sexta-feira, 17 de junho de 2011

Comer, rezar, amar

Finalmente, ontem assisti o filme Comer, Rezar, Amar. Gostei muito. É uma história bonita e não se torna menos bonita mesmo com todos os comentários nem tão abonadores que recebeu logo que foi lançada. Quem conhece os lugares visitados pela protagonista talvez condene um pouco os clichês e tudo o mais, mas é um filme, tem menos de duas horas de duração e neste tempo é claro que não vai caber tudo sobre Itália, Índia e Bali. No geral, eu fiquei bem satisfeita com o que vi.

Única coisa que achei estranha foi a história de que no Brasil os pais cumprimentam os filhos com um beijinho na boca. Já vi mães fazendo isso com filhos pequenos, mas só também. O Brasil é muito grande e às vezes existem costumes regionais, mas eu nunca ouvi falar desse. Alguém já?

Ver esses filmes de viagem deixam ainda mais viva a minha vontade de fazer isso. Dá vontade de preparar uma mochila e partir. O destino é o que menos importa, o que vale mesmo é ir conhecer algo diferente ou rever algo que marcou.

Uma cena em especial no filme me deixou um pouco nostálgica. Os amigos italianos de Liz preparam-lhe uma despedida. Quando passei uns meses em Las Vegas, meus amigos de lá fizeram algo semelhante. Foi um momento lindo, para dizer o mínimo. Lembro bem da sensação. Eu nunca mais os encontrei. Era esse meu pensamento. Essas pessoas me conhecem há pouco mais de dois meses e fazem algo tão legal.

Um abriu a casa, outro cozinhou, outra arrumou a mesa... Depois da deliciosa paella, fomos para um karaokê, onde outras pessoas nos esperavam. Um bando de jornalistas desinibidos que cantaram até entrar a madrugada. Foi tão divertido! Na manhã seguinte, eu partiria para Los Angeles.

Ainda mantenho contato com praticamente todos. Hoje será o casamento da Beth. Dói meu coração não poder estar lá, mas assim é a vida, às vezes. Nem sempre podemos fazer tudo que queremos, mas, voltando ao filme, isso não precisa ser motivo para tristeza pela vida afora. Importante é aprendermos a nos perdoar por bobeiras que cometemos e também não viver de culpa ou culpando alguém por algo que não conseguimos realizar. Vai ver que não era para ser.

Abaixo, duas fotinhos. Uma do jantar e outra no karaokê. Saudade.



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