quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tarefa difícil

Eu não tenho nenhum problema em me desfazer de roupas. Até gosto mais do que devia de fazer limpezas no meu guarda-roupa - às vezes, ao olhar fotos nem tão antigas, fico pensando por que razão dei aquela roupa tão rápido.

Também não tenho problema em limpar gavetas, jogar papéis fora. De vez em quando gosto de separar um jornal ou parte de uma revista para ler depois. Quando faço minhas limpezas passo os olhos na data do material guardado e se for antigo demais, faço uma leitura rápida e jogo fora sem dó nem piedade.

Neste fim de semana, porém, fiquei com um aperto no coração ao me desfazer de algumas revistas, de livros e, especialmente, de fitas cassetes. Depois de três anos no Rio, voltei ao meu antigo apartamento em Florianópolis. Quando me mudei, deixei por lá alguns guardados. Achei, agora, que estava na hora de ver o que ainda queria e me livrar do resto.

Afinal, se não precisei daquilo nos últimos três anos, provavelmente posso viver sem.

Abri as gavetas e logo formei uma pilha de coisas para irem para o lixo reciclável. Quando cheguei às agendas antigas e às cartas recebidas entre 2000 e 2006, tomei a decisão de trazê-las para o Rio, pois têm valor afetivo.

Quando chegou a hora dos livros de inglês, senti um pouco, mas pensei: a internet está aí para isso. A dor veio mesmo na hora de me desfazer de fitas cassetes antigas. Ainda tenho meu walkman (comprado em 1992 com o dinheiro de estagiária) e posso ouvi-las, mas a mala já estava tão pesada que tive que escolher. Das 10 que estavam em Florianópolis, escolhi cuidadosamente três. Das revistas, separei apenas uma, histórica. As outras, virarão papel reciclado.

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