sábado, 21 de junho de 2014

Coisas da alma

Depois de um dia passado na rua, cheguei em casa e tomei um banho quentinho. O Rio de Janeiro é uma cidade quente, mas tem lá seus dias mais friozinhos, como hoje. Como a temperatura é sempre alta, quando faz 20 e poucos graus parece um verdadeiro inverno. 
Banho tomado, fiz o último exercício da sétima semana do meu curso. Verifiquei meu e-mail e vi que a professora enviou um simulado. A prova é na próxima semana. Para repassar a matéria que está toda anotada em um caderno de capa verde, resolvi fazer um chá e ligar uma música em volume baixinho nos fones para tentar abafar o funk que está tocando na festa do vizinho. 
Segurando o chá quentinho com as duas mãos e ouvindo a melodia de Enya, me bateu uma saudade. Difícil definir uma única saudade, talvez de uma fase, de um momento da minha vida. Primeiro pensei que já fazia 20 anos de uma época diferente que vivi, depois percebi que fazia mais. Desde meu último aniversário, nunca mais tive certeza da minha idade. É meio louco, mas sempre tenho que pensar um pouco quando alguém pergunta quantos anos tenho. Titubeio sempre.
A saudade é da época em que eu tinha 16 anos, queria me conectar com meu EU interior e entender o mundo espiritual.
A nostalgia talvez seja desencadeada pelo fato de atualmente eu estar tentando novamente me conectar com as coisas da alma. Desta vez espero não desistir no meio do caminho. 

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