domingo, 26 de outubro de 2014

Bem-vindo, futuro!

Esta semana começa do mesmo jeito que acabou a última. Fizemos tanto barulho no ano passado para nada de novo acontecer neste ano. Somos mesmo engraçados. Escolhemos os mesmos governantes - quer dizer, menos no Rio Grande do Sul, onde parece não existir reeleição para governador. Apesar desta nossa escolha de deixar tudo como está, aqui no Rio e no Brasil, espero de coração que tudo siga pelo melhor caminho.

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Dia desses ao ver que estava em cartaz um novo filme com o meu queridinho Mark Ruffalo fiz questão de logo ir assistir. O filme se chama "Begin Again" (foi traduzido "Mesmo se nada der certo"). Eu adorei! Passados uns dias, me lembrei que havia gostado de algumas músicas da trilha. Bom, nem preciso dizer que agora escuto repetidamente o disco no You Tube.



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Em meio a crises de choro, cenas constrangedoras e apoio das minhas amigas queridas, sobrevivi à última semana. Bom, já tenho quatro professores na minha banca de qualificação.

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A semana foi marcada também pela troca de direção no trabalho. So weit, so gut! Esta semana ainda será um tanto atípica, mas a partir de novembro, acho, tudo entrará em uma rotina.

domingo, 19 de outubro de 2014

Virando a página

Hoje por acaso abri a agenda do ano passado no mês de outubro e nos fins de semana estava sempre a anotação: estudo. A sensação que me deu foi a de que fazer um um doutorado significa - também - quatro anos de fins de semana perdidos. Bom, pelo menos para quem só tem os fins de semana para estudar. Tenho vários luxos na minha vida, mas às vezes penso que gostaria e ter mais este: poder me dedicar aos estudos em tempo integral. Poderia estudar durante a semana e me dedicar à vida aos fins de semana.

De qualquer forma, estou feliz por sentir que quero avançar para o próximo ano. De 2013 para 2014, eu nem preparei agenda nova. Não passei contatos, não anotei aniversários... Foi como se 2013 e 2014 fossem o mesmo ano, como se um não tivesse acabado, tampouco o outro começado. Um ano de 24 meses. O fato de ter já uma agenda para 2015 e ter começado a deixá-la pronta para uso me anima bastante. 2013/2014 está realmente chegando ao fim e com ele os projetos que me fizeram sentir desconfortável.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nada como prazos para a vida melhor se definir

Muitas pessoas já devem ter escrito sobre isso antes, mas o tema tem sido recorrente nos blogs que leio. Talvez eu note porque é algo sobre o que tenho pensado bastante também: a vontade de viver com simplicidade uma vida de bastante valor.

Viver com simplicidade não é exatamente viver uma vida simples ou simplória, mas uma vida real dentro do que se acredita. Mais do que nunca tenho me voltado para meu pequeno universo. Nele estão pessoas com as quais realmente gosto de me relacionar.

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Agora tenho uma data-limite. Fiquei nervosa tão logo li o e-mail da secretária do instituto em que faço doutorado. Logo depois me veio uma sensação de quase libertação. Talvez seja porque trabalho melhor com prazos. As coisas ainda não estão 100% definidas, mas agora eu sei que tudo terá de se definir, eu querendo, podendo, gostando ou não. Serão seis semanas de emoções extremas.

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Começamos nesta semana uma nova etapa aqui no trabalho com a chegada da nova chefe. Nada que tenha abalado a tranquilidade desses primeiros dias de verão.

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Ainda faltam 11 dias para as eleições. Muito ódio ainda vai destilado. É impressionante que quando se trata de religião, digo, de política, podemos ser bem irracionais. 

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"How many times must a man look up, before he can see the sky?"

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Maus bocados

Tenho me sentindo doente. Não gosto disso, mas tem sido mais forte do que eu.
Ontem finalmente fui ao posto de saúde para aplicar a dose de B12, para ver se a sonolência vai embora, se recupero o ânimo. Não sei se deu muito resultado, pois hoje me senti igual. Estou tão cansada. Basta me deitar e em segundos adormeço. (O sono é uma espécie de fuga, mesmo que os sonhos nem sempre sejam agradáveis.) Não que seja uma novidade, pois sou de dormir fácil, mas agora parece sem controle. Às vezes me pego pensando que pode ser algo bem próximo de uma depressão, mas depois afasto esta ideia. Depressão não é algo que possa ser remediado apenas com bons pensamentos, o que ainda tem funcionado bem. O pior ainda está por vir. Eu nem tenho que segurar a parte mais pesada, mas me sinto exausta só de pensar. O que será de nós diante do que temos que enfrentar?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Impaciência, de novo

Eu tenho consciência de que trabalho em uma exceção. Aqui no escritório não há grandes controles de  horário de trabalho (acho que até pelas origens, ninguém é de descumprir) ou estilo de roupa que se deseja usar, por exemplo. O clima costuma ser bem amigável e raramente há alguma situação que possa ser considerada desagradável.

De umas semanas para cá, porém, ando meio sem paciência para a falta de paciência de uma das colegas mais antigas. Ela trabalha aqui há mais de 30 anos e já se nota sinais de cansaço. Acho que depois de 30 anos num mesmo lugar, eu apresentaria muito mais sinais de cansaço do que ela. Fato é que o jeito meio sem educação com que ela anda nos tratando tem me incomodado muito.

Talvez a falta de paciência, a minha e a dela, seja provocada pela expectativa de chegada de nossa nova chefe. Ela chega para ficar na próxima segunda-feira. Estamos também organizando a festa de transferência de cargo de um diretor para outro. Como a verba anda curta, isso causa alguns estresse, mas nada que justifique tamanho mau humor.

Entre as minhas razões para de vez em quando estar com a paciência mais curta está, é claro, meu projeto de doutorado. Nem aguento mais pensar nisso, mas parece que não se resolve. O tempo para estudar nunca é suficiente.

Na semana passada consegui tirar dois dias de folga e foi maravilhoso. Consegui ir à academia e depois ficar estudando por horas a fio. Rendeu. Só que depois a vida volta ao normal e quando chego em casa para estudar já estou bem cansada. Sei que muita gente vive isso, mas acho que tenho o direito de desejar que eu pudesse passar um período só me dedicando aos estudos.

Frase que li dia desses e tem a ver com este momento:
Nós fazemos de conta que nossas decisões (sobre falar, agir) não têm impacto na vida das outras pessoas, mas elas têm.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os bons momentos com os amigos

Aprendi nesta semana que uma série bem feita de musculação é algo inesquecível - pelo menos nos dois dias seguintes...

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Usar o substantivo "amigo" é algo que vai ficando cada vez mais difícil com a idade. Não, não estou desiludida com amigo algum, mas observo apenas que estabelecer amizades não é fácil quando trabalhamos com um grupo pequeno e estável de pessoas, quando não frequentamos algum curso, quando nossa paciência para determinados comportamentos já não lá assim tão grande.

Do curso novo que estou fazendo, eu já sei que sairão uns dois ou três amigos novos, daqueles que farão parte da minha vida por um bom tempo, quem sabe até para sempre. É bastante comum termos amizades durante um período determinado, quando estamos vivendo as mesmas experiências, passando pelas mesmas dificuldades ou alegrias. Eu já tive várias dessas e já fui esse tipo de amiga também diversas vezes.

Talvez mais importante do que fazer novas é conseguir manter as antigas. Eu mesma me pego tão distraída em relação aos meus amigos. Ando preguiçosa para sair de casa, nunca fui de telefonar e até mesmo dos aniversários tenho involuntariamente me esquecido (o que é um tanto frustrante, pois já tive uma boa memória para datas).

Por outro lado, como escrito há pouco, existem amizades que têm realmente prazo de validade. Elas são ótimas enquanto duram, cumprem seu papel, deixando aquela lembrança boa, que deve ser pensada desta forma mesmo, sem tristeza ou mágoa.

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Ontem recebemos em casa um amigo que conheço já há uns bons 10 anos ou mais. Convidamos também dois novos amigos. Foi uma noite muito agradável. É tão bom ter uma conversar sobre o tudo e o nada de vez em quando. Em um momento, este amigo mais antigo quase chorou. Quase chorei junto (mas não sou de chorar em público), pois são mesmo esses momentos de felicidade os mais importantes nessa vida. De um modo geral, para mim, eles ocorrem quando estou perto de meus amigos.