terça-feira, 28 de maio de 2019

Um dia feliz

Sábado vivi meu melhor dia desde que cheguei à Alemanha: resolvi me aventurar em algo diferente, conheci várias pessoas novas, ri, conversei como há tempos nao fazia, bebi uma tacinha de vinho, comi o que quis, dancei loucamente. Como em um passe de mágica, de lá para cá passei a me sentir feliz.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Um ano :-)

Há um ano eu recebia um e-mail do sr. S. com o convite para uma entrevista no MPIL.

Hoje de manhã ao chegar ao trabalho, sr. S. foi a primeira pessoa que vi. :-)

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mês de leituras

Depois de um período longo de abstinência, neste mês tirei o atraso: estou terminando de ler um terceiro livro. Acho que desde janeiro, minha performance de leitura não tinha sido tão boa. E foram três boas escolhas – no âmbito das histórias românticas de que tanto gosto.

Comecei com o mais recente de Mhairi McFarlane, Sowas kann auch nur mir passieren, que eu estava querendo ler desde o final do ano, mas ainda não tinha na biblioteca e eu estava muito pão-dura para comprar. No dia em que levei a mãe ao aeroporto e tive que esperar mais de duas horas pelo meu trem de volta, resolvi me dar este presente. Georgina e Lucas foram meus companheiros nas primeiras semanas do mês.

Numa viagem à Alemanha no passado comprei um livro de Laura Dave, Ein wunderbares Jahr. Considero este tipo de livro uma espécie de fast-food da leitura. Preenche um vazio, mas nem sempre é muito nutritivo. Bom, sinceramente, lembro-me muito pouco dessa leitura, mas ainda assim ao ver a capa de Hello Sunshine, inacreditavelmente lembrei já ter lido algo da autora. Resolvi escolhê-lo então na biblioteca. Uma coisa que acho curiosa nos livros dessas autoras de comédias românticas é que ela usam roteiros parecidos em suas histórias. Em Hello Sunshine, a protagonista também retorna para a cidade natal e tem que resolver questões antigas relacionadas à família. Não foi de todo ruim, mas eu poderia ter escolhido algo melhor.

Agora estou quase chegando ao fim de Der Sommer, in dem es zu schneien begann, de Lucy Clarke. Este é o primeiro que leio dela. Eu li o primeiro capítulo e pensei: xi, tem morte. Deixei de lado. Li Hello Sunshine e resolvi voltar para este, pois ainda tinha uns 10 dias até o prazo de entrega da biblioteca. Pois vou confessar: tenho lido todas as noites até depois da uma, parando mesmo só porque meu corpo está cansado demais. Este eu nem colocaria tanto no balaio das comédias românticas. É sobre amor, mas vai um pouco além. Agora estou na torcida por Saul e Eva, mas sem saber como as coisas vão se desenrolar.

Eu até tento intercalar livros mais sérios com estes, mas em alemão às vezes me sinto desmotivada a ler um livro mais complicado. Por ora está bom estar acompanhada dos meus livros de mulherzinha, que me fazem, de alguma forma, retomar a fé no amor e desejar encontrar, , quem sabe um dia, um companheiro pra vida.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Imposto de renda... na Alemanha

Ontem recebi o resultado da minha declaração de imposto de renda aqui na Alemanha.

Foi uma felicidade saber que deu tudo certo. 

Pão-dura como sou, resolvi eu mesma fazê-la e essas coisas sempre dão um medinho, em mim, pelo menos. Em janeiro tirei algumas horas para ler o site em que havia as explicações sobre como fazer, tirei algumas dúvidas em uns blogs e fóruns e resolvi encarar. Lá por abril recebi uma carta do departamento de Finanças de Heidelberg pedindo alguns comprovantes. Providenciei e fiquei meio apreensiva. Não com medo de pagar alguma coisa, pois já sabia de antemão que receberia uma restituição, mas de não aceitarem, eu ter que refazer e ser obrigada a contratar alguém. 

Ontem, recebi o comprovante e, finalmente, fiquei sabendo quanto era minha restituição. Abri um sorriso de orelha a orelha. Era mais do que o dobro do que eu havia esperado. E isso mesmo meus comprovantes do curso de alemão não tendo sido considerados. Vai dar para pagar as despesas de hotel e transporte das viagens que farei nos próximos dois feriadões. O que me deixou mais feliz, porém, foi ter conseguido ter feito sozinha um processo todo em alemão e com termos complicadíssimos.

No Brasil, eu também fazia a minha nos últimos anos, depois de meu compadre contador ter esclarecido alguns tópicos mais complicados anos antes. Neste ano, como fiz a saída fiscal definitiva do país, tive de fazer a declacao de despedida, por assim dizer. Senti mais ou menos o mesmo  quando resolvi fechar minha conta no Banrisul.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Vida normal

Foram mais de 40 dias de férias ou com visita. Eu até me desacostumei a ser sozinha. Nos primeiros dias não foi fácil, especialmente no primeiro fim de semana, mas aos poucos a vida vai voltando ao seu normal. Esta primeira semana (completa) apenas na minha companhia foi cheia de atividades. Acho que isso ajudou-me a reencontrar os trilhos.

Na segunda-feira, liguei para o número de uma dentista esperando conseguir uma consulta para junho ou mais. A secretária me perguntou se eu por acaso não poderia, assim espontaneamente, aceitar o horário que havia liberado para aquele fim de tarde. Foi ótimo poder me livrar disso rapidamente. Felizmente estava tudo bem e só precisarei voltar daqui a seis meses. Foi um alívio, pois estava desde dezembro de 2017 sem fazer uma manutenção.

Na terça-feira, tive aula de italiano. Foi bom reencontrar os colegas. Agora tem que é que voltar a estudar pra sentir algum progresso. Foram cinco semanas afastada das aulas.

Quarta fui a uma palestra no DAI sobre a forma como vemos (e ranqueamos) a nós mesmos: sempre melhor que realmente somos.

Havia ainda nesta semana uma palestra sobre o Brasil. Felipe e Silvia apresentaram um resumo da situação no Brasil, desde o cenário de antes das eleições até agora que o país é governado por este mentecapto de extrema direita. Para mim, nada de novo foi mostrado, mas acho que alguns alemães saíram de lá meio chocados e incrédulos.

Ler notícias sobre o Brasil me deprime. Tomei a decisão nesta semana de parar de acessar por ora sites de notícias brasileiros, mesmo que isso também signifique não ficar sabendo sobre o que ainda acontece de bom. Porém, tem me feito mal ler sobre todas as decisões tomadas pelo mentecapto. A palestra, decidi, seria o último contato. A partir de agora, vou evitar jornais brasileiros e investir tempo no Facebook ou Twitter. Vamos ver como lidarei com isso e se isso me fará ficar menos angustiada em relação ao Brasil.

Diário do câncer de mama 6 - a primeira quimioterapia

  14.06.2022 Primeira quimioterapia, dia 1 Eu estava bem nervosa naquele dia, acordei supercedo. Comi meio Bretzel. Estava com medo de com...