quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meus arredores: Restaurante La Bambina

Demorei alguns meses para conhecer o La Bambina. Tinha certo preconceito, pois era um restaurante meio feio. Com o tempo, a implicância foi diminuindo. Depois de passar tantas vezes ali pela frente, percebi que era muito bem frequentado e pensei: por que não provar?


Lotação completa diariamente na hora do almoço

Desde então, volta e meia almoçamos ali.
O preço é sempre muito bom. Os pratos podem ser tranquilamente divididos. É comida caseira, simples, mas bem honesta. Além do à la carte, há também um buffet. Deste, nunca comemos.


Pratos podem ser facilmente divididos


Normalmente pedimos este frango grelhado com uma linguicinha. Vem com arroz, feijão, farofa e bata frita. Este prato, por exemplo, custa R$ 15.

O La Bambina é frequentado por público diverso, mas especialmente trabalhadores de obras vizinhas, funcionários do hospital, estudantes com os pais e pessoas que trabalham nos escritórios que existem pelos arredores.

Para acompanhar os pratos, pode-se comprar um litrão de coca-cola, mas há também sucos feitos na hora e cervejas. As mesas são grandes e compartilhadas. Ao meio-dia, fica bem cheio. Funciona até o começo da noite, mas nunca fomos para jantar. Serve lanches também.







segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Momentos difíceis

Com a troca de horário no trabalho, no meio da tarde eu já estava passando pela Praia de Botafogo em direção ao metrô. Avistei na frente do BB um engraxate. Por acaso hoje havia saído de calçado preto. Pensei: por que não engraxar o sapato? 
O engraxate de chinelos de dedo e roupa puída me disse que era de Duque de Caxias e que hoje o movimento estava fraco. Àquela hora já estaria voltando para casa em um outro dia, mas hoje estava ruim. 
O serviço custaria 2 reais, mas acabei dando um tanto mais. E ainda achei que foi pouco. Não temos que suprir o que este país despreparado não oferece às pessoas (a nós todos), mas por várias vezes fico me sentindo meio mal por gastar em um jantar o que uma pessoa dessas usa para passar um mês.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tentando ser racional

Depois de um mês de férias, é como se um novo ano estivesse começando.
 Deparo-me com muitos planos e várias vontades. A realidade aos poucos acaba mostrando no que é necessário investir tempo.

Ainda estou às voltas com meu projeto de doutorado. Já virou um lenga-lenga sem fim. Neste mês, depois desta semana que tirei para colocar tudo em ordem em casa, vou me dedicar muito a isso. O tempo está acabando.

Pensei que gostaria de começar outras coisas neste semestre, mas a razão foi mais forte. 
Tenho mesmo é que definir meu projeto. Somente com ele posso ver que rumo minha vida vai tomar no ano que vem.

Ainda tenho mais uma disciplina para cursar – fico realmente incomodada por ter que fazer tantas matérias, interessantes, mas nem sempre muito úteis. Fora isso, decidi apenas fazer alemão, pois pago a metade no Goethe e acho que é uma oportunidade a ser aproveitada. Vou fazer um curso com menos carga-horária, porém.

Ao caminhar para o trabalho hoje, estava pensando sobre isso. Queremos sempre resolver nossas vidas, com um emprego, um concurso, algo que pareça seguro. No final, me parece, vida não se resolve. Vida se vive. Há sempre algo novo. Há sempre algo incompleto. E talvez isso seja o que a torne interessante.