terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Aprendizado de 2019: não crie expectativas

2018 foi um ano muito querido comigo.

2019 não ficou muito atrás.

Talvez uma das grandes lições dos últimos tempos tenha sido: não crie expectativas. Nem grandes, nem pequenas. Apenas viva da melhor forma que conseguir.

Foi o que fiz em 2018. E cheguei ao final do ano me sentindo feliz.

Neste ano, eu talvez não tenha seguido isso à risca. Criei algumas expectativas, as quais, obviamente, não se concretizaram. Porém, não fico frustrada ao me dar conta disso. Acho até bom, pois reforça o primeiro pensamento, de que a vida é mais feliz quando não cobramos demais de nós mesmos ou dos outros.

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Acabei de ler a carta de uma amiga, na qual ela faz uma pequena avaliacão de 2019. Nos meses futuros, ela espera descobrir mais sobre uma parte de si mesma, despertada neste ano. Isso gera um tanto de angústia, o que me fez ficar pensando: por que sempre temos que consertar algo? Por que sempre queremos mudar características que nem são tao negativas assim? Obviamente podemos ser pessoas melhores, nos colocarmos mais no lugar do outro, termos mais paciência conosco e com os outros e assim por diante, mas não é exatamente disso que se trata quando falamos entre amigos que precisamos resolver algumas coisas em nós mesmas. Queremos ser pessoas levemente diferentes, "melhor resolvidas", que não se abalam mais com coisas que sempre mexeram muito conosco.

Eu mesma me vejo lidando com temas que já me estressaram várias vezes em momentos diferentes da minha vida. Achei que estavam bem resolvidos. Ledo engano...

Não, não estão resolvidos, mas a forma como decidi encará-los mudou - ufa! Pelo menos isso! Menos reacoes intempestivas, mais respiradas - o que realmente funciona, junto com um afastamento do tema. Depois tudo parece ter menos importância, ainda mais quando é um tema que nem deveria ocupar meu tempo. A vida tem bem sido mais fácil assim.

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Uma das expectativas criadas para 2019 foi a de ter amigos aqui na Alemanha. Posso dizer que os lacos com os antigos se estreitaram e conheci pessoas que talvez com o tempo venham a ser amigos. As amizades aqui desenvolvem-se de forma diferente que no Brasil. Também notei que sem se mexer, nada acontece. Eu fiz a minha parte.

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Viajei o suficiente em 2019. Acordei em Londres no dia 1.01. Depois fiz duas viagens com a família da Dê. Conheci Estocolmo com a Simone. Recebi a visita da Anja e da família do Rodrigo. Encontrei a Tati no aeroporto. Fui ao Brasil. Fiz uma viagem com as sobrinhas e a mãe. Depois ainda passeei com a mãe por aqui e no Marrocos. Conheci a cidade do T. e, depois, a região de onde vêm os pais. E ainda teve os fins de semana agradáveis em Heidelberg e em Baden-Baden com ele. Definitivamente não dá para reclamar.

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Obrigada, 2019, pelas belas surpresas.
Que 2020 seja novamente generoso comigo e com todos.

E o tempo passou até que rápido

E não é que cinco semanas já se passaram? Mais quatro dias de trabalho e... férias!

Não sei se trabalhei mais neste ano ou se cansei mais por alguma razão, só sei que estou realmente, com todas as minhas forcas, contando esses últimos dias.

Porque estou me sentindo cansada, só penso em dormir no tempo que tiver livre, mas já sei que não será bem assim. Talvez no fim de semana, quando estiver na casa do T., mas não na semana seguinte, quando vamos para a casa dos pais. Não que seja preciso madrugar, mas também não dá para se levantar as 11h. O lado bom é que dá para fazer mais coisas ao longo do dia.

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Na semana passada, recebi um pacotinho especial vindo do Brasil. Eu já tinha uma ideia do que havia dentro, mas ainda assim fiquei bem emocionada quando finalmente vi a almofada que minha amiga Márcia fez pra mim. Há alguns meses, ela fez uma feijoada para os amigos e aproveitou para coletar as assinaturas que depois seriam bordadas pela Cris. Ficou lindo meu presente!





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