terça-feira, 8 de novembro de 2011

Doutora?

Nos últimos dois meses, estive envolvida com a seleção de doutorado em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O resultado finalíssimo, quando ficaremos sabendo a classificação de cada um dos 12 aprovados, ainda não saiu, mas ontem foi anunciada a lista de quem passou na entrevista, a terceira e última etapa da seleção.

Meu nome estava lá.

Descobri isso depois que uma das minhas amigas queridas da turma de mestrado, a Neusa, mandou um e-mail para o nosso grupinho. Ela me dava os parabéns. Foi uma situação tragicômica.

Comecei a fazer meu plano de estudos ainda em maio/junho, pelo menos a pensar sobre um assunto. O plano, porém, foi finalizado em setembro, depois que voltei das férias na Alemanha. Aprontei tudo e me inscrevi no final de setembro.

A primeira etapa foi dias depois, no começo de outubro. A prova sobre Ciência da Informação, com duas perguntas bem amplas. Uma sobre as influências das tecnologias de informação na sociedade da informação, ou algo nesta linha, outra sobre redes. Havíamos lido 13 textos sobre assuntos relacionados a esses a e a outros temas.

Dei o melhor de mim, mas essas provas abertas de mais são sempre perigosas. As provas de inglês e espanhol foram mais tranquilas.

Passei.

Veio, então, a análise do projeto. O resultado saiu dois dias antes de embarcarmos para o Enancib, o congresso da área, que neste ano foi realizado em Brasília. Eu fui lá apresentar um trabalho feito a partir da minha dissertação, que tratou sobre busca e recuperação da informação científica na web.

Passei de novo.

Sobrava a última fase: a temida entrevista. No começo brinquei que queria muito passar pelo nervosismo de encarar a entrevista.

Sim, eu estava bem nervosa na manhã da última sexta, mas o que mais me atrapalhou foi  a gripe que peguei quase que de propósito dias atrás. Eu estava me sentindo muito tola por ter me permitido ficar gripada. Fiz a entrevista meio derrotada. Estava exausta, com o corpo pesado...

Por isso, nem planejava olhar os resultados. Claudio falou que olharia. Minha amiga Tati também, mas eu mesma já estava em outra, planejando altos projetos para 2012.

Por isso a reação tragicômica. Quando vi o e-mail da Neusa, comecei a gritar com a cabeça afundada nas almofadas do sofá. Claudio querendo saber como achava a lista na internet. E eu feito uma ema, com a cabeça enfiada entre as almofadas...

Como passei e aos poucos estou aceitando a ideia, já comecei a me animar para os quatro anos bem pesados que me aguardam pela frente. Serão trabalhosos, mas sei que terei um monte de diversão também, porque uma oportunidade dessas, acredito eu, a gente tem a obrigação de viver da melhor maneira. E é assim que pretendo passar por esse doutorado.

2 comentários:

Babi Szücs disse...

Rafa! Parabéns pela proximidade de mais este projeto na tua vida! Dizem que a tese é uma filho, então eu não estava totalmente enganada, né?! Beijo!

marcão disse...

Acredite, de virginiano para virginiana, Doutorado é um bicho com menos cabeças que idealizamos! Parabens !