quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão

A luz piscou uma vez, ficou fraca, piscou novamente e, de repente, restou apenas a luz do monitor do computador. Bendita bateria. Pelo celular, Claudio me disse que a Barra (da Tijuca) também estava sem luz. Acrescentou que estava assim no Rio e em São Paulo. Imediatamente mandei uma mensagem para a Gi, em São Paulo, que pouco depois respondeu dizendo que não era só São Paulo e Rio, mas também em Minas, Goiás e Mato Grosso. E a última frase da mensagem era: “Deu problema em Itaipu”.

Problema em Itaipu, pensei: vai demorar para voltar. Resolvi ir dormir, mas com o Claudio fora de casa e sem saber o que iria fazer, melhor ler... à luz de velas – nessa hora, fiquei feliz por tudo ter lugar certo para ser guardado, pois achei fósforos e velas em segundos. Li até a meia-noite, ouvindo a conversa dos vizinhos na varanda e a sirene da polícia de pouco em pouco. Lá pelas duas, Claudio chegou, são e salvo. Já havia voltado a energia em alguns bairros, mas não em Botafogo. Para esses, tudo resolvido, até o calor de mais de 30 graus.

Quando a luz caiu, pensei feliz: posso ficar navegando por mais um tempo com a bateria cheia do notebook. Ledo engano. Sem energia, a wi fi não funciona e também parou a conexão por fio. Um computador sem internet nessas horas vale menos, mas muito menos, que o mais barato dos rádios de pilha vendidos na Uruguaiana. Sem luz, sem televisão também. E quem tem rádio de pilhas em casa hoje em dia para saber o que está acontecendo? Mesmo que ainda hoje não saibam bem o que aconteceu.

Fiquei pensando (o óbvio) que sem energia elétrica ficamos realmente perdidos. Somos muito dependentes. E, especialmente, ficamos desinformados. A prova foi que ouvi três pessoas perguntando hoje pela manhã: na sua casa também faltou luz ontem?

Outros apagões:

Em 11 de março de 1999, quando houve outro apagão em metade do país, eu estava com meus colegas de faculdade no Shopping Iguatemi, em Caxias do Sul, comendo no McDonalds e tratando sobre questões da formatura, que seria dias depois.

Em 29 de outubro de 2003, quando houve um apagão na Ilha de Santa Catarina, eu estava na Beira-Mar caminhando. Foram dias esquisitos, durante os quais me refugiei no continente.

2 comentários:

Babi Szücs disse...

Realmente, hoje em dia ficamos completamente perdidos em época de apagão. Me lembro como se fosse hoje do apagão de 2003 (como poderia esquecer, acertou minha formatura em cheio!). No segundo dia, saí pelas ruas atrás de um jornal, para saber das notícias, e às 9h30 todos já haviam acabado nas bancas. Ainda bem que eu morava no 5o andar, não foi tão difícil nem levara a Amélie pra passear. E o que fazer de noite? Ler, sim, mas me esbaldei com um novelinho de linha que estava encostado. Sim, foi no apagão de 2003 que eu comecei e crochetear a sério. Pena que a correria de hoje não me deixe mais particar meu hobby predileto!

Babi Szücs disse...

Ah sim, sobre a minha formatura, como bem lembraste, o coquetel foi no 12o andar. A minha lembrança mais querida deste fato, apesar de tudo, foram as pessoas subindo 12 andares de escada (e de salto!). Todos que subiram são muito especiais para mim ;cP