segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Estamos ficando muito estranhos...

Ontem fui a uma pizzaria aqui na Zona Sul, mais especificamente em Copacabana, a Caravelle. Lá pelas tantas, resolvi ir ao banheiro, que, de modo geral, estava limpo. Só tinha um porém, o assento do vaso sanitário estava todo mijado.

Eu até entendo as pessoas que não gostam de se sentar sobre o assento nos banheiros utilizados por muita gente. Agora, você mijar em TO-DO o assento, mas todo mesmo, e não ter a classe de pelo menos secar para a próxima pessoa que iria usá-lo, isso eu não entendo. Não entendo mesmo.

E era um banheiro feminino.

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Outra cena superestranha presenciamos ontem, quando fomos almoçar lá no Leblon. Tudo estava tranquilo até a chegada de uma família formada por mãe, pai e filho de uns cinco anos. O menino era agitadinho, mas até onde pudemos presenciar, não estava fazendo nada de mais ou que perturbasse quem estava ali.

A mãe, porém, se comportava como uma psicopata. Coitada da criança. Nem ouvimos a voz do menino, mas ele constantemente era ameaçado com "cala a boca! Cala a boca!" E que iria ficar de castigo e que logo levaria um tapa. O pai, um boca-aberta, não dizia uma palavra.

Ainda bem que já estávamos no fim e não precisamos mais ficar presenciando a cena.

Não é à toa que penso que certas pessoas não deveriam ter filhos. Esta mulher louca é uma delas.

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Por favor e com licença são termos em extinção, isso já é fato, mas passei a observar que o obrigado também está caindo em desuso. Nas últimas vezes em que ajudei alguém a fazer alguma coisa, ainda fiquei na expectativa de um obrigado, mas, engraçado, não houve.

Outro dia estava no shopping, perto de um desses guardas que circulam ali pelo Rio Sul. Observei que um casal veio pedir uma informação, o guarda os informou, e eles simplesmente viraram as costas e foram embora!

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Voltei à academia na semana passada. Lá, o que me impressionou foi o fato de ninguém sorrir. Você diz bom dia, diz tchau, prepara com o professor de educação física a sua ficha de exercícios e, por incrível que pareça neste nosso país tão simpático, passa por tudo isso sem ver um único sorriso. Deve estar atrelado ao preço. 99 reais mensais não devem cobrir sorrisos.

Um comentário:

Deccard disse...

Por essas e outras é que sai do Rio, mais especialmente, do Leblon. Bairro onde nasci e fui criada. Fiz amigos (de infância), estudei...Ia a a praia sempre no Posto 11. Lá, também, criei meus filhos...que repetiram a minha história. E agora? Onde está todo mundo que sorria e cumprimentava? Para onde foram?