terça-feira, 28 de maio de 2013

Válvula de escape?

Tenho uma tendência (creio não ser só eu) de começar a desempenhar uma atividade qualquer toda vez que preciso me concentrar em algum assunto específico. Exemplifico: quando estava escrevendo a minha qualificação, passava horas plantando e colhendo em minha fazendinha do Facebook; quando estava escrevendo a dissertação, tinha que iniciar pelo menos uns 10 jogos de paciência antes de começar realmente a trabalhar no texto.

Agora que preciso fechar o meu projeto de doutorado, é claro que encontrei algo bem melhor para fazer.

Diferente das outras vezes, quando gastava meu tempo realmente à toa, desta vez, resolvi pelo menos colocar mais conteúdo na minha escapadela. Quando não aguento mais ler sobre divulgação científica e promoção em saúde, eu me dedico a obras de ficção. Tem dado certo – e ainda aumento o número de livros lidos no ano.

Essas fugidas não ocorrem somente nos estudos. Já observei que quando tenho algo chato de trabalho para resolver também encontro sempre uma alternativa mais interessante (para o meu gosto), como limpar e organizar gavetas e armários, jogar papéis fora ou simplesmente sair para tomar um café.

Observando (sempre) pelo lado bom, no final além de cumprir o que precisava ser cumprido – pois uma hora acaba saindo –, alguma outra coisa também é realizada (neste caso, considerando a troca dos joguinhos de computador por literatura, claro).

Um comentário:

Anônimo disse...

Poxa, eu me identifico TANTO com isso! Como eu demoro a começar uma coisa! E me aborreço comigo com isso, e prometo que não vai mais ser assim, mas depois lá estou eu de novo, inventando uma atividade que acaba adiando outra mais urgente. Acabo fazendo tudo na correria. O consolo, como bem disseste, é que o que tem que ser feito acaba saindo, mas eu queria muito fazer as coisas com mais calma e no tempo certo. Vou tentar melhor nisso.
Beijo, Daise.