Impaciência, de novo

Eu tenho consciência de que trabalho em uma exceção. Aqui no escritório não há grandes controles de  horário de trabalho (acho que até pelas origens, ninguém é de descumprir) ou estilo de roupa que se deseja usar, por exemplo. O clima costuma ser bem amigável e raramente há alguma situação que possa ser considerada desagradável.

De umas semanas para cá, porém, ando meio sem paciência para a falta de paciência de uma das colegas mais antigas. Ela trabalha aqui há mais de 30 anos e já se nota sinais de cansaço. Acho que depois de 30 anos num mesmo lugar, eu apresentaria muito mais sinais de cansaço do que ela. Fato é que o jeito meio sem educação com que ela anda nos tratando tem me incomodado muito.

Talvez a falta de paciência, a minha e a dela, seja provocada pela expectativa de chegada de nossa nova chefe. Ela chega para ficar na próxima segunda-feira. Estamos também organizando a festa de transferência de cargo de um diretor para outro. Como a verba anda curta, isso causa alguns estresse, mas nada que justifique tamanho mau humor.

Entre as minhas razões para de vez em quando estar com a paciência mais curta está, é claro, meu projeto de doutorado. Nem aguento mais pensar nisso, mas parece que não se resolve. O tempo para estudar nunca é suficiente.

Na semana passada consegui tirar dois dias de folga e foi maravilhoso. Consegui ir à academia e depois ficar estudando por horas a fio. Rendeu. Só que depois a vida volta ao normal e quando chego em casa para estudar já estou bem cansada. Sei que muita gente vive isso, mas acho que tenho o direito de desejar que eu pudesse passar um período só me dedicando aos estudos.

Frase que li dia desses e tem a ver com este momento:
Nós fazemos de conta que nossas decisões (sobre falar, agir) não têm impacto na vida das outras pessoas, mas elas têm.


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