segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em 15 minutos de caminhada por Botafogo

Em nosso prédio trabalham pelo menos 10 funcionários. Como em todos os ambientes, há sempre aqueles que gostamos mais. Receber um sorriso do Márcio todas as manhãs ajuda a começar melhor o dia.

Logo na primeira quadra, uma garrafa plástica jogada a menos de um metro da lixeira. Será que foi trazida pelo vento e pela chuva de ontem ou foi deixada ali por um preguiçoso? Resolvi começar o dia dando uma ajuda para a cidade ficar (ainda) mais bonita. Joguei a tal garrafinha na lixeira.

Seria bom se ocorresse isso:


Logo cedo assim, encontro os mendigos ainda dormindo pelas ruas ou começando a se movimentar, começando a seguir o seu interminável deslocamento pela cidade, com rumos que nem imagino quais sejam. Um deles deparou-se com um par de All Star preto, ainda em bom estado, largados na frente de um prédio. Parou, conferiu o número e levou-os consigo, Deve ter achado que poderiam ser úteis nesses dias de frio que se aproximam.

Sob o viaduto que dá acesso a Muniz Barreto, dois táxis bloqueiam a passagem. Atrás deles, um motoqueiro e um carro vermelho buzinam insistentemente. Demoro alguns segundos até perceber que os taxistas protagonizam um espetáculo de xingamentos. Uma mãe que traz o filho para a creche corre na direção contrária. “Vai que um está armado e levo um tiro”, diz ela para o segurança do colégio. “Isso que são colegas”, comenta o mesmo guarda para outro passante. Para os taxistas, o dia já começa meio torto.

Observo as roupas de uma funcionária do Edifício Argentina. Mais alguns gramas e poderei usar uma roupa assim, penso.

Fazia alguns dias que o Edifício Samara, na Farani, tinha deixado de ser dormitório de mendigos, mas hoje tinha alguns ali novamente. É impressionante como conseguem emporcalhar aquele canto do prédio. Dormem em meio ao lixo e nem percebem. Sinto um misto de repulsa com pena. Mais repulsa.

Nas calçadas da Pinheiro Machado, na parte da pedreira, mais lixo abandonado na calçada. Dá uma dor ver isso.

No jornal do fim de semana, havia uma matéria sobre a briga do ministério público com a Comlurb – Comlurb é a companhia que limpa a cidade. O MP quer que a Comlurb instale lixeiras coloridas, para que os lixos sejam separados. A Comlurb alega que isso trará um aumento muito grande no custo da coleta, pois terá de ter coletas separadas. Eu adoro lixeiras separadas, mas, sinceramente, acho que instalá-las no Rio será jogar dinheiro fora. Se atualmente sequer jogamos o lixo nas lixeiras de cor única, imagina se vamos separar o lixo por tipo? Aí de que vai adiantar a Comlurb providenciar coletas separadas? Este é o caso da frase clássica: não estou sendo pessimista, mas realista.

3 comentários:

EM! disse...

Ao menos hoje é um dia diferente..é o dia do café. Comemore!

Le Vin au Blog disse...

Dia do Café, Espressamente?
Não é 24.05? ;)

EM! disse...

Hoje é o dia mundial!