sábado, 20 de outubro de 2012

Novela

Tenho poucas novelas no meu currículo. Nunca fui muito viciada, mas pelo menos umas quatro ou cinco me lembro de ter seguido com atenção: Bebê a Bordo, Top Model, Vamp, quando ainda era adolescente; Andando nas Nuvens, logo depois de formada (no meio da novela, fui morar na Alemanha), porque tinha uma redação de jornal; e Mulheres de Areia, bem recentemente, porque era como uma viagem ao passado, no tempo em que se vivia sem celular e escovas progressivas.

Desde que vim morar no Rio, Claudio e eu nunca paramos para ver novela, tampouco ficamos em casa para ver final de novela. Onde já se viu?!, diria eu em muitos e muitos outros momentos. 

Bom, a gente sempre, sublinhado e em bold, acaba mordendo a língua quando somos enfáticos, intolerantes e preconceituosos demais: não é que me peguei planejando como faria para assistir o final de Avenida Brasil ontem à noite? 

Compramos sushi e abrirmos um vinho branco para acompanhar a novela! Claudio precisou dar uma saidinha, mas voltou logo. No final, como não temos televisão na sala, acabamos vendo a novela para depois ir jantar.

Eu não tinha acompanhado Avenida Brasil, mas a falação toda despertou minha curiosidade. Eu havia visto um trecho uma vez quando fui à emergência do Copa D'Or. Foi lá que vi pela primeira vez a Carminha, aquele pessoal dançando na abertura da novela e a Nina. Na época, achei a novela pesada demais. 

Quando fui para o Mato Grosso do Sul, na falta de nada melhor para ocupar a noite, assistia todas as novelas com a mãe. Acabei me inteirando mais da história, que naquele momento não estava tão cheia de tragédias.

Ao voltar, em desliguei de novo, mas nas últimas duas semanas, me peguei vários dias ligando a tv para acompanhar o que estava ocorrendo. Assim, não poderia perder o último capítulo. 

A Globo pode ter forçado uma barrazinha, mas a verdade é que fiquei até emocionada por algo envolver tantas pessoas. Somos mesmo uns noveleiros! E não temos que ter vergonha disso. 

O final foi previsível, o autor não quis arriscar muito, me pareceu, mas eu gostei. O bem superou o mal, a vilã pagou pelo que fez, perdoou a inimiga, mas não perdeu seu senso de humor característico ("Só o que me falta, além de pobre, gorda!"). 

Li muitos comentário no Facebook e hoje de manhã no salão de beleza. Foi até engraçado. Pareceu-me, e isso não tem base científica alguma, que meus amigos classe-média queriam que o mal imperasse. Já para as manicures, que, julgo eu, encaixam-se na dita classe C, o final foi belo, exatamente pelo bem vencer o mal. 

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