quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mendoza - Espanhol

Hoje foi meu segundo dia de aulas de espanhol. Aprendi a falar no passado - ou, pelo menos, na teoria. Ontem, quando sai para caminhar com a Trissali, a grega, falamos somente no presente e combinamos que entenderíamos como se fosse passado. Agora, já podemos falar sobre o passado. :) Só que tenho que estudar muito hoje à noite, pois é muita informação para minha cabeça. Passamos a tarde jogando. Nos ofereceram um almoço de boas-vindas. Serviram empanadas, diferentes das de Buenos Aires. Tomara que eles não leiam, mas preferi as de lá. As daqui parece que têm vinagre no recheio. Estranho. Depois das empanadas, fizemos algumas brincadeiras. Foi bem divertido. Engraçado é que tem três alemães que não entendem nada de espanhol. Bom, deu para praticar o alemão. Meu grupo tinha o Natan, que é um norte-americano, e dois alemães, a Doris e o Wilfred. O outro era formado pela grega Trissali, o Julio, que é brasileiro e só fala portunhol, e o marido da Doris, que acho que é algo como Jorge. Os professores são mais jovens do que todos os alunos. Os alemães são aposentados passeando pela América do Sul. A grega é casada com um grego que veio morar aqui e trabalhar em uma vinícola, o norte-americano é professor de matemática em uma escola americana em Buenos Aires e o brasileiro é veterinário, que quer fazer mestrado e precisa de uma segunda língua. Foi bem engraçado e divertido. Só que não consegui trabalhar, como queria. E em casa não tenho internet... Estou em um 'locutório' e daqui a pouco pego o lento 'trole' para casa. Pelo menos posso baixar meus e-mails para fazer um pouco de coisas no computador em casa.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mendoza - mais alguns comentarios

Hoje foi meu primeiro dia efetivamente na cidade. Levantei-me bem cedo para chegar na escola de espanhol as oito, quando teria um teste de nivelamento. Encontrei com dois alemaes, um casal de senhores que, aposentados, vao passar tres meses viajando pela Argentina. Eles nao falam nada de espanhol e querem aprender um pouco. Tiveram um pequeno acidente com o carro e enquanto esperam o conserto, resolveram assistir a algumas aulas. Nao ficamos na mesma turma, pois, apesar de meu espanhol quase nao existir, por razoes brasileiras, consigo me comunicar melhor que dois alemaes. Na minha turma só tem eu e mais uma garota, da Grécia. Foi bem boa a primeira aula, com o professor Javier. Coisas fáceis. Amanha, ele disse que será muito mais difícil e que na sexta-feira estaremos falando tudo. Só quero ver... Depois da aula, fui almocar com a colega grega, que tem um nome impronunciável. Conversamos em espanhol, usando apenas umas poucas palavras em ingles. Depois, ela seguiu para casa e eu resolvi dar uma volta no centro. Descobri que as lojas ficam fechadas das 13h as 16h30min. Por isso, estou aqui na biblioteca gastando um pouco o tempo, antes de sair para comprar um adaptador. As lojas ficam abertas ate as 19h30min. Mendoza nao é uma cidade muito bonita, mas com ficarei por duas semanas, estou tentando olhar de um modo positivo. Já me informei como ir até as vinícolas que pretendo visitar. Só preciso do meu computador para olhar os sites e mandar e-mails para combinar as visitas. E, para isso, preciso ir atrás do adaptador, que é o que farei agora, que já sao quase cinco horas. Hasta luego!

Mendoza - primeiro dia

Cheguei a Mendoza há menos de 24 horas. Atravessar a Cordilheira dos Antes de onibus foi uma ótima experiencia. Adorei ver o gelo que cobre as pontas das montanhas de perto. De início, achei que nem era gelo, mas depois vi que era uma camada grossa. Na fronteira, demora-se quase uma hora para mostrar os papéis de todos os passageiros, carimbar passaportes e seguir adiante. Já na Argentina, depois que comecamos a descer, dormi um pouco, mas acordei a tempo de ver as montanhas avermelhadas da regiao de Mendoza. Chegando a Mendoza, me deparei com uma rodoviária nada atraente e um calor dos infernos. Nao que o terminal de onibus de Santiago tenha sido melhor. A venda de passagens ainda é feita a mao. Bom, estava morrendo de fome, mas antes precisava trocar algum dinheiro. Nao existem caixas automáticos e o cambio é feito nas próprias companhias de onibus que levam pessoas a Santigo. Resultado: uma exploracao. Bom, tinha que trocar algum, algo como um por um quando aqui no centro se encontra 1 real = 1,30 pesos. Fui comer algo e acho que fui enganada mais uma vez, mas matei minha fome. Também se aprende a ser menos trouxa assim - eu acho. Peguei um remis e fui até a casa onde vou ´morar´durante os próximos 14 dias. A senhora que me recebeu é simpática, o quarto é de bom tamanho, tem um ventilador barulhento e é quente. Acho que fazia tempo que nao passava tanto calor e nao precisava sair de casa sem um casaco. Dei uma volta pelos arredores. A senhora me assustou bastante, porque a seguranca nao é mais essas coisas, ela disse. Bom, digamos que, infelizmente, estou acostumada com a inseguranca. Nos arredores, existe um carrefour e algumas lojinhas, que ontem estavam fechadas, porque era dia de Nossa Senhora da Conceicao. Nao pude avisar ao Claudio que eu tinha chegado bem, mas liguei para a minha mae e ela deve ter avisado. Vi onde pegar o Trole Parque, um onibus eletrico, muito lento, que me trouxe hoje até o centro da cidade. Depois de muito caminhar e de nao encontrar nada aberto, voltei para casa, vi tres pedacos de filmes na teve a cabo e dormi.

Chile - última impressoes

Observei mais algumas coisinhas em Santiago e antes que eu me esqueca: - os rios correm muito rápido; - os restaurantes, muitos deles, nao abrem aos domingos à noite; - os supermercados parecem ter menos coisas atraentes que os brasileiros ' mas isto por ser uma questao cultural, o que nos interessa pode nao ser o mesmo que interessa aos chilenos; - nao sei se já escrevi antes, mas existem muitas lojas de departamentos, no centro, algumas tem varios enderecos, divididos por departamento; - nao há muitas lixeiras nas ruas, apesar disso, alguns bairros sao bem limpos - mais a regiao chique de Vitacura e Las Condes, da Providencia para o centro é mais sujinho; - a Bodega Concha y Toro é mesmo um centro de entretenimento. Sobre os vinhos pouco se aprende, mas se passa uma hora bem agradável, numa espécie de show. Bom, acho que foram essas as impressoes que me causou Santiago. Ainda passarei mais uns dias por lá em breve, quando voltar de Mendoza, antes de seguir para casa, no Rio.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Chile - mais impressões

Mais algumas impressões da cidade:

- Nunca chove nesta época do ano. Por isso, todos os jardins são irrigados - automaticamente, quase tomamos um banho hoje...

- Há muitas igrejas em todas as partes da cidade;

- O metrô é limpo e a tarifa é mais barata que a do Rio, de 380 pesos a 420 pesos, no horário de pico é mais caro;

- Para andar de ônibus é preciso comprar um cartão chamado Bip!. Só descobrimos isso depois de andar de graça durante duas vezes. Na primeira, achamos que o motorista não nos cobrou por que havia muita gente entrando; na segunda, entendemos que ele não cobra a viagem, só se paga com tarjeta;

- A cordilheira fica encoberta na maior parte do dia...

- Não cruzamos com muitos brasileiros por aqui;

- No metrô aqui perto de "casa", uma associação arrecada ração para cachorro. Deduzi que é para os cachorros de rua;

- Falando neles, só se encontram no centro e nos bairros mais pobres. Em Las Condes e Vitacura, onde andamos hoje, não existem, ou, pelo menos, são bem raros;

- Os restaurantes aqui são bem mais caros do que em Buenos Aires, mas comparativamente são mais baratos que no Rio;

- Fiquei decepcionada com o pisco sour... Provei hoje e não achei tão bom quanto esperava... Vou voltar aos vinhos...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Chile - programação

Hoje é nossa quarta noite em Santiago e já deu para fazer um bocado de coisas. No segundo dia, caminhamos feito loucos no Cerro San Cristóbal, um morro com uma santa no topo. Fomos de táxi até a santa, mas depois resolvemos voltar a pé... Bom, por alto, devem ter sido umas duas horas de caminhada, com paradas para fotos, para apreciar a vista e ver dezenas de adolescentes se divertindo numa piscina pública que tem no tal cerro.

Depois, de volta à civilização ainda percorremos mais alguns quilômetros até Vitacura, onde jantamos no ótimo Porto Fuy. Adoramos os pratos e o clima do restaurante. Falaremos mais dele no Le Vin au Blog daqui a alguns dias. Ontem, fomos para a região das vinícolas e para a costa oeste do continente. Passamos, de verdade, por Valparaíso, e paramos um pouco em Viña del Mar, mas estava muito desconfortável. Saímos preparados para ir à praia, mas quando chegamos lá estava um frio horrível. Não foi um passeio tão bom, mas a cidade de Viña del Mar é bonitinha e arrumada.

Ah, esqueci, no segundo dia também fomos até a Almaviva, vinícola toda produzida que tem aqui. Pertence à Concha y Toro, mas não fica junto com a megabodega do Chile. Foi bem agradável o passeio, gastamos o dinheiro do nosso porquinho em um Almaviva, que será degustado lá pelo fim de 2009.

Ontem, na nossa microviagem, fomos a mais duas vinícolas: Casa Marin e Matetic. Fomos bem atendidos e degustamos alguns vinhos muito bons. Mais umas comprinhas, que o Claudio vai ter que dar um jeito de fazer caber na mala...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Chile

Claudio e eu chegamos a Santiago hoje de tarde, depois de seis horas de viagem.

Como anoitece bem mais tarde do que no Rio, por volta das 21h, conseguimos aproveitar bem este primeiro dia, descobrindo o centro da cidade.

Minhas primeiras observações sobre a capital do Chile:

- Tem dezenas de cachorros sem dono andando pelas ruas;
- Existem belos prédios antigos, do final do século XIX;
- Come-se muito cachorro-quente no centro da cidade;
- O sistema de transporte parece ser eficiente;
- Aqui não se come empanadas como em Buenos Aires;
- Os chilenos são atenciosos;
- Apesar do número de vinícolas nos arredores da cidade, pelo menos no centro, não existem muitas lojas de vinho e nos supermercados os bons vinhos são raros.

Por enquanto, é isso. Vamos sair para jantar agora. Acho que será na Providencia.

Livro novo e dor de garganta

 Eu não sei explicar bem o porquê, mas tenho uma quedinha por dias nublados. Obviamente, eu adoro os dias de sol, mas sinto uma tranquilidad...