terça-feira, 23 de maio de 2017

Sentimento bom

O semestre já passou da metade e dia a dia vão surgindo mais trabalhos de aula, seja em grupo, em forma de apresentações ou de textos. Hoje mesmo passei pela apresentação de dois. O primeiro, sobre bibliotecas escolares no Brasil, apresentei sozinha. O outro, sobre um software para bibliotecas, em grupo.

Naturalmente estava nervosa.

Eu já aprendi que se ensaiar em voz alta algumas vezes, controlando o tempo e gravando as apresentações, consigo chegar no dia bem preparada. Só que hoje havia o agravante da língua. 

Como a apresentação sobre bibliotecas escolares estava marcada para dia 9 de maio, eu já estava com ela pronto há algum tempo. Então passei as últimas duas semanas lapidando o conteúdo. Na sexta-feira consegui escrever todo o roteiro da apresentação e ontem treinei. 

Como em poucas vezes na minha vida, estou com um sentimento muito bom depois de uma apresentação. E, diferente de sempre, não estou me recriminando se disse algo errado. Confesso que nem me lembro se cometi algum erro gramatical. Hoje estou orgulhosa de mim por ter elaborado a apresentação e tê-la feito em alemão. :) 

Depois da primeira apresentação, sozinha, a outra foi fichinha. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Detalhes do dia a dia



Hoje de manhã fui comprar um café na padaria do supermercado que fica aqui ao lado do alojamento estudantil - um dos pequenos luxos que me permito - e comentei com a atendente que os biscoitos que vêm junto ao café são deliciosos. Em seguida perguntei se eram vendidos. Ela falou que não, que são usados apenas para acompanhar o café e perguntou se eu queria mais alguns. Falei que poderia ter mais um. Ela pegou uma mão cheia e colocou no topo da tampa do meu café. Saí de lá feliz.

Para espantar a solidão dos domingos, ontem fui assistir ao concerto do dia das mães, que foi realizado na Bürgerhaus, que fica aqui pertinho. Saí de casa e em três minutos já estava lá, sentada em meio a senhores e senhorinhas formalmente vestidos. Havia também famílias, mas em maior número eram os casais de idosos. Muitos deles com seus andadores. Cerca de 400 pessoas se programaram para assistir à apresentação no domingo chuvoso. Foi bem bonito. O maestro era muito engraçado. Fiquei feliz por ter ido.

Algo que acho muito legal aqui é que os idosos são bastante ativos, mesmo aqueles com algumas limitações. É bastante comum vê-los com seus andadores (onde podem guardar seus pertences e usar como banco se necessário) por todos os lados. Claro que ter um sistema de transporte que os respeita deve ajudar.

Como em qualquer cidade grande, sempre há mil coisas ocorrendo aqui em Stuttgart. Aqui mesmo em Möhringen, meu pequeno bairro, há muitas associações com programação variada, desde espetáculos até aulas de ginástica, yoga, clubes de leitura... As bibliotecas também oferecem sempre um programação rica e variada. Eu mesma já fui a pelo menos quatro palestras interessantes sobre tecnologia. O Rio, como cidade grande, também oferece muitas coisas, mas aqui acho mais fácil ir, talvez por ser tão fácil se deslocar pela cidade, talvez por me sentir segura.

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Mais cedo li o relato de uma moça, mãe e pesquisadora, que resolveu fazer um experimento no Tinder. É assustador como mulheres que tiveram filhos e agora são solteiras são tratadas por homens. Não acho que tenhamos piorado, pois o machismo sempre existiu. Duro é ver que não há perspectiva de isso terminar, que homens de 20 e poucos conseguem ter discurso de homens das cavernas.

Há também uma enorme falta de empatia entre mulheres, o que acho ainda mais chocante, mas não me surpreendente.

Acabei me lembrando de um episódio que vivi há uns 10 anos. Há muito tempo eu sei que não era por mal, mas logo que comecei a namorar com o C. era comum meu nome ser trocado pelo da ex. Óbvio que eu não gostava disso e isso rendeu algumas chateações, depois superadas. Pior que isso, porém, logo depois de um desses episódios, foi ir a um almoço familiar e ter que ouvir uma amiga da família contar a história de uma moça que se chateava porque a família continuava adorando a ex de alguém e que ela não estava nem aí, pois iria continuar falando sobre ela e usando o nome quando bem entendesse etc. Pode parecer nada, mas lembro de achar aquilo um tanto gratuito. Foi uma falta de empatia com a moça citada e comigo, pois era meio óbvio que minha questão havia sido assunto entre quem comentou e alguém da família.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Para onde agora?

A minha lista de viagens que gostaria de fazer ou de repetir é gigantesca. Tenho destinos para umas cinco vidas, mas há lugares que insistem em sempre se posicionar no topo de lista. A Itália é um deles. É para lá que vou no começo de junho. A sensação que tenho, que sinto no meu corpo, é a mesma de estar apaixonada, quando parece que o corpo emana uma energia sem fim, mais forte e importante do que qualquer outra coisa. O sorriso fica frouxo, meio bobo. Ah, e ainda tem a felicidade. Obrigada, Zero Assoluto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tom Cruise


Finalmente, depois de diversas tentativas frustradas no passado, ontem assisti a Jerry Maguire. Era uma falha no meu currículo de fã inveterada de comédias românticas. (Até tinha mencionado aqui em 2015)

O filme parece ter 15 minutos. Não sei explicar por que fiquei com essa sensação. Só sei dizer que me lembrei do quanto já fui apaixonada pelo Tom Cruise.

Numa das últimas limpezas nos meus guardados na casa da minha mãe, fui obrigada a me desfazer de muitas coisas, inclusive os meus inúmeros pôsters do Tom Cruise. Ai, que dor.

Em Jerry Maguire, ele tem 34 anos. Tão lindo, de roubar realmente o fôlego.

Claro que depois fui dar uma pesquisada na web sobre ele. Apesar de ter enchido a cara de botox, continua bonitão.

Há muitos atores que adorei na adolescência, mas acho que ninguém como Tom Cruise (talvez o Tom Hanks, mas por razões diferentes). Depois a vida nos afastou. Há muitos de seus filmes que nunca vi - ou havia visto, como Jerry Maguire, por exemplo. Acho que a última vez que o vi no cinema foi em Minority Report, cujo lançamento, me diz o IMDB, foi em 2002. (Ao consultar o IMDB, percebi que vi também Guerra dos Mundos, de 2005, no cinema, e Trovão Tropical, de 2008, em DVD),

Estou gostando muito da possibilidade de poder pegar DVDs. As duas bibliotecas que frequento oferecem o serviço e têm acervos muito bons. Peguei Brazil (1985), de que havia ouvido falar, mas também nunca tinha tido a chance de ver. E vi também o alemão Soul Kitchen, um alemão, que passou pelos cinemas cariocas.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Músicas para o coração

Todo mundo tem as suas músicas do coração. Eu tenho as minhas músicas "medicinais". Perhaps love, cantada pelo John Denver com o Plácido Domingos, é uma delas. Assim como praticamente todas as do Zero Assoluto. Se a vida está complicada, escutá-las deixa tudo um pouco mais fácil. :)