terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Pequenos comentários

No curso de italiano, de vez em quando, escutamos algumas músicas. Uma delas foi “L'isola che non c'è”, de Edoardo Bennato, música que ouvi hoje no rádio agora há pouco e me lembrei das últimas férias. Estava ao balcão de uma padaria em Pádua, esperando para comprar um café e um croissant, quando ela começou a tocar. Eu fiquei contente por tê-la reconhecido.

Com os dias ficando cada vez mais frios, estou pensando em trabalhar alguns dias de casa. Hoje, um colega do setor de TI reinstalou o acesso em meu novo computador. Mencionei que a minha câmera estava estragada. Ele pediu para olhar e chegamos à conclusão de que estava simplesmente fechada. Eu ri. Uma coisa tão boba. Eu já estava prestes a encomendar uma câmera externa.

 

No ano passado, a mãe estava aqui. Eu estava doente e não sinto saudades disso, mas sinto falta de passearmos juntas por aqui. Antes de eu passar pela minha cirurgia, fomos algumas vezes a diferentes mercados de natal.

 

Já faz tanto tempo que lojas e casas estão enfeitadas, que parece que o natal já está logo ali. Dezembro ainda nem começou. Amanha já podemos abrir nossos calendários do advento. Penso em comprar um nos próximos dias, quando passam a ser vendidos com um bom desconto.

 

Hoje li que uma atriz de Barrados no Baile está com um câncer incurável. Há alguns anos, ela teve câncer de mama. Ler esse tipo de notícia me dá um aperto no coração. Ninguém consegue prever o futuro, eu não sei se ficarei doente de novo, mas sinto uma angústia.

sábado, 4 de novembro de 2023

Uma viagem ao frio

Estou no Brasil faz três dias. Depois de quase 30 horas de viagem, cheguei à casa da minha mãe. No dia em que peguei o avião na Alemanha, ela me escreveu contando que estava com covid, havia feito o teste uns minutos antes. Fiquei em um dilema, sobre ir para um hotel nos primeiros dias ou vir direto para casa. Afinal, ela precisava de alguém para lhe cuidar.

Acabei vindo para casa. Estamos as duas de máscara, conversando de longe. Comprei máscaras, álcool em gel, luvas descartáveis e testes. No primeiro teste, a marquinha estava bem forte. No de hoje, ainda aparece, mas bem mais fraca. Eu continuo ilesa e espero que continue assim. 

***

Eu planejei essa viagem lá por agosto. Gostaria de fazer uma pequena viagem com a minha mãe. Inicialmente, havia pensado no Uruguai, mas ela não estava muito bem e acabei não programando nada. No final, foi até melhor. Se ela melhorar até a semana que vem e se eu não estiver infectada, pensamos em ir a Gramado. Vamos ver se vai dar. 

Nesta semana, vou à médica aqui. Quero fazer todos os exames de sangue possíveis, tudo que na Alemanha é tão difícil.

Eu tinha planos de visitar algumas amigas, mas cancelei tudo. Acho que desta vez ficarei mesmo somente por aqui.

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O gato da minha mãe é totalmente dedicado a ela. Fico impressionada. Quando tínhamos a Mima, sempre que eu ou a minha irmã vínhamos para cá, ela simplesmente ignorava a minha mãe e só ficara ao nosso redor. Agora, o Fafá é que faz isso, mas com ela. Não está nem aí para quem chega. Afinal, no resto do tempo são só os dois em casa. 

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Está um frio danado aqui. Quando perguntei pra minha mãe, ela me disse: está quente... Agora estou aqui com os pés gelados. Tomara que melhore.


Às vezes, parece ser melhor ser alienada

Escrevi os primeiros dois parágrafos faz um tempão, acho que um mês:

O mundo está sempre em uma convulsão louca, mas há momentos em que parece que piora. Confesso que estou preferindo viver de forma alienada, dentro do possível. Não que em algum momento eu tenha tomado conhecimento mais aprofundado sobre temas de política global. Acesso diariamente pelo menos seis jornais diferentes, do Brasil e da Alemanha, mas o que obtenho são apenas informações superficiais, que já me deixam muito nervosa.

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Estive de férias por duas semanas. Voltei bem descansada ao trabalho. Na primeira semana, fui para o norte da Itália. Viajei de trem, via Munique e Innsbruck. Que viagem linda de trem. Há momentos em que parece que você está dentro de um daqueles filmes bem feitos de turismo, com montanhas ao fundo, casas bonitas com flores nas janelas, vaquinhas pastando no verde.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Elucubracoes sobre uma muda de roupa

Hoje estou vestindo a mesma roupa de cinco anos e pouco atrás, a mesma que usei para a entrevista de emprego na biblioteca. É quase como uma roupa de ir à missa. Simples, mas na qual me sinto bem. Nada aperta, não é quente e não é tão fresca. Ou seja, boa para um dia de aniversário.

Ao perceber minha escolha, pensei em várias coisas.

Primeiro: em cinco anos não comprei nada que substituísse essa dupla de calça e blusa. A calça comprei no dia da entrevista, umas horas antes. A blusa ganhei de uma ex-sogra. Ela havia recebido um presente de uma loja cara no Rio que só vendia tamanhos pequenos. Como não conseguiu encontrar nada para ela, me deu a roupa para trocar por algo para mim. Eu não sou muito consumista, tenho poucas roupas, mas todas bem simples. Se fosse convidada para algo mais chique hoje, provavelmente não teria algo mais requintado para usar. De qualquer forma, diria que meu guarda-roupa é adequado ao meu (baixo) nível de cuidados com as roupas.

Segundo: constatar que minha “roupa de ir à missa” está em ótimo estado e já tem cinco anos e meio me ligou o alerta. Aquela coisa de guardar as loucas bonitas para as visitas, sabem? Por que deixo essa roupa para usar somente quando acho que a situação é especial? Quando ela, na verdade, não tem nada de tão especial assim. Hoje de manhã quase fui na direção do jeans com camiseta, mas depois de segundos de indecisão, considerei que poderia usar as duas peças. Afinal, hoje é um dia especial.

Terceiro: tive um momento de felicidade ao perceber que, apesar de tudo que passei, minhas roupas sempre me servem.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Diversos

Hoje fui ao dermatologista, minha primeira vez aqui. Bom, a consulta foi relâmpago como a de qualquer outro médico. Eles parecem sempre estar com muita pressa, mesmo que nao haja mais pacientes a serem atendidos. Dois médicos olharam todas as pintas e marcas do meu corpo. Chegaram à conclusao de quem nao há nada de errado na pele. Apesar disso, quiseram fotografar uma mancha no pé. Ela já está ali há pelo menos 20 anos. Daqui a dois anos, quando eu voltar para novo controle, usam a foto para ver se houve modificacao.

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Coloquei recentemente dois lembretes na minha mesa do trabalho: 

    1. Lembre-se de tomar água!

    2. Faça tudo mais devagar, com mais atençao. 

Esse segundo ponto tem sido minha meta nas últimas semanas. Fazer tudo mais devagar. Pra que a pressa?! Eu costumo andar rápido na rua, trabalhar rápido, limpar a casa rápido. Comecei a me questionar para quê? Grande parte das coisas posso fazer mais devagar, olhando ao redor talvez, respirando. 

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Há algumas semanas, o gramado aqui do trabalho parecia ter morrido. Dava para ver a terra preta, como se tivesse sido incendiada. Agora, depois de um mês de chuva, tudo já está verdinho de novo.

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Outros hábitos que gostaria de desenvolver seriam:

- comer uma fruta pelo menos todos os dias

- passar protetor solar no rosto e nas mäos mais de uma vez por dia. Passo pela manhä e acho que deveria passar pelo menos depois do almöco

- aprender algumas palavras novas todos os dias, em qualquer idioma

 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Com trilha sonora

Eu adoro ouvir rádio. Foi o primeiro objeto que comprei ao me mudar para a Alemanha em 2018. Não sei por que demorei tanto para comprar um para o trabalho. O bibliotecário anterior tinha um. No último dia, ele me disse: vou lhe deixar a chaleira elétrica, mas levarei o rádio. Nos últimos cinco anos, ouço música na internet, com fones. Mês passado, porém, tomei a decisão de comprar um radinho, que não usa pilhas, mas tem uma bateria recarregável via cabo usb. Ah, a modernidade. Agora, posso ouvir música, notícias e comerciais sem precisar de fones. Tao libertador. 

*** 

Uma vizinha do T. fez aniversário nesta semana. 65 anos. E decidiu comemorar com 65 horas de programação. Eu achei a ideia genial. Não são 65 horas ininterruptas, mas 65 horas divididas em vários eventos. Estou feliz por ter chegado a sexta-feira e poder ir a Baden-Baden para comemorar um pouco com o grupo. Hoje, haverá um churrasquinho. Amanha, uma visita a uma emissora de tv e rádio, a SWR, e mais tarde, cinema ao ar livre. O presente planejado pelos vizinhos compreende 12 encontros, cada mês um vizinho fará algo com ela. Em setembro, iremos a um winebar juntos.

Aliás, presentear experiências é uma prática bem comum aqui. Dado que todo mundo tem ou pode comprar praticamente tudo que quer, presentear coisas não faz muito sentido. Ultimamente tentamos dar presentes que nos incluem também, passar um tempo com a pessoa. Ano passado, fomos a um musical com os pais do T. Neste ano, fomos ao cinema com o sobrinho do meio. Todos ficamos bem felizes. 

*** 

Parece que o verão resolveu voltar por mais um pouco. A partir de hoje, depois de quatro semanas de chuva, será um pouco mais quentinho. Ainda bem! Eu terei uma semana de férias no final do mês e estou superanimada. Feliz porque fará calor. 

*** 

Meu cabelo está crescendo... e encaracolando. Estou achando lindo!

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Vida de trabalhadora :)

A diferença para uma pessoa “normal” e uma que teve câncer é que a primeira não vai pensar que está tendo uma metástase a cada dor diferente que sentir. 

Eu voltei a trabalhar em tempo integral desde segunda-feira. Nas oito semanas anteriores, fui aumentando meu tempo gradualmente. Comecei com três horas e meia por três dias na primeira semana até chegar a seis horas por cinco dias na oitava semana. Foi bom ter feito assim, pois meu corpo foi se acostumando gradualmente ao ficar sentada, ao olhar o computador por horas, às idas e vindas de bike até o trabalho. Também foi um período necessário para me lembrar quais eram os comandos que usava para realizar algum tipo de tarefa – alguns estavam bem escondidos na minha memória. 

Nesse período, recebemos um ventilador para tentar combater o calorão que estamos vivendo. Confesso que depois de tantos anos no Rio nem acho tão quente assim, mas há dias que são mais difíceis. De qualquer forma, eu adoro o verão. Eu gostaria de fazer comentários/avaliações no Google sobre os lugares que visitei nas últimas semanas, mas não estou conseguindo encontrar o tempo para isso.

Outra novidade é que comprei um rádio. Gosto de ouvir música enquanto trabalho e usar fones acho tão desagradável.  

Desde que voltei a trabalhar em tempo integral e desde que faço ginástica e musculação duas vezes por semana, meus fins de tarde têm ficado meio curtos. Noto que estou indo dormir mais tarde do que gostaria também. 

Eu durmo rápido, para minha sorte, mas nem sempre tenho vontade de sair da cama tão cedo. Tenho acordado sempre às 6h45, mas talvez pudesse dormir até as 7h30 sem problemas. Eu só preciso estar no trabalho às 9h, mas sempre chego às 8h30, porque simplesmente não tenho mais nada para fazer em casa e vou para o trabalho.

Estou planejando três viagens ao mesmo tempo. Isso para mim é a pura felicidade.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Festa de verão

No último domingo, fizemos uma festinha aqui no prédio. Temos um grupo de WhatsApp e por ali trocamos avisos, pedimos ajudas (para alguém esperar por um pacote, receber flores, emprestar algo) e organizamos esses encontros de tempos em tempos.

Uma particularidade do meu prédio* é que nos mudamos todos no mesmo dia. O prédio é de 1890, mas foi comprado por uma instituição ligada à prefeitura e totalmente reformado internamente. A fachada é a mesma, mas dentro renovaram bem. No meu apartamento, ainda há as portas e janelas originais, que dão um ar bonito à construção. 

Quando a reforma ficou pronta, viemos todos juntos. Imagina a quantidade de caixas de papelão que havia no lixo! Levamos semanas para que a lixeira pudesse ser usada de forma regular. 

Já houve umas quatro ou cinco festinhas e mercados de pulgas. Eu participei até agora somente de duas, pois nas outras não estava em casa. Com exceção de quatro moradores, eu incluída, todos têm entre 25 e 30 anos. No ano passado, um casal teve o primeiro bebê. Por enquanto, a única criança por aqui.

Os encontros são bem animados e tranquilos ao mesmo tempo. Eu acho uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais dos vizinhos, falar dos nossos problemas comuns enquanto inquilinos e passar umas horas agradáveis em nosso pátio. 


* Meu prédio não é o único no terreno. Ele fica no pátio interno, mas há também um de frente para a rua e ainda mais dois apartamentos em cima de uma marcenaria que ocupa o térreo. Ao todo, são 14 apartamentos pequenos - ontem, havia pessoas de 10 apartamentos e mais uma funcionária da marcenaria. Do meu prédio, dos seis, estávamos em cinco, mas a sexta moradora nos deu um oi antes de sair com o namorado. 


quarta-feira, 21 de junho de 2023

Ah, o verão

Esperamos tanto tempo pelo verão. Aí ele chega e ficamos esgotados pelo calor, querendo que ele não seja tão forte e longo. Às vezes, fico pensando como aguentei o verão no Rio por tantos anos. Aqui, quando a temperatura chega a 27, 28 graus, já estou no meu limite. Uma amiga brasileira me visitou na última semana e me disse que o calor é diferente. Aqui é seco, o que torna mais difícil. 

Tirando os desconfortos, eu gosto do verão. Fico feliz ao sair de casa de mangas curtas. 

Por sorte, já tenho um ventilador em casa. Lembro que no ano passado, ele foi fundamental. 

***

Sinto calafrios só de pensar nos cinco malucos que estão dentro desse submarino que desapareceu ao fazer uma excursão até o Titanic. Entrar em um submarino é algo que não tenho a menor vontade. 

***

Depois de Lindau, fizemos mais duas viagens! Isso me mantém viva. Fomos a Basel e fizemos um tour de bike ao longo do Kinzig. Basel foi a primeira cidade suíça que visitei. Gostei bastante da atmosfera da cidade, mas nos sentimos bem pobres. A Suíça é bem cara para quem mora na Alemanha. De qualquer forma, comemos bem, passeamos bastante e até fizemos umas comprinhas. Um dos lugares que visitamos foi a fronteira tríplice - Alemanha, Suíça e Franca.

Duas semanas depois, aproveitando outro feriadão, fizemos nosso primeiro tour de bike depois da doença. Eu estava um pouco insegura e curiosa para saber como meu corpo reagiria. Deu tudo certo! Que viagem gostosa e experiência boa. Passamos por cidades tão bonitas. 

***

Ir e vir de bicicleta é uma coisa que me alegra sempre. Eu me sinto livre. Já faz três semanas que tenho usado minha bike para ir à biblioteca.

terça-feira, 16 de maio de 2023

Lindau

Como tinha ainda uma semana livre antes de voltar ao trabalho, resolvi fazer o que mais gosto: viajar. Planejei, reservei e... os funcionários da empresa de trens alemã resolveram fazer uma greve. Lá fui eu cancelar o hotel e ficar frustrada. No final, algum órgão jurídico decidiu que não poderia haver greve. Reservei o hotel novamente, mais caro. 

Com minha passagem de 49 euros (o Deutschland-Ticket), peguei na segunda-feira cedo um trem em direção ao Sul. Fiz duas baldeações e quatro horas depois estava chegando ao Bodensee, o Lago de Constança, que marca a fronteira entre a Alemanha, a Áustria e a Suíça. A cidade escolhida foi Lindau, que se divide em duas partes, sendo uma delas uma ilha. 

Eu estou hospedada nessa parte na ilha. Que lugar bacana! Como é bom estar num lugar à beira d'água. Há tanta que até parece o mar. Isso me faz um bem que nem eu mesma sabia. 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Diário do câncer 19 - Reha

Estou em uma clínica de reabilitação, o que para nós, brasileiros, soa um pouco mais dramático do que realmente é. Aqui na Alemanha ninguém se "assusta" quando alguém fala que está indo para uma Reha, nome popular para essa fase após um longo período de licença médica. Existe um nome mais complicado em alemão: Anschlussheilbehandlung, que é o correto de se usar, mas todos conhecem por Reha. 

Ir para uma Reha, ou uma clínica de reabilitação, é um direito de todos que passaram mais de seis semanas de licença médica. É uma forma que o Estado encontrou para ajudar na reabilitação de pessoas que estiveram doentes por um longo tempo. O objetivo nada mais é do que preparar a pessoa para a volta ao trabalho, oferecendo acesso a diferentes tipos de esporte, fisioterapia, acompanhamento médico e psicológico e por aí vai.

Normalmente, fica-se três semanas na Reha. Pode-se prorrogar, mas tudo depende da disponibilidade. Na clínica em que estou é superdifícil conseguir uma vaga.

Quando estava na metade do tratamento, eu estava muito em dúvida se viria ou não. Para quê? Quero ir logo trabalhar, era meu pensamento. Conversei com algumas colegas alemãs do trabalho, um conhecido que havia ido para uma clínica e aos poucos fui mudando minha opinião. Por que não? Um tempo para mim, em um ambiente diferente, com atividades diversas. 

Foi uma decisão acertada. 

Cheguei no dia 18 de abril, uma semana após ter voltado da viagem ao Brasil.

Como escrevi em outro post, a clínica em que estou é focada em pacientes que tiverem câncer de mama. São 46 mulheres, com idades entre 20 e poucos até 60 anos. Pacientes jovens, segundo uma classificação usada em clínicas de tratamento de tumores. Na cidade vizinha, há outra clínica para pacientes em geral. Sou grata por ter conseguido vir para cá, pois somos todas parecidas. A troca é muito boa. 

Devo dizer que tive um pouco de azar, pois logo depois que cheguei do Brasil, peguei uma gripe. Quando cheguei à clínica, não estava tão mal, mas depois piorei. A segunda semana foi praticamente perdida, infelizmente. 

Apesar disso, considero que está sendo um tempo muito bom para mim. 

Os primeiros dias foram bem lentos, com poucos compromissos. No segundo dia, tive uma consulta com uma médica muito boa. Como eu gostaria que todas as médicas fossem assim. Ali ainda estava razoavelmente bem. Fiz mais dois dias de atividades e meu corpo disse: chega! Foram cinco dias de febre alta, na cama, suando, tossindo, limpando o nariz a cada segundo. 

Desde o final da semana passada, estou melhor. Aos poucos, fui retomando as atividades. Nesta semana, a terceira (já?!), tive dias cheios. Foi bom! 

Todos os dias, às 18h, recebemos a programação do dia seguinte. Ontem, por exemplo, que foi um dia cheio, tive exame de sangue, um atendimento individual na fisioterapia (para aprender a massagear a cicatriz), treino na academia, esporte em grupo (foi step, quase como nos anos '90), Nordic Walking, palestra sobre direitos que temos depois da doença e yoga.

Entre uma atividade e outra, temos tempo para relaxar, dormir, sentar-se ao sol (quando ele aparece), conversar com as outras pacientes. 

Existe também uma sala com computadores, nos quais podemos fazer exercícios de memória, e uma sala para arteterapia com todo tipo de material para desenhar, pintar etc. A clínica é relativamente nova, as instalações são bonitas, tudo é muito bem cuidado. Também há uma pequena estante com livros diversos e muitos quebra-cabeças. 

No período em que estava doente, li dois livros e montei um quebra-cabeças de mil peças. Foi bom para me distrair. 

O tempo durante as três semanas não foi dos melhores. Como eu estava recolhida, nem liguei muito, mas ontem fez um dia lindo e vi o quando é bom quando o sol aparece. Devagarinho, os dias têm ficado mais quentes. Isso me deixa bem mais animada. 

Ah, um ponto negativo foi que a psicóloga também ficou doente. Então, praticamente não tivemos atendimento psicológico, o que todas acharam bem ruim. 
 No centrinho de Bad Überkingen, onde fica a clínica
 Vista da janela do meu quarto, nos primeiros dias
Nos arredores da clínica, durante uma caminhada
 Os brotos nas macieiras
 Na floresta, aqui perto da clínica
 No parque da cidade, no centro, em Bad Überkingen
 Quebra-cabeça coletivo
 Opções de quebra-cabeças
 O quarto
 O outro lado do quarto :-)
 Presentinhos que estavam no cofre, deixados pela paciente que se hospedou aqui antes
 A fachada da clínica
 A vista da janela hoje de manhã

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Março - abril 2023

1. Parece que meu cabelo nasceu para ser liso mesmo. Eu tinha uma vaga esperança de que ele se inspirasse nos cabelos dos meus irmãos e de parte da família da minha mãe - na qual os cabelos são ondulados. Não, ele prefere seguir liso pela vida. Só que agora em vez de querer ir para a esquerda, ele decidiu que prefere ir para a direita. A cada dia cresce um pouquinho. Voltaram os mesmos fios brancos que já existiam antes. No geral, continua bem escuro. Confesso que estou bem feliz, pois voltou muito melhor do que era há um ano. Ainda é fino, mas está por todos os lados do couro cabeludo.

2. Passamos 16 dias no Brasil. Acabei a radioterapia no dia 20 de março e no dia 23, embarcamos. Deu tudo certinho. Pareceu até planejado. Nem foi. Golpes de sorte acontecem às vezes. Foram duas semanas maravilhosas. Consegui encontrar amigas, parentes, festejar os 80 da mãe, ir a Esmeralda com o T. Ele queria tanto. Eu queria tanto. Revi amigas importantes, o que me deixou feliz. Para ele, coitado, foi uma overdose de pessoas - mais de 40, eu diria. "Ele é tão simpático e sorridente", foi o comentário geral.

3. Faz uma semana que estou na clínica de reabilitação. Estava indo tudo bem, mas peguei, imagino, uma gripe (Corona não é. Resfriado com 39 de febre?). Eu raramente medi minha temperatura na vida. Nesta semana, tirei o atraso. Cinco dias com febre. Sei lá se já tinha vivido isso. Hoje foi o primeiro dia que amanheci melhor. O nariz ainda escorre, um pouco de tosse insistente, mas melhor do que nos últimos dias. O ruim é que nos últimos 5 dias não fiz nada, não pude participar das atividades. O meu lado introvertido agradece não precisar participar das refeições coletivas. Isso pra mim é normalmente uma pequena tortura. Não que as outras pacientes sejam pessoas chatas. 

4. A clínica atende 46 mulheres simultaneamente. Durante pelo menos três semanas, fazemos exercícios, temos diferentes terapias, trocamos experiências. A clínica é praticamente como um hotel. Cada uma tem seu quarto. Há um local para as refeições. Uma sala para os momentos entre as atividades. Diariamente, cada uma recebe sua lista de compromissos para o dia seguinte. Há também uma ampla sala de ginástica, uma "academia", uma sala com bicicletas ergométricas, salas para terapias individuais. É tudo relativamente novo.  

segunda-feira, 6 de março de 2023

Sonhos - 10 anos depois

Estava tentando organizar as etiquetas do blog e acabei caindo num antigo post que continha uma lista de desejos. 

Foi interessante ver, quase 10 anos depois, que consegui realizar alguns dos sonhos. 
  • Viver um novo período fora do Brasil (é o que estou fazendo nos últimos 5 anos)
  • Aprender a nadar (fiz dois cursos. Não sei nadar perfeitamente, mas já consigo me virar na água, pelo menos)
  • Ler todos os livros em papel que tenho em casa e passá-los adiante (neste caso, uma mudança de país me fez me livrar de praticamente todos meus livros, lidos ou não lidos)
  • Terminar o doutorado (ufa!)
  • Encontrar um novo emprego que eu realmente ame (e não é que a mudança de país também me trouxe isso?!)
  • Aprender a falar alemão direito (bom, está melhor do que era há cinco anos)
  • Fazer uma megafesta de 40 anos (não foi mega, não foi como eu esperava, mas foi uma festa bonita, cercada de amigos queridos e com a presença das minhas melhores amigas)
  • Viajar pelo menos uma vez por ano para o exterior (se atravessar a fronteira da França contar, tenho conseguido!)
  • Fazer o curso de Organizadora Profissional (fiz e gostei)
Das coisas que "mais ou menos" fiz ou comecei:
  • Viajar para a Disney com as minhas sobrinhas um dia (fomos para Aracaju e uma delas já veio para a Alemanha e França)
  • Aprender a falar italiano direito (estou num curso e pretendo ir até o fim)
  • Dirigir um Smart (não dirigi, mas andei em um e fiquei feliz)
  • Aprender a fazer receitas gostosas (evoluí bem)
O que ainda permanece na lista de vontades:
  • Aprender a falar inglês direito (já melhorou, já piorou, mas eu nunca estou satisfeita)
  • Aprender a falar espanhol direito 
  • Viajar uma vez na primeira classe 
  • Aprender a costurar 
  • Conhecer Machu Picchu 
  • Passar um aniversário em Nova York 
Coisas que não tenho mais vontade de fazer:
  • Escrever um romance 
  • Aprender a falar francês 
  • Dar um mergulho no mar 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Diário do câncer 18 - radioterapia e imunoterapia

Na semana passada, comecei mais uma etapa do tratamento do câncer de mama: a radioterapia.

Mesmo com a quimioterapia e a cirurgia tendo sido bem-sucedidas, o tratamento não acaba nelas. Há pelo menos mais duas etapas, no meu caso: a radioterapia e a imunoterapia. 

Comecei a tomar as doses da imunoterapia ainda em janeiro. Serão quatro doses, até o final de maio. Inicialmente seriam nove, a cada três semanas. Devido a uma viagem e ao meu interesse em ir para uma clínica de reabilitação ao final do tratamento, os médicos adotaram uma outra possibilidade permitida, ou seja, a cada seis semanas. 

Já a radioterapia começou na semana passada. Antes de começar, fiz uma tomografia computadorizada e recebi quatro "tatuagens", quatro pontinhos, que parecem terem sido feitos com uma caneta, sendo dois nas laterais do corpo e dois na barriga. Na primeira sessão, os enfermeiros desenharam com canetinhas onde a radiação iria pegar. Essas marcações são refeitas quase todos os dias, pois minha pele absorve a tinta bem fácil - e talvez também porque tomo banho todos os dias. 

Hoje de manhã, fiz a nona sessão. Ao todo, serão 25, durante cinco semanas. As sessões ocorrem todos os dias de semana. No fim de semana, a pele descansa das radiações. 

Por enquanto, está indo tudo bem. Os efeitos colaterais mais comuns são cansaço e ressecamento e/ou queimadura da pele. Perguntei ao médico o porquê do cansaço, não parecia fazer muito sentido para mim. Ele me explicou que a radiação mata células. O objetivo é eliminar células cancerígenas que ainda estejam eventualmente nos linfonodos que não podem ser retirados em cirurgias ou que não foram afetados pela quimioterapia. É uma prevenção. Como mata células, o organismo precisa gerar novas e isso causa o cansaço, esse trabalho extra, por assim dizer. 

Quanto à pele, o que notei até agora é que ela fica mais quente logo após a sessão e está levemente mais escura no local que recebe a radiação, mas nem vermelha nem sensível, um pouco bronzeada. Hoje, por precaução, fui conversar com a enfermeira que orienta e atende quando há algum problema. Há quem fique com feridas no local. Ela avaliou que está indo tudo bem e que não preciso fazer nada.

Antes de começar, vi alguns vídeos de pacientes sobre o tema. No Brasil, os médicos logo já passam um creme ou uma pomada e ensinam truques - desde colocar folhas de repolho para absorver o calor da pele até fazer compressas de chá de camomila. Aqui, a recomendação é simplesmente não fazer nada - sem cremes, sem pomadas, assim como não usar desodorante, perfume ou qualquer produto que possa "ajudar" a queimar a pele. Como está indo tudo bem, resolvi adotar a postura alemã. A única coisa que estou fazendo é beber muita água ao longo do dia. Algo que não tem contraindicação - eu acho.

Ontem eu cronometrei a sessão. Entre tirar a parte superior da roupa, esperar a enfermeira me chamar, ajustar o aparelho, tomar a radiação e recolocar a roupa, foram 11 minutos e 29 segundos. Demora mais para ir e voltar. Como as sessões têm sido pela manhã - hoje foi às 7h15! -, tenho aproveitado para fazer uma caminhada depois. Quando é bem cedo, vou tomar café. As manhãs têm sido bem agradáveis, especialmente porque a primavera está chegando, fevereiro está dando um show com dias bonitos e estou me sentindo bem e feliz.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Filmes 2023

De uns dias para cá, desde que T. assinou Amazon Prime, passei a assistir filmes de novo, algo que não havia mais feito durante os últimos meses, anos. Resolvi anotá-los para não me esquecer. 

  1. It had to be you (2000), com um galã do começo dos anos 2000, Michael Vartan
  2. A vineyard romance (2021), filme para a televisão, bobinho
  3. Beautiful Day in the Neighborhood (Mister Rogers, 2019), com Tom Hanks, sobre o homem mais gentil que um repórter todo errado conheceu. Baseado em uma entrevista publicada na Esquire
  4. The only living boy in New York (2017)
  5. Suburban girl (2007) - acho melhor começar a ver a avaliação do imdb antes de começar a ver um filme...
  6. The English teacher (2013), com a Julianne Moore e o Greg Kinnear. Bobinho, mas bom para passar o tempo
  7. Serious Moonlight (2009), escolhi por causa da Meg Ryan, mas sempre fico dividida quando a vejo tão modificada. Esse é um filme de baixo orçamento, se passa basicamente no banheiro de uma casa. O filme também é estrelado por Timothy Hutton, que gosto do filme Beautiful Girls (com a Natalie Portman ainda uma menininha), mas não gostei tanto neste
  8. Hector and the Search for Happiness (2014), uma amiga me deu o livro em que foi baseado este filme recentemente. É um filme bem feito. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Uma pausa

Desde maio do ano passado, minha vida tem sido monotemática. Acho que nem tem como ser diferente. Houve alguns respiros como a minha festa de aniversário, a visita da minha mãe e de uma amiga na virada de ano, mas no geral não tem muito como se desviar do assunto.

Agora mesmo, desde o início do ano, estou me preparando para mais uma etapa do tratamento: a radioterapia, que começará finalmente na próxima semana. 

Como não tinha mais nada programado para esta semana, resolvi então fazer uma pequena viagem. Primeiro pensei em ir a Lourdes, o que tenho planejado há meses, mas fiquei com receio de fazer uma viagem tão longa. Não posso carregar peso e acabei optando por um destino mais próximo. 

Escolhi uma cidade bonita não muito longe de Heidelberg: Schwäbisch Hall. Toda vez que preciso falar o nome da cidade, respiro, concentro e aí acerto. :-) Soube hoje, logo depois de chegar, que os nativos a chamam apenas de Hall. Bem mais fácil. Hall é uma palavra que está relacionada à produção de sal. Aprendi que sempre que uma cidade tem o complemento "Hall", ela no passado tinha algo relacionado a sal.

Schäbisch Hall é muito bonita e tranquila. Amanhã, planejo visitar um museu, fazer uma caminhada até um monastério. O único ponto negativo, por assim dizer, é o frio! As temperaturas não se distanciam muito de zero.







terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Diário do câncer 17 - cirurgia

Acabada a quimioterapia, fiquei semanas à espera da cirurgia, que foi marcada para 7 de dezembro. Nesse meio tempo, tomei uma dose da imunoterapia, fui à ginecologista, fiz exame de sangue. No dia anterior à cirurgia, fui ao hospital para saber como tudo funcionaria. Fica-se sabendo dos horários, sobre os riscos, mais uma vez é falado sobre o tipo de cirurgia e recebe-se informações sobre a anestesia. Também são preenchidos formulários e formulários.

Às 7h30 do dia seguinte, eu já estava lá à espera da médica para um último exame. Depois da consulta com a médica que me operaria e com a diretora-geral da clínica, fui levada para o meu quarto, que dividi durante seis dias com uma outra paciente. Antes da cirurgia, foi marcado o local do tumor e do linfonodo sentinela com um arame fininho. Assim que isso tudo estava pronto, voltei para o quarto e esperei. 

Antes das 11h, fui levada para o centro cirúrgico. Lá recebi a anestesia e quando voltei, já estava operada. Confesso que eu amo anestesia. Nem me importo de fazer endoscopia, por exemplo, porque amo a sensação pós-exame. Desta vez, não foi diferente. Você volta, mas ainda está envolto naquela névoa do medicamento. Fui levada para o quarto lá pelas 14h30. O enfermeiro trouxe meu almoço todo feliz. Uma coxa de frango gigante. A fome a tornou ainda melhor. 

A minha companheira de quarto só foi operada de tarde, ficou praticamente o dia todo sem comer, pois depois da cirurgia sentiu muita dor. Eu não senti dor em momento algum e sou muito grata por isso. Tomei sempre os medicamentos que me deram, mas quando fui para casa, tomei apenas dois ibuprofenos no primeiro dia e nada mais.

No dia da cirurgia, optei por não receber visitas, pois estava bem cansada. Nos outros dias, T. e minha mãe sempre apareciam. Eu só podia receber uma visita por dia no quarto. Como eu estava bem, sempre os encontrava uma sala de espera, onde não era proibido mais de uma pessoa. No penúltimo dia de internação, uma amiga brasileira que estava em Heidelberg também foi me ver, para minha felicidade.

Nos primeiros dias, eu tinha dois drenos: um da mama e outro da axila/gânglios. O da mama foi retirado já no terceiro dia. O outro, apenas no dia da alta, do dia 12. 

A minha operação foi para retirar a parte em que estava localizado o tumor. Felizmente, não uma mastectomia. Se há essa possibilidade, os médicos sempre preferem tirar apenas o que for necessário. Retiraram menos de 2cm, mas 17 linfonodos, soube hoje. Foi uma cirurgia relativamente pequena.

A carta com o resultado do exame patológico chegou hoje. Nos últimos ultrassons que eu havia feito, os médicos sempre viam ainda algo na região onde estava o tumor. O patologista atestou que se tratava de material "morto" e não mais células cancerígenas. Também não foram mais encontrados traços de câncer nos linfonodos. Retiraram 17 e, felizmente, estavam todos sem câncer. Olhando agora, dá uma pena terem retirado tantos, pois isso implica em alguns probleminhas talvez no futuro do meu braço, mas era o que tinha que ser feito na hora. 

Eu fiquei aliviada quando li a carta. 

Ainda terei radioterapia pela frente e nove sessões de imunoterapia, mas essa era a parte que mais me preocupava. Por hoje, vou me sentir muito feliz e agradecida. 

Diário do câncer 16 - fim da quimio, covid, viagens

 A quimioterapia chegou ao fim no dia 31 de outubro de 2022. No mesmo dia, fizemos uma pequena viagem para descansar a cabeça e sair da rotina. Passamos duas noites em Nördlingen, uma cidade ainda cercada por muros e que fica em um lugar atingido por um meteorito há mais de 15 milhões de anos. Um casal de amigos nos encontrou lá e foram dois dias bem felizes e em boa companhia. 

De lá, seguimos mais para o sul, para nosso vagão localizado entre Reutlingen e Passau. Foi a nossa primeira experiência desse tipo. Já havíamos ficado numa minicasa, mas em um vagão, tipo aqueles de circo, foi a primeira vez. O lugar era legal e o vagão, bonito, mas como não estava claro se teríamos água quente e calefação, o primeiro dia foi meio tenso. Depois que ligaram a energia elétrica, ficamos mais relaxados. Painéis solares e um fogão são, a princípio, os responsáveis pela energia, mas como estava nublado e a lareira não esquentou tanto quanto deveria, nada foi como o esperado. De qualquer forma, passeamos bastante pela região e tivemos dias felizes.

Eu já estava gripada fazia uma semana e meia quando viajamos e minha situação. Quando voltamos, eu estava um pouco melhor, mas no dia seguinte, os sintomas começaram novamente com tudo. Estranho, pensei. No segundo dia em casa, tive febre, algo que não tive nunca durante a quimio e nem sei quando foi a última vez na vida. Liguei para o médico, que recomendou repouso, chá e nada mais... 

No fim de semana seguinte, notei que estava novamente sem paladar. Só aí resolvi fazer um teste de covid. Eu já estava há quase três semanas doente e não mudou praticamente nada o fato de estar com covid. Eu só fiquei meio triste, porque achei que passaria ilesa. Depois de ter feito o teste, comecei a melhorar. O ruim foi que tive que adiar os compromissos médicos que tinha. Felizmente, a doença não foi pior que o resfriado que já me acompanhava. O paladar foi voltando devagarinho nas semanas seguintes.

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No curso de italiano, de vez em quando, escutamos algumas músicas. Uma delas foi “L'isola che non c'è”, de Edoardo Bennato, música q...