terça-feira, 24 de novembro de 2009

Infantil, eu?

Dias atrás, li a um artigo bem interessante da Eliane Brum na Época sobre adultos infantilizados – que, por acaso, contempla exatamente a nossa geração, que é quem está no comando, por assim dizer, no momento. Somos nós que temos crianças para criar, cargos de coordenação, somos quem está consumindo mais, comprando de tudo um pouco, viajando. Não por acaso, como observou um amigo outro dia, os anos 1980 nunca estiveram tão em alta. Claro, somos nós mesmos trazendo à tona nossas referências da infância.

Talvez more aí o ‘problema’, pois resistimos a todo custo a crescer. Queremos ter tudo que tínhamos antes e ainda garantir uma vida tão boa quanto àquela sob as asas dos pais.

Por isso, fico feliz quando observo que há exceções. Hoje mesmo uma colega, na faixa dos 40, estava contando sobre as recomendações que deu para a filha antes de ela fazer uma viagem de dois meses. A filha tem 16 anos e ficou revoltada. A menina está no papel dela, mas felizmente a minha colega de trabalho também. Por pior que seja para os filhos, pais precisam dizer verdades, encher o saco mesmo. Pai é pai, amigo é amigo. Claro que as duas coisas podem ser combinadas, mas na minha humilde opinião pai tem que agir como tal, nem sempre dá para ser só aquele amigo, que passa a mão na cabeça do filho sempre – e aí acontecem barbaridades como aquelas mostradas na tevê todo dia, de crianças/adolescentes sem educação nenhuma quebrando escolas, batendo nos colegas ou fazendo coisas piores, sempre acobertadas pelos pais permissivos.

Um comentário:

Beatriz Zandonadi disse...

Oi Rafa, sei que Motta e Andorinha fazem. Não me lembro de outras!
Bjo..