Vai fazer um que escrevi um post com este mesmo título. No ano passado, eu esperava por uma resposta, que demorou, mas veio. Mais que isso, eu estava com uma desconfiança, que também demorou para se confirmar, mas se confirmou.

Eu ia escrever que minha vida nunca mais foi a mesma depois desses dois episódios, mas a verdade é que eu continuei sendo a mesma pessoa e a pergunta do título não poderia ser mais verdadeira agora.

Eu estou na Alemanha, feliz por estar aqui, realizando um objetivo sempre sonhado, mas eu me sinto muito sozinha. Aí me lembro que mesmo quando estamos cercamos por pessoas podemos ter esse sentimento e me acalmo um pouco.

Sempre que estive sozinha, me senti bem, morei muitos anos apenas na minha companhia, mas agora parece mais difícil.

Mais do que alemão

Em um curso de alemão com pessoas de tantas nacionalidades aprende-se muito mais do que o idioma.

Por duas vezes fiquei pensando como o coreano é uma língua diferente das nossas desse lado do mundo. Para a colega da Coreia do Sul, palavras como Intellektuell ou Tabu não tem uma compreensão fácil, coisa que para nós são bem similares ao nosso idioma materno.

Ontem o colega iraniano me contou que não tinha estudado muito para a prova pois havia ido a uma festa de iranianos para comemorar a última terça-feira do ano. Afinal, no Irã o ano começa apenas no primeiro dia de primavera, que será na próxima terça-feira. Aí ele me explicou que no passado era assim no mundo inteiro. Por isso setembro se chama set-embro, pois é o sétimo mês do ano. September, Oktober, November, Dezember... faz todo sentido. Ele mesmo, que nasceu em setembro, tem duas datas no passaporte, uma baseada no calendário persa e outro no nosso.

Para a colega russa, jovenzinha, doce e ingênua, Stuttgart é uma cidade perigo…

Pessoas (mais) velhas

Há alguns dias na aula de alemão nossa tarefa era analisar algumas imagens e formar frases sobre o que víamos. Havia uma mulher, um homem, uma garota e um menino. Foi interessante observar que a mulher foi a única chamada de velha, mas mais que isso foi curioso ver como podemos ser bem preconceituosos com quem tem mais idade do que nós.

A minha turma de alemão é formada por estudantes com idade média de 23 anos. Praticamente todos estão fazendo a primeira graduação. Os que são mais velhos, e tem 26, 27 anos, estão no mestrado. Eu sou um ponto fora da curva.

A professora, que tem mais ou menos a minha idade, ficou também impressionada. Brincamos que depois dos 30 as pessoas já poderiam morrer, pois estão velhas demais para qualquer coisa. Ou mentir a idade. Rimos.

Isso nunca vai mudar. Eu me lembro de quando tinha 18, 19 anos e de achar todo mundo com mais de 20 anos supervelho. Aos 23 anos fui chamada de velha por meninas de 19. Sim, tudo retorna. :) Mesmo há poucos anos no mestrado, …

Ah, a primavera

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Perto do lugar em que estou morando há uma igreja, cujos sinos tocam sem parar neste momento. Achei que fossem 10 horas da manhã, mas acabei de dar uma olhadinha na torre do campanário e percebi que faltam ainda 10 minutos. Imagino que deva haver uma missa daqui a 10 minutos. Os sinos aqui, como lá, em Esmeralda, chamam para a celebração.

Esmeralda, aliás, veio a minha mente outras vezes nesta semana. Fazia um bom tempo que eu não "vivia" mais essa troca do inverno para a primavera. Lembrei-se do quão legal isso pode ser. A janela do meu quarto lá em Esmeralda dava para uma macieira, que perdia todas as folhas no inverno. Por alguns anos eu tentava acompanhar a floração, mas em algum momento eu me distraía e quando menos esperava as folhas já estavam lá.

Aqui, no caminho para o curso de alemão, há várias árvores e arbustos sem folhas. Algumas já exibem brotinhos. Tenho acompanhado algumas em especial. Pena que so tenho mais uma semana de aula e depois só irei uma vez por sem…

Leveza, pelo menos por um instante

Hoje fui invadida por um sentimento tão bom.

Não sei se foram os brotinhos que começaram a aparecer nas árvores e arbustos (que observo com atenção especial), a prova de alemão que não foi muito difícil, a conversa boa com o professor de biblioteconomia da HdM ou o simples fato de estar realizando (finalmente) o sonho de fazer um intercâmbio, mas o dia está terminando de forma diferente dos outros dias.

Hoje acredito até que a dor, que se instalou em mim há quase um ano, vai passar.

O dia foi cheio de emoções. Começou com um café de boas-vindas na Hochschule der Medien. Conheci a Mariana, minha buddy, ou seja, a pessoa na universidade que se voluntariou para me ajudar com as coisas do dia a dia na Alemanha. Descobri que ela também é jornalista.

Depois fui conversar com o professor responsável pelos alunos estrangeiros. Seremos só eu e um francês neste semestre como alunos estrangeiros. Talvez façamos uma disciplina juntos. Eu tinha feito uma tabela com meus desejos. A maioria poderei …

Redondezas

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Hoje aproveitei o tempo bom, com sol e céu azul, para conhecer um pouco os arredores de Möhringen. Ao passar de metrô durante a semana eu havia observado que as pessoas caminhavam em uma área meio rural aqui perto. Pensei em fazer ali minhas caminhadas também. Tenho um plano de correr a meia maratona de Stuttgart em junho. Vamos ver se consigo. Lugar para treinar já tenho, agora basta me organizar. Por ser domingo, havia muitas pessoas passeando por ali. É um lugar amplo e tranquilo. Caminhei até o bairro vizinho, que se chama Vaihingen, onde fiquei na semana passada. Aproveitei para tomar um suco e um café no único lugar aberto aos domingos. Foi muito bom. Eu havia planejado voltar de metrô, mas o clima estava tão bom, que decidi voltar pelo mesmo caminho. Foi uma escolha acertada. A volta parece que passa mais rápido. :) Um bom início de domingo, que seguirá com estudo. 






Trocos precisos

Sinto falta do Claudio, mas não muita do Rio ou do antigo trabalho. Também faz apenas um mês que isso ficou para trás.

Eu me sinto bem aqui na Alemanha, com horários certinhos, trocos precisos e regras claras. Gosto da aula de alemão começar sempre no horário certo, de a pausa não se estender mais do que os 15 minutos acordados, de as pessoas esperarem o sinal verde para atravessar a rua (praticamente todas fazem isso), de receber meu troco certo, sem ter que sempre perder alguns centavos.

Ainda continua bastante frio. Estou de camiseta neste momento, mas ao olhar pela janela, vejo as pessoas bem encasacadas. O celular me diz que faz 6 graus lá fora, mas à tarde tudo melhora, chegando a 15 graus!

Neste fim de semana pretendo ir a um evento na biblioteca, sobre Open Data. Vamos ver o quanto entenderei. Agora que já tenho registro na cidade, posso fazer meu cadastro na biblioteca e isso me deixa bem animada, pois o acervo é fantástico.

A professora de alemão briga diariamente conosco, p…

Carnaval 2017

Minha ligação com o carnaval é tão superficial.

Já tive momentos felizes no carnaval, nos bailinhos lá em Esmeralda ou até mesmo numa festa bem divertida aqui na Alemanha há muito tempo. No Rio, nos primeiros anos eu quis muito ir aos blocos, quando ainda eram pequenos e de bairro, mas acho que nesses anos todos devo ter participado umas três vezes pelo que me lembro.

Hoje estava saindo da aula de alemão quando uma colega me perguntou se gostaria de ir até o centro ver o carnaval. Ela estuda na HfT e a Assessoria Internacional organizou um grupo para irem todos ver as bandas que iriam se apresentar em frente à prefeitura.

Fiquei lá um pouco, mas achei meio parado de mais. Depois de uma meia hora resolvi vir para casa.

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O dia hoje foi bonito, com céu azul, mais quentinho. Bom para ver como será agradável a primavera. Porém, amanhã chove.

Na Alemanha

La la Land é bonito, mas triste. Prefiro histórias de amor com finais felizes. De triste já basta a vida. Eu não sirvo de referência para ninguém quando o assunto é livro ou filme. É um escapismo tolo, mas escolho ler e ver somente histórias com finais felizes.

Passaram-se já 15 dias desde que cheguei. Primeiro passamos pela Holanda, para rever Amsterdã e pessoas queridas. Foi bom. Estava um clima frio, mas isso também foi uma boa vivência.

Chegamos à Alemanha há 11 dias. Claudio ficou um pouco por aqui, mas já voltou para casa. Desde que ele viajou, estou morando provisoriamente no quarto de uma família. Quase não os vejo. O quarto é bem confortável. A vizinhança é supertranquila.

De qualquer forma, não vejo a hora de ir para meu quartinho no alojamento, o que ocorrerá na próxima quarta-feira. Lá, talvez, eu me sinta em casa. Terei meu próprio espaço. E vou finalmente poder arrumar minhas coisas. Não há muito a ser arrumado, mas poder tirar as coisas da mala será bom.

A tal da vida comum

“Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum.” Jim Rohn

Estava fazendo uma limpeza no meu e-mail e me deparei com esta frase. Ela mexe comigo. Não que eu não leve uma vida comum na maior parte do tempo, mas se começo a pensar muito sobre isso fico inquieta. A vida comum não é ruim, ter rotinas não é ruim, ter horários livres na agenda não é ruim. Só que ao mesmo tempo a vida comum parece passar mais rápido do que uma vida que oscila entre (ou equilibra) o comum e o extraordinário.

Agora mesmo, como já escrevi, cheguei a um momento em que terminei vários projetos. Não tenho mais o doutorado. O curso está em período de férias. Já fiz uma limpeza nas minhas gavetas. Ou seja, estou com tempo livre para escolher o que fazer e poderia viver assim, de forma despreocupada, até março, quando começaria meu estágio e assumiria algumas horas a mais no trabalho para cobrir a licença-maternidade de uma colega.

Pensar que mal teria tempo para realizar o estágio - ou que te…

Mudanças de rumo

2017 chegou sem pestanejar, mostrando-se bem mais animado do que 2016. Claro que o ânimo em começo de ano também é sempre maior. Talvez o segredo para uma vida plena seja manter esse pique de maneira constante. Eu ainda preciso aprender muito sobre vida plena...

Meu ano começou diferente. Continuo com o mesmo volume de trabalho, mas a vida fora de lá mudou radicalmente. Pela primeira vez em muitos anos (quatro pelo menos), eu não tenho algo para fazer ao chegar em casa, ou algo ocupando a minha cabeça e me preocupando, algo que esteja atrasado, alguma leitura que ainda não fiz, os parágrafos que tenha que escrever para o meu marco teórico da tese, os exercício da classificação do curso de Biblioteconomia e assim por diante. Pela primeira vez, quando chego em casa tenho o direito de ler o que quiser, ver o filme que quiser, dormir se estiver cansada. E isso tem sido muito bom.

Agora que a vida iria entrar nesse novo formado, claro que tive que encontrar algo para tirá-la do prumo de no…