segunda-feira, 28 de junho de 2010

Correspondências

As colunas de Eliane Brum são sempre inspiradoras. Desde que as descobri, toda segunda-feira acesso ao site da revista Época. Não perco uma.

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A de hoje trata sobre cartas de amor. Não aquelas escritas por jovens apaixonados, mas as escritas para amigos, namorados, filhos, parentes. Eliane conta sobre o belo presente preparado para os 80 anos do pai. Cada pessoa próxima dele recebeu a incumbência de lhe escrever uma carta de amor. Achei tão legal essa ideia, que até gostaria de copiar.

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Tempos atrás coloquei aqui uma lista de tarefas que precisava realizar. Lá estava responder à carta do Fábio. Eu, ‘escrevedora’ de cartas que sempre fui, atualmente só tenho um correspondente. O Fábio é um primo emprestado do Claudio. Criatura pura, mas não boba, o que se revela a cada carta recebida.

Sempre fui de escrever cartas. Quando criança, escrevia para minha prima Carla, três anos mais velha. Ela tinha uma letra gordinha, bonita, que um dia eu gostaria de ter igual. No início dos anos 1990, sem ter amigos que eventualmente tivessem mudado de cidade – meus amigos de infância só começaram a sair de Esmeralda muitos e muitos anos depois –, a opção que eu tinha era a de pegar endereços de outros adolescentes no caderno “teen” (essa palavra nem existia na época) da Zero Hora.

Troquei dezenas de cartas com a Kátia de Porto Alegre, com um menino de Antonio Prado e com outro de Santa Barbara do Sul, fora algumas cartas únicas com correspondentes passageiros.

Todos os dias durante as férias – e nas épocas de aulas também – eu caminhava até o correio para ver se tinha chegado alguma carta. Eu não tinha paciência para esperar até as quatro e meia quando o César, o carteiro, vinha buscar o malote que chegava no ônibus das cinco e passava lá por casa. A rodoviária era praticamente do lado da minha casa.

Quando eu fui embora, escrevia para meus amigos que também tinham ido embora. Minha mãe também mantinha ativa minha caixa de correio.

Tudo começou a mudar quando o inovador e-mail passou a fazer parte de nossas vidas. Nem tudo foi assim tão rápido, é verdade, pois nem todos os amigos tinham e-mail. Eu mesma só fui ter um hotmail em 1999.

Da metade dos anos 2000 para cá, todos criaram suas contas de e-mail. Cartas viraram coisa do passado e manter-se atualizada sobre se os amigos estão bem e o que estão fazendo também. Alguns podem dizer que Orkut e facebook estão aí para isso, mas quantos amigos – daqueles amigos de verdade – ficam grudados nessas ferramentas da vida moderna? Dos meus, não muitos.

Na última carta do Fábio, ele me contou todo animado que tem um e-mail. Fiz de conta que não li, não quero nem saber e espero que ele nunca imagine que eu também tenho uma conta de e-mail, pois isso, com certeza, seria o fim da alegria de pelo menos uma vez por mês receber na caixa de correio – aquela de madeira lá no térreo – não aquelas inúmeras contas disso e daquilo, mas uma cartinha com notícias inéditas e escritas com toda atenção somente para mim.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Caminhando pela Cinelândia

Toda quinta-feira vou ao centro do Rio, pois tenho aula de alemão no Goethe, que fica ali no Passeio Público. Assim, toda quinta passo apressada pela Cinelândia. Ontem, porém, precisei resolver outras coisas no centro e fui mais cedo. Deu até para fazer uma fotinhas dos prédios bonitos da Praça Marechal Deodoro:


Praça Mahatma Gandhi


Detalhe do Odeon



Câmara dos Vereadores, com prédio do Banco do Brasil ao fundo



Prédio do Amarelinho



Theatro Municipal, todo limpinho e brilhante depois da grande reforma

Da viagem ao Rio Grande do Sul


Passando de ônibus em frente ao CTG Rincão da Lealdade, em Caxias do Sul. De 1994 a 1998, passei incontáveis vezes por aqui, pois a UCS fica nas redondezas.



'Bergamota' e erva-mate, dois clássicos do Rio Grande do Sul.



Café da tarde na casa da madrinha. Enquanto o leite ferve, os pinhões vão assando demoradamente sobre o fogão à lenha.



Outono que se preze tem folhas caídas pelo chão.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cotidiano

Sob chuva forte, casal sai do restaurante com duas marmitas em uma sacolinha. Um chamado e o catador de papel de capa amarela atravessa a rua correndo para pegar a comida ainda meio quente. Agradece e volta correndo para debaixo do viaduto, onde se protege da chuva.

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Menina agrada um gato na UFRJ. Outra passa e fala: Sabe, esses gatos não são tratados, podem ter sarna ou pulga. Menina responde chateada e já vai saindo de perto da gato e da outra: Tudo bem, não tenho nojo não. Outra diz então: Então que você fique aí pegando a sarna desses gatos.

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Grito vem de um lado do longo corredor: Gol da Eslováquia! Não demora e do outro lado do corredor alguém grita: Hier noch nicht!!! Ach, Scheisse, esta minha transmissão está muito ruim mesmo!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

De um lado para outro

Existem dias em que não dá tempo para nada, quer dizer, que fazemos tantas coisas que nem dá tempo de parar para pensar. Hoje foi assim. Sai de casa bem cedinho. Uma colega do trabalho pediu para eu pegar o resultado de uma exame que ela havia feito em uma clínica aqui perto de casa - Botafogo é o bairro das clínicas aqui na Zona Sul.

Aproveitei que estava na rua tão cedo para tomar um café no Zona Sul aqui perto de casa. Depois, segui para o trabalho. O dia foi corrido, com fechamento da newsletter e a organização da devolução dos documentos de quem não passou na seleção do doutorado para a Alemanha.

O começo do dia foi salvo por um e-mail do meu editor, por assim dizer. Tínhamos que escrever uma matéria sobre a copa para a newsletter, mas não tínhamos um gancho. O encontro que faríamos de ex-bolsistas para ver um jogo acabou não rolando e fora isso nada foi feito. Fui catando algumas coisas que organizações alemãs fizeram mundo afora relacionada à copa e criei dali um texto crível. Ele acabou me dizendo que salvei a pauta. Isso foi bom.

Depois do trabalho, enquanto parte da equipe ia a Copacabana ver o jogo da Alemanha, fui ao dentista. Ainda dei uma passadinha, por acaso, na casa da mãe do Claudio, e depois fomos para a festinha de despedida da Ulrike, uma professora de alemão que estava fazendo um estágio na UFRJ. A festinha foi na casa da Silke, alemã casada com um persa. O cardápio foi uma mistura de comida alemã com toque persa. Muito boa. E o mais legal é que havia duas gatinhas na casa. Adorei!

De volta em casa, ainda preciso revisar o documento da qualificação do mestrado. Não há de ser nada, o fim de semana está quase aí e então terei tempo de sobra... para uma lista enorme de tarefas atrasadas...

domingo, 20 de junho de 2010

Idiota, e daí?

Assistimos ao jogo do Brasil hoje ali na Cobal do Humaitá. Foi legal.

>No começo do segundo tempo, um cara desceu do seu apartamento, num prédio da Rua Marques, ao lado da Cobal, colocou uma bomba dentro da lixeira da Comlurb e saiu.

Um menino que estava na Cobal gritou para ele, dizendo que ele era um idiota, o que concordei 100%, mas o bobalhão simplesmente olhou para ele e voltou para casa, como se não tivesse feito nada de errado.

sábado, 19 de junho de 2010

Fun Fan Fest

Hoje fomos assistir a um jogo em Copacabana no espaço armado para o International Fan Fest Rio de Janeiro - Camarões x Dinamarca. Claudio escolheu esse jogo por ter uma camisa da Dinamarca - e se deu bem, Dinamarca venceu por 2 x 1. Foi o melhor jogo até agora - talvez porque tenha sido o segundo que eu assisti e o outro tenha sido o do Brasil...

Como não era um jogo tão disputado, foi muito tranquilo. Levamos uma canga e nos instalamos lá na frente, perto do telão, o qual, aliás, era ótimo. De perto estava ok, mas creio que de longe fique ainda mais nítido. Achei tudo muito bem organizado. Claro que em dia de jogo do Brasil deve ficar impossível, mas em jogos como esse é um bom programa - para a família toda.

Engraçado foi os dinamarqueses cumprimentando o Claudio... em dinamarquês. :)









sexta-feira, 18 de junho de 2010

Obstáculos

Hoje cheguei muito, mas muito, atrasada à aula. Tanto que nem tive coragem de assinar a lista de presença. Foram tantas coisas que aconteceram de manhã que eu resolvi nem tentar justificar o atraso, pois pareceria coisa de filme pastelão.

Primeiro, amanheci enjoada. Resolvi dar um tempo antes de ir para a aula, tomar um chá, deitar mais um pouco. Foi o que fiz. Quando finalmente achei que estava tudo bem e já estava pegando o elevador, o interfone tocou. Voltei. Era o técnico da Oi para consertar nosso telefone, que há dias estava com uma linha cruzada. Mais um tempo em casa.

Quando finalmente sai, lembrei que precisava tirar uns xerox e pegar o ônibus e, claro, tinha só dois reais na carteira. Fui ao banco, mais tempo. Já devia ter passado até o intervalo da aula. Peguei o ônibus, que, acreditem, quebrou no meio do caminho. Sorte que foi mais ou menos perto da UFRJ e deu para seguir a pé.

Depois disso, deu tudo certo. :)

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O dia hoje estava com uma neblina esquisita, ontem também, mas hoje estava mais forte. Não dava para ver nem o Cristo, nem o Pão de Açúcar. Deve ser a maior frustração para os turistas.

Hoje vamos ver Cartas para Julieta, já uma preparação para nosso viagem de agosto, quando passaremos por Verona, uma das cidades presentes no filme.

Falta apenas uma semana para entregar o documento da qualificação. Muito ainda me separa da versão final... O fim de semana promete... Acho que não vai rolar nem jogo da seleção.

Continuo em última no bolão. Já me conformei. Pelo menos o Claudio passou o Mauro. Ele me saiu com um: "Ah, mas se eu ganhar, fica tudo em casa". Como se existisse a opção de não ficar tudo em casa, uma vez que fizemos um bolão só com a família!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Seria tão bom...

Seria tão bom se todo dia fosse dia de aniversário.

Seria tão bom se todo dia fosse primeiro dia de férias.

Seria tão bom se todo dia fosse primeiro dia de uma viagem dos sonhos.

E que hoje não fosse último dia de férias...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Verde vizinhança



Pertinho de casa temos um lugar muito agradável, sobre o qual já falei várias vezes aqui: a Casa de Ruy Barbosa. Entre os meus desejos para o futuro está o de trabalhar ali algum dia. Quem sabe depois do mestrado não abre um concurso no qual eu me enquadre...

Distraída

Ultimamente ando meio distraída.

Acabei de receber uma ligação lá do trabalho. Era uma colega querendo saber o meu palpite para o jogo de amanhã. Lá no trabalho, fizemos um bolão apenas com jogos do Brasil e da Alemanha.

Imersa em meu mundo de ontologias, ciências cognitivas e estudos de usuários, respondi para ela:

- Quem joga amanhã mesmo?
- Como assim, quem joga amanhã?
- Ah, sim!!! Claro. Coloca aí 2x1.

Depois que desliguei fiquei tentando me lembrar com quem o Brasil joga. Confesso que ainda estou pensando...

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Na semana passada, no auge da minha distração, quando saí de manhã, levei minha chave e a do Claudio. Sorte que tinha uma reserva em casa.

Falando com ele sobre isso, fui atravessando a rua em frente ao Pinel sem olhar, seguindo algumas pessoas. Quando me dei conta, estava de cara com um ônibus. Ainda bem que ele parou...

domingo, 13 de junho de 2010

Antes tarde do que nunca

Depois de duas semanas de espera, finalmente meu orientador me deu um retorno sobre meu projeto. Alterações importantes e uma listinha de 10 leituras essenciais. Acho que agora realmente vai acabar a moleza. Pena que ele não fez isso há uma semana, quando eu estava prestes a entrar na semana de férias que tirei para estudar... Tenho só mais dois dias, nos quais terei de tentar fazer o que planejava fazer em 12 dias... Assim é a vida, né? Nem sempre conseguimos tudo do que jeito que queremos.

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Nunca tinha participado de um bolão. Estou animada desta vez e pensando que deveria ter levado mais a sério o preenchimento dos resultados - como se isso fizesse muita diferença no futebol.

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Faltam 73 dias para a viagem à Europa.

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Faltam 69 dias para a Meia Maratona Internacional do Rio.

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Faltam 53 dias para a qualificação do mestrado.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mudanças de layout

Tem horas que dá uma vontade de mudar tudo, não dá?

Como não há muitas coisas que eu possa mudar na minha vida neste momento, resolvi trocar o layout do blog. Também fiz uma limpeza nos contatos do Facebook e mudei algumas coisas nos armários da cozinha.

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Hoje nossa turminha do mestrado almoçou quiche com salada. Tati quem preparou. Neusa levou brigadeiros de sobremesa. Eu comprei uma coca-cola e Antonio levou pratos e talheres. Ana Rosa estava de folga, depois de semanas providenciando o prato principal. Tem sido assim o semestre inteiro e é tão legal. Resolvemos improvisar um almoço lá no Ibict mesmo quando soubemos que teríamos apenas meia hora para almoçar. Cada semana um leva alguma coisa. A interação é muito boa, discutimos nossos projetos, dividimos problemas, damos muita risada e ainda provamos comidinhas muito boas. Vou sentir falta dessa época.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Bela vista

Hoje à tarde fiz uma curta pausa nos estudos nesta semana de férias. Fomos, Claudio e e eu, a uma degustação de vinhos espanhóis* no Sheraton Rio, no Leblon. Debruçado por cima do mar, o hotel tem uma bela vista de Ipanema.



* Fomos convidados por uma assessoria de imprensa. Não nós, pessoas físicas, mas o nosso importante blog de vinhos, o Le Vin au Blog. :) Acho que ainda não me acostumei a isso, apesar de já termos recebidos alguns bons convites para degustações e apresentações de vinhos. Nesta semana, ganhamos até um presentinho. Tudo isso ainda me causa um certo estranhamento. Acho que ainda não assimilei a ideia de nosso singelo diário de vinhos como "veículo de comunicação".

Esperando



Estava caminhando por Ipanema hoje quando me deparei com essa cena, que é bem comum por aqui. As pessoas "estacionam" seus amigos caninos do lado de fora das lojas - das que ainda não permitem cachorros - e eles ficam ali tranquilões esperando. Esses dois estavam especialmente fofos.

domingo, 6 de junho de 2010

Domingo de feijoada

Hoje recebemos aqui em casa um amigo do Claudio dos tempos de Santo Agostinho, o Zé Rodrigo. Ele e a Sabrina, namorada simpática com agradável sotaque mineiro.

Preparamos para eles uma feijoada. Estava ótima. Tirando, claro, que esquecemos as laranjas cortadinhas dentro da geladeira. Bom, pelo jeito, ninguém sentiu falta.

Depois que eles partiram para o Santos Dumont, de onde seguiriam para São Paulo, fomos tomar um café no shopping - que estava cheio.

Na volta para casa, fomos dar uma olhada em um bar novo que abriu na Voluntários. Estava engraçado. Nos bares que estavam sintonizados no jogo do Botafogo, muita gente. Naqueles com jogo do vasco, ninguém, literalmente.

Claudio deu a explicação: Vasco está passando na tevê aberta.

Esses dias vi dois filmes bem bacanas. Três, aliás.

Comecei na quarta com Jogos de Guerra, filme bem antigo, de 1983, algo como o primeiro do Matthew Broderick. Bem jovenzinho. O filme é bem legal, pois mostra a primeira geração de computadores pessoais e a maneira como era possível se conectar à rede. Internet ainda nem passava pela cabeça das pessoas, mas o protagonista já fazia miséria com seu computador de tela verde, inclusive invadir o computador do sistema de segurança do governo americano.

Na quinta, vi Apenas um sonho. Filme pesado de Sam Mendes. Bem bom, mas que te deixa meio deprê no final, quando, na verdade, deveria fazer as pessoas sonharem mais.

Na sexta, foi a vez de Vicky Cristina Barcelona. Um Wood Allen bem legal. Gostei muito. Um dia ainda vou a Barcelona. :) Adoro esses filmes narrados dele.

Amanhã, se nada me distrair de novo, engreno nos estudos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma quinta-feira

Minhas férias começavam hoje. Não começaram. Depois de meses de tentativas, consegui marcar para hoje uma reunião. Melhor sacrificar o início das férias do que ficar mais outros meses na espera.

Assim, 'ganhei' mais um dia.

E nem foi tão mal trabalhar no feriado.

Nós e dezenas de pessoas tivemos a ideia de comer no árabe do Largo do Machado hoje. Acabamos trazendo o almoço para casa, pois lá estava realmente impossível.

A sobremesa foi uma caminhada, um espresso para o Claudio, uma água para mim e uma fatia de torta de limão dividida pelos dois. O Cake & Co. ficou bonito depois da reforma. Parece casa de sítio.

Na ida, uma cena triste. Um passarinho agonizante. O que se faz numa hora dessas? Estou me cobrando até agora...

Um release no meio da tarde.

Uma corrida de 5km + caminhada de 3km em Copacabana. Um milho de recompensa.

Sanduíche bem natureba no jantar, mas com o último pedaço da Tarte Tatin que fizemos no sábado. Delícia!

Para finalizar, mais um pedaço de release, que o deadline é amanhã, e House.

Amanhã começa o período de dedicação exclusiva ao mestrado, pelo menos pelos próximos 11 dias.