quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

De tudo um pouco

Vivemos tempos estranhos
Sei lá se algum dia foi diferente, mas talvez agora esteja pior. Parecemos seguir a lógica dos computadores, ou é 1 ou é 0, não existe meio termo, não existe opção diferente daquelas localizadas nos extremos. O equilíbrio, o 1/2 parece não haver mais. Não é apenas sobre política, mas sobre tudo. Se você não concordar com minha opinião, que está sempre certa, eu não quero mais saber de você. Aliás, quem ouve de verdade a opinião do outro? E quem ainda reflete sobre suas opiniões?
Eu tenho medo de pessoas que gritam para impor suas opiniões, mas também tenho medo dos que desdenham da opinião dos outros, fazendo muxoxos ou virando a cara. Isto é tão assustador. Ninguém está livre de passar por uma ou outra situação, mas acho que deveríamos ficar mais alertas, tentar ouvir (mesmo!) e talvez resgatar a capacidade de avaliar o que pensamos - será que tudo é realmente do jeito que acreditamos? Será que o outro não tem nem um tantinho de razão?

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Conquistas merecidas
Um amiga que mora aqui no Rio comprou um apartamento recentemente. Nos conhecemos há 20 anos, fizemos faculdade juntas. Ficamos muitos anos sem nos vermos. Há uns cinco ela se mudou para o Rio. Apesar de agora estarmos na mesma cidade de novo, não é fácil nos vermos. Trabalhamos em áreas distintas, temos nossas próprias rotinas e acabamos nunca encontrando o tempo para um encontro. Apesar disso, eu sei que se eu precisar de uma amiga para qualquer parada, posso contar com ela. (Espero que ela pense o mesmo) Hoje trocamos algumas mensagens, para ver se finalmente nos encontramos. Ela me falou sobre o apartamento. Acho que é nessas horas que intimamente a gente sabe se realmente gosto do outro ou não. Percebi que realmente gosto desta amiga. Senti uma felicidade tão grande ao saber que ela realizou este projeto, resultado direto de seu trabalho.

Mais cedo também li no Facebook que outra amiga comprou o carro que desejava há algum tempo. Mais do que ser um bem, o carro vai conferir a ela um enorme ganho de qualidade de vida. Nas manhãs de inverno (do Rio Grande do Sul), quando tiver que sair de casa cedo para ir trabalhar em outra cidade, não precisará mais congelar à espera do ônibus ou de uma carona. Não se tratou de comprar uma coisa apenas por comprar, mas realmente buscar por um recurso que vai melhorar imensamente o seu dia a dia. E ela mais do que ninguém merece ter este conforto.

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Estou feliz por ter lido neste mês um livro em alemão. Já estou pensando até em iniciar outro. Apesar de ter que investir meu tempo em leituras mais técnicas, antes de dormir tenho me dado o direito de me deleitar com assuntos mais leves. Não que o livro que estou acabando seja exatamente leve, mas é bem mais spannende do que um livro acadêmico.

Um comentário:

Lisély disse...

Realmente o carro facilita a vida da gente... 4 anos na estrada e "quebrando geada" já esta bom... rsrsrs Agradeço a você pelo apoio que sempre me dá, minha grande amiga!