quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Impaciência, de novo

Eu tenho consciência de que trabalho em uma exceção. Aqui no escritório não há grandes controles de  horário de trabalho (acho que até pelas origens, ninguém é de descumprir) ou estilo de roupa que se deseja usar, por exemplo. O clima costuma ser bem amigável e raramente há alguma situação que possa ser considerada desagradável.

De umas semanas para cá, porém, ando meio sem paciência para a falta de paciência de uma das colegas mais antigas. Ela trabalha aqui há mais de 30 anos e já se nota sinais de cansaço. Acho que depois de 30 anos num mesmo lugar, eu apresentaria muito mais sinais de cansaço do que ela. Fato é que o jeito meio sem educação com que ela anda nos tratando tem me incomodado muito.

Talvez a falta de paciência, a minha e a dela, seja provocada pela expectativa de chegada de nossa nova chefe. Ela chega para ficar na próxima segunda-feira. Estamos também organizando a festa de transferência de cargo de um diretor para outro. Como a verba anda curta, isso causa alguns estresse, mas nada que justifique tamanho mau humor.

Entre as minhas razões para de vez em quando estar com a paciência mais curta está, é claro, meu projeto de doutorado. Nem aguento mais pensar nisso, mas parece que não se resolve. O tempo para estudar nunca é suficiente.

Na semana passada consegui tirar dois dias de folga e foi maravilhoso. Consegui ir à academia e depois ficar estudando por horas a fio. Rendeu. Só que depois a vida volta ao normal e quando chego em casa para estudar já estou bem cansada. Sei que muita gente vive isso, mas acho que tenho o direito de desejar que eu pudesse passar um período só me dedicando aos estudos.

Frase que li dia desses e tem a ver com este momento:
Nós fazemos de conta que nossas decisões (sobre falar, agir) não têm impacto na vida das outras pessoas, mas elas têm.


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