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"If you leave, don't leave now"

Há dias em que convivo apenas com pessoas que são, em média, 20 anos mais novas do que eu. Nem sempre é muito cômodo. Com algumas pessoas, tenho mais paciência, mas, por exemplo, agora tenho uma colega que tem 18 anos. Eu vejo que minha paciência com ela é mais limitada. Ela poderia ser minha filha. Talvez aí esteja uma explicação. :)
Eu nunca tive vontade de ter uma idade que não a minha. Há quem fale que gostaria de voltar no passado. Sei lá, talvez eu gostasse muito da minha vida aos 30, mas até ter vontade de voltar até lá... Não sei. Acho que prefiro estar onde estou, fazendo o que estou fazendo. 
Eu vivi muito o final dos anos 1980 e início dos 1990. Nesse período passei minha adolescência. E devo dizer que, mesmo com todas as limitações de uma cidade do interior, aproveitei o máximo que pude. 
* o título do post é uma música que faz parte da trilha de Pretty in Pink, filminho querido dos anos 1980 e que fez parte da minha vida.

Dias animados de calor

Eu gosto de dias comuns e de ficar em casa, mas de vez em quando é bom ter uns períodos mais agitados.

Depois de ficar um mês sem curso de alemão, voltei na segunda-feira. Eu sempre acho que é o último curso e depois mudo de ideia, mas talvez esta seja mesmo a última vez que farei um curso intensivo de alemão. Apesar de ser um curso que já fiz, estou gostando da maneira como está sendo conduzido. Somos apenas sete estudantes, o que faz uma enorme diferença. Na última turma, éramos mais de 15. Os dois professores são muito bons.

Nesta semana farei uma palestra online na Semana Acadêmica de Biblioteconomia da UCS. Estou animada. A apresentação em si já está pronta, mas ainda tenho que dar uma boa revisada e ensaiada. Pelo menos será em português. :)

Ontem fui à festa de verão do trabalho. Foi divertido. A comida estava boa e é sempre interessante ver como as pessoas comportam-se em outras culturas. No final das contas, não foi muito diferente de uma festa brasileira. Foi bem agradável e…

A vida tem dessas coisas...

Este é o nome de uma música do Ritchie. Costumo escutá-la frequentemente. Sei lá, gosto. Nos anos em que passei no Rio, eu me encontrei duas vezes com o Ritchie, num mesmo restaurante no Jardim Botânico, mas nunca tive coragem de falar com ele. Sempre estávamos em mesas bem próximas, mas eu ficava com receio de ser invasiva. Tê-lo por perto, porém, me fazia feliz.

Tenho uma amiga brasileira aqui em Münster. Ela vai passar férias na Noruega em julho. Falei que ela deveria começar a ouvir a-ha. Ela, nascida nos anos 1990, não sabia do que eu estava falando. E nem era porque só falamos em alemão.

Maio tem sido um mês calmo. Apesar de ter começado intenso, com viagens e visitas, agora deu uma acalmada. Não estou fazendo curso de alemão, só trabalhando. Os dias têm sido tão quentinhos e agradáveis. Não lembro de ter tido esta mesma sensação no ano passado, quando estava em Stuttgart. Bom, ano passado também minha cabeça estava a mil.

Junho promete ser um mês decisivo para mim. Estou cheia …

Feriadões de maio

Costumava pensar que na Alemanha não havia muitos feriados, mas mudei meu pensamento radicalmente neste mês. Só em maio desde ano, há quatro feriados! Curiosamente um no primeiro e um no último dia do mês. :)

No primeiro, viajei para Gent com amigos cariocas que mora na Holanda. No segundo, fui a Düsseldorf encontrar-me com outro casal de amigos que mora na Holanda. Estava um frio danado, mas deu para ter uma ideia da cidade.

Hoje, segunda de Pentecostes, fiquei o dia em casa, mas ontem dei uma longa caminhada. Decidi ir até duas propriedades aqui perto de casa que pertenceram à família da poetisa alemã Annette von Droste-Hülshoff. A primeira fica a apenas 20 minutos. Chama-se Haus Rüschhaus. A segunda é um pequeno castelo a 5km daqui. Como o dia estava bonito e a temperatura bem agradável, lá fui eu. No final, fiz quase 13km. Foi ótimo. Lá no Burg Hülshoff, que era a casa dos pais da poetisa, há um museu, um jardim e um café. Ontem estava tudo um pouco atípico, pois havia uma feira g…

Por um futuro melhor

Se por um lado estou cansada de fazer aula de alemão. Por outro, ter esta oportunidade de conhecer pessoas com histórias de vida tão diversas é um privilégio. Já havia sido nas outras oportunidades, mas meus colegas nunca tinham tido histórias de vida tão, digamos, atuais. Muitos da turma são refugiados que vieram para a Alemanha em busca de um futuro melhor. Há ainda os que vêm à Alemanha somente porque os pais estão pagando, mas isso mudou.

Na minha primeira experiência na Alemanha, há 19 anos, o cenário era muito diferente. Claro que influencia o fato de eu ter feito um curso supercaro na época, no Goethe-Institut em Frankfurt. Minhas colegas eram todas esposas de algum estrangeiro que estava no país para fazer algo temporariamente - um jornalista do Le Monde, um militar norte-americano, um inglês metido à besta que nem me lembro mais o que fazia, um funcionário de uma multinacional. O curso de alemão era um passatempo para muitas ali.

Agora, o cenário é outro. Aprender alemão defi…

A Páscoa

Enquanto cozinho um arroz para complementar meu jantar, resolvi escrever um post. Não tenho um tema específico para tratar hoje. Talvez possa contar que fui mais um vez a Colônia. Desta vez com um casal de amigos e o filho pequeno. Foi bem legal passar um tempo com eles.

Depois de anos pensando ter/ser uma família (no final, foi pegadinha do malandro), voltei a ser a amiga que acompanha a família das amigas. Este tem sido meu papel desde que saí de casa aos 17 anos. Acho que me encaixo com facilidade nas famílias dos outros. Gosto deste meu posto.

Escondi uns coelhos de páscoa ontem de manhã para o pequeno encontrar. Ele achou estranho só ter coelhos nas coisas dele.
T.: - Por que será que só havia coelhos nas minhas coisas?
Mãe: - Porque as outras pessoas aqui são adultos...
T.: - Então por que a tia Rafa não ganhou?

Morremos de rir. E aproveite para dizer:
- Isso mesmo, T. Só a mamãe e o papai são adultos aqui.

Minha tia Onira

Hoje morreu a minha tia e madrinha Onira. Estou aqui longe, sem nem saber o que fazer.

Lamento pela minha mãe, que deve estar com o coração partido. Sempre foram muito próximas. Acho que nos últimos anos a tia era a pessoa com quem ela falava diariamente e a quem via várias vezes durante a semana. Além de ser a irmã mais velha. Perder um irmão, imagino, dever ser algo bem doloroso.

Desde que me entendo por gente, a tia sempre esteve presente. Antes mesmo de eu ter alguma lembrança, eu costumava ficar em sua casa enquanto a minha mãe ia para a faculdade. Mais tarde, passava sempre uns dias das férias por lá. A tia sempre teve poucos recursos, mas lembro que quando íamos ao supermercado, ela sempre comprava uma balinha de caramelo para mim. Eu ficava feliz da vida. Era ainda na época pré-sacolinhas de plástico e me lembro que a tia sempre levava a própria sacola, que nas minhas lembranças era feita de napa.

Na adolescência, durante uns três ou quatro anos, eu costumava ir uma vez por se…