sábado, 2 de julho de 2011

La Barca

Ela estava no Rio de passagem quando foi avistada pelo rapaz. Ele arriscou segui-la.

Na estação de trem, no final da longínqua década de 1930, não foi difícil descobrir para onde ela havia partido. Não hesitou e comprou uma passagem para Mendes, cidadezinha do interior fluminense, onde, descobriria mais tarde, ela morava.

Lá chegando, deu um jeito de saber qual era o endereço que precisava procurar. Decidido e munido de toda coragem do mundo, foi ter com o pai daquela mocinha... com quem ficaria casado por décadas, teria um filho, viajaria pelo mundo.

A mocinha morreu ontem, aos 92 anos.

Provavelmente os detalhes desta história nunca mais possam ser resgatados. Então fica aqui o meu registro do entusiasmo, da alegria e da admiração com que ela me contou como havia conhecido o companheiro de uma vida muito bem aproveitada.

Esta era a música deles, a qual ela adorava ouvir e sempre se emocionava.

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