Mostrando postagens com marcador doutorado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doutorado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Gatilho?

Ontem o marido de uma amiga conclui o doutorado, passou pela banca. Eu fiquei superfeliz por ele, pois a data foi marcada com antecedência e parece que demorou uma eternidade chegar. Hoje de manha, vi que ela me mandou um vídeo com o momento da concessao do título. Foi bem legal. 

Depois, quando já estava no trabalho, lembrei da minha própria defesa, da presenca da minha amiga Angela, que partiu neste ano, da época do final do doutorado. Pensei no recém-formado doutor e imaginei que hoje deve ter amanhecido aliviado. 

Repentinamente senti algo tao ruim. 

Logo em seguida, fiquei me perguntando se esse é o tao famoso gatilho que muitas vezes já vi mencionado no twitter, mas nunca consegui entender bem. 

Apesar de pensar em uma situacao totalmente positiva e que me deixa feliz, a defesa de doutorado do conhecido, ao lembrar do meu dia seguinte, que foi horrível, isso me deixou mal. 

Veio tudo de novo, todos os sentimentos ruins da época. Eu estava feliz pela defesa do doutorado, mas na madrugada passei mal, vomitei, desloquei meu maxilar, tinha uma péssima sensacao em relacao ao meu companheiro, que nao estava nem aí pra nada. 

Ui, credo!!!

Ainda bem que tudo isso já é (ou pelo menos parece ser na maior parte do tempo) passado. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Fim! Acabou!

Nem eu aguento mais este assunto, mas hoje, depois de meses/anos de envolvimento, terminei meu relacionamento com o doutorado. Fiz o depósito da tese. Pronto! Fim! Agora posso curtir o resto da minha vida, sem este pesado compromisso.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

E não é que passou?

Depois desses meses todos de angústia, finalmente chegou o dia da defesa do doutorado. Foi na última segunda-feira, dia 20. 

Tudo ocorreu muito rápido nas semanas finais, ou melhor, nas primeiras semanas do mês de junho. Quando o mês virou, fiquei no pé do meu orientador para marcarmos logo esta defesa. 

Amanhã estou viajando para o RS, depois para férias longas e não queria ter que resolver isso somente na volta. 

Acho que ganhei pelo cansaço. E também pela estratégia montada pelo Claudio, de fazer um cronograma, escrever um e-mail bem elaborado e por aí vai, tudo que uma mente menos estressada com o assunto poderia pensar melhor.

No dia da defesa eu acordei levemente nervosa, mas como tinha uma videoconferência com colegas da Alemanha, minha preocupação foi direcionada para este outro desafio, entender o que estava sendo transmitido em alemão - e eventualmente falar alguma coisa.

Quando a reunião acabou é que comecei a ficar realmente nervosa, mas minhas colegas me acompanharam em um almoço tranquilo, sem pressa. 

Saí com uma hora de antecedência e ainda dei um tempinho entre os gatos da UFRJ antes de ir para o IBICT. 

Fui a primeira a chegar na sala, mas antes conferi se as duas professoras do IBICT estavam lá, pois a professora suplente teve um bebê e não poderia cobrir o lugar de ninguém. Elas estavam. Ufa! Aí foi esperar a chegada de todos. 

Um deles se atrasou, mas já estava a caminho. Começamos com quase meia hora de atraso.

Consegui fazer minha apresentação sem consultar minhas anotações. As perguntas não foram fáceis, mas também estavam alinhadas com o trabalho. Respondi quase todas. Cada um fez vários comentários sobre o texto, a escrita, apontaram pontos positivos e negativos. Minha amiga Angela estava na plateia. Ela levou três colegas da BN. Não deixei o Claudio ir. Estava nervosa demais e quanto menos gente, melhor. 

Depois da banca se reunir, fui declarada aprovada. :)

Não há como expressar o alívio sentido. 



terça-feira, 14 de junho de 2016

Quase quase

Faltam seis dias para defesa do doutorado. Nem estou acreditando. Os últimos dias foram bem corridos. Havia muito a ser feito depois que o professor finalmente me enviou a versão final corrigida do meu texto: entrar em contato com os professores, esperar suas respostas, marcar a data definitiva, imprimir e encadernar as cópias, entregar os documentos, pedir a homologação. Tudo isso já foi providenciado. Agora estou concentrada no fechamento da apresentação. Ainda terei uma última reunião com o orientador. A coordenação ainda aprovar a data. Digamos que emoção não faltou nestes últimos quatro meses. Ô reta final longa!

Gastei uma pequena fortuna na impressão das oito cópias do trabalho. Optei por fazer tudo em uma gráfica aqui perto de casa, pois ficaria mais perto para buscar. Como ainda tinha que fazer uma correções no nome dos professores suplentes, fui encadernando aos poucos. O mocinho da m3print, André, imprimiu tudo e foi encadernando à medida que eu pedia. Fui umas quatro vezes lá gerenciar o trabalho. Deu tudo certo!

- Este é o resultado de quatro anos de trabalho. - Falei animada.
- Trabalho ou estudo? - perguntou ele.
- Os dois, de certa forma.
- Quatro anos para fazer isso? (Eu não sabia se dava uma gargalhada ou se chorava mediante tal pergunta).

Ontem, ao buscar a última cópia, novo diálogo inusitado.
- André, agora você torce para eu passar.
- E alguém reprova?
Apenas pensei: - Espero que não.
Aí ele completou: - Vou torcer para você passar, para vir fazer mais impressões aqui com a gente.

Por fim, ontem consegui entregar a última cópia, para a professora suplente que estava faltando.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vitória

Hoje estou em Vitória, Espírito Santo. Esta é a segunda vez que venho passar um dia aqui, mais especificamente um dia no campus da Universidade Federal do Espírito Santo. A razão é a mesma de julho de 2013: aplicar testes de alemão.

A primeira turma já concluiu. Alguns saem meio tristes da prova. Outros, animados com a nota. O último quase chorou de emoção ao conseguir a nota que permitirá concorrer a uma bolsa de estudos. Eu quase chorei junto. Não sou de chorar em público, mas estávamos só nós dois na sala.

À tarde farei uma palestra. Eu já nem sei mais quantas já fiz. Eu não gosto de falar em público. Só que já falei tanto sobre a Alemanha que isso não me assusta mais. Uberlândia, Uberaba, Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Ijuí, Cerro Largo, Santo Ângelo, Passo Fundo, Recife, Belém, Manaus, Natal, Seropédica e Rio de Janeiro. Acho que me lembrei de todos os lugares. Acrescentarei hoje Vitória.

Tudo isso é bom para me distrair do que provoca esta dor no meu pescoço: a falta de qualquer consideração do meu orientador por mim. Eu não sei se ele lê meus e-mails, mas sei que não abre minhas mensagens no WhatsApp, apesar de acessar o aplicativo várias vezes ao dia. Nunca é fácil lidar com o desprezo.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dias vazios

Há dias que são cheios de atividades, mas assim mesmo podem ser considerados vazios. São aqueles dias de pouca fé, pouca esperança, ruídos no coração e descrença de que alguma coisa vai dar certo nesta vida. Hoje foi um dia assim. Pelo menos até agora, 19h14. Quem sabe melhora.

Já faz cinco dias que estou sentindo dores no meu pescoço.Mesmo com remédios e sessões de fisioterapia, a dor parece não querer ir embora - e eu nem sei o que a causou. É uma dor que paralisa.

Passaram-se oito dias desde que enviei o texto da tese corrigido para o orientador. Sinceramente, depois da defesa e da entrega final, quero esquecer esta pessoa por um período bem longo. Bem longo.


quarta-feira, 16 de março de 2016

O não acaso

Eu acredito e sempre defendo que nada acontece por acaso.
Às vezes demoramos para entender por que algo não saiu como o planejado.
Mais cedo ou mais tarde, isso vem à tona.
Ainda não entendi, mas talvez daqui a pouco entenda a razão disso tudo.

terça-feira, 15 de março de 2016

Um pouco de tudo

Depois do Zero Assoluto, agora estou apaixonada pelo Nek. :)

Hoje finalmente meu orientador me respondeu. Depois de exatamente um mês, ele me disse que devido a algumas "intercorrências", não conseguiu terminar de ler o meu trabalho. Para não revisar de forma apressada, sugeriu alterar a data da defesa. Odiei isso, mas sei que não há o que ser feito. Então agora acabou a longa espera, mas ainda não sei quando tudo acabará. Estou cansada. Bem cansada.

Eu não consigo sentir raiva de meu orientador. Sinto frustração.

Nem só de lamúrias se vive, nesse meio tempo duas possibilidades de viagem surgiram. Uma para um lugar já conhecido, mas que sempre pode ser interessante e diferente. Outra para um lugar totalmente novo. Feliz pelas duas.

No próximo sábado começam minhas aulas de inglês. Estou animada! Entrarei em uma turma de sábado na PUC-Rio.

Amanhã era para ter um encontro com os colegas do mestrado. Por alguns motivos tivemos de adiar, mas acho que me encontrarei com uma das meninas. Vai ser bom conversar com uma amiga querida.

Acho que agora o mais sensato nesta altura dos acontecimentos é... reativar o Netflix.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Domingo livre

Depois de não sei mais quantos domingos à frente do computador, hoje foi até estranho ficar o dia todo na rua. Começamos com uma volta na Lagoa Rodrigo de Freitas. Depois seguimos para Ipanema para almoçarmos e comprarmos algumas coisinhas. Quando entrei no Zona Sul, me deu até vontade de rir, pois eu não tinha que escolher tudo rápido para logo voltar para casa. Foi bom fazer tudo com calma sem o compromisso de correr para casa.
Quando voltamos para casa eu até liguei o computador, pois tinha um frila para terminar, coisa que fiz em menos de meia hora. Depois deu tempo para fazer um bolo, ouvir a chuva lá fora e fazer esses posts aqui.
Ainda não reativei a assinatura do Netflix, mas isso não demorará a ocorrer. Então poderei voltar para casa, pensar no que comer e escolher um filme para relaxar. Isso, porém, só vai acontecer mesmo depois da defesa. Por ora, ainda vivo a angústia de aguardar o retorno do meu orientador.
Bom, já tive um domingo feliz e livre. Uma coisa de cada vez.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sim, parece que a primeira etapa foi concluída

Ontem, depois de passar umas seis horas à frente do computador, finalizei o primeiro texto completo da tese, com introdução, desenvolvimento, conclusão, agradecimentos, resumo, referências e listas de figuras, quadros e siglas. Saí para jantar e na volta enviei por e-mail o documento ao meu orientador.

Agora começa a ansiosa espera pela resposta dele.

Imagino que terei de completar e reescrever muitas coisas ainda, mas só terei mesmo certeza quando ele me der um retorno. Lamentavelmente a fama dele não é das melhores. Vou tentar conter minha ansiedade e dar-lhe pelo menos alguns dias antes de começar a cobrá-lo. Digamos... até sexta-feira.

Até lá pretendo terminar uns outros estudos que estão atrasados, descansar um pouco a cabeça, ler um pouco, seguir indo à academia e, quem sabe, ir ao cinema para ver qualquer coisa que seja.

Quando fiz o mestrado, na reta final fiquei viciada na fazendinha do Facebook. Na preparação do plano de estudos para concorrer ao doutorado, em clipes de comerciais antigos no YouTube. Desta vez, minha válvula de escape, por assim dizer, foram os livros. Desde o começo do ano, quando as coisas começaram a ficar mais puxadas, li nove livros e meio. ;) Bom, desta vez foi, pelo menos, uma distração mais produtiva.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sexta-feira

Eu não trabalho às sextas-feiras. Já faz alguns anos. Começou ainda com as disciplinas do mestrado. Em um dos semestres havia oferta de duas matérias às sextas. Foi uma boa solução. Gostei tanto que sempre que aparecia uma matéria nesse dia, eu pegava. Foi assim que fiz uma de linguística. :)

Depois que terminei as disciplinas, mantive o meu horário de trabalho sem as sextas-feiras, pois aí poderia me dedicar à tese durante três dias inteiros, o que, teoricamente, faria o trabalho render. Bom, em muitos fins de semana prolongados foi assim mesmo. Em outros, nem tanto.

Muitas vezes tiro este dia para dar uma arrumada na casa, lavar roupa, cozinhar alguma coisa, resolver coisas na rua. Nunca gasto tempo dormindo, mesmo porque o Claudio acorda cedo e fico me sentindo meio mal por dormir até tarde. Não só por isso. Confesso que não me lembro de dormir até depois das nove, só se tivesse ido dormir bem tarde mesmo.

Hoje acordei cedo, sem despertador. São 10h e já fiz inúmeras coisas. Ligar para o conserto do ferro de passar, pedir para enviarem uma revista que não veio, remarcar voo da Gol (ai, que raiva, quando cancelam o voo sem ao menos um pedido de desculpas!), li o Rio Show, passei os olhos pela programação dos cinemas (estou quase livre para me jogar!) e comprei um livro de presente para a mãe, que faz aniversário em março.

Agora me preparo para terminar mais um etapa da revisão da tese. Depois irei à academia. Quem sabe aproveite para pegar o ferro no conserto. Quando saio à rua, gosto de fazer o máximo de coisas possível. Depois de um dia nublado, hoje o sol reapareceu. Tomara que não esquente demais.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Depois do Carnaval 2016

Deu tudo certo!

Ainda não terminei a tese, mas estou na reta final. Isso faz um bem!
Escrevi o capítulo que faltava, inseri em um mesmo arquivo todas as partes que estava fazendo de forma avulsa, como agradecimentos, listas de siglas e de figuras, ficha catalográfica, capa etc., e iniciei a revisão. Falta 1/4 para terminar. Ainda levarei uns dois dias, pois a parte final do documento é a mais importante, trata da pesquisa em si. Já fiz várias anotações para as considerações finais. Estou otimista. Espero ter tudo fechado até domingo, dia 14. Assim poderei enviar o texto com bastante tempo para o orientador. É claro que depois terei ajustes a fazer e algumas coisas a reescrever, mas encerrarei uma etapa. Já planejo fazer uma revisão na normalização da tese enquanto o texto estiver com o orientador. Não sei ainda como farei, pois imagino que vá trabalhar depois no documento que ele me enviar. Vamos ver. Uma coisa de cada vez.

No sábado de manhã fomos ao supermercado e ao hortifruti e compramos diversos ingredientes para várias receitas. Fizemos quase tudo. Ficou faltando apenas a torta de maçã. Nos últimos dias a atividade na cozinha foi intensa. Claudio fez pão, pizza, massa e risoto. Fizemos caldo de legumes, que já usamos no risoto, e ontem quiche de cebola com a receita da avó dele, dona Cedinha. É uma receita já meio clássica aqui em casa. Claudio preparou a massa e eu cuidei do recheio, o que envolve cortar dois quilos de cebola. Se eu mesma não fizesse, nunca acreditaria que aquela coisa ardida se transformaria quase em um creme depois de 40 minutos na panela. Cozinhar é realmente fazer mágica. A torta de maçã ficou para o fim de semana, que já está quase aí.

Consegui ir à academia todos os dias. Não corri como planejava, mas caminhei pelo menos 45 minutos por dia. Para quem ficou o resto do tempo sentada à frente do computador, acho que já foi alguma coisa. Por ter apenas caminhado, acabei lendo quase três livros inteiros de quinta-feira para cá. Bom, confesso, talvez eu tenha apenas caminhado justamente por que não conseguia parar de ler. Claro que não eram livros científicos, mas meus romances mais leves. Quer dizer, um deles nem era assim tão leve (O sentido de um fim, de Julian Barnes). Estou tentando terminar todos os livros que tenho no kindle. Só vou comprar novos quando chegar ao fim dos que já tenho.

Quando eu terminar a tese, pretendo fazer uma arrumação e limpeza gigante em casa. Salve-se quem puder!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Carnaval 2016

Eu nunca aproveitei com todo vigor o Carnaval do Rio. Já fui a uns poucos blocos em anos alternados. Em dois anos viajamos, uma vez para o interior de Goiás, outra para o interior do Mato Grosso do Sul.

Neste ano passaremos aqui. Claudio vai aproveitar os dias quentes para ir à praia, correr, fazer pão, cozinhar uns jantares gostosos para nós dois. Eu, na maior parte do tempo, estarei aqui, à frente deste Dellzinho terminando minha tese. Agora falta pouco. Bom pelo menos para terminar a minha versão final para avaliação do orientador. Se ele resolver alterar muita coisa, o trabalho talvez ainda leve uns dias para chegar ao fim. Vamos ver.

Nos próximos quatro dias e meio pretendo revisar - novamente - tudo que já fiz, corrigindo algumas abordagens e deixando o texto mais alinhado com o objeto de estudo. Devo também escrever um último capítulo que falta e dedicar algumas horas às considerações finais e à introdução. Depois revisar as tabelas e figuras, dar uma última avaliada nas referências, ver se estão normalizadas e se todas foram realmente usadas no texto. Ainda preciso fechar a lista de siglas e dar uma última checada nos agradecimentos. Ah, sim, escrever o resumo e o abstract.

Tudo isso já está devidamente anotado em uma lista.

Também tenho planos de correr durante estes dias - a academia abrirá praticamente todos os dias em horário de domingo. Quero cozinhar um pouco, preparar algumas quentinhas para as próximas semanas de trabalho. Assim não preciso cozinhar todas as noites, o que sempre acaba ocupando um bom tempo. 

Estou animada!!!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Questão de pesquisa, questão de vida ou morte (da esperança de terminar uma tese)!

Parece que o mundo gira mais fácil quando se tem uma questão de pesquisa.
Sim, a minha vida no momento está voltada para apenas uma atividade. E não, não me importo de ser repetitiva.

Por alguns segundos estou feliz por ter reescrito minha questão de pesquisa, que agora está bem mais próxima do que eu sempre quis desde o começo, mas não me sentia capaz (ou, para dizer a verdade, autorizada pelo orientador) de colocar no papel. É claro que ainda será mexida nas próximas semanas, mas agora será para burilá-la, não mais para mudar toda. Bom, pelo menos é nisso que estou acreditando neste momento. :)

---------------------

Nesta semana duas situações me fizeram pensar que morar no Rio (ou será no Brasil?) não é para iniciantes. Eu às vezes acho que nunca passarei para a etapa seguinte. No meu íntimo eu sei que não quero mudar, não quero perder a minha esperança de que vamos melhorar, que seremos uma nação melhor no futuro. Sei, de qualquer modo, que já me transformei nesses nove anos de convivência com esse estilo "carioca" de encarar a vida e as outras pessoas.

Essa talvez seja uma das razões de evitar notícias, filmes e literatura que mostrem o nosso pior lado. Prefiro seguir com minhas comédias românticas, onde o maior drama da protagonista é saber se ele ligará de novo ou não.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Um pouquinho por dia, todo dia

Como já escrevi em outro post, tenho tido três objetivos diários: trabalho-academia-estudos. Aos fins de semana altero o trabalho para diversão, porque a vida não precisa ser tão difícil.

Todos os dias há alguém que me pergunta se estou muito nervosa com a proximidade da data de defesa da tese. De modo geral, não, não estou nervosa. Tenho feito um pouquinho por dia, todos os dias. Há dias em que o trabalho rende mais. Há dias em que penso no assunto mais do que realmente escrevo, mas esses dias também são bons, pois costumam render anotações para a introdução ou para a conclusão do trabalho. Eu acho até divertido, mas já tenho meia página de anotações para as conclusões. Nem sei se serão mesmo usadas ou úteis, mas estão ali e alegram meu coração.

Tenho pensado na tese em muitos momentos do meu dia. Em alguns sinto medo de escolhas erradas, de interpretações infantis ou de apenas estar repetindo algo já dito. Em seguida, afasto esse pensamento. Se eu cheguei a uma conclusão parecida à de outra pessoa, fiz isso de certa maneira sozinha, sem copiar. Então por segundos acho que nem tudo está perdido, mesmo que tenha que pensar um pouco mais no assunto e tentar ver o problema por outro ângulo, para ver se surge outra solução.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Frio no verão carioca

Faz dois dias que a temperatura não se afasta dos 20 graus, o que, para os padrões cariocas, é bem estranho. Afinal, estamos em janeiro, época de calorão, suor, 40 graus... Pessoalmente, estou bem feliz. É bem mais confortável viver a 20 e poucos graus.

Continuo com meu plano trabalho-academia-estudo. Tem funcionado bem. Amanhã é que não sei como farei, pois a academia vai abrir em horário de feriado - e para mim, infelizmente, não é feriado. Vou ver se consigo fazer uma caminhada em algum lugar aberto da cidade, se a chuva passar.

Em dias de chuva, eu sempre fico imaginando como gostaria de estar em um café charmoso tomando um bom chocolate quente e comendo um pedaço de bolo. Ao lado do café, um livro daqueles que não dá vontade de largar por nada. Das wäre ein Traum. (Isto seria um sonho)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Tudo ao mesmo tempo = nada

Não sei se foi o café que acabei de tomar, mas repentinamente me deu uma vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, talvez bem por isso não conseguindo me concentrar em nada que começo. Deu vontade escutar música, liguei o spotify, mas não consegui ouvir duas músicas. Nesse mesmo instante abri um artigo que havia comedo a ler, mas deu vontade de tirar uma dúvida na web. Aí o Claudio chegou, uma amiga de Floripa me mandou um alô pelo WhatsApp, a mãe me deu notícias sobre seu estado de saúde (ela está internada desde sexta-feira).

Acho que a solução será adotar para agora a prática de definir um tempo para estudar (sem direito a olhar nada mais naquele período), depois um pouco de descanso (para ouvir uma música), mais um tempo para estudar. Assim funcionará melhor.

No fundo, acho que foi porque me dei conta de algo bem importante que ainda falta fazer, mas que será decisiva para a conclusão da minha tese. Isso causa uma emoção, que leva a perder a concentração. :)

Já comecei as minhas buscas de hospedagem para a viagem que faremos no meio do ano. Estou bem empolgada!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Agora sim, um domingo de estudos

Quem disse que consegui me concentrar muito nos estudos ontem? Fomos fazer na rua tudo que tínhamos programado, consegui ir à academia, mas quando voltei já era mais do que hora do almoço. Esperei pelo Claudio,que também havia ido à academia, e no final acabamos voltando para casa só quase às 18h. Almoçamos, compramos café, passeamos um pouco. O tempo passou voando. Consegui estudar por duas horinhas. 

Em nossa caminhada por Ipanema, fomos a uma loja de sapatos. Enquanto Claudio provava um par, eu me distraí acompanhando com o olhar uma senhora pela loja. Ela fez a maior bagunça. Tudo que ela pegava para olhar voltava para um lugar errado. Muito sem noção. Do mesmo patamar desta, só a que na feira de manhã espetou com a unha todas as frutas que tocou. Esta não deve ter noção mesmo de que tudo que ela furou vai estragar mais rápido.

Hoje ficarei a tarde toda em casa estudando. O trabalho está rendendo bem, mas o tempo está ficando cada vez mais escasso. Até o final de janeiro, quero concluir as buscas que tenho que fazer na hemeroteca digital. Durante fevereiro preciso fechar as análises e o trabalho todo. Aí o orientador ainda vai ler tudo. E é aí que mora o problema. Ele não é muito afeito a prazos. Bom, vou deixar para ficar ansiosa com isso quando chegar a hora. Por ora, está tudo bem. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Sábado de chuva

Acordei-me várias vezes durante a última noite e em todas elas ouvi o barulho da chuva. Acho que choveu a noite toda. E continua agora também. Parece haver uma cortina de chuva no horizonte. Eu gosto. Especialmente porque passarei o dia na frente do computador trabalhando em mais uma parte da minha tese.

Quer dizer, preciso dar três saídas, ou quatro. Preciso ir à Feira de Orgânicos. Já havia me arrumado para sair, mas a chuva engrossou. Combinei com o Claudio para ele me levar até ali, dar uma volta e passar para me pegar. Assim não me molho muito. Depois precisamos ir pegar os produtos que comprei na Junta Local. Ainda antes do almoço quero também dar um pulo na academia, para não quebrar o esforço dos últimos dias.

Neste primeira semana de volta à "vida normal", tenho me dedicado especialmente a três atividades: trabalho, estudo e academia. Trabalho e estudo não é muito uma questão de escolha. Trabalhar tenho que ir mesmo. Estudar, não há escapatório, visto que estou há pouco menos de dois meses da defesa. A academia é uma escolha que fiz. Pelo menos durante os próximos 30 dias me dedicarei a isso, mesmo nos dias em que me sentir muito cansada.

A inspiração veio de um vídeo do TED, este aqui. Achei a ideia muito interessante e resolvi tentar. Hoje já vou para o 11º dia de academia. Aos poucos vou sentindo a diferença no meu corpo, mesmo que a balança me diga outra coisa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Balanço 2015

2015 está quase no fim. Ainda faltam dois dias inteiros, que espero durem muito mais do que 48 horas. Afinal estou de férias! Estamos novamente em Punta del Este, lugar em que iniciamos 2015 e resolvemos voltar para uma nova temporada de praia. Tem sido ótimo! Realmente adoramos este lugar, que é tranquilo, mas com ótimas opções de restaurante, ótimos vinhos locais, uma pista de caminhada perfeita com vista para o pôr do sol mais bonito dos últimos tempos.

2015 foi um ano de muitos fins de semana em casa para adiantar a tese. Chego ao final deste ano com mais de 160 páginas redigidas, o que dá certo alento. Ainda falta muito, mas bom caminho já foi percorrido. Terei dois meses bem puxados pela frente. Então estou tentando pegar leve comigo nesses últimos dias, quando a opção tem sido ir à praia, correr pela orla, andar de bicicleta, passear pela cidade e comer e beber bem. Na volta ao Rio terei cinco dias para trabalhar na tese e planejar os 60 dias seguintes.

Neste ano realizei dois desejos adolescentes: assistir ao show do a-ha no Rock in Rio e assistir a De volta para o futuro no cinema. Podem parecer desejos pequenos para quem foi criado em uma cidade grande, mas eu não tinha a menor chance de realizar nem um nem outro onde estava nos anos 1980 e 1990. Foi muito bom! Eu realmente fiquei muito feliz.

Em 2015 consegui fazer pelo menos uma viagem grande, como chamo as viagens ao outro lado do oceano. Visitei a Milena em Paris e ainda passeei um pouco (Bordeaux, Saint Malo, Chartres, Saint Emilion, Lourdes). Foi ótimo. Para 2016, obviamente tenho grandes planos.

Neste ano comprei poucas roupas novas, mas adquiri um número bem grande de livros (para os meus padrões). Foi acontecendo naturalmente. Também ganhei um vale bem gordinho de aniversário, o que me possibilitou a compra de livros desejados. Guardei o Número Zero do Eco para esta viagem. Também li nos últimos dias Os Guinle, sobre a emblemática família carioca (de origem francesa/uruguaia/gaúcha). Ao longo do ano li 35 livros, número que espero superar em 2016. Tive de dedicar muito do meu tempo neste ano à leitura de artigos acadêmicos.

Neste ano vi vergonhosos, quando muito, cinco filmes no cinema. E acho que isso incluindo a trilogia de De volta para o futuro... Pretendo me recuperar em 2016, especialmente depois de março.

Encontrei pouco com meus amigos neste ano, mas foi uma opção. Os estudos de doutorado realmente tiveram prioridade.

Cheguei ao final do segundo ano de meu próximo projeto de vida.


Livro novo e dor de garganta

 Eu não sei explicar bem o porquê, mas tenho uma quedinha por dias nublados. Obviamente, eu adoro os dias de sol, mas sinto uma tranquilidad...