terça-feira, 6 de abril de 2010

Ilhada 2

Dormi pesado na noite passada. Nem reparei que havia chovido tanto.

Acordei bem cedo, pois tinha treino puxado de corrida, mas enquanto me dava mais cinco minutinhos de sono, ouvi que a chuva estava forte. Resolvi dar uma espiadinha pela janela e vi que a rua estava toda alagada. Meu primeiro pensamento foi: fiz umas horas extras na semana passada, vou ligar para o meu chefe e dizer que vou usá-las hoje.

Acordei o Claudio para dizer que a situação estava esquisita. Ligamos a tevê e percebemos que nossa rua alagada não era nada. A cidade havia parado. Soube horas depois que a moça que nos ajuda com a limpeza aqui em casa chegou em casa as quatro da manhã. Teve gente que nem a essa hora conseguiu e ficou perambulando pelas ruas inundadas.

Fui liberada do trabalho - "regenfrei" -, e passamos o dia fechados em casa, observando a chuva enfraquecer para logo voltar mais forte, sem nunca parar.

Agora pouco, arrisquei uma saída rápida, uma ida ao super, pois a água estava no fim. Resolvi ir logo, supondo que tudo estaria fechado quando anoitecesse.

A rua ainda apresentava muita água no meio-fio. Não eram nem cinco horas, mas não havia gente ou carros pelas ruas. Sensação estranha. No supermercado, pouca gente trabalhando, pouca gente comprando.

Enquanto eu estava lá, caiu outra chuva forte, suficiente para acumular mais água ainda na rua. As fotos estão ruins, mas mostram um pouco - quase nada - de como estamos por aqui.









Um comentário:

Babi Szücs disse...

Nossa, Rafa! Eu, que não assisto TV, quando soube da chuva aí no Rio, logo pensei em ti. A gente se sente tão fraco quando a natureza põe as manguinhas de fora, né! Torço para que tudo acabe bem por aí.