quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Viagem de metrô

Costumava andar mais de metrô. No começo da vida carioca, eu achava o máximo o metrô. Era limpo, organizado e rápido. No correr desses quatro anos tanta coisa mudou e meu encantamento deu lugar a um misto de impaciência com raiva. Eu não gosto mais do metrô do Rio.
O serviço mudou para pior e consegue piorar a cada vez que preciso dele. Primeiro, é mais caro que o ônibus. Sim, acaba sendo mais rápido, mas você chega ao seu destino tão estressado quanto se tivesse enfrentado um engarrafamento sobre a terra.
Hoje fui à estação Maria da Graça, na Zona Norte, Linha 2. Eu havia usado a Linha 2 uma vez só, quando ainda seguia para a Tijuca. Depois da mudança, não. Aliás, depois da mudança, Botafogo se transformou em uma visão do inferno. Arrisco dizer que o metrô consegue, hoje, despertar os sentimentos mais odiosos em seus usuários.
Felizmente, moro perto do trabalho e da faculdade e não preciso do transporte público para meus deslocamentos, pois o que milhares de pessoas precisam passar todos os dias eu não desejaria para ninguém. As pessoas viajam espremidas, disputando centímetros de forma animal, passando calor, raiva, humilhação.
Até quando?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Em polvorosa

Os motivos apontados são variados, mas a verdade é que o Rio está ainda mais estranho nas últimas semanas. A violência parece estar mais perto de todo mundo. Eu, que já sou apavorada por natureza, sinto-me muito insegura no momento.
Especialmente porque vários dos ataques dos meliantes foram bem na esquina do meu trabalho, bem perto de onde já fui assaltada meses atrás. Claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O meu assalto foi cometido por um ladrão pé-de-chinelo. Agora, o assunto é mais sério. São bandidos altamente armados e sem escrúpulo algum - se é que hoje em dia ainda existe algum bandido com escrúpulos.
Ir para o trabalho todos os dias está sendo penoso, sempre caminho tenso a parte da pedreira na Pinheiro Machado.
***
A notícia boa da semana é que estou na reta final das minhas aplicações de questionários. Depois, vem a parte mais chata, que é entrevistar parte dos colegas por telefone. Farei porque precisa ser feito, mas vontade mesmo não tenho nenhuma.
A resposta dos colegas tem sido bem animadora. Creio que até o fim de semana, conseguirei alcançar mais de 75% de participação, o que é realmente uma resultado acima da média.
Quando esse processo tiver chegado ao fim será o momento de me dedicar à análise dos dados. Sinceramente, nessa hora, eu queria ir para um lugar remoto e ficar lá quieta só estudando. Infelizmente, não dá para ser assim. Parece que quando mais precisamos de silêncio e meditação, a agenda fica mais lotada.

domingo, 14 de novembro de 2010

Fim de semana e outros

Passeio que deve ser muito interessante: na Grã-Bretanha existem roteiros por lugares onde ficam as árvores mais antigas. Gostaria de fazer.

Contagem regressiva: faltam 4 dias para estreia da penúltima parte de Harry Potter. Não vejo a hora!

Sétima temporada do House está muito boa. Acho que gosto do House tanto quanto gosto do Harry Potter.

Fim de semana cultural: na sexta-feira, teatro na Maison de France, Deus da Carnificina; no sábado, apresentação de dança Periferico: Proyecto Tango; no domingo: Um parto de viagem.

Como eu amo meu iPad!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Los geht's!

Passei parte da noite enviando e-mails para meus colegas do programa de pós-graduação do Ibict, a população-alvo da minha pesquisa de campo. Dos 63 e-mails enviados, 14 já foram respondidos, o que já dá uma boa média de 22%. Se for considerar somente os meus 28 colegas, a média sobre para 42%. Pouco menos da metade dos e-mails, foi mandada depois da meia-noite. De modo que espero obter mais algumas respostas ao longo dos próximos dias. Tomara que vários outros se interessem em participar da minha pesquisa, pois isso pode enriquecer os resultados.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pensamentos de uma quarta à noite

Nem acredito que estou quase liberada para aplicar os questionários da minha pesquisa de campo. Depois de sete testes, hoje meu orientador me ajudou a fazer os últimos - espero - ajustes. Agora, é reformular, dar mais uma olhadinha e mandar bala. Sinceramente, não vejo a hora de chegar o fim do mês para estar com essa etapa vencida. E, aí sim, começar a escrever tudo! Tenho andado bem cansada. Acho que de início foi o fato de ter começado a viver o horário de verão uma semana depois de todo mundo. Ainda estou me adaptando. Curioso é que sempre me adaptei muito bem, mas neste ano estou sentindo mais. Será a idade? Eu adoro horário de verão, mas desta vez ele tem me feito ir dormir mais tarde. Quando vemos já são mais de oito horas e aí até fazer uma jantinha, dar mais uma estudada, ler um pouco, já é mais de meia-noite, uma tragédia para quem planeja se levantar às 6h30 para uma caminhada. Desde que voltei de Aracaju ainda não consegui retomar essa rotina. Pelo menos não abandonei a papinha receitada pelo Dr. Pimenta. Aliás, estou bem feliz com as gotinhas que ele me deu. Eu estava com uma taxa preocupante de cobre no meu organismo. Depois de dois meses de gotinhas, finalmente, tudo parece ter voltado ao normal. Estou bem feliz e um tanto menos preocupada.
Nem acredito que estou quase liberada para aplicar os questionários da minha pesquisa de campo. Depois de sete testes, hoje meu orientador me ajudou a fazer os últimos - espero - ajustes. Agora, é reformular, dar mais uma olhadinha e mandar bala. Sinceramente, não vejo a hora de chegar o fim do mês para estar com essa etapa vencida. E, aí sim, começar a escrever tudo!

Tenho andado bem cansada. Acho que de início foi o fato de ter começado a viver o horário de verão uma semana depois de todo mundo. Ainda estou me adaptando. Curioso é que sempre me adaptei muito bem, mas neste ano estou sentindo mais. Será a idade?

Eu adoro horário de verão, mas desta vez ele tem me feito ir dormir mais tarde. Quando vemos já são mais de oito horas e aí até fazer uma jantinha, dar mais uma estudada, ler um pouco, já é mais de meia-noite, uma tragédia para quem planeja se levantar às 6h30 para uma caminhada. Desde que voltei de Aracaju ainda não consegui retomar essa rotina.

Pelo menos não abandonei a papinha receitada pelo Dr. Pimenta. Aliás, estou bem feliz com as gotinhas que ele me deu. Eu estava com uma taxa preocupante de cobre no meu organismo. Depois de dois meses de gotinhas, finalmente, tudo parece ter voltado ao normal. Estou bem feliz e um tanto menos preocupada.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Acabei de voltar do cinema. Assistimos Tropa de Elite 2. Sabia que eu sairia meio mal do filme, mas não achei que fosse tanto. O problema não é de forma alguma o filme, que é bem feito. O problema é a história que ele conta. Eu sei que se não se eu não morasse aqui, eu nunca teria ido ver. Bom, eu não queria ir, mas como o Claudio sempre vai ver minhas comédias românticas, achei que sereia justo acompanhá-lo. Eu ando com muito medo. Nas últimas semanas, vários arrastões vêm ocorrendo na cidade. Estou assustada. Alguns foram bem perto de onde eu trabalho, bem perto de onde eu mesma fui assaltada... Não tenho muito para perder, mas tenho medo da agressão do ato em si. Não desejo a ninguém. Voltando ao filme. Ver nele cenas já relatadas nos jornais, é para ficar realmente deprimida. Eu gostaria de acreditar que tem solução, mas não dá. Toda vez que olho um carro da polícia, fico confusa com que sentimento deveria ter. Não sei ao certo qual é. Saí do filme triste, desesperançada. Talvez isso mude amanhã, talvez eu volte a acreditar que não devemos perder a fé, mas, por hoje, nåo consigo.

Livro novo e dor de garganta

 Eu não sei explicar bem o porquê, mas tenho uma quedinha por dias nublados. Obviamente, eu adoro os dias de sol, mas sinto uma tranquilidad...