domingo, 15 de março de 2015

Tranquilidade

Eu costumo pensar - e às vezes dizer - que sou uma pessoa bem tranquila. Só que nunca somos uma coisa só. Tenho vários momentos de dificuldade em ficar tranquila.

Fiquei várias dias sozinha em casa nesta semana. O Claudio viajou. Costumo dormir da hora em que me deito até o relógio despertar de manhã. Não tenho problemas para adormecer. Em uma das noites, porém, acordei às 3h50. Tentei fazer de conta que era só um abrir e fechar de olhos. Só que não foi. Perdi o sono mesmo. Levantei, dobrei roupas, comi uns biscoitos (podia ser fome, pois eu tinha jantado às 18h na noite anterior), bebi um copo de água, li. Até que lá pelas 5h voltei a dormir.

Nesta noite uma das coisas que me tirou o sono, eu sei, foi pensar em meu projeto de doutorado. As coisas estão caminhando, mas tudo ainda está tão aberto. Isto me preocupa, especialmente por não ter um orientador presente. Nessas horas toda a minha tranquilidade some. Eu fico ansiosa, preocupada, nervosa. Nem adianta pensar que isto não é um problema realmente sério, que a minha vida não vai mudar drasticamente se eu não acabar este doutorado. Tudo me deixa levemente depressiva.

Aí parece que baixam todas as outras defesas. Um simples frase mal empregada me arrasa, mesmo que talvez ela nem tenha sido percebida pelo outro. Eu sei que somos nós quem complicamos nossa vida, mas às vezes o fardo de alguns pensamentos é bem difícil de ser carregado.

Apesar de tudo isso, eu senti meu coração leve como há muito não sentia. Até me surpreendi, na sexta-feira, enquanto resolvia mil coisas na rua, me peguei enchendo meu pulmão de ar e respirando fundo. Aí logo me veio a sensação de leveza.

Então, apesar do estresse de não saber exatamente o que fazer neste bendito doutorado, no mais a vida está nos trinques. E talvez isso já sirva para tentar retomar a tranquilidade de sempre.

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