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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Diário do câncer 16 - fim da quimio, covid, viagens

 A quimioterapia chegou ao fim no dia 31 de outubro de 2022. No mesmo dia, fizemos uma pequena viagem para descansar a cabeça e sair da rotina. Passamos duas noites em Nördlingen, uma cidade ainda cercada por muros e que fica em um lugar atingido por um meteorito há mais de 15 milhões de anos. Um casal de amigos nos encontrou lá e foram dois dias bem felizes e em boa companhia. 

De lá, seguimos mais para o sul, para nosso vagão localizado entre Reutlingen e Passau. Foi a nossa primeira experiência desse tipo. Já havíamos ficado numa minicasa, mas em um vagão, tipo aqueles de circo, foi a primeira vez. O lugar era legal e o vagão, bonito, mas como não estava claro se teríamos água quente e calefação, o primeiro dia foi meio tenso. Depois que ligaram a energia elétrica, ficamos mais relaxados. Painéis solares e um fogão são, a princípio, os responsáveis pela energia, mas como estava nublado e a lareira não esquentou tanto quanto deveria, nada foi como o esperado. De qualquer forma, passeamos bastante pela região e tivemos dias felizes.

Eu já estava gripada fazia uma semana e meia quando viajamos e minha situação. Quando voltamos, eu estava um pouco melhor, mas no dia seguinte, os sintomas começaram novamente com tudo. Estranho, pensei. No segundo dia em casa, tive febre, algo que não tive nunca durante a quimio e nem sei quando foi a última vez na vida. Liguei para o médico, que recomendou repouso, chá e nada mais... 

No fim de semana seguinte, notei que estava novamente sem paladar. Só aí resolvi fazer um teste de covid. Eu já estava há quase três semanas doente e não mudou praticamente nada o fato de estar com covid. Eu só fiquei meio triste, porque achei que passaria ilesa. Depois de ter feito o teste, comecei a melhorar. O ruim foi que tive que adiar os compromissos médicos que tinha. Felizmente, a doença não foi pior que o resfriado que já me acompanhava. O paladar foi voltando devagarinho nas semanas seguintes.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

O ano já começou mesmo

Hoje retomo minhas aulas de natação. Empolgação não é a palavra, mas eu sei que será bom.

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Faz duas semanas que comecei a fazer ginástica. Está sendo tão bom. O curso chama-se Bodyforming e é um curso com exercícios "antigos". Teve até polichinelo. Pena que é só uma vez por semana. 

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Nesta semana tivemos os primeiros casos de covid-19, pelos menos os de que tomei conhecimento. Como estão todos vacinados, os sintomas têm sido leves. 

No trabalho, temos direito a dois testes gratuitos por semana, basta retirá-los no departamento pessoal. 

Há testes para vender em todo lugar no momento, mas há algumas semanas, quando os casos aumentaram, não era tão fácil encontrar. Por isso, acho muito boa essa lei que obriga o empregador a disponibilizar pelo menos dois por semana por funcionário. 

Há umas três semanas, em praticamente todos os lugares, só aceitam a máscara PFF2. 

Apesar de tudo isso, a cada dia o número de casos aumenta. E o de mortes também, especialmente de não vacinados.

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Nesta noite, sonhei com dois animais de estimação do passado, o Piloto e a Mima.

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No final do ano passado, eu enviei livros de presente para algumas amigas. Uma delas me deu um mapa numerológico de presente, que ela mesma fez. A apresentação do resultado foi na última quarta-feira. Foi tão bom! Acho que fazia uns oito anos que não conversámos "pessoalmente" e foi muito legal ter esse contato. Gostei muito da abordagem dela sobre o mapa.

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Passamos um fim de semana tão agradável com os pais do T. em Hamburgo. Quando a mãe dele fez 70 anos a presenteamos com ingressos para o musical sobre Tina Turner. Com o avanço da pandemia, achei que nem conseguiríamos ir agora, mas deu tudo certo. O musical vale muito a pena, é muito bem feito. Fomos também numa espécie de minimundo que tem em Hamburgo, no qual há também cenários do Rio de Janeiro. Precisa praticamente um dia para ver tudo. Para completar, ainda fomos visitar o prédio da filarmônica, fizemos um city tour de ônibus e jantar com minha amiga Rebeca.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Pausa para começar

2022 começou me colocando de molho. No feriado de Natal, convivi alguns dias com uma pessoa que estava resfriada. Resultado: terminei 2021 e comecei 2022 doente.

Estava de folga na semana passada e achei uma pena perder uma das poucas semanas livres tendo que ficar em repouso, mas não teve outro jeito. De qualquer forma, conseguimos passar dias felizes. 

Na segunda-feira, quando voltei para casa, fui ao médico, na esperança de que ele me desse algo para melhorar logo. Não adianta, aqui médico não dá remédio para resfriado. Eu acho meio frustrante, pois estou culturalmente acostumada de outra forma, mas uma parte de mim concorda que o corpo precisa de tempo e cuidado para ficar bom de novo. E isso significa: cama, beber muita água e muito chá, pastilhas para aliviar o incômodo na garganta e é isso. 

Por sorte, a sogra me "receitou" umas gotinhas que "a minha mãe já tomava" e resolvi pedir à farmacêutica um expectorante. Passados 10 dias, estou me sentindo melhor, mas ainda com uma tosse leve, que, me conhecendo, vai me acompanhar por algumas semanas. 

Quando fui ao médico, ele me perguntou se gostaria de fazer um teste PCR, apenas para ter certeza de que não era Covid-19. Eu já havia feito quatro outros testes, mas aceitei na hora. Não custa nada. "Algumas pessoas preferem não fazer, por isso sempre pergunto se o paciente quer fazer ou não." Se por acaso o teste dá positivo, os dados são automaticamente transmitidos para o Departamento de Saúde e você é obrigado a ficar 14 dias em casa. Imagino que alguns não queiram correr o risco de alguém ficar sabendo que estão com o vírus. 

O PCR deu negativo como esperado. O resfriado seguiu feliz, especialmente de manhã cedo e à noite. Ainda bem que recebi licença médica de uma semana e pude ficar em casa descansando, vendo alguma coisa na tv, tomando sopa.

Eu já iria ter dois dias de folga na semana, pois hoje é feriado e a sexta-feira havia tirado livre de qualquer jeito.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

A vida acontece quando você está fazendo planos

Eu ouvi essa frase em uma música um dia desses e ela combina com muitas de nós. Comigo, pelo menos. Eu vivo fazendo planos. Nem sempre me dou conta de que os dias estão passando com o levantar cedo-tomar banho-tomar café-ir para o trabalho-trabalhar 8h-voltar cansada para casa-cozinhar-comer-tomar banho-ler-dormir. E olha que poder fazer tudo isso hoje em dia é meio que um privilégio. Entre uma tarefa e outra, faço planos para os momentos em que não estou nessa rotina. Por isso, talvez, vez ou outra ler ou ouvir essa frase é bom, pois parece que me faz despertar de um modo meio automatizado, meio zumbi.

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Eu nunca mais fui ao cinema. É uma pena, mas a pandemia trouxe junto uma insegurança de ir ao cinema. Eu até fui no verão de 2020. Fui a única na sala. Foi estranho, mas foi bom. 

Aliás, vi pouquíssimos filmes neste ano. Eu não vejo tv há anos e aqui nem sei o que passa na tv. Durante alguns meses neste ano, assinamos o disney+ e vimos tudo que gostaríamos. Quando percebemos que estávamos vendo algo por obrigação, resolvi cancelar o serviço. Depois, assinei o Amazon Prime por alguns meses, mas como vimos apenas uns dois filmes e encomendei pouca coisa, também cancelei. 

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O inverno chegou na última semana. Ainda estou indo de bike pro trabalho, mas todo dia analiso a situação da rua para decidir se vou a pé, de bonde ou de bike. Por enquanto ainda não teve neve que suje as ruas a ponto de ficar perigoso. O problema nem é a neve, mas quando a água congela sobre as vidas e fica escorregadio. Isso é ruim para caminhar e para andar de bike. Eu nunca tive essa experiência antes com a bicicleta, por isso estou um pouco apreensiva, mas acho que com um pouco de prática vai ficar tudo bem. O frio não é o problema, pois as roupas certas resolvem. Hoje comprei uma luva nova, já que a minha atual começou a rasgar e não é impermeável. 

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Se a pandemia um dia terminar, vou receber bastante visitas aqui. Algumas já compraram as passagens. Tomara que dê certo. Agora, por exemplo, é um péssimo momento para vir. 

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Um pouco de tudo

Acho que passei de nível na minha carreira como ciclista. Perdi o medo da chuva. Agora, para nao ir e vir de bike tem que estar chovendo canivetes. Se for uma chuva média, nao vejo mais problemas. Claro que o grande incentivador disso foi ter cancelado o cartao do transporte público. Aliás, hoje estava pensando que já faz quatro meses que fiz isso e tive uma economia de 260 euros. Nada mal, né? Desde entao, usei o transporte público uma vez, mas com o tíquete da viagem que faria a Baden-Baden. Claro que morar perto do trabalho e da estacao ferroviária também ajuda, assim como minha grande sorte de até agora nao ter chovido nem um dia ao ir para o trabalho. Na volta, já tive que colocar a roupa de chuva, mas na ida, nunca.

Uma das coisas mais legais da minha máquina de lavar é que posso programar para ela comecar a lavar mais tarde. Isso é uma ajuda e tanto, pois coloco a roupa na máquina de manha, ela lava uma hora antes de eu chegar em casa e nao fica o dia todo molhada dentro da máquina. Quando chego, está pronta e evito descer e subir até a salinha onde estao todas as máquinas dos apartamentos do prédio, que fica no térreo.

Já o mesmo recurso na máquina de lavar louca ainda nao vi motivo para usar. 

Eu acumulo pontos toda vez que compro em determinadas lojas alemas. Estava com quatro mil pontos e resolvi trocar por algumas coisas que estava querendo comprar. Troquei meus pontos por três produtos: um suporte para celular para acoplar à bicicleta; uma luz com sensor de presenca para o banheiro - pois acho horrível a claridade quando preciso ir ao banheiro de madrugada; e uma balanca. T. ficou triste com a minha decisao de ter uma balanca. Apesar de ele ter uma balanca velha no banheiro, ele viu isso como um retrocesso para alguém que estava tentando ser menos brasileira na pressao que a sociedade impoe em relacao ao corpo. Perdi a luta.

Nesta semana fiz a segunda dose da vacina. Quer dizer, tomei uma segunda vacina. Na primera vez foi astrazeneca; na segunda, BionTech Pfizer. Meu corpo se incomodou um pouco das duas vezes, mas nada pior do que eu já tenha passado na minha vida.

Desde que moro na Alemanha, os veroes tinham sido bem secos. Este ano, nao. Está chovendo horrores em diversos estados, com desabamentos, mortes e perdas enormes. Em Heidelberg, o rio Neckar está bem alto, mas ainda nao teve consequências piores. Só o cancelamento de shows que ocorreriam à beira do rio, o que depois de um ano e meio de cancelamentos de eventos nem surpreende mais. 

Tomara que até agosto melhore, pois gostaria muito de aproveitar minha semaninha de férias com sol. 

Temos duas pequenas viagens programadas e isso me dá uma alegria enorme. Tudo aqui na Alemanha, pois sem ter necessidade, nao tenho a menor vontade de deixar o país. Iremos conhecer (mais eu) duas novas regioes, estou bem animada. 

domingo, 20 de junho de 2021

Vivências da quarentena

 É ótimo fazer uma quarentena sem estar doente e tendo tido tempo para planejá-la. Também é fácil ficar em isolamento quando sabemos que é temporário e que há pessoas nos esperando lá fora. Outro ponto: tendo o suficiente para fazer durante o tempo. 

Estou trabalhando remotamente, com reuniões, minhas tarefas usuais, materiais para estudar. Além disso, tenho o suficiente para ler, para cozinhar, para me exercitar, quebra-cabeça para montar, cursos para finalmente terminar. 

Ainda faltam três dias para eu poder sair de casa.

Ontem fiz focaccia pela primeira vez. Ficou bem gostosa. Eu fiquei bem orgulhosa de mim, pois fazer algo na cozinha é sempre uma pequena conquista para quem nunca se sentiu estimulada a cozinhar. 

Outra conquista da quarentena foi fazer exercícios físicos todos os dias - até aqui. Quando morei em Stuttgart há alguns anos encontrei uma professora no YouTube. Na época fiz um ou outro exercício. Quando voltei do Brasil agora, me lembrei dela - Gabi Fastner. Tinha exatamente uma série de 14 dias. Mais de uma até, mas escolhi a que diz 14 dias até a primavera. Hoje vou fazer a 11a aula estou me sentindo tão bem por estar me movimentando.

Hoje quebrei um pequeno porta-velas. Foi uma das poucas coisas que quebrei nesses três anos de Alemanha. Para ser sincera, não me lembro de ter quebrado qualquer outra coisa. 

Ah, mas o que fiz de mais tolo nesses dias de quarentena foi colocar fogo em uma esponja e num paninho de enxugar a pia sem querer. Bom, quem faria isso por querer. Liguei a boca errada do fogão e não vi. A esponja e o pano estavam em cima dessa boca. Só percebi quando o alarme de incêndio começou a berrar! Levei o maior susto. Fiquei alguns minutos depois sentada no sofá em choque. A sala e cozinha ficaram com muita fumaça - o que dispara o alarme. 

Tirando isso, o mais tem corrido bem. 

sábado, 12 de junho de 2021

Quarentena

 Até então, eu não tinha sentido muito as limitações impostas pela pandemia. Claro que senti falta de ir a restaurantes, cinema e afins, mas, de modo geral, como segui indo ao trabalho e podendo encontrar o T., foi até moleza encarar as restrições. 

Agora na volta do Brasil, está sendo a primeira vez neste ano e meio de pandemia que estou realmente com minha liberdade limitada. Pelo menos durante esses 14 dias depois da chegada de volta à Alemanha. Apesar do teste negativo obrigatório para poder entrar no avião e depois no país, o governo impõe 14 dias de quarentena a quem vem de países com variantes do vírus, como é o caso do Brasil. 

Durante esses 14 dias não posso sair do apartamento, nem para levar o lixo para fora, nem ir à caixa de correspondências. Para vir do aeroporto para casa, porém, pude pegar um trem. T. não poderia ir me buscar porque se fosse, teria ele também que fazer quarentena.

Antes de embarcar ao Brasil, preenchi um formulário com os dados da minha viagem mais informações de onde faria a quarentena. Logo em seguida, recebi um e-mail da prefeitura de Heidelberg com informações básicas sobre a quarentena. E o valor da multa, caso viole a regra: 25 mil euros. 

Havia feito um verdadeiro rancho antes da viagem. Um dia antes da minha chegada, T. comprou legumes, verduras e frutas. Tirando o que estraga mais rápido, teria comida para mais de um mês, eu acho. 

T. me fez uma pequena surpresa ao deixar também flores, livros sobre um tema que preciso estudar, dois quebra-cabeças e uma farinha para fazer um pão de batata. Esse tipo de coisa me deixa feliz, pois eu adoro surpresas e acho que ele é uma das primeiras pessoas que me faz surpresas. 

Como poderei trabalhar durante esse período, não precisarei gastar meus dias de férias fechada em casa. Além disso, com o trabalho, o tempo para fazer outras coisas acaba não sendo tão grande. 

Comecei logo no primeiro dia a fazer uma série de exercícios físicos. Curiosamente, sem perceber, escolhi um curso no YouTube que dura 14 dias. Assim, não posso em dar o direito de pular algum dias. 

Planos que mudam

 Quando maio começou, estávamos cheios de planos. Uma semana de férias, depois teríamos ainda dois feriadões. Na segunda-feira pós-férias fiz uma listinha das plantinhas que iria comprar para colocar nas minhas novas jardineiras na janela. Bom, a lista ainda está aqui, para ser comprada daqui a uns 15 dias...

Naquele mesmo dia, minha mãe me escreveu pedindo se eu poderia ir porque ela não estava bem. Ela não pediria se não fosse sério, ainda mais depois de ter encarado quase um ano e meio fechada em casa, sem poder ver ninguém ou seguir com as atividades a que estava acostumada. 

Em três dias, comprei a passagem, marquei o teste PCR para poder viajar, conversei com meus chefes, consegui uma brecha para fazer a vacina contra o coronavírus, me informei sobre o que deveria fazer tanto para ir quanto ao voltar, fiz compras para a quarentena. E no resto do tempo até a hora de entrar na área de embarque aproveitei todo o tempo com o T. 

Não é o melhor momento para viajar, mas foi bom ter ido, ver como estava tudo de perto. Duas semanas passaram voando. Agora a mãe já está bem melhor.

E ainda pude conhecer o Fafá, meu irmãozinho felino mais fofo do mundo! Que falta que ele me faz. 

terça-feira, 27 de abril de 2021

De bike

Estamos chegando ao fim de abril e me sinto orgulhosa por ter ido ao trabalho, até agora, todos os dias de bicicleta. Tomei a decisao ainda em fevereiro de cancelar meu cartao do transporte público. Por sorte, o clima ajudou. Apesar de ter havido até neve enquanto eu estava no trabalho, na hora e ir e voltar, o tempo estava seco. Frio, muitas vezes, mas seco. 

Ano passado, de abril até setembro, consegui ir praticamente todos os dias de bike pro trabalho. E eram 16km ao todo, ida e volta. Agora, sao apenas 4km. Por isso também a decisao do cancelamento do cartao - e uma economia de 65 euros mensais. Nao há desculpas para nao ir de bicicleta. O percurso dura menos de 10 minutos. Se eu precisar pegar o bonde, a passagem custa 2 euros. Também tomei a decisao para me incentivar a me mexer um pouco mais.

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No fim de semana, o primeiro com temperaturas realmente amenas, decidimos fazer dois passeios mais longos de bicicleta. T. trouxe a bike e percorremos ao todo 90km. No sábado, fomos em direcao ao norte. Estava um dia lindo. Para chegar às cidades vizinhas, vamos por ciclovias instaladas normalmente em meio a plantacoes. Passamos por Ladenburg e em uma outra pequena cidade até chegarmos a Weinheim, nosso destino. Lá, pudemos comprar algo para comer, sentadinhos no centro da cidadezinha bonita. Depois voltamos por Schriesheim e Dossenheim. 

No domingo, fomos a Leimen, Wiesloch, Walldorf e depois Schwtzingen. Estava mais frio, mas nao menos bonito. Foi maravilhoso poder sair um pouco da rotina, do ficar só em casa. O legal dos passeios de bike é que o contato com outras pessoas é mínimo. Só mesmo quando precisamos comprar algo. Acho um meio seguro de passear.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Estado de ânimo que se altera a cada instante

Em vários momentos diferentes, penso que gostaria de escrever um post. Só que nem sempre dá naquele instante, aí deixo pra depois e acabo esquecendo o que tinha de tao importante para registrar. 

Neste momento nao tenho nada de importante para dizer, mas gosto tanto quanto os blogs que sigo dao sinal de vida, que resolvi dar um por aqui também. 

Os dias nao têm sido fáceis. Grande novidade, né? Parece que esse martírio nao tem fim. Nao bastasse agora a cada par de dias saber de alguém que está doente por causa do vírus, no sábado perdi uma grande amiga, que teve outras complicacoes de saúde, ficou em coma por quatro meses e agora, como escreveu a nora, descansou. Toda vez que leio uma homenagem a ela, fico novamente tao desolada. Eu nao consigo acreditar que na próxima vez que nossa turminha do mestrado se reunir, seremos apenas cinco. Eu nao consigo acreditar que ela morreu. Parece que a ouco dizendo em tom conspiratório: "Isso aí, Rafinha, é tudo intriga da oposicao". 

Eu ando me sentindo angustiada demais e ansiosa demais. Comprei dois livros indicados nos comentários de um post da Lud. O primeiro, sobre depressao, fui obrigada a abandonar. Quando o autor comecou a contar como as pessoas se matavam, achei melhor parar de ler. Nao que eu esteja a esse ponto, mas ler sobre isso acho que me causaria uma angústia ainda maior. O segundo, sobre ansiedade, é mais "leve", mas acabei lendo outros dois livros enquanto o estou lendo. Aliás, um que gostei muito foi o de Alexandra Gurgel sobre odiar o próprio corpo. Vivemos mesmo numa sociedade doente.

Ainda nao consegui decidir sobre quando vou me dar uma semana de férias. Eu queria sair um pouco da rotina e nao simplesmente ficar em casa sem fazer nada. Talvez no comeco de maio, vamos ver. Abril já está quase no meio... Ano passado fizemos alguns tours de bike em maio e foi tao bom. Quem poderia imaginar que neste ano a situacao estaria pior do que há um ano.

Enquanto estava escrevendo este post, recebi uma mensagem de uma amiga brasileira. Ela conseguiu um emprego em uma biblioteca! É como se eu tivesse recebido um choque de ânimo. Estou sentindo uma alegria sem tamanho. Incrível como uma notícia boa pode ser transformadora. 


quarta-feira, 31 de março de 2021

Lista de tarefas para a vida - ou um ataque de frases de autoajuda

1. Nunca esquecer o quão privilegiada eu sou. Nunca! Neste mundo injusto, ter um teto e o suficiente para comer já é um baita privilégio. Que dirá um emprego relativamente seguro, um amor e recursos suficientes para tomar decisões. 

2. Não perder a esperança em momentos de desesperança. Não há tempestade que não seja sucedida por um belo dia de sol, mesmo que demore.

3. Lembrar de beber bastante água. Dizem que faz bem pra pele, pros órgãos e tudo mais. Se tudo isso for mentira, pelo menos você terá um motivo para dar uma escapada da frente do computador para ir ao banheiro - e, assim, dar uma voltinha.

4. Em tempos de pandemia, um motivo a mais, para se libertar de amizades ou relacionamentos em geral tóxicos. O tempo que passamos aqui já é tão limitado, para se perder tempo com gente que não vale a pena. Fazer já uma limpa em todas as redes sociais e, quem sabe, uma lista de desculpas para a próxima vez que alguém bad vibes te convidar para fazer algo.

5. Dentro do possível, dormir as horas que seu corpo reivindica. Há momentos em que pensamos que dormir é perda de tempo, mas cansados tomaremos decisões bobas e estaremos sem energia para aproveitar a vida.

6. Aliás, aproveitar a vida deveria ser o norte de qualquer um. Seja lá o que for para cada um aproveitar a vida. Para mim, é poder decidir o que quero fazer nas horas seguintes, sem pressão.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Um pouco de férias, talvez seja disso que eu esteja precisando

 Estou me sentindo tao estranha nesses últimos dias. 

Sempre digo e escrevo e penso que vou parar de ler notícias sobre o Brasil, sobre a pandemia, sobre as misérias do mundo... e lá estou eu de novo às seis da manha percorrendo todos os jornais possíveis e discussoes intermináveis no twitter...

O mundo nao está para amadores no momento. E olha que nós, brasileiros, nem somos amadores. Nós somos especialistas em lidar com as coisas desabando, o mundo pegando fogo, as nossas expectativas sendo reduzidas a quase nada. Porém, nem assim está sendo fácil encarar tudo. 

Eu me sinto sobrecarregada, mesmo tendo uma vida nada sobrecarregada.

Estava aqui fazendo automaticamente minhas atividades na biblioteca e pensando que há um ano estava fechando as malas para a viagem ao Brasil. Aí decidi que assim que os hotéis voltarem a funcionar, vou tirar dois ou três dias durante a semana e fugir um pouco da minha rotina.  

Um pouco de férias, talvez seja disso que eu esteja precisando

sexta-feira, 5 de março de 2021

Vida segue

Eu já perdi as contas de quantas vezes já voltei às aulas de inglês. Pois agora voltei de novo. Foi num impulso. Uma amiga fez uma recomendação no Instagram, imediatamente escrevi para a professora, que respondeu também de imediato. Marcamos uma primeira conversa, gostei e marcamos as aulas. Duas horas por semana, com o compromisso de eu estudar por conta pelo menos duas outras horas na semana.

Eu aprendi a beber chá nos últimos anos. Antes, bebia de forma esporádica e sem apego. Agora, me pego gastando longos minutos na seção de chá do supermercado. Meu paladar foi se transformando. Inicialmente gostava dos chás vermelhos. Agora parece que os de ervas me agradam mais, camomila, hortelã. Ainda não estou tão avançada para gostar de chá de sálvia, mas, quem sabe, no caminho. Beber um chá agora significa ter uns minutos de (mais) introspecção, de colocar os pensamentos em ordem. E também porque é ótimo em dias frios para aquecer as mãos e a garganta.

Outra mudança desde que moro na Alemanha tem sido me aventurar mais na cozinha. Não é que eu prove receitas mirabolantes, nada disso, mas passei a cozinhar receitas básicas com mais frequência e a raramente comprar comida pronta. Acho que como mais quando cozinho, mas tirando isso tem sido uma ótima experiência. T. é bem parceiro e como também é bem amador, como eu, nos entendemos bem nas nossas pequenas cozinhas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Novidade tardia: home office

Na última segunda-feira, recebemos uma mensagem do setor administrativo sobre a nova medida determinada pelo governo, ou seja, o uso de máscaras "médicas" em supermercados, no transporte público e... no local de trabalho. Agora nossas antigas máscaras de pano sao coisa do passado. Só valem as tais máscaras FFP2 ou aquelas descartáveis usadas normalmente em postos de saúde. 

Naturalmente, assim que foi anunciada essa medida na semana passada, as máscaras sumiram. No dia seguinte, praticamente todo mundo já estava adequado à novidade. Menos eu. Até entao eu tinha vivido bem com minhas máscaras caseiras feitas de camisetas velhas. Nao tinha comprado nem umazinha. Tive que me render. 

Como nao achava mais nas lojas aqui perto, encomendei on-line. No mesmo dia, uma colega me deu uma dessas descartáveis e consegui encontrar outras no supermercado. Só tinha procurado nas drogarias. Comprei duas no supermercado e fiquei superfeliz - e arrependida da encomenda cara. Bom, agora tenho sete dessas FFP2, que podem ser usadas e depois deixadas tomando ar por sete dias até o próximo uso.

No mesmo e-mail do chefe do setor admininistrativo veio mais uma recomendacao para trabalhar de casa, quem pudesse. Escrevi imediatamente para a subchefe dizendo que iria me organizar para trabalhar de casa alguns dias da semana. Era algo que ela tinha recomendado já em abril quando voltei das férias. Praticamente toda a biblioteca trabalha de casa. 

Ontem, depois de pensar muito, escrevi dizendo que trabalharei tercas e sextas-feiras de casa. Ela acatou na hora e disse que iria comunicar meu chefe e o departamento pessoal. 

Pensei: quando o chefe souber, vai vir aqui. 

Dito e feito. 

Tem alguns minutos que ele veio todo curioso perguntar por que somente agora, depois de tantos meses, eu decidi trabalhar "parcialmente" de casa. Dei os meus motivos. Recomendacao em todos os lugares (de Angela Merkel, a notícias na tv, o e-mail do comeco da semana). "Mas a senhora nao é obrigada a trabalhar de casa, a senhora sabe, nao? A senhora foi uma das únicas que continuou vindo trabalhar presencialmente, por isso a minha surpresa agora."

Meu chefe tem um lado supercontrolador. Acho que ele estava feliz por saber pelo menos o que uma funcionária faz. :-) As demais, já antigas, nao dao muita bola para ele, infelizmente, e fazem o que querem. 

Eu vou fazer uma tentativa. De repente acho um saco trabalhar de casa. Se bem que com esse clima frio, acho que vai ser bom poder ficar protegida no meu apartamento quentinho duas vezes por semana.  

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Final de 2020

Começamos 2020 ajudando na mudança de amigos do T. em Frankfurt. Casa cheia de pessoas que se conheceram naquele fim de semana. Algo impensável neste final de ano. Praticamente todo mundo que conheço passou o Natal e a virada com a família, e muitas vezes só mesmo as pessoas mais próximas da família, em grupos bem menores do que 10, 15 pessoas. 

Passamos o Natal em Nierstein, depois de semanas pensando se iríamos mesmo. T. fez um teste antes de tomarmos a decisão final. Por enquanto, estamos todos saudáveis. A família é pequena. Ficamos com os pais durante os dias autorizados pelo governo, de 23 a 26 de dezembro. Depois um dos irmãos veio passar um dia conosco. 

Ontem, estávamos sozinhos. Fizemos Raclette e foi muito bom. Esperamos até a meia-noite para mais um brinde e fomos dormir felizes. 

Eu ainda tenho mais uns dias de folga, antes de começar o novo ano no trabalho. 

A pausa de duas semanas e meia está sendo muito boa. não fizemos nada específico. Simplesmente ficamos à toa, cozinhando comidas de que gostamos, lendo um pouco, recebendo a visita dos gatos dos vizinhos, fazendo algumas caminhadas. Até vimos um filme. A pausa ideal, sem estresse, sem expectativas. 

Eu sou grata por ter tido uma companhia tão agradável neste ano que passou. Estar sozinha não é exatamente um problema para mim, mas foi bom ter alguém pra planejar pequenas escapadas nesses meses de incertezas no mundo inteiro. 

Estou feliz por estar aqui na Alemanha. Se estivesse no Brasil, imagino que estaria ou muito alienada ou muito mal. Só de ler as notícias, tenho sensações e emoções muito ruins.

Desejo que todos tenhamos um ano melhor, mais leve. Ainda que eu pessoalmente não tenha realmente motivos para reclamar. Minha vida, apesar de tudo, sofreu apenas algumas pequenas alterações. 

Que sejamos mais empáticos em 2021. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Lockdown - pelo menos parcialmente

O que ninguém queria parece que vai realmente acontecer: restaurantes, cinemas, academias e bares vao voltar a fechar, inicialmente durante novembro. É uma tentativa de frear o avanco do número de infectados com o vírus. 

Meu chefe acaba de bater aqui na sala para saber se eu planejo trabalhar de casa. Expliquei que nao havia mais computadores disponíveis e o meu computador pessoal nao conseguiu se conectar remotamente com o computador do trabalho. Sendo assim, eu vou continuar vindo. 

Parece que serei a única. E ele. 

Os demais colegas, que desde marco já trabalham remotamente, irao continuar vindo apenas uma ou duas vezes por semana ao instituto. Eu até gostaria de ter essa opcao, mas acho que vou continuar vindo normalmente. Além do mais, estou morando mais perto agora, o que facilita tudo. Nao preciso necessariamente pegar transporte público para chegar ao trabalho.

Lojas, creches e escolas continuarao funcionando, seguindo medidas de seguranca e higiene. Acho uma pena fechar os restaurantes, tantos haviam investido em estruturas para proteger os frequentadores, diminuído o número de mesas. 

Torcer para a situacao estar melhor até dezembro.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Frio

O número diário de infectados por COVID-19 aumentou significativamente na última semana. O que parecia superado retorna novamente: as limitacoes para encontrar pessoas, as incontáveis idas ao banheiro para lavar as maos, o olhar desconfiado para cada pessoa que dá uma fungada mais forte. 

Para completar a calefacao no instituto está com problemas há semanas, sem perspectiva de ser consertada nos próximos dias. Eu sofro bastante com o frio. Passo o dia tomando chá, para dar uma enganada.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Pandemia - segundo tempo

O instituto em que trabalho está desde marco com atendimento limitado. O trabalho interno segue mais ou menos sem alteracoes - com a diferenca de que muitos colegas trabalham de casa -, mas a recepcao ao público externo mudou completamente. Antes era um ambiente mais "barulhento", com pessoas circulando pelos corredores, as salas de leitura da biblioteca relativamente cheias, palestras, encontros, burburinho de grupos indo almocar juntos. Tudo isso parou. As salas de leitura lentamente recebem alguns poucos visitantes previamente registrados e que apresentam teste negativos do vírus caso venham do exterior. 

A máscara já se tornou algo normal e, para a maioria, aceitável. Raramente se vê alguém sem. Talvez sejam pessoas como eu que entra no ônibus, saca o celular, esquece da vida e só percebe que está sem máscara uns 5 pontos adiante ao ouvir o anúncio rotineiro da obrigacao de usar protecao que cubra o nariz e a boca. A multa é de 50 euros. Por sorte, nas duas vezes que estava no mundo da lua nao houve controle. Aliás, atualmente é mais fácil ter controle do uso de máscara do que de passagem.

De abril até junho era uma maravilha ir de trem daqui até Baden-Baden. Sempre estava vazio. No verao ou desde que temos que usar máscara no transporte público, a minha impressao é de os trens estao bem mais cheios. Eu ainda evito sentar ao lado de outras pessoas.

Eu consegui ir quase que diariamente de bike para o trabalho durante seis meses - do comecinho de abril até o final de setembro. Desde que o outono comecou, porém, também comecou a chuva. Com frio eu até encararia andar os 8km de bicicleta, mas com chuva já acho mais complicado. Quem sabe quando eu estiver morando mais perto. 

Aliás faltam 18 dias para eu deixar o apartamento em que moro agora. Estou animada para comecar uma nova vida no novo endereco, mas para isso ainda faltam mais de 5 semanas...

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Fica mais um pouquinho, verao

O verao decidiu se despedir devagarinho. Ainda bem. Apesar de nos dias de chuva, a temperatura cair um pouco mais, o que se nota é uma diminuicao gradual ao longo das semanas. Assim como a diminuicao das horas de sol.

Eu nem posso reclamar, pois aproveitamos até que bem os dias de calor, mas gostaria de ter viajado mais. O ano realmente foi bem diferente do que se esperava. Tínhamos tantos planos no comeco do ano. Ainda em fevereiro, já tínhamos várias atividades programadas para o verao. A pandemia alterou praticamente tudo.

Quando tudo estava fechado, fizemos muitos passeios pela floresta em Baden Baden, andamos um montao de bicicleta por diversos lugares. Fomos a várias cidades nos arredores de Heidelberg, como uma preparacao para os passeios maiores que faríamos - Speyer, Nierstein, a viagem pelo Neckar e o tour pelo Mosel. 

 A bicicleta foi a melhor aquisicao de todos os tempos por aqui. Passei a usá-la com mais frequência ao voltar das férias, em abril. Vamos ver até quando vou aguentar vir ao trabalho com ela. Estimo que pelo menos até o final de setembro. Por enquanto está dando para encarar com uma jaqueta mais quentinha, que sinto vontade de arrancar depois de segundo quilômetro.

Estou já ansiosa para mudar para o apartamento novo, mas ainda faltam dois meses. Meu plano é tentar aproveitar ao máximo o bairro em que estou agora, pois depois raramente irei para aqueles lados. Minha vida vai realmente dar uma boa alterada, pois vou viver em uma parte de Heidelberg ainda pouco explorada - mas com muito potencial.

Eu estou toda animadinha com a mudanca. Talvez porque nao tenha experiência com ter que fazer tudo em um apartamento novo, de instalar lâmpadas a esperar pelos móveis - que também terao de ser montados. Com isso nao estou mesmo quase nada preocupada. 

Antes da mudanca, teremos duas pequenas viagens. T. já reservou nossos hotéis. Duas viagens curtas para comemorar nossos aniversários. Pela primeira vez na vida nao sou eu quem tem que tomar a iniciativa para planejar as viagens. Planejamos juntos, mas quando menos espero já recebo uma mensagem com uma sugestao de hotel ou passeio. Isso é bem bom!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Estava apenas um pouco cansada

Morar longe de amigas queridas, independentemente da distância, é algo que faz parte da minha vida há pelo menos 26 anos, ou seja, muito mais do que a metade da minha vida. Conhecer pessoas, criar vínculos, estabelecer laços de amizade e partir para outra experiência que se apresenta foi meio que uma rotina nesse período. Em alguns lugares, fiquei mais tempo, noutros fiz amizades mais profundas e duradouras. Em todos sempre aprendi algo, vivi momentos bons, enfrentei algumas das minhas pequenas tragédias.
Desde que moro na Alemanha, percebo uma mudança na forma de olhar para esse passado e também me vejo diferente nas expectativas com relacionamentos – antigos e atuais.

Ao olhar para as amizades de anos, me peguei avaliando o quanto (ainda) valiam a pena ou o investimento de tempo. Não somente para mim, mas também a minha amizade para essas pessoas. Naturalmente só elas podem decidir se vale a pena terem a minha amizade, mas comecei a me questionar sobre o porquê de manter algumas pessoas na minha vida. E vida muitas vezes significa simplesmente mantê-las em minhas redes sociais, já que alguns não vejo há mais de 25 anos. 

Começou aí uma grande confusão na minha cabeça, pois curiosamente passei a questionar as amizades que considerava como as grandes, as melhores. Pensei nas amigas com quem ao longo do ano troco uma ou outra mensagem, muitas vezes em decorrência de algo publicado no Instagram ou Facebook.

Escrevi essa primeira parte do post há algumas semanas. 

Nesta semana, algumas nuvens se dissiparam. No dia 20 de julho foi o tal dia do amigo. Uma amiga querida fez um post bonitinho sobre nossa amizade. Isso acho que mexeu algo em mim, pois à noite neste dia me vi querendo escrever para as pessoas de que gosto. E foi o que fiz. O resultado não podia ter sido mais bonito. Recebi imediatamente respostas. Acho que parte da confusão se esclareceu. 

Continuo me questionando sobre o que vale a pena manter na minha vida e essa minha busca pelo essencial segue.

Anotações curtas

Viagens:   Eu não fiz uma conta superprecisa, mas calculei que no ano passado dormir pelo menos 90 noites em hotéis, albergues ou visitando ...