domingo, 11 de dezembro de 2016

Revisando 2016

Pelos meus cartões de Natal, sempre pude avaliar como haviam sido meus anos. Costumo escrever que foram anos bons, com bons momentos, felizes. Acho que pela primeira vez em minha vida tive um ano realmente difícil. Posto que completei 40 anos, acho que talvez nem possa reclamar tanto. De qualquer forma, não foi um ano daqueles que sentirei muita saudade.

Apesar de ter passado por momentos horríveis (dentro da minha realidade abençoada), sobrevivi e encerro 2016 com o coração cheio de esperança de que o pior já passou. Agora, diante das escolhas que fiz, tudo ficará bem. Eu realmente acredito nisso. Não controlamos o futuro (tampouco as pessoas), mas podemos trabalhar o presente para que se transforme em um futuro melhor (já as pessoas, podemos simplesmente decidir pela não convivência com aqueles que nos ferem).

Por meses vivi com o coração pesado, sem qualquer vontade de planejar o que quer que fosse. A situação começou a mudar nas últimas semanas. Estou cheia de planos e já com uma grande viagem em vista (e planejamento) - isso me faz ter razões para sair da cama de manhã, o que diante dos sentimentos recentes é bastante coisa.

É claro que 2016 não foi feito apenas de acontecimentos ruins. Houve muitos e muitos momentos em que estive feliz.

Fui à Alemanha em abril, à França em julho/agosto e ao Canadá em outubro. Pela primeira vez na vida fiz três viagens internacionais no mesmo ano, sem contar que comecei 2016 em Punta del Este, no Uruguai. Nesse ponto, foi o melhor ano da minha vida.

Festejei meus 40 anos tendo ao meu lado as pessoas mais importantes da minha vida. Faltaram algumas poucas, mas posso dizer que naquela noite de lua cheia em setembro eu me senti a pessoa mais privilegiada deste mundo. Minha mãe, meus irmãos, minhas madrinhas, a Márcia, a Lisély, a Ju, a Eliane, a Tati, a Gabi, a Julia e tantas amigas e tantos amigos de diferentes fases da minha vida estavam ali junto comigo. Considerando este fim de semana, foi o melhor ano da minha vida.

Consegui passar uma semana na Lapinha em abril, o que foi meu presente (adiantado) pela conclusão do doutorado. Foi uma semana muito especial, cuidando de mim. Na época eu ainda nem imaginava tudo que teria de passar, mas acredito que ter tido essa vivência me ajudou mais tarde. Em termos de presente, este foi o melhor que eu poderia me dar.

Concluí o doutorado. Sobre isso, os sentimentos ainda são muito contraditórios. Então, por ora, posso dizer que às 18h do dia 21 de junho senti alívio. E ponto.

Espero que minha memória seletiva lembre-se de apagar os momentos ruins deste ano (como fez com os dos anos passados). Desejo que 2017 me traga tantas razões para me sentir feliz que eu simplesmente não tenha nem tempo de me lembrar do passado recente.

Obrigada ao Zero Assoluto e ao kindle, por me distraírem alegremente da realidade diversas vezes.

No mais, agradeço ao meu anjo da guarda pelas incontáveis horas extras.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Semana pesada pra caramba

Como já escrevi um tempo atrás, eu não gosto de colocar a culpa em um ano, pois em um ano inteiro acontecem tanto coisas boas quanto coisas ruins, mas deve admitir que 2016 parece ter vindo disposto a mexer com nossos sentimentos. Esta semana foi difícil!

Desejo que a próxima seja melhor e que este último mês seja mais leve e feliz.



sábado, 19 de novembro de 2016

Seis semanas para 2017

Este ano foi tão cheio de tudo, mas ao mesmo tempo parece ter passado tão rápido. Sei que é um clichê irritante dizer que os dias passaram voando, pois na prática o tempo passa do mesmo jeito sempre, mas de repente faltam apenas seis semanas para terminar este ano. Incrível como isso pode modificar até mesmo nosso ânimo. Estou cheia de planos, de novo.

Até o último dia de 2016 tenho três pequenas viagens agendadas: uma de trabalho; uma para fazer as provas de Biblioteconomia na UCS; a última para participar de um casamento. Há muito tempo não encerro o ano já com uma viagem prevista para o ano seguinte. Eu sei que farei algumas, mas até agora não tenha uma passagem comprada para 2017.

Quem sabe isso muda dentro dos próximos dias. Mal sehen... 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Anotações


Ah, Canadá, que saudade.
Chove lá fora. Véspera de feriado. Dia tranquilo no trabalho, mas completamente abarrotado de tarefas. No final do dia muitas com um sinal de "feito" ao lado, o que dá um pequena satisfação. Pipoca para encerrar a tarde. Zero Assoluto com vídeo novo. Música alta. Um pouco de felicidade na melhor companhia. Livros novos à espera. Apaixonada pelo kindle, ainda mais. 14 livros nas últimas semanas. Historinha de amor para iluminar um dia nublado. Saudades do Canadá e da Itália. Qual seria o melhor destino agora? Chokito. Arrumação. Trabalhos de aula. Leve pânico ao pensar nas provas, mas alívio por serem apenas mais quatro semanas. Ufa! 2016 não foi para iniciantes, mas o que não mata, fortalece, dizem. Perspectiva de uns dias de folga. Só falta decidir quando. Vontade de sair por aí, logo.

Ah, o futuro!

Dizem os entendidos que devemos aproveitar o hoje, viver o presente, intensamente. Ah, mas quando o presente sucks, o que resta mesmo é pensar no futuro - e começar a planejá-lo. De repente, all'improvviso, a vida enche-se de planos novamente. Como isto é bom!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Viagens de trabalho

Uma colega de trabalho está grávida, o que tem me feito fazer algumas viagens. Depois de uma a Vitória em outubro, estou fazendo esta outra, a Salvador, agora em novembro. Eu adoro viajar, mesmo quando não se consegue ver muita coisa do destino, como é o caso agora.

Nessas viagens de trabalho sempre preciso fazer uma palestra sobre estudar e pesquisar na Alemanha e fazer atendimentos individuais no estande Research in Germany, a marca criada pela Alemanha para divulgar suas ofertas acadêmicas e científicas. No final, ficamos fechadas em um centro de conferência. A única opção é uma saída à noite, para jantar, mas nessas ocasiões nem sempre é possível compreender a cidade que se está visitando.

Vou precisar voltar tanto a Vitória quanto a Salvador com mais calma e uma programação turística.

sábado, 5 de novembro de 2016

Fascinação por dias nublados

Diz a música da minha conterrânea Adriana Calcanhoto que cariocas não gostam de dias nublados. Mais uma prova de que não sou e nunca serei carioca, pois adoro dias nublados e chuvosos, como hoje. Gosto tanto de estar em casa quanto de estar na chuva.

Eu acho que não tenho tantas lembranças assim de quando era muito pequena, mas algumas das poucas ocorrem em dias chuvosos. Lembro-me de brincar com o Cássio e os amigos dele de fazer barquinhos de papel e de soltar onde a calha da casa despejava a água que vinha do telhado. Lembro-me de passear de gaiota com o Cássio e a Fernanda. Nós duas dentro de uma fechada artesanalmente e o Cássio a empurrando abaixo de chuva. Lembro-me de gostar de ir à casa da dona Eva nos dias de chuva, só para ver os pequenos riozinhos que se formavam no terreno da esquina, que não tinha casas na época. Lembro-me também de gostar de ler e de ver filmes em dia de chuva, concentrada nessas atividades, mas com o barulho de chuva ao fundo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

All'improvviso

De repente a vida parece que pede mudança, pede movimento, pede para que algumas situações cheguem ao fim. Mesmo que se planeje quase tudo, que se tente prever o que virá em seguida, há momentos que parecem ser movidos por uma força involuntária, nos tornamos meros espectadores de nós mesmos. Já vivi esse sentimento/sensação outras vezes na vida. Acho excelente. E acho ruim ao mesmo tempo. O certo é que nem sempre tudo fica como está.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Seguindo

Quando estou andando pela rua, fico imaginando vários posts. Quando chego em casa ou estou perto de algum computador, parece difícil até organizar as frases de forma coerente. Vai entender...

Tenho lido bastante nas últimas semanas. Ganhei um vale-livros de aniversário das minhas colegas de trabalho. Então aproveitei para comprar vários e-books. Confesso que dos nove comprados, já li sete. Estou na metade dos outros dois. Um deles é um que estava na minha lista há anos: "O livro do Desassossego", de Fernando Pessoa. Muita gente diz que esse é o seu livro de cabeceira. Talvez porque dê vontade de ler muitas outras coisas enquanto se está lendo-o. Não me leve a mal, mas é que tanta reflexão que às vezes é preciso dar um tempo e ler algo mais leve. De qualquer forma, estou gostando. Vou lendo aos poucos.

Os outros livros são histórias bobinhas, de amor, livros de mulherzinha. Leio-os em um ou dois dias. Acho que foram feitos para isso mesmo. Serem uma leitura leve, sem grandes pretensões. Dois deles me acompanharam na viagem ao Canadá, quando percorremos muitos quilômetros de ônibus. Foram ótima companhia. Um deles era bem bonitinho: A vida do livreiro A. J. Fikry, de Gabrielle Zevin. Cada capítulo é iniciado com uma indicação de livro para a filha.

O clima no trabalho anda bem esquisito. Tem horas que dá vontade de tirar a poeira de antigos sonhos e pular fora.

Com essa prática de ler durante várias horas por dia, parece que toda cena que vejo na rua foi retirada de um livro. Tolinha eu, na verdade acho que ocorre sempre o contrário.

Viajei ao Canadá. Voltei apaixonada. Que lugar incrível e olha que tive apenas uma visão bem superficial, pois fiquei apenas 10 dias. De qualquer forma a primeira impressão foi espetacular. Tenho planos de voltar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Desapego

Fiz uma nova tentativa. Reabri uma das caixas que trouxe da casa da mãe. Na outra vez, após pegar um caderninho com resumos de livros, não tive coragem nem de olhar o resto dos guardados. Hoje fui um pouco mais corajosa.

A caixa é composta por agendas dos anos 1990, dos últimos anos em Esmeralda e do período de faculdade. Dei apenas uma espiada. Diria que é pura vergonha alheia - se não fosse a mais pura vergonha própria. :) Não que eu tenha amadurecido tanto, mas... nossa, como eu escrevia sem qualquer sendo de ridículo.

Contém ainda cartões dos mais variados e cartas de diversas pessoas. Consegui colocar algumas no lixo - com as fotos da outra caixa foi mais fácil, mas as letras sempre têm um significado maior pra mim. Nunca é fácil, mesmo que a pessoa que me escreveu nem faça mais parte da minha vida hoje. Algumas lembranças são boas demais para virarem papel reciclado, sei lá...

Agora pelo menos já sei o que tem ali e numa próxima vez talvez tenha a coragem de colocar alguma ordem, digitalizar as cartas das melhores amigas e descartar outras. Tirando os livros e gibis que tenho na casa da mãe atualmente, tudo o mais que tenho está aqui no Rio, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Na casa da mãe eu não precisaria me preocupar em diminuir minhas "posses", elas poderiam ficar lá guardadas para sempre.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Memórias do coração

Existem algumas cenas que ficam guardadas na memória de maneira mais especial que outras.

Uma delas me vem à mente sempre que escuto Sweet Caroline, do Neil Diamond, por exemplo. Eu já tinha ouvido esta música antes, mas foi a partir da minha noite de despedida de Las Vegas, cercada dos amigos que tinha feito naqueles meses, que ela passou a fazer parte das minhas lembranças mais queridas. Quando foi cantada por alguém em um karaokê qualquer em que fomos parar, o bar inteiro cantou o refrão. Sinto uma alegria ao pensar na cena. Antes de irmos para lá, os mesmos amigos haviam preparado um jantar. Um fez uma paella, outra fez guacamole, outros ofereceram a casa, um trouxe uma tequila. Lembro-me de estar encostada em um armário da cozinha observando aquelas pessoas que haviam surgido na minha vida somente algumas semanas antes e que estavam sendo tão amáveis se reunindo naquela noite para se despedir. Lembro-me que me senti bem especial.

Este último fim de semana também tem tudo para entrar para as memórias mais especiais. Pela primeira vez na vida - e talvez a única, quem sabe - reuni em um mesmo ambiente as pessoas mais importantes da minha vida nos últimos 40 anos. Havia ali quem me viu nos meus primeiros dias, quem me conheceu ainda no jardim de infância, no colégio, na faculdade, nos diferentes trabalhos, no mestrado, no doutorado ou aqueles que me foram apresentados por amigos. Ao longo desses anos todos muitos já se conhecem, criaram vínculos próprios e acho que essa é uma das maiores alegrias que eu poderia ter. Não consegui ficar todo o tempo que gostaria com cada um, mas vê-los reunidos deu um calorzinho no coração. Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter escolhido. Assim como na longínqua noite de 2005, eu me senti bem especial.

E me sentir especial, neste ano inóspito e com surpresas tão desagradáveis, foi um alento.

sábado, 10 de setembro de 2016

Encruzilhada

Há momentos na vida em que parece que estamos numa encruzilhada. Às vezes há muitas opções de caminhos. Noutras apenas dois. Talvez este seja o caso mais difícil, escolher entre norte ou sul, pegar ou largar, ir ou ficar...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Por que assim?

Amanhã fará um mês de tanta coisa. Uma velinha ao santo protetor que nunca falha. Estudos de aula. Arquivos perdidos nos esconderijos do computador. Uma viagem de trem. Confirmações, mas surpresas. Novos cenários. Uma lista de planos. Introspecção. Decisões a serem tomadas.

sábado, 3 de setembro de 2016

Zero Assoluto

Dia desses fiquei sabendo por acaso que o Zero Assoluto tinha lançado uma nova música. Eu estava meio desligada durante as férias. Foi uma boa surpresa! Gostei muito de Eterni, assim como das outras duas apresentadas neste ano: Di me e di te e Una canzone e basta.  

Se há algo neste mundo que eu gostaria de fazer muito é assistir a um show do Zero Assoluto. Uma pena que eles fazem shows apenas na Itália e por ora não tenho nenhum plano de viagem à Europa.

Eu me liguei a eles depois das férias passadas na Itália em 2010. Alguns meses eu havia assistido a Cartas para Julieta, uma comédia romântica fofinha que se passa na região de Verona. Por acaso naquela viagem passamos por Verona e durante nossa viagem de carro eu reconheci uma das músicas da trilha: Per non dimenticare

Tão logo voltei para casa passei a ouvir o Zero Assoluto sem parar e a acompanhá-los no YouTube e no Facebook. Matteo Maffucci e Thomas De Gasperi são duas figuras. Volta e meia eles entram ao vivo no Facebook. Porém, desde que tirei o aplicativo de meu celular não tenho mais visto, mas várias vezes acompanhei a conversa espontânea dos dois. E até ganhei um alô ao deixar meu nome nos comentários.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Inferno astral

Tudo bem ter que enfrentar o inferno astral, mas ele não precisava ter começado em fevereiro. Uma coisa é ter que lidar com contratempos durante um mês, outra é ver-se obrigada a conviver com sentimentos contraditórios durante meses, longos meses. Estou realmente cansada, contando os dias para que seja isso mesmo, apenas uma sensação ruim pré-aniversário, que vai passar depois do dia 20. Mal sehen, como dizem em alemão.

Esperei tanto por este ano, estava tão animada em comemorar meus 40 anos, fiz tantos planos, mas parece que era para ser mais um ano de provações do que de comemorações. Está pesado e eu estou tão sozinha. Talvez eu devesse ser mais generosa com minha amigas, tão dispostas a me ouvir, e dividir as angústias, mas quem mandou ter nascido assim. Sofro sozinha, dissimulo, no final acabo ficando bem por conta própria. Espero que desta vez não demore, pois está bem difícil.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fim! Acabou!

Nem eu aguento mais este assunto, mas hoje, depois de meses/anos de envolvimento, terminei meu relacionamento com o doutorado. Fiz o depósito da tese. Pronto! Fim! Agora posso curtir o resto da minha vida, sem este pesado compromisso.


sábado, 27 de agosto de 2016

10 anos

Hoje completo 10 anos morando no Rio. Às vezes acho que continuo igual àquela pessoa que chegou ao Rio naquela manhã de domingo na rodoviária. Outras vezes vejo uma pessoa completamente diferente, para o bem e para o mal.

Pensei em escrever um post longo sobre a data, minhas lembranças, o que mudou... De manhã cedinho fiquei me lembrando dos últimos dias em Florianópolis, da viagem de vinda, da expectativa de começar uma nova vida, mas acho que estou numa fase tão estranha no momento. Este post virá mais tarde, daqui a alguns dias.

sábado, 13 de agosto de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Programação de férias

Depois de tantas semanas de espera, eis que as férias estão chegando. Que felicidade!
Nada me deixa mais feliz do que uma viagem. Pelos próximos 30 dias me dedicarei de corpo e alma a mais uma delas. :)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

BiblioMaison

Compartilho uma sugestão de biblioteca bacana para se conhecer no Rio de Janeiro. Nesta semana, para realizar o trabalho de Unidade de Informação, disciplina do prof. João, visitei a BiblioMaison, que fica no espaço da antiga Mediateca da Maison de France, no centro da cidade.

Foi uma bela transformação. O espaço ficou lindo e muito agradável. Os livros nas estantes seguem a CDD, mas há bastante material no salão central para se ler descompromissadamente nos sofás confortáveis. Num futuro próximo a biblioteca contará com um café.

A BiblioMaison fica no 11º andar da Casa de Europa (ex-Maison de France), que abriga os consulados da França e da Alemanha (e é vizinho do da Itália), na Avenida Presidente Antônio Carlos, 58.





















quinta-feira, 23 de junho de 2016

E não é que passou?

Depois desses meses todos de angústia, finalmente chegou o dia da defesa do doutorado. Foi na última segunda-feira, dia 20. 

Tudo ocorreu muito rápido nas semanas finais, ou melhor, nas primeiras semanas do mês de junho. Quando o mês virou, fiquei no pé do meu orientador para marcarmos logo esta defesa. 

Amanhã estou viajando para o RS, depois para férias longas e não queria ter que resolver isso somente na volta. 

Acho que ganhei pelo cansaço. E também pela estratégia montada pelo Claudio, de fazer um cronograma, escrever um e-mail bem elaborado e por aí vai, tudo que uma mente menos estressada com o assunto poderia pensar melhor.

No dia da defesa eu acordei levemente nervosa, mas como tinha uma videoconferência com colegas da Alemanha, minha preocupação foi direcionada para este outro desafio, entender o que estava sendo transmitido em alemão - e eventualmente falar alguma coisa.

Quando a reunião acabou é que comecei a ficar realmente nervosa, mas minhas colegas me acompanharam em um almoço tranquilo, sem pressa. 

Saí com uma hora de antecedência e ainda dei um tempinho entre os gatos da UFRJ antes de ir para o IBICT. 

Fui a primeira a chegar na sala, mas antes conferi se as duas professoras do IBICT estavam lá, pois a professora suplente teve um bebê e não poderia cobrir o lugar de ninguém. Elas estavam. Ufa! Aí foi esperar a chegada de todos. 

Um deles se atrasou, mas já estava a caminho. Começamos com quase meia hora de atraso.

Consegui fazer minha apresentação sem consultar minhas anotações. As perguntas não foram fáceis, mas também estavam alinhadas com o trabalho. Respondi quase todas. Cada um fez vários comentários sobre o texto, a escrita, apontaram pontos positivos e negativos. Minha amiga Angela estava na plateia. Ela levou três colegas da BN. Não deixei o Claudio ir. Estava nervosa demais e quanto menos gente, melhor. 

Depois da banca se reunir, fui declarada aprovada. :)

Não há como expressar o alívio sentido. 



terça-feira, 14 de junho de 2016

Quase quase

Faltam seis dias para defesa do doutorado. Nem estou acreditando. Os últimos dias foram bem corridos. Havia muito a ser feito depois que o professor finalmente me enviou a versão final corrigida do meu texto: entrar em contato com os professores, esperar suas respostas, marcar a data definitiva, imprimir e encadernar as cópias, entregar os documentos, pedir a homologação. Tudo isso já foi providenciado. Agora estou concentrada no fechamento da apresentação. Ainda terei uma última reunião com o orientador. A coordenação ainda aprovar a data. Digamos que emoção não faltou nestes últimos quatro meses. Ô reta final longa!

Gastei uma pequena fortuna na impressão das oito cópias do trabalho. Optei por fazer tudo em uma gráfica aqui perto de casa, pois ficaria mais perto para buscar. Como ainda tinha que fazer uma correções no nome dos professores suplentes, fui encadernando aos poucos. O mocinho da m3print, André, imprimiu tudo e foi encadernando à medida que eu pedia. Fui umas quatro vezes lá gerenciar o trabalho. Deu tudo certo!

- Este é o resultado de quatro anos de trabalho. - Falei animada.
- Trabalho ou estudo? - perguntou ele.
- Os dois, de certa forma.
- Quatro anos para fazer isso? (Eu não sabia se dava uma gargalhada ou se chorava mediante tal pergunta).

Ontem, ao buscar a última cópia, novo diálogo inusitado.
- André, agora você torce para eu passar.
- E alguém reprova?
Apenas pensei: - Espero que não.
Aí ele completou: - Vou torcer para você passar, para vir fazer mais impressões aqui com a gente.

Por fim, ontem consegui entregar a última cópia, para a professora suplente que estava faltando.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Meu (longo) processo de cidadania italiana

Logo depois que eu voltei da Alemanha, comecei a procurar as informações sobre os meus antepassados italianos. Naquela época, ano 2000, a internet era uma novidade superlegal, mas ainda sem muita oferta de conteúdo. Eu nem lembro mais onde consegui as primeiras orientações sobre cidadania italiana, mas lembro-me que ainda nos primeiros meses em Florianópolis escrevi para o Ministério da Justiça para verificar se meu avô havia se naturalizado brasileiro. Felizmente, não. Se tivesse, eu não teria mais direito.

Lembro do dia em que recebi a carta do ministério informando que não constava dos arquivos qualquer informação sobre a naturalização de meu avô. Poderia continuar com minhas buscas. Atualmente este documento pode ser gerado em minutos no site do Ministério da Justiça e Cidadania (link), basta preencher todas as opções do nome do antepassado. É muito comum o nome ou sobrenome ser abrasileirado, como no caso do meu avô que de Vittore passou a ser chamado de Victório.

No início de 2001 fui a Porto Alegre para pesquisar no arquivo estadual do Rio Grande do Sul e na Cúria Metropolitana. Lá descobri uns livros do prof. Mario Gardelin, de Caxias do Sul. Foram as primeiras pistas. Também entrei em contato com a Cúria de Caxias do Sul, que me forneceu a certidão de óbito do meu bisavô.

Nessa altura, cheguei ao máximo de informações que consegui levantar sozinha. Resolvi recorrer a um advogado que trabalhava com cidadania italiana. Como ele é pai de um antigo colega de faculdade, foi fácil obter o contato. Investi R$ 400 e algumas semanas mais tarde receberia a certidão de meu antepassado (facilitou eu saber a província de onde ele veio, informação me passada pelo meu pai quando tive de fazer uma trabalho sobre a família na 7ª série). Naquela época R$ 400 era bastante dinheiro para mim (continua sendo), mas achei que valeria a penas gastá-lo nisso.

Lembro-me que fiquei emocionada ao receber essa certidão, com o nome correto do meu avô, o nome da cidade italiana em que havia sido registrado - Cesiomaggiore, na Província de Belluno, região do Vêneto.

Depois veio a parte mais fácil, mas igualmente trabalhosa. Comecei a pesquisar onde estava as demais certidões. Como o antepassado era meu avô, o número de documentos nem era tão alto, mas mesmo assim... No meu caso foram os seguintes:

1. Certidão de nascimento do avô italiano
2. Certidão de casamento do avô
3. Certidão de óbito do avô
4. Certidão de nascimento do pai
5. Certidão de casamento do pai
6. Certidão de óbito do pai
7. Certidão de nascimento minha
8. Certidão negativa de naturalização

A esta lista eu cheguei mais tarde, naquele início pedi as certidões da avó e da mãe, que não precisava. Fiquei com os registros completos.

Somente quanto tinha encontrado e tinha cópia de tudo fui até o consulado. Isso demorou alguns anos. Eu entrei com meu pedido no consulado italiano de Florianópolis/Curitiba somente em 2003. Por anos acompanhei o andamento. A fila era enorme. Fui chamada depois de 10 anos, mas nem morava mais lá.

A minha troca de residência acabou aumentando a espera em alguns anos. Quando me mudei para o Rio, demorei muito, uns dois anos, para conseguir ter um comprovante de endereço no meu nome. Lembro-me que na primeira tentativa de requerer a cidadania, em 2007, levei o boleto da ESPM, onde eu fazia uma pós. Não servia, tinha de ser uma conta de água, luz, gás ou telefone fixo. Como o Claudio nunca encontrava tempo para trocar uma das contas, num dia a caminho do trabalho descobri onde ficava a Companhia de Gás (CEG). Passei lá e sem qualquer complicação alterei o nome do titular da conta - o mais louco é que o débito em conta continuou no nome do Claudio.

Com esse papel, lá por setembro de 2008 consegui finalmente dar entrada no pedido. Precisei levar apenas o comprovante de residência, cópia da certidão do antepassado e um requerimento que podia baixar da web (em alguns consulado já é necessário apresentar toda a documentação). Pronto! Processo iniciado. Era "só" esperar ser chamada pelo consulado. Se trocasse de endereço (dentro do estado), tinha que avisar.

Os anos se passaram.

Nesse meio tempo, aproveitei para corrigir os erros de registro nas certidões. Gastei mais R$ 1500 para que um advogado entrasse com um processo de correção do nome do meu avô nas certidões do meu pai e na minha. As outras, um primo de Caxias do Sul já havia corrigido. Ah, sim, isso foi algo que vim a descobrir somente alguns anos mais tarde.

Este primo, apesar de não ter direito à cidadania (ele é filho da minha única tia e - injustiça enorme, pois a única certeza absoluta que temos nesta vida é de que nossas mães são nossas mães, já os pais... - existe uma lei que impede o pedido de cidadania a filhos de mulheres nascidas até uma certa data) providenciou vários dos documentos. Ou seja, eu poderia ter pedido aquela certidão de nascimento do avô a ele.

Vez ou outra eu enviava um e-mail ao consulado perguntando como estava a fila. Desde 2013 ou 2014, eles começaram a colocar a lista no site do consulado, o que facilitou. Comecei a fazer uma estimativa de quando seria chamada. Achava que seria lá por 2018.

Só que lançaram uma lei que agilizou o processo: a cobrança de uma taxa. Antes era tudo gratuito. Desde a metade de 2014 passou a ser cobrada uma taxa de 300 euros para registro da cidadania italiana. É claro que muita gente acabou desistindo. Isso fez com que a fila passasse a andar mais rápido.

Assim, em maio de 2015, recebi uma carta avisando que eu deveria entregar toda documentação ao consulado no dia 8 de outubro de 2015. Teria algum trabalho pela frente. Os tais documentos precisavam ter sido pedidos aos cartórios há no máximo seis meses, ou seja, precisaria pedir tudo de novo. Como eu já tinha tudo, foi só pedir uma nova via.

Telefonemas, e-mails, algumas cartas registradas, estresse com o pessoal dos cartórios e mais uns $$$, consegui que (Esmeralda, Vacaria e Passo Fundo) me enviassem as certidões, que ainda precisavam ser autenticadas (e ter as firmas dos escrivães reconhecidas) e carimbadas pelo Itamaraty antes de serem entregues para a tradução. Parecia fácil, mas não foi.

O que eu fiz:
1) pedi todas as certidões aos cartórios, enviando uma carta com minha assinatura autenticada pelo correio.

2) Aproveitei uma viagem ao Rio Grande do Sul para autenticar todas as certidões em um cartório de Porto Alegre. Liguei para vários para saber se eles tinham as assinaturas dos escrivães em seus bancos de dados. Teoricamente, todas estão em um enorme banco de dados eletrônico, mas de fato isso não ocorre. O moço do cartório de Porto Alegre era muito prestativo e atencioso. Avisei quando iria e ele pediu com antecedência aos cartórios de Esmeralda e Vacaria para enviarem por e-mail as firmas. Somente havia dos oficiais de Passo Fundo. Quando cheguei em Porto Alegre, já estava tudo certo, foi só mesmo reconhecer as firmas e autenticar.

3) Liguei também com antecedência para o Itamaraty em Porto Alegre. O escritório não abria ao público às sextas-feiras, mas abriram uma exceção. Em poucos minutos, meus documentos estavam carimbados e prontos. Pelo menos era o que eu achava.

Quando voltei ao Rio, depois de ser alertada por um dos tradutores que contatei, entrei em contato com o consulado para saber se era somente isso. Descobri que tinha que ser autenticado (e ter as firmas reconhecidas) por um cartório daqui do Rio. Poxa vida. E o Itamaraty tinha que ser daqui também.

4) Lá fui eu para um dos principais cartórios do Rio, que fica na Rua do Ouvidor, no Centro da cidade. Lá tinha que haver todas as assinaturas do universo! Claro que não tinha, mas o mocinho do cartório reconheceu a firma dos colegas do cartório de Porto Alegre quando não havia os das cidades menores. Assim, depois de meia hora e mais alguns $$$, saí feliz do cartório em direção ao Itamaraty, também no Centro.

5) A essa altura eu já havia levantado o preço da tradução juramentada e o tradutor (Marcello Scarrone. Aliás, se alguém precisar de um tradutor juramentado de italiano no Rio, não hesite em contratá-lo. É muito profissional.) me alertou para levar ao Itamaraty também a certidão negativa de naturalização. Ainda bem que ele me avisou, pois senão teria de dar mais uma viagem ao Centro.

6) Com uma coleção enorme de carimbos, entreguei todos os documentos para tradução em julho. Quase em agosto, Marcello me entregou tudo certinho.

Aí sim foi só esperar o tão aguardado 8 de outubro. E ele chegou.

7) Bem cedo fui para o consulado. Depois de deixar celular no armário, tirar foto, pegar senha e esperar, entreguei todos os documentos organizados para a senhora do guichê 9. Ela conferiu tudo, viu que estava tudo certo. Junto à documentação entreguei também um comprovante de residência.

8) "Parabéns, você é uma cidadã italiana", ela me disse depois de alguns minutos. Informou ainda que após 180 dias eu poderia pedir o passaporte italiano. Os documentos seriam enviados ao meu comune (Cesiomaggiore) na Itália e tão logo voltassem, dentro desse prazo, eu poderia agendar um horário para fazer o passaporte.

Ou seja, ainda não tinha terminado.

Como eu iria passar o mês de abril fora, pensei em agendar para o início de maio. Quem disse que é fácil agendar um horário no consulado italiano?

9) Descobri em posts de blogs, que a dica é entrar à meia-noite de Roma. Dependendo do fuso, cinco horas antes no Brasil: 19h. Foi o que fiz durantes uns dias. Até que deu certo!

10) A lista de documentos está disponível no site do consulado. Não tem nada de difícil. Fiz as fotos 3x4 num dia que estava de bobeira na rua, preparei as cópias dos outros documentos e lá fui eu. Processo rápido e simples. O meu maior medo era os documentos ainda não terem voltado da Itália, mas realmente depois de 180 dias eles estavam já de volta ao consulado. Com isso certo, a moça só me perguntou quanto eu media e a cor dos meus olhos. Conferi se estava tudo certo. Uma semana depois era só buscar o passaporte.

11) Desta vez foi mais fácil até para entrar no consulado, bastou apresentar o recibo. Ah, sim, o passaporte é pago, 116 euros. Para pegar o documento, basta entrar na fila de retirada de documentos. Hoje o consulado estava cheio! Demorou um pouco, mas no final da manhã eu já tinha meu tão esperado passaporte italiano nas mãos. :)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vitória

Hoje estou em Vitória, Espírito Santo. Esta é a segunda vez que venho passar um dia aqui, mais especificamente um dia no campus da Universidade Federal do Espírito Santo. A razão é a mesma de julho de 2013: aplicar testes de alemão.

A primeira turma já concluiu. Alguns saem meio tristes da prova. Outros, animados com a nota. O último quase chorou de emoção ao conseguir a nota que permitirá concorrer a uma bolsa de estudos. Eu quase chorei junto. Não sou de chorar em público, mas estávamos só nós dois na sala.

À tarde farei uma palestra. Eu já nem sei mais quantas já fiz. Eu não gosto de falar em público. Só que já falei tanto sobre a Alemanha que isso não me assusta mais. Uberlândia, Uberaba, Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Ijuí, Cerro Largo, Santo Ângelo, Passo Fundo, Recife, Belém, Manaus, Natal, Seropédica e Rio de Janeiro. Acho que me lembrei de todos os lugares. Acrescentarei hoje Vitória.

Tudo isso é bom para me distrair do que provoca esta dor no meu pescoço: a falta de qualquer consideração do meu orientador por mim. Eu não sei se ele lê meus e-mails, mas sei que não abre minhas mensagens no WhatsApp, apesar de acessar o aplicativo várias vezes ao dia. Nunca é fácil lidar com o desprezo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Eu, a mais intolerante de todas

Eu realmente não sei onde nossa intolerância, impaciência e certeza de que só o que pensamos está certo irá nos levar. Confesso que tenho medo de saber.

Ontem um ator caxiense se matou. Eu o conhecia de nome, talvez o tenha encontrado uma vez ou outra quando morava em Caxias do Sul. Talvez não. De qualquer modo ele era amigo de ex-colegas de faculdade e de jornal. Pois bem, fiquei sabendo que ele havia se matado por um post no instagram. 

Estou desde novembro de 2015 acessando muito pouco o Facebook. Mais para ler as mensagens que minha mãe me manda por ali ou para ver alguma coisa quando sou marcada. Tirei o aplicativo do meu celular. 

Realmente estava começando a ficar muito incomodada - e julguei que não precisava gastar meu tempo sendo incomodada por coisas que nem estavam diretamente ligada a minha vida.  

Porém, agora que estou mais livre, resolvi tentar voltar aos poucos, mas já vi que não vai dar.

É um problema meu, mas a intolerância - independente do assunto - me agride. Eu também sou intolerante com muitas pessoas e muitos assuntos, não estou acima do bem e do mal. De qualquer forma, estou muito assustada com o nosso comportamento.

Ninguém pode lamentar a morte de um amigo ou expressar solidariedade por nada sem ser rapidamente taxado de hipócrita ou qualquer outra coisa ruim no mesmo nível.

Estou cansada. 

Curiosamente a mesma pessoa que chamou muitos de hipócritas por estarem chorando por Paris e não Mariana em novembro (o que me ajudou a deixar o FB de lado) foi chamada de hipócrita agora porque fez um post de despedida ao amigo suicida - para os "não-hipócritas" ninguém estendeu a mão para ajudá-lo e agora quer se vangloriar por ser seu amigo". Ou seja, se você não for "hipócrita" em um tema, será bem loguinho em outro. Não temos saída. Não que eu ache que todo mundo "acerta" sempre, mas ter que viver pensando no que os outros irão pensar é muito estressante. 

Por isso, acho que os seis meses longe do FB foram acertados e deverão ser mantidos. Não vou extinguir meu cadastro, pois posso usar a rede para coisas pontuais, como meu grupo de Biblioteconomia, mas ler tudo que vier na timeline realmente não é mais para mim, para o meu bem. Acho que me poupar da opinião de todos sobre tudo é a melhor saída. Serei eu a mais intolerante de todas, não mais serei tolerante ao uso do meu tempo com coisas que não valem a pena.

sábado, 28 de maio de 2016

Preguiça danada

Eu gosto de dormir à tarde. Diferente do que ocorre com muitas pessoas, que ficam se sentindo mal depois de um soninho no meio do dia, eu acordo feliz. Noto, porém, que com o tempo preciso de mais minutos de sono para acordar renovada. Antigamente se eu dormisse uma hora estava ótima depois. Agora preciso dormir pelo menos duas horas.

Hoje acordamos tarde, tentamos tomar café em uma padaria nova do bairro, mas estava lotada - como tudo que é novo, bom e diferente. Acabamos indo tomar café quase na hora do almoço no Zona Sul. O plano de ir à padaria fancy e na feirinha de orgânicos acabou indo por água abaixo. Acabamos comprando ingredientes no Hortifruti mesmo para o almoço que faremos amanhã para duas pessoas queridas e seus filhotinhos.

À tarde me bateu um sono. E olha que hoje nem tomei o remédio para o torcicolo (que ainda está por aqui firme e forte) que costuma dar um sono danado. Enquanto o Claudio foi cortar o cabelo, aproveitei para dar uma dormidinha. Foi bom. Logo depois ele chegou com nosso almoço. Esta é uma das vantagens do cabeleireiro ficar no Largo do Machado. Almoço árabe garantido. E como gostamos das comidas da rotisseria da Galeria Condor.

Depois, já desperta, aproveitei para colocar coisas em ordem. Impressionante como sempre há algo a ser arrumado. Não tem fim nunca a função doméstica.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Nova viagem à vista

E eis que de repente faltam apenas 46 dias para a próxima grande viagem de férias. :)

Hoje reservei o último local onde nos hospedaremos. Os demais já estão certos e pagos, o que sempre me deixa bem feliz. Também reservei um curso que o Claudio irá fazer. O meu já está certo há semanas. Ainda falta pesquisarmos mais sobre os lugares que visitaremos, comprar mais duas passagens de trem, o que estou esperando um pouco, pois ainda estamos vendo se vale mais a pena alugar um carro ou recorrer mesmo a scnf.

Até lá ainda preciso defender meu doutorado, terminar mais um semestre de aula, deixar tudo concluído no trabalho e terminar a grande arrumação que estou fazendo em casa.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dias vazios

Há dias que são cheios de atividades, mas assim mesmo podem ser considerados vazios. São aqueles dias de pouca fé, pouca esperança, ruídos no coração e descrença de que alguma coisa vai dar certo nesta vida. Hoje foi um dia assim. Pelo menos até agora, 19h14. Quem sabe melhora.

Já faz cinco dias que estou sentindo dores no meu pescoço.Mesmo com remédios e sessões de fisioterapia, a dor parece não querer ir embora - e eu nem sei o que a causou. É uma dor que paralisa.

Passaram-se oito dias desde que enviei o texto da tese corrigido para o orientador. Sinceramente, depois da defesa e da entrega final, quero esquecer esta pessoa por um período bem longo. Bem longo.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Alimentação saudável

Semanas atrás a Milena me enviou um link (www.cnph.embrapa.br) sobre hortaliças. Finalmente consegui olhar com calma. Trata-se de uma ótima fonte de informação sobre alimentação, com detalhamento sobre 50 hortaliças. Gostei muito da dica.

No site é possível baixar o Guia Alimentar para a População Brasileira, um excelente material sobre alimentação, mas não só.



terça-feira, 17 de maio de 2016

Lapinha spa - outras impressões

Tudo é muito limpo e organizado na Lapinha. Os funcionários são supersolícitos, o que atribuo a uma característica natural os moradores dessa região do brasil e ao treinamento que deve ser feito também com muito cuidado.

Sobram atividades para serem feitas ao longo do dia, mas cada um é livre para escolher o que quiser. Se resolver passar o dia descansando em um dos muitos ambientes agradáveis disponíveis, tudo bem.

As instalações são bonitas, confortáveis. Há uma casa principal, onde ficam a recepção, o restaurante, os quartos. Não muito distante, estão a clínica (onde se faz as massagens, tratamentos estéticos e consultas médicas), a piscina térmica e a academia. Há ainda uma piscina externa com água aquecida. Aproveitei o máximo que pude, mas confesso que poderia ter usado alguns lugares um pouco mais.

No pacote de sete dias estão incluídas três massagens e um tratamento estético. Escolhi com cuidado as massagens que iria fazer ao longo da semana. Foram três excelentes escolhas, uma com pedras quentes, outra chamada "massagem do tecido conjuntivo" e uma um pouco mais forte que uma massagem relaxante. Aproveite também para fazer uma limpeza de pele. Tudo excelente.

Durante os dias na Lapinha escolhemos, o médico e eu, uma dieta de 850 calorias, pois eu queria dar um empurrãozinho no processo de emagrecimento. Depois de sete dias, emagreci 2,2kg. Nas duas semanas seguintes, em casa e cuidando da alimentação dentro das minhas capacidades, foram mais 800 gramas. Estou me sentindo bem melhor. Eu não sou gorda, mas entendo que se for achando normal ter dois ou três quilos a mais daqui a pouco estarei com muitos quilos além do que deveria. E isso não quero de jeito algum. Pretendo perder mais um quilo para ficar no peso que considero adequado. Para isso tenho um mês e meio, que é o tempo antes da próxima grande viagem.

Eu sinto falta das caminhadas matinais, dos chás deliciosos que podíamos tomar à vontade ao longo do dia e das sopas supersaborosas que comíamos todas as noites. Ontem mesmo fiz uma de brócolis para matar a saudade. :)

O preço da Lapinha é alto, mas acho que vale cada centavo investido. Espero voltar em 2017 com o Claudio.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Lapinha Spa - primeiras impressões

Depois de um voo supertranquilo e rápido, cheguei ao aeroporto de Curitiba, onde o senhor Carlos me esperava. Depois de aguardar por uma outra hóspede, percorremos os 86km até o Lapinha spa.

Nem bem chegamos, já fomos convidadas a almoçar. No domingo o almoço é sem dieta, seja ela qual for. A comida estava saborosa. Primeiro um figo, depois uma salada farta, o prato quente (nhoquete de pinhão, com beterraba cozida no suco de uva e palmito feito com ghee) e sobremesinha (bolinho de limão com calda de frutas vermelhas). 

Em seguida deixei minhas coisas no quarto e fui fazer a consulta médica, que levou uns 40 minutos. Primeiro uma enfermeira tira peso e medidas. Depois vem a conversa com a médica. Feito isso, fui agendar as massagens que estão incluídas no pacote de uma semana. 

Antes de pensar em fazer outra coisa, a simpática mexicana Sandra me levou para conhecer todas as dependências da Lapinha, lugar amplo e todo bem cuidado.

O dia transcorreu tranquilo. Consegui até relaxar um pouco antes do jantar, no belo jardim próximo à recepção. À noite, após o jantar, tivemos uma apresentação de boas vindas e a primeira das palestras da semana especial sobre Life Coach. 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Na Alemanha

A minha temporada alemã está quase chegando ao fim. Na primeira semana participei de um seminário para funcionários "antigos" que trabalham em outros lugares que não a Alemanha. Foi interessante, conheci colegas de pelo menos 21 lugares diferentes do planeta, reencontrei uma colega de São Paulo. Foram dias bem puxados, com muitas atividades durante o dia e programas culturais à noite. Cheguei ao fim da semana supercansada.

No fim de semana visitei uma família amiga na Holanda. Eles moram em uma cidade bonitinha chamada Arnhem. Foi uma odisseia para chegar até lá (e para voltar), mas valeu a pena. Fiquei muito feliz em revê-los, especialmente o Tito, garotinho esperto de seis anos. Visitamos dois museu interessantes, o da cidade e outro chamado Kröller-Müller. Além disso, caminhamos bastante pela cidade e conversamos muito. Foi ótimo!

Hoje tenho meus últimos compromissos aqui em Bonn. Mais tarde arrumarei minha mala, para amanhã partir para Frankfurt, de onde sai meu voo para o Rio. Espero aproveitar ainda um pouco o dia em Frankfurt. Chegarei de manhã e o voo é somente à noite. Vamos ver. No último dia sempre gosto de me despedir da Alemanha com calma, visitando meus lugares preferidos, comprando um último livro, comendo uma comida com tempero que encontrarei somente aqui.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

De longe

Tive a sorte de não assistir ao que ocorreu ontem no Brasil.

Estava voltando da visita a um casal de amigos que decidiu fugir da nossa bagunça carioca. Não acho que tudo no Brasil seja tão ruim assim, mas não os julgo, têm um filho pequeno que agora pode correr solto pela ruas, brincar em parques livremente e ter acesso a uma biblioteca pública linda, repleta de atividades e materiais sobre tudo, para citar só alguns exemplos.

A oportunidade de circular por algumas cidades europeias dá a oportunidade de ver o quanto estamos longe, o quando nem sabemos por qual caminho seguir. Crescer em um lugar em que as ruas são limpas, o transporte funciona, as possibilidades culturais são muitas e cada um procura fazer sua parte (porque aprendeu no colégio e em casa que é assim) deve, imagino, influenciar o modo de ser de uma criança e no adulto que irá se transformar.

Eu não sou a favor do impeachment. Não acho que seja a saída. Uma pessoa deixará o poder, mas ficará toda uma corja ainda. Por que os outros processos não ocorrem de maneira tão rápida? Tenho vontade de vomitar quando penso no Eduardo Cunha. Por que esses políticos inúteis, que só sabem olhar para o próprio umbigo, não usam esta energia para produzir um país melhor? Eu sei, sou ingênua... Afinal, o que esperar de um bando de ignorantes?

Vontade de chorar.

domingo, 10 de abril de 2016

Viagens

Até nem acreditei quando o Swarm me informou que aquela era minha primeira viagem de avião na sexta-feira. Pensei um pouco. E não que ele tinha razão. Comecei o ano longe de casa, mas depois que voltamos do Uruguai acabei me dedicando totalmente ao doutorado. Só agora é que surgiu a necessidade/oportunidade de sair um pouco do Rio.

Bom nos últimos três dias eu já viajei três vezes de avião. Fui do Rio a Porto Alegre, de onde segui para Caxias de ônibus. Depois voltei de Porto Alegre diretamente para o aeroporto internacional, de onde parti para a Alemanha.

E cá estou eu, no mesmo hotel em que fiquei em 2012. Amanhã inicia-se uma semana de palestras e cursos sobre assuntos de interesse dos funcionários do DAAD que trabalham fora da Alemanha. Fico sempre meio nervosa por causa do alemão, mas não tem jeito. Agora já estou aqui.

A viagem foi meio cansativa. Não consegui dormir direito. Hoje vai ser aquela noite maravilhosa de sono como acontece sempre depois de chegar à Europa.

A Alemanha é um país realmente interessante, uma mistura de gente. Não como nós brasileiros, com nossos genes misturados. Aqui é uma mistura de gente, mas cada gente com os seus. Na hora em que esperei pelo meu trem na estação de trem vi uma mulher de burca, um daqueles alemães que sempre estão com uma latinha de cerveja e um homem fazendo sua prece direcionada à Meca. Primeiro achei que ele estivesse catando alguma coisa no chão, pois ele havia escolhido um local bem discreto. Ninguém estava olhando para ele - algo que admiro nos alemães. Como eu estava na plataforma ao lado, fiquei me perguntando o que fazia aquele homem, até que me dei conta de que ele estava rezando.

Agora vou dormir, pois amanhã preciso estar bem fit para encarar um longo dia.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quando é que não estamos sozinhos de verdade nesta vida?

Nossos amigos nos ouvem, nossos namorados até opinam, mas me parece que na hora da tomada de decisão, da escolha capaz de mudar a vida, contamos mesmo é só com nós mesmos.

Eu não tenho que tomar decisões neste momento. Tudo que tenho que fazer nos próximos meses já está definido, tenho tarefas suficientes para pelo menos até o meio de julho.

Só que lá no fundo da alma parece sempre haver uma confusão das bem grandes. E nas horas de questionamentos desse porte, sejam quais eles foram, só temos mesmo os nossos pensamentos, a nossa força, a nossa própria companhia para aguentar o tranco.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Leitura quase dinâmica

Finalmente reassinei o Netflix. Logo no primeiro dia assisti a dois filmes. :)

Ontem estava em dúvida se via um filme ou lia um livro. Comecei pelo livro. Pensei: leio um pouquinho e depois vejo o filme. Ainda está cedo. Bom, o que acabou acontecendo foi que enquanto não terminei o livro, não dormi. Nem tive coragem de olhar a hora quando apaguei a luz. Achei que isso só iria atrapalhar meu sono. Acordei cansada, mas feliz. Fazia algum tempo que não fazia dessas, ler um livro inteiro em uma tacada. Este tinha pouco mais de 350 páginas.

É um livro de historinha leve chamado A lista de Brett. Ele foi escrito por Lori Nelson Spielman. É um desses livros no estilo Marian Keyes, que eu adoro ler para esquecer um pouco dos dramas do mundo. Já li tanto desses livros que lá pelo meio já meio que deduzo o final, mas as autoras sempre guardam uma surprezinha para o final. Confesso que gostaria de escrever um desses um dia.

Quando se compra livros na Amazon para o Kindle é preciso ficar atento diariamente e nunca comprar nada por impulso. Quero dizer, tentar pelo menos. Os preços dos livros mudam diariamente. Pode ser uma estratégia, mas todos os que já comprei aparecem com preço mais alto nos dias seguintes à compra.

Nunca pago mais do que 10 reais por um livro. Fico sempre monitorando aqueles que quero ler, esperando pelo dia de melhor "cotação". Para o kindle compro só esses livros meio "descartáveis". Se quero um livro para guardar por mais tempo, prefiro ainda o papel. Só que tenho evitado comprar livros em papel neste ano. Tenho muita coisa para ler em casa. No ano passado comprei muitos livros. Claro que muitos foram para o doutorado. Ainda assim, não preciso comprar novos por um bom tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Cansaço

Hoje fui para o trabalho animada, mas chegando lá foi me dando um cansaço. Acho que grande parte das relações tem prazo de validade. As trabalhistas especialmente. Nem sei o que me levou a ficar tão esgotada. O local onde trabalho é ótimo, com espaço adequado, colegas educadas, volume de trabalho bem razoável, salário bem melhor do que em muitos lugares onde trabalham jornalistas. Além de tudo isso fica pertinho de casa. Parece, no entanto, que o "mundo perfeito" nem sempre nos basta.

Estou bem cansada. Não o meu corpo, mas a minha cabeça. Felizmente vou sair da rotina por algumas semanas. Acho que isso será fundamental para repensar o que quero da vida quando voltar. Se não fosse essa maldita crise, este medo do futuro, essa insegurança em relação ao que virá, eu poderia colocar em prática um plano desenvolvido há mais de ano. Porém, como tomar uma decisão "intempestiva" sem ter um mínimo de certeza de que tudo não vai piorar?

Ainda tem esta chatice sem tamanho de discussão política. Como eu detesto isso. Gente olhando para o próprio umbigo, sem argumentos, sem informação, querendo apenas achar que o seu lado é o mais legal e...certo.
Depois das manifestações de domingo, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Hoje, primeiro dia útil depois das manifestações de sexta-feira, ouvi comentários de que tinha sido lindo, uma multidão de gente querendo x.
Sim, o mesmo x, porque o x é sempre o certo, o que seria melhor para a humanidade.
Já a manifestação dos outros só tinha gente assim sei lá o quê.
Eu acho apenas engraçado (ou triste), nem sei mais. O do outro é sempre errado. O meu é sempre o certo. E assim seguimos para um abismo, cuja culpa não é minha, obviamente!

sábado, 19 de março de 2016

Novos planos

Não há nada melhor do que começar um curso novo. Hoje retomei as aulas de inglês. Faz 15 anos que não estudo inglês. Nos últimos anos, quando fiz aulas de língua, foi de italiano e alemão. Acho que estava com saudades desta língua que gosto, mas sempre me sinto tão insegura para falar.

Fiz o teste de nivelamento há algumas semanas. Fui bem na prova escrita, acho que acertei quase tudo, para ser bem franca. Sou boa em teste de idiomas, o que não quer dizer que eu consiga falar ou escrever bem. Quando fui fazer a parte oral da prova, diferente dos outros professores que estavam aplicando esta parte da prova (e usavam a prova como base para algumas perguntas), o meu avaliador colocou a prova de lado, me cumprimentou e fez uma pergunta engraçado: "você pensa em entrar em que nível?" Ué, como assim? O professor é ele. Depois de uns 10 minutos de conversa, depois de eu explicar meus objetivos, combinamos de eu entrar no Avançado I. Se eu achasse a turma muito lenta, poderia pedir para me transferir para o II.

Hoje foi a primeira aula. A professora é ótima. Adorei como ela conduziu a aula. Tenho horror de aulas muito quadradinhas. Esta não foi nada assim. Ela nos faz conversar bastante, mas não naquelas temíveis duplas, que eu adoro. Gosto de conversar com a professora, não com quem ainda procura palavras, como eu. A aula foi bem dinâmica. O conteúdo de hoje foi interessante. Aprendi várias expressões, que é algo que considero o vocabulário mais difícil de adquirir. Agora tenho mais um motivo para assistir a alguns filmes ingleses e americanos. :)

***

Como as aulas são na PUC, resolvi aproveitar que estava na Gávea para ir almoçar na Casa da Táta. Como adoro aquele lugar. Cheguei bem na hora do início do almoço. Para minha surpresa, alguns dos colegas do curso também foram para lá. Almoçamos juntos. Foi bom para conhecê-los um pouco melhor.

***

Quando cheguei em casa, o Sandro estava me esperando com uma caixa enorme. Mouse e teclado sem fio novos chegaram! Os meus antigos começaram a dar sinais de cansaço. O mouse pifou mesmo. O teclado estava apresentando alguns probleminhas. Eu era bastante apegada a eles, pois me acompanhavam desde 2007. Pena que as coisas nem sempre duram para sempre. Comprei novos, da mesma marca. Espero que me acompanhem novamente por longos anos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O não acaso

Eu acredito e sempre defendo que nada acontece por acaso.
Às vezes demoramos para entender por que algo não saiu como o planejado.
Mais cedo ou mais tarde, isso vem à tona.
Ainda não entendi, mas talvez daqui a pouco entenda a razão disso tudo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um pouco de tudo

Depois do Zero Assoluto, agora estou apaixonada pelo Nek. :)

Hoje finalmente meu orientador me respondeu. Depois de exatamente um mês, ele me disse que devido a algumas "intercorrências", não conseguiu terminar de ler o meu trabalho. Para não revisar de forma apressada, sugeriu alterar a data da defesa. Odiei isso, mas sei que não há o que ser feito. Então agora acabou a longa espera, mas ainda não sei quando tudo acabará. Estou cansada. Bem cansada.

Eu não consigo sentir raiva de meu orientador. Sinto frustração.

Nem só de lamúrias se vive, nesse meio tempo duas possibilidades de viagem surgiram. Uma para um lugar já conhecido, mas que sempre pode ser interessante e diferente. Outra para um lugar totalmente novo. Feliz pelas duas.

No próximo sábado começam minhas aulas de inglês. Estou animada! Entrarei em uma turma de sábado na PUC-Rio.

Amanhã era para ter um encontro com os colegas do mestrado. Por alguns motivos tivemos de adiar, mas acho que me encontrarei com uma das meninas. Vai ser bom conversar com uma amiga querida.

Acho que agora o mais sensato nesta altura dos acontecimentos é... reativar o Netflix.

sexta-feira, 4 de março de 2016

De volta para o passado

Apesar de tentar manter a cabeça no aqui e agora, sou uma pessoa nostálgica. Se não me cuidar um pouco, lá estou eu de novo em algumas cenas do passado. Não que eu tenha alguma vontade de voltar ao passado. Não! Eu adoro ter a idade que tenho e, tendo sido bom ou ruim, não tenho nenhuma vontade de voltar ao passado, de voltar a ter outra idade que não a minha. Não entendo pessoas que mentem a idade tampouco aquelas que vivem suspirando que antes era melhor.

De qualquer forma, volta e meia surpreendo a mim mesma relembrando situações passadas. Felizmente tendo a lembrar mais dos bons momentos.

Em um curso que estou fazendo agora tenho duas disciplinas que têm ajudado nesta volta a histórias do passado, uma trata sobre literatura infantil, outra sobre biblioteca escolar. Imagina, tão logo aprendi a ler virei frequentadora assídua tanto da biblioteca do colégio quanto da biblioteca da prefeitura. Tive esta sorte de ter duas bibliotecas à disposição na minha pequenina cidade. E de ter a dona Marli para ajudar nas escolhas dos livros. Por morar nesta cidade de poucas ruas, mesmo com seis, sete anos, eu podia ir sozinha até as bibliotecas.

Pelas minhas memórias (e eu mesma sei que memória alguma é perfeita), em alguma fase da infância eu lia um livrinho infantil por dia e quase todos os dias tinha que ir à biblioteca trocá-lo por outro. O mais curioso é que não me lembro qual professor atendia na biblioteca, mas me lembro da sala em que ficavam os livros e da disposição das estantes. Quando eu já era maiorzinha a biblioteca mudou-se para uma sala maior. Que alegria! Ficou muito melhor.

Outro incentivo à volta a memórias do passado tem sido o spotify. Há dias em que pego selecionando apenas músicas dos anos 1980 e 1990. Aí não tem jeito. Como não me lembrar das festinhas da adolescência ao ouvir Time after time ou Coming around again. :) 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Longa espera

O fato é que não gosto de esperar. Bom, até aí nenhuma novidade. Quem gosta?
Na prática, porém, sou uma pessoa meio resignada com esse negócio de ter que esperar pelos outros. É algo que faço de forma recorrente já há algum tempo. Por exemplo,não tenho carro, então se vou pegar uma carona sempre tenho que esperar pelas decisões do motorista. Tudo bem, é um favor e carona não tem que reclamar mesmo.

Espero meu orientador me dar uma resposta há 18 dias.
Espero dois membros da banca de doutorado me responderem se poderão ou não participar.
Espero que minha chefe mande um e-mail para resolver uma viagem que farei.
Espero o professor de um curso on-line corrigir os trabalhos que já mandei.
Espero o Claudio terminar de escrever posts para o blog.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Fevereiro, o mês mais longo do ano

Sim, eu sei que não é. Todo mundo sabe. Mesmo neste ano bissexto, fevereiro sempre será o mais curto, pelo menos se levarmos em conta apenas o calendário.

Só que neste ano, para mim, está sendo o mais longo. Eu nem sei explicar direito, mas, veja, amanhã ainda será fevereiro. Consegui fazer tanta coisa neste mês e ele ainda está aí.

O mais curioso é este fevereiro especificamente tinha tudo para passar voando. Era o mês que eu tinha para terminar o texto da tese, o mês em que a chefe estaria de férias, último mês de férias do Claudio, mas aconteceu algum feitiço do tempo e ele demorou pra caramba para passar.

Tudo bem, agora está mesmo quase no fim, mas eu tinha que registrar isso.

Ainda teve a gripe que prejudicou minha média de idas à academia. Como acho que amanhã não irei, fecharei o mês com 18 dias. Janeiro foi melhor, com 24 dias de academia. Não se pode ter tudo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O corpo se entregou

Depois de semanas firme e forte, trabalhando duro para terminar o que tinha que ser terminado, parece que meu corpo agora relaxou e se deu o direito até de ficar doente. Na semana passada, quando já tendo enviado o texto pronto para o orientador, eu estava me sentindo extremamente cansada, mas continuei com a rotina normal.

Houve a emoção do show dos Rolling Stones no sábado, além da prova de nivelamento do curso de inglês da PUC. No domingo fizemos a caminhada na Lagoa e o passeio por Ipanema. Até aí tudo bem.

Na segunda, a história começou a virar. Amanheci com uma forte dor de garganta, que durante o dia foi piorando. E eu não tive nem como fugir para casa, pois tinha agendado há semanas uma palestra no Goethe-Institut. Além de ter que fazer a apresentação, que saiu sabe-se lá como, eu tive de ficar dando informações e atendimento ao longo da tarde. Quando a tarefa chegou ao fim, eu só queria estar em casa. Ainda esperei pelo Claudio num café no Centro para voltarmos juntos. Por sorte, ele estava na cidade.

Passei mais ou menos 36 horas em repouso, pois não consegui ir trabalhar ontem. Ainda estou me sentindo mal, apesar de estar melhor que ontem. Trabalhei normalmente hoje. Como já tinha uma consulta marcada para amanhã com um especialista, não quis ir ao médico antes.

Bom, espero que quando o meu orientador enviar a lista de correções eu já esteja restabelecida.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Domingo livre

Depois de não sei mais quantos domingos à frente do computador, hoje foi até estranho ficar o dia todo na rua. Começamos com uma volta na Lagoa Rodrigo de Freitas. Depois seguimos para Ipanema para almoçarmos e comprarmos algumas coisinhas. Quando entrei no Zona Sul, me deu até vontade de rir, pois eu não tinha que escolher tudo rápido para logo voltar para casa. Foi bom fazer tudo com calma sem o compromisso de correr para casa.
Quando voltamos para casa eu até liguei o computador, pois tinha um frila para terminar, coisa que fiz em menos de meia hora. Depois deu tempo para fazer um bolo, ouvir a chuva lá fora e fazer esses posts aqui.
Ainda não reativei a assinatura do Netflix, mas isso não demorará a ocorrer. Então poderei voltar para casa, pensar no que comer e escolher um filme para relaxar. Isso, porém, só vai acontecer mesmo depois da defesa. Por ora, ainda vivo a angústia de aguardar o retorno do meu orientador.
Bom, já tive um domingo feliz e livre. Uma coisa de cada vez.

Rolling Stones

Ontem fomos ao show dos Rolling Stones.
Devo confessar que nunca dei muita atenção aos Rolling Stones. Leio uma ou outra notícia sobre eles, mas prestar atenção as suas músicas nunca foi algo que fiz.
Em um belo dia, estava lá no trabalho, quando uma colega foi a minha sala para contar que ela e outras duas haviam comprado ingresso para o show que seria realizado no Rio. Meio sem pensar muito, comprei ingressos para mim e para o Claudio.
À medida que a data se aproximava, eu só pensava que tinha cometido um grande erro.
O dia chegou e lá fomos nós. Eu feliz porque iria ver o show do Ultraje.
Comemos uma coisinha na Tijuca, caminhamos até o Maracanã e estávamos devidamente instalados quando caiu um verdadeiro dilúvio.
Depois de acompanhar a agonia da produção para consertar os telões que pifaram com a chuva, olhamos atentos para o palco quando tocou o primeiro acorde.
Lá estavam eles, aqueles senhores de 70 anos com mais energia que muita gente de 35.
Eu continuei não conhecendo as músicas e talvez nem volte a escutar as que ouvi no show, mas minha opinião sobre os Rolling Stones mudou radicalmente. Eles me conquistaram. Foi um showzaço! Eles não estão na pista há mais de 50 anos por acaso. Sabem ser um entretenimento de primeira.
No final, valeu muito ter comprado os ingressos por impulso.
Foi uma noite inesquecível.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

10 anos

Hoje faz 10 anos de um passeio em Niterói. 10 anos do show dos Rolling Stones que eu não fui. 10 anos de uma festa muito especial na Tijuca. Bateu uma saudade daquela época de coração leve e poucas preocupações.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sim, parece que a primeira etapa foi concluída

Ontem, depois de passar umas seis horas à frente do computador, finalizei o primeiro texto completo da tese, com introdução, desenvolvimento, conclusão, agradecimentos, resumo, referências e listas de figuras, quadros e siglas. Saí para jantar e na volta enviei por e-mail o documento ao meu orientador.

Agora começa a ansiosa espera pela resposta dele.

Imagino que terei de completar e reescrever muitas coisas ainda, mas só terei mesmo certeza quando ele me der um retorno. Lamentavelmente a fama dele não é das melhores. Vou tentar conter minha ansiedade e dar-lhe pelo menos alguns dias antes de começar a cobrá-lo. Digamos... até sexta-feira.

Até lá pretendo terminar uns outros estudos que estão atrasados, descansar um pouco a cabeça, ler um pouco, seguir indo à academia e, quem sabe, ir ao cinema para ver qualquer coisa que seja.

Quando fiz o mestrado, na reta final fiquei viciada na fazendinha do Facebook. Na preparação do plano de estudos para concorrer ao doutorado, em clipes de comerciais antigos no YouTube. Desta vez, minha válvula de escape, por assim dizer, foram os livros. Desde o começo do ano, quando as coisas começaram a ficar mais puxadas, li nove livros e meio. ;) Bom, desta vez foi, pelo menos, uma distração mais produtiva.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sexta-feira

Eu não trabalho às sextas-feiras. Já faz alguns anos. Começou ainda com as disciplinas do mestrado. Em um dos semestres havia oferta de duas matérias às sextas. Foi uma boa solução. Gostei tanto que sempre que aparecia uma matéria nesse dia, eu pegava. Foi assim que fiz uma de linguística. :)

Depois que terminei as disciplinas, mantive o meu horário de trabalho sem as sextas-feiras, pois aí poderia me dedicar à tese durante três dias inteiros, o que, teoricamente, faria o trabalho render. Bom, em muitos fins de semana prolongados foi assim mesmo. Em outros, nem tanto.

Muitas vezes tiro este dia para dar uma arrumada na casa, lavar roupa, cozinhar alguma coisa, resolver coisas na rua. Nunca gasto tempo dormindo, mesmo porque o Claudio acorda cedo e fico me sentindo meio mal por dormir até tarde. Não só por isso. Confesso que não me lembro de dormir até depois das nove, só se tivesse ido dormir bem tarde mesmo.

Hoje acordei cedo, sem despertador. São 10h e já fiz inúmeras coisas. Ligar para o conserto do ferro de passar, pedir para enviarem uma revista que não veio, remarcar voo da Gol (ai, que raiva, quando cancelam o voo sem ao menos um pedido de desculpas!), li o Rio Show, passei os olhos pela programação dos cinemas (estou quase livre para me jogar!) e comprei um livro de presente para a mãe, que faz aniversário em março.

Agora me preparo para terminar mais um etapa da revisão da tese. Depois irei à academia. Quem sabe aproveite para pegar o ferro no conserto. Quando saio à rua, gosto de fazer o máximo de coisas possível. Depois de um dia nublado, hoje o sol reapareceu. Tomara que não esquente demais.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Depois do Carnaval 2016

Deu tudo certo!

Ainda não terminei a tese, mas estou na reta final. Isso faz um bem!
Escrevi o capítulo que faltava, inseri em um mesmo arquivo todas as partes que estava fazendo de forma avulsa, como agradecimentos, listas de siglas e de figuras, ficha catalográfica, capa etc., e iniciei a revisão. Falta 1/4 para terminar. Ainda levarei uns dois dias, pois a parte final do documento é a mais importante, trata da pesquisa em si. Já fiz várias anotações para as considerações finais. Estou otimista. Espero ter tudo fechado até domingo, dia 14. Assim poderei enviar o texto com bastante tempo para o orientador. É claro que depois terei ajustes a fazer e algumas coisas a reescrever, mas encerrarei uma etapa. Já planejo fazer uma revisão na normalização da tese enquanto o texto estiver com o orientador. Não sei ainda como farei, pois imagino que vá trabalhar depois no documento que ele me enviar. Vamos ver. Uma coisa de cada vez.

No sábado de manhã fomos ao supermercado e ao hortifruti e compramos diversos ingredientes para várias receitas. Fizemos quase tudo. Ficou faltando apenas a torta de maçã. Nos últimos dias a atividade na cozinha foi intensa. Claudio fez pão, pizza, massa e risoto. Fizemos caldo de legumes, que já usamos no risoto, e ontem quiche de cebola com a receita da avó dele, dona Cedinha. É uma receita já meio clássica aqui em casa. Claudio preparou a massa e eu cuidei do recheio, o que envolve cortar dois quilos de cebola. Se eu mesma não fizesse, nunca acreditaria que aquela coisa ardida se transformaria quase em um creme depois de 40 minutos na panela. Cozinhar é realmente fazer mágica. A torta de maçã ficou para o fim de semana, que já está quase aí.

Consegui ir à academia todos os dias. Não corri como planejava, mas caminhei pelo menos 45 minutos por dia. Para quem ficou o resto do tempo sentada à frente do computador, acho que já foi alguma coisa. Por ter apenas caminhado, acabei lendo quase três livros inteiros de quinta-feira para cá. Bom, confesso, talvez eu tenha apenas caminhado justamente por que não conseguia parar de ler. Claro que não eram livros científicos, mas meus romances mais leves. Quer dizer, um deles nem era assim tão leve (O sentido de um fim, de Julian Barnes). Estou tentando terminar todos os livros que tenho no kindle. Só vou comprar novos quando chegar ao fim dos que já tenho.

Quando eu terminar a tese, pretendo fazer uma arrumação e limpeza gigante em casa. Salve-se quem puder!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Carnaval 2016

Eu nunca aproveitei com todo vigor o Carnaval do Rio. Já fui a uns poucos blocos em anos alternados. Em dois anos viajamos, uma vez para o interior de Goiás, outra para o interior do Mato Grosso do Sul.

Neste ano passaremos aqui. Claudio vai aproveitar os dias quentes para ir à praia, correr, fazer pão, cozinhar uns jantares gostosos para nós dois. Eu, na maior parte do tempo, estarei aqui, à frente deste Dellzinho terminando minha tese. Agora falta pouco. Bom pelo menos para terminar a minha versão final para avaliação do orientador. Se ele resolver alterar muita coisa, o trabalho talvez ainda leve uns dias para chegar ao fim. Vamos ver.

Nos próximos quatro dias e meio pretendo revisar - novamente - tudo que já fiz, corrigindo algumas abordagens e deixando o texto mais alinhado com o objeto de estudo. Devo também escrever um último capítulo que falta e dedicar algumas horas às considerações finais e à introdução. Depois revisar as tabelas e figuras, dar uma última avaliada nas referências, ver se estão normalizadas e se todas foram realmente usadas no texto. Ainda preciso fechar a lista de siglas e dar uma última checada nos agradecimentos. Ah, sim, escrever o resumo e o abstract.

Tudo isso já está devidamente anotado em uma lista.

Também tenho planos de correr durante estes dias - a academia abrirá praticamente todos os dias em horário de domingo. Quero cozinhar um pouco, preparar algumas quentinhas para as próximas semanas de trabalho. Assim não preciso cozinhar todas as noites, o que sempre acaba ocupando um bom tempo. 

Estou animada!!!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Questão de pesquisa, questão de vida ou morte (da esperança de terminar uma tese)!

Parece que o mundo gira mais fácil quando se tem uma questão de pesquisa.
Sim, a minha vida no momento está voltada para apenas uma atividade. E não, não me importo de ser repetitiva.

Por alguns segundos estou feliz por ter reescrito minha questão de pesquisa, que agora está bem mais próxima do que eu sempre quis desde o começo, mas não me sentia capaz (ou, para dizer a verdade, autorizada pelo orientador) de colocar no papel. É claro que ainda será mexida nas próximas semanas, mas agora será para burilá-la, não mais para mudar toda. Bom, pelo menos é nisso que estou acreditando neste momento. :)

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Nesta semana duas situações me fizeram pensar que morar no Rio (ou será no Brasil?) não é para iniciantes. Eu às vezes acho que nunca passarei para a etapa seguinte. No meu íntimo eu sei que não quero mudar, não quero perder a minha esperança de que vamos melhorar, que seremos uma nação melhor no futuro. Sei, de qualquer modo, que já me transformei nesses nove anos de convivência com esse estilo "carioca" de encarar a vida e as outras pessoas.

Essa talvez seja uma das razões de evitar notícias, filmes e literatura que mostrem o nosso pior lado. Prefiro seguir com minhas comédias românticas, onde o maior drama da protagonista é saber se ele ligará de novo ou não.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Um pouquinho por dia, todo dia

Como já escrevi em outro post, tenho tido três objetivos diários: trabalho-academia-estudos. Aos fins de semana altero o trabalho para diversão, porque a vida não precisa ser tão difícil.

Todos os dias há alguém que me pergunta se estou muito nervosa com a proximidade da data de defesa da tese. De modo geral, não, não estou nervosa. Tenho feito um pouquinho por dia, todos os dias. Há dias em que o trabalho rende mais. Há dias em que penso no assunto mais do que realmente escrevo, mas esses dias também são bons, pois costumam render anotações para a introdução ou para a conclusão do trabalho. Eu acho até divertido, mas já tenho meia página de anotações para as conclusões. Nem sei se serão mesmo usadas ou úteis, mas estão ali e alegram meu coração.

Tenho pensado na tese em muitos momentos do meu dia. Em alguns sinto medo de escolhas erradas, de interpretações infantis ou de apenas estar repetindo algo já dito. Em seguida, afasto esse pensamento. Se eu cheguei a uma conclusão parecida à de outra pessoa, fiz isso de certa maneira sozinha, sem copiar. Então por segundos acho que nem tudo está perdido, mesmo que tenha que pensar um pouco mais no assunto e tentar ver o problema por outro ângulo, para ver se surge outra solução.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Feriado no trabalho

Hoje é feriado no Rio de Janeiro. Estou trabalhando. Queria mesmo era estar em casa. Tenho ainda muitas atividades do doutorado para concluir e meu dia seria muito mais produtivo se eu pudesse investir meu dia nos estudos e não no trabalho. A vida nem sempre é do jeito que a gente quer.

Curiosamente, em Esmeralda também se comemora o dia de São Sebastião.

O frio continua no Rio de Janeiro. O Cristo, há dias, esconde-se entre as nuvens. Poxa, logo agora que consigo vê-lo (ou não, no caso agora) da janela da minha sala do trabalho.

Hoje fiz uma limpeza/organização no depósito de folhetos do trabalho. Este tipo de atividade me dá prazer.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Frio no verão carioca

Faz dois dias que a temperatura não se afasta dos 20 graus, o que, para os padrões cariocas, é bem estranho. Afinal, estamos em janeiro, época de calorão, suor, 40 graus... Pessoalmente, estou bem feliz. É bem mais confortável viver a 20 e poucos graus.

Continuo com meu plano trabalho-academia-estudo. Tem funcionado bem. Amanhã é que não sei como farei, pois a academia vai abrir em horário de feriado - e para mim, infelizmente, não é feriado. Vou ver se consigo fazer uma caminhada em algum lugar aberto da cidade, se a chuva passar.

Em dias de chuva, eu sempre fico imaginando como gostaria de estar em um café charmoso tomando um bom chocolate quente e comendo um pedaço de bolo. Ao lado do café, um livro daqueles que não dá vontade de largar por nada. Das wäre ein Traum. (Isto seria um sonho)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Tudo ao mesmo tempo = nada

Não sei se foi o café que acabei de tomar, mas repentinamente me deu uma vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, talvez bem por isso não conseguindo me concentrar em nada que começo. Deu vontade escutar música, liguei o spotify, mas não consegui ouvir duas músicas. Nesse mesmo instante abri um artigo que havia comedo a ler, mas deu vontade de tirar uma dúvida na web. Aí o Claudio chegou, uma amiga de Floripa me mandou um alô pelo WhatsApp, a mãe me deu notícias sobre seu estado de saúde (ela está internada desde sexta-feira).

Acho que a solução será adotar para agora a prática de definir um tempo para estudar (sem direito a olhar nada mais naquele período), depois um pouco de descanso (para ouvir uma música), mais um tempo para estudar. Assim funcionará melhor.

No fundo, acho que foi porque me dei conta de algo bem importante que ainda falta fazer, mas que será decisiva para a conclusão da minha tese. Isso causa uma emoção, que leva a perder a concentração. :)

Já comecei as minhas buscas de hospedagem para a viagem que faremos no meio do ano. Estou bem empolgada!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Agora sim, um domingo de estudos

Quem disse que consegui me concentrar muito nos estudos ontem? Fomos fazer na rua tudo que tínhamos programado, consegui ir à academia, mas quando voltei já era mais do que hora do almoço. Esperei pelo Claudio,que também havia ido à academia, e no final acabamos voltando para casa só quase às 18h. Almoçamos, compramos café, passeamos um pouco. O tempo passou voando. Consegui estudar por duas horinhas. 

Em nossa caminhada por Ipanema, fomos a uma loja de sapatos. Enquanto Claudio provava um par, eu me distraí acompanhando com o olhar uma senhora pela loja. Ela fez a maior bagunça. Tudo que ela pegava para olhar voltava para um lugar errado. Muito sem noção. Do mesmo patamar desta, só a que na feira de manhã espetou com a unha todas as frutas que tocou. Esta não deve ter noção mesmo de que tudo que ela furou vai estragar mais rápido.

Hoje ficarei a tarde toda em casa estudando. O trabalho está rendendo bem, mas o tempo está ficando cada vez mais escasso. Até o final de janeiro, quero concluir as buscas que tenho que fazer na hemeroteca digital. Durante fevereiro preciso fechar as análises e o trabalho todo. Aí o orientador ainda vai ler tudo. E é aí que mora o problema. Ele não é muito afeito a prazos. Bom, vou deixar para ficar ansiosa com isso quando chegar a hora. Por ora, está tudo bem. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Sábado de chuva

Acordei-me várias vezes durante a última noite e em todas elas ouvi o barulho da chuva. Acho que choveu a noite toda. E continua agora também. Parece haver uma cortina de chuva no horizonte. Eu gosto. Especialmente porque passarei o dia na frente do computador trabalhando em mais uma parte da minha tese.

Quer dizer, preciso dar três saídas, ou quatro. Preciso ir à Feira de Orgânicos. Já havia me arrumado para sair, mas a chuva engrossou. Combinei com o Claudio para ele me levar até ali, dar uma volta e passar para me pegar. Assim não me molho muito. Depois precisamos ir pegar os produtos que comprei na Junta Local. Ainda antes do almoço quero também dar um pulo na academia, para não quebrar o esforço dos últimos dias.

Neste primeira semana de volta à "vida normal", tenho me dedicado especialmente a três atividades: trabalho, estudo e academia. Trabalho e estudo não é muito uma questão de escolha. Trabalhar tenho que ir mesmo. Estudar, não há escapatório, visto que estou há pouco menos de dois meses da defesa. A academia é uma escolha que fiz. Pelo menos durante os próximos 30 dias me dedicarei a isso, mesmo nos dias em que me sentir muito cansada.

A inspiração veio de um vídeo do TED, este aqui. Achei a ideia muito interessante e resolvi tentar. Hoje já vou para o 11º dia de academia. Aos poucos vou sentindo a diferença no meu corpo, mesmo que a balança me diga outra coisa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Por mais leveza e amor

Volta e meia a vida resolve nos dar uns sustos para nos lembrarmos do que é importante.

Hoje cheguei toda feliz de volta ao trabalho e uma colega nem esperou eu ligar meu computador para ir me dizendo: "Já leu seus e-mails? O C. morreu em um acidente de carro e você terá de atualizar o site. Já tem o texto e a foto. Está tudo no e-mail."

O quê?

O dia acabou sendo esquisito demais. Além da tristeza enorme, minha colega de sala só volta amanhã das férias e a colega com quem eu tinha mais empatia foi embora para a Alemanha. Para completar, Claudio está viajando.

Como sempre acontece, uma morte mexe com a nossa percepção de mundo, faz pensar sobre o que estamos fazendo com nossas vidas, diminui a prioridade do que realmente deveria ter menos prioridade. Pena que passadas algumas semanas voltamos ao compromissos vazios, os estresses desnecessários, a falta de valorização da vida...

Tentar fazer diferente desta vez.