quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

-7, mas sensação térmica de -14 graus Celcius

Nem mesmo na nevasca que pegamos no ano passado em Amsterdã fazia tanto frio como fez hoje aqui em Münster. Ao longo do dia até variou um pouco, mas nos poucos momentos em que estive ao ar livre, a média foi de -7, com sensação térmica entre -11 e -14.

Fresquinho! :)

Por sorte não precisei me levantar tão cedo, pois ontem acabou o curso de fevereiro e o de março começará só amanhã, mas tive de sair de casa para trabalhar. Então, não teve jeito. Tive que encarar!

A cada dia frio, a cada dia em que posso estar num apartamento com calefação, fico um pouco revoltada com a nossa precariedade no Brasil. Mesmo quem tem muito dinheiro na região sul passa frio. Pode ter uma casa linda, uma sala com lareira, mas ainda são bem raras as casas com calefação. E isso faz uma diferença.

Torcer para março começar gelado e ir esquentando...

Como já vi muitos filmes que se passam no inverno, às vezes parece que estou dentro de um filme. Ainda mais quando vejo a neve caindo e estou escutando alguma música.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Volta à programação normal

Nos últimos três meses e dois dias, fiz algo que não costumo fazer: me expus. E bastante. Normalmente sou bem reservada e, apesar de ter longas conversas com minhas amigas mais próximas, nunca fui de ficar falando muito de sentimentos íntimos. Simplesmente não gosto de ser o centro das atenções. E ponto.

Aprendi, com essa experiência, que o melhor é se manter fiel à essência do que somos. Há bem poucas razões que justifiquem alterar isso.

Talvez, na minha mistura de ingenuidade e mágoa (por me sentir machucada), esperasse empatia. E tive muita! Justamente das pessoas que sempre estiveram próximas, da meia dúzia de amigas que sempre estiveram e sempre estarão ao meu lado. Com quem eu já dividia o que achava importante, fossem alegrias ou tristezas.

Das demais pessoas, obtive desinteresse, julgamento, empatia zero. Algo que neste momento, especificamente, é tudo que não preciso.

Como tudo, foi uma ótima lição. Sempre há um lado bom em tudo.

'Bora gastar tempo com o que vale a pena e com quem me faz/eu faço sentir-me/-se bem.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Recomeço

Quem tem um PC, sabe que não estamos livres das constantes atualizações da Microsoft. Se por um lado é bom ter o computador sempre em dia, por outro é terrível ficar à mercê dos problemas que essas atualizações implicam.

Na quinta-feira passada eu fui vítima de uma dessas atualizações. Parecia tudo normal, mas descobri que algo de errado tinha acontecido quando tentei ligar novamente o computador. Depois de quase uma hora de atualização, havia apenas uma mensagem insistente na tela: "O Windows não pôde concluir a instalação. Para instalar o Windows neste computador, reinicie a instalação".

E para resolver isso?

Foram dois dias de tentativas. Era relativamente simples, mas precisava ter acesso a outro computador para baixar o arquivo necessário para reparar o sistema. E quem disse que isso é fácil? Ainda mais quando o arquivo é .exe e precisa ser manipulado antes de ser inserido no seu computador com problemas.

Depois de tentar no computador do trabalho e da biblioteca pública, acabei achando um cybercafé que permitiu tal operação. Duas horas e 5 euros depois, tudo havia voltado quase ao normal.

Sim, o computador estava funcionando novamente, nem um arquivo havia sido perdido, mas todos os programas baixados desde a aquisição do computador haviam sido apagados. Pelo menos o programa de restauração faz o favor de listar tudo que foi deletado.

Assim, hoje estou instalando novamente skype, chrome, dropbox, spotify etc.

O lado bom de tudo isso - sempre há um - é que estou podendo fazer uma limpeza, baixando somente o que realmente uso. Há muitos programas que baixei e nunca mais mexi.

Ou seja, para o bem ou para o mal, tudo sempre tem um lado positivo. 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Um pouco de Münster

Faz pouco mais de um mês que cheguei a Münster. Gostaria de ficar aqui para sempre. Que cidade agradável!

Münster nao é muito grande. Quer dizer, para alguém de Esmeralda, é enorme! Para alguém do Rio, bem pequenininha. Eu acho que é do tamanho ideal. Münster tem 300 mil habitantes, sendo 58 mil estudantes universitários. Há 25 mil estrangeiros de mais de 150 países. No dia a dia, dá para comprovar que somos muitos, pois é possível ouvir muitos idiomas diferentes. Algo que nao era tao comum na Alemanha de 1999, mas que agora é o padrao.

Moro em um bairro afastado, pequeno, que tem duas farmácias, uma pequena livraria, uma igreja, quatro ou cinco restaurantes, dois supermercados, uma associacao esportiva e um correio. Deve ter mais coisas, mas isso foi o que notei em uma caminhada por ali.

Ainda está muito frio (é inverno, afinal de contas!), por isso nao me aventurei muito pela cidade. Imagino ter bastante tempo pela frente. Espero, pelo menos.

Uso ônibus todos os dias, pois meu curso fica no centro. Os ônibus sao a principal forma de transporte público em Münster. Funcionam bem, com regularidade. A menos de 50 metros da porta de casa, tem uma parada. O ônibus passa aos 7, 27 e 47 minutos de cada hora. É bem prático. Os ônibus têm lugares para bicicletas, carrinhos de bebê e carrinhos de idosos, além de cadeiras de roda.

Os idosos bem idosos costumam andar com esses carrinhos, que sao ao mesmo tempo cadeira, andador, cesta para colocar coisas. Acho uma ótima ideia. Eles ganham mais seguranca e mobilidade.

O meu prédio é composto por apartamento bem pequenos, ideiais para uma pessoa. É silencioso e tranquilo. O bom é que tem uma lavanderia coletiva, ou seja, por algumas moedinhas é possível lavar e secar as roupas. Para mim, uma ótima opcao.

Meu único problema até agora, mas que estou prestes a resolver, é o acesso limitado à internet. O apartamento nao tem conexao com a internet e, como nao sei quanto tempo ficarei, nao posso fechar um contrato longo para ter internet ilimitada.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Tudo é perfeito

"Tudo é como tem que ser, tudo é perfeito."

Acabei de ler esta frase em um site qualquer. No final, é o que penso já há algum tempo. Pode ser dolorido a princípio, mas em algum momento compreendemos por que temos de passar por determinadas situações.

2018 começou muito mais tranquilo e legal do que 2017. 

Estar em um lugar seguro, faz toda a diferença. Münster é uma cidade limpa, arrumada, segura. Não conheço tantos lugares na Alemanha, mas entre os que conheço, esta cidade de porte médio na região noroeste parece simplesmente perfeita. As pessoas são educadas e gentis. Tudo parece funcionar (apesar de um ônibus ter atrasado bem no dia em que não poderia :) )

Ainda não sei quanto tempo ficarei por aqui, mas certamente até o fim de março.


Levar a vida sem um planejamento muito rigoroso é um desafio para quem gosta de saber sobre cada passo adiante. Não deixa de ser um desafio - e como diz o Barney Stinson: "challenge accepted!". 

Paz

Sábado, enquanto esperava alguém chegar para abrir a porta do centro de eventos da igreja luterana onde realizamos nosso café da manha, está...