terça-feira, 16 de junho de 2009

Observação, alimento para o pensamento ou o óbvio ululante

Ultimamente, para minha felicidade, tenho reencontrado vários amigos dos tempos antigos – seja da minha cidadezinha natal, seja da faculdade de jornalismo. Pessoas com quem mantinha contato, mas não via e falava pessoalmente há muitos anos.

É curioso observar que na essência não mudamos, mas em muitas coisas não somos mais os mesmos. Fomos sendo lapidados pelo tempo e pelas nossas experiências de vida.

Mais curioso, porém, é me pegar pensando no meu amigo como se o tempo não tivesse passado e notar, em determinados momentos, que o amigo também faz comentários que seriam muito bem compreendidos no passado (pela Rafaela que havia morado apenas em Esmeralda ou pela Rafaela estudante de jornalismo), mas que hoje em dia perderam um pouco o sentido.

Tudo isso me fez chegar a uma conclusão meio óbvia: eu não sou mais aquela pessoa de antes.

Outra observação baseada nas experiências recentes é meio desalentadora: minha memória não é mais a mesma. Nessas conversas, acabei me dando conta de que já não lembro mais do nome de todos os ex-colegas, não sei mais os nomes de ruas tão familiares e outras coisas menos importantes.

A explicação talvez seja fácil: nos últimos 15 anos, conheci mais pessoas do que nos primeiros 17; andei por aí vendo coisas que nem imaginava que existissem; ocupei boa parte da minha cabeça com informações novas, absorvidas no trabalho, na faculdade, conversando com gente diferente. Talvez, naturalmente, tenha ficado mais seletiva na hora de armazenar conteúdo.

Um comentário:

Hermes Lorenzon disse...

Rafaela, nem esquenta com este esquecimento de nomes. É normal. Isto dá quando a pessoa vai ficando mezzo vecchieta. KKK