quarta-feira, 3 de julho de 2019

Escolhas nada saudáveis

Pra descambar em escolhas pouco saudáveis, é fácil, fácil.

Hoje de manha ao passar no supermercado para comprar uma água para trazer para o trabalho, resolvi comprar um Red Bull. Foi a terceira vez nos últimos dois meses, eu acho. O pior é que nem compro essa bebida porque ache que ela me dê mais energia (talvez até dê mesmo), mas porque o gosto me lembra kisuco de guaraná que eu tomava na infância. É, os vícios mais terríveis comecam bem cedo. E nem é que eu goste ou beba guaraná, mas este gosto de infância é imbatível.

Sobre eu achar que nao fico tao mais disposta, é que posso, por exemplo, beber um café e ir dormir em seguida. Isso, aparentemente pelo menos, nao prejudica meu sono. Raramente tenho problemas para dormir. Ontem, por exemplo, estava agradecendo ao meu anjo da guarda pelo dia bom, só me lembro de ter pensado isso e fim. Apaguei.

Nesta semana estou cheia de trabalho extra e de compromissos sociais. As duas coisas me agradam bastante, mas nos últimos dias estao se mostrando realmente nada compatíveis. Pelo menos o artigo científico que tinha para revisar e os slides da apresentacao que farei na quinta na Semana Acadêmica da minha Alma Mater já fechei e enviei.

Que a vida continue assim, cheia de projetos, pessoas novas e coisas para fazer!
(E sem precisar de Red Bull para dar conta!)

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Ah, o verão...

Como se ignorando mudanças climáticas e restringindo-se apenas ao calendário, o verão chegou faz apenas uns poucos dias a Heidelberg. E chegou com tudo!

Fiz uma viagem no feriadão e quando voltei na segunda-feira, ao desembarcar em Frankfurt, levei uma lufada de ar quente na cara. Foi bom, porque já estava meio cansada do ar fresquinho.

Ontem fez uns 35 graus. Hoje a previsão é chegar quase aos 40. Vamos ver. No trabalho, não precisamos seguir o horário obrigatório. Se a sala ficar quente demais, podemos ir embora. Tirando a parte onde ficam os livros, que é geladinha o ano inteiro, as salas aqui no instituto têm somente calefação, mas não ar condicionado.

A aula de italiano ontem foi quase ao ar livre. A troca de mensagens começou já no meio da tarde, muitos dizendo que estava muito quente para estudar. Organizamos o plano de convencer o professor a fazer a aula em outro lugar. A sala não tem ar condicionado e quando as janelas ficam abertas é difícil ouvir o professor. Como faltam só três aulas para as férias de verão, o professor topou rapidinho. Fomos para um bar ali perto, que fica no clube de remo. Foi ótimo. Claro que fizemos muito pouco de italiano, mas nada como sentar-se para bater papo e conhecer um pouco melhor os colegas.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Um ano

Hoje faz um ano da minha entrevista de emprego aqui no mpil. Estava tão nervosa naquela dia que poderia definir como seria a minha vida dali pra frente. Ainda bem que deu tudo certo. :) Estou feliz por estar aqui. Depois de quase 11 meses de experiência, posso dizer que é um excelente lugar para trabalhar.

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Ontem foi dia dos namorados no Brasil. É impressionante como uma data puramente comercial pode provocar tantos sentimentos. É legal ver as fotos dos casais. Se eu tivesse um parceiro, provavelmente também nos mostraria na web.
Ao mesmo tempo, a data ainda não me deixa esquecer os últimos dias dos namorados que tive com um namorado. No penúltimo, ele tinha uma outra namorada. Pra ela, provavelmente, ele deve ter mandado mensagens românticas. No último, acho que por instinto de preservação, a data foi ignorada. Credo, isso me causa um mal-estar enorme. Porém, conseguir expor isso (para meus 11 leitores) é reconfortante. Passei quase dois meses sofrendo calada. Conseguir escrever sobre isso, encaro como uma evolução da dor e proximidade da cura.

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O restaurante a que me levei ontem era bem bonito. Fica no terraço de um dos poucos prédios mais altos de Heidelberg. É um restaurante japonês. Tomei um bom drink e comi umas coisinhas sem peixe. Porque eu adoro restaurante japonês, mas nao consigo nem sentir o cheiro de peixe cru. Sim, sou bem coerente com comida...

terça-feira, 28 de maio de 2019

Um dia feliz

Sábado vivi meu melhor dia desde que cheguei à Alemanha: resolvi me aventurar em algo diferente, conheci várias pessoas novas, ri, conversei como há tempos nao fazia, bebi uma tacinha de vinho, comi o que quis, dancei loucamente. Como em um passe de mágica, de lá para cá passei a me sentir feliz.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Um ano :-)

Há um ano eu recebia um e-mail do sr. S. com o convite para uma entrevista no MPIL.

Hoje de manhã ao chegar ao trabalho, sr. S. foi a primeira pessoa que vi. :-)

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mês de leituras

Depois de um período longo de abstinência, neste mês tirei o atraso: estou terminando de ler um terceiro livro. Acho que desde janeiro, minha performance de leitura não tinha sido tão boa. E foram três boas escolhas – no âmbito das histórias românticas de que tanto gosto.

Comecei com o mais recente de Mhairi McFarlane, Sowas kann auch nur mir passieren, que eu estava querendo ler desde o final do ano, mas ainda não tinha na biblioteca e eu estava muito pão-dura para comprar. No dia em que levei a mãe ao aeroporto e tive que esperar mais de duas horas pelo meu trem de volta, resolvi me dar este presente. Georgina e Lucas foram meus companheiros nas primeiras semanas do mês.

Numa viagem à Alemanha no passado comprei um livro de Laura Dave, Ein wunderbares Jahr. Considero este tipo de livro uma espécie de fast-food da leitura. Preenche um vazio, mas nem sempre é muito nutritivo. Bom, sinceramente, lembro-me muito pouco dessa leitura, mas ainda assim ao ver a capa de Hello Sunshine, inacreditavelmente lembrei já ter lido algo da autora. Resolvi escolhê-lo então na biblioteca. Uma coisa que acho curiosa nos livros dessas autoras de comédias românticas é que ela usam roteiros parecidos em suas histórias. Em Hello Sunshine, a protagonista também retorna para a cidade natal e tem que resolver questões antigas relacionadas à família. Não foi de todo ruim, mas eu poderia ter escolhido algo melhor.

Agora estou quase chegando ao fim de Der Sommer, in dem es zu schneien begann, de Lucy Clarke. Este é o primeiro que leio dela. Eu li o primeiro capítulo e pensei: xi, tem morte. Deixei de lado. Li Hello Sunshine e resolvi voltar para este, pois ainda tinha uns 10 dias até o prazo de entrega da biblioteca. Pois vou confessar: tenho lido todas as noites até depois da uma, parando mesmo só porque meu corpo está cansado demais. Este eu nem colocaria tanto no balaio das comédias românticas. É sobre amor, mas vai um pouco além. Agora estou na torcida por Saul e Eva, mas sem saber como as coisas vão se desenrolar.

Eu até tento intercalar livros mais sérios com estes, mas em alemão às vezes me sinto desmotivada a ler um livro mais complicado. Por ora está bom estar acompanhada dos meus livros de mulherzinha, que me fazem, de alguma forma, retomar a fé no amor e desejar encontrar, , quem sabe um dia, um companheiro pra vida.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Imposto de renda... na Alemanha

Ontem recebi o resultado da minha declaração de imposto de renda aqui na Alemanha.

Foi uma felicidade saber que deu tudo certo. 

Pão-dura como sou, resolvi eu mesma fazê-la e essas coisas sempre dão um medinho, em mim, pelo menos. Em janeiro tirei algumas horas para ler o site em que havia as explicações sobre como fazer, tirei algumas dúvidas em uns blogs e fóruns e resolvi encarar. Lá por abril recebi uma carta do departamento de Finanças de Heidelberg pedindo alguns comprovantes. Providenciei e fiquei meio apreensiva. Não com medo de pagar alguma coisa, pois já sabia de antemão que receberia uma restituição, mas de não aceitarem, eu ter que refazer e ser obrigada a contratar alguém. 

Ontem, recebi o comprovante e, finalmente, fiquei sabendo quanto era minha restituição. Abri um sorriso de orelha a orelha. Era mais do que o dobro do que eu havia esperado. E isso mesmo meus comprovantes do curso de alemão não tendo sido considerados. Vai dar para pagar as despesas de hotel e transporte das viagens que farei nos próximos dois feriadões. O que me deixou mais feliz, porém, foi ter conseguido ter feito sozinha um processo todo em alemão e com termos complicadíssimos.

No Brasil, eu também fazia a minha nos últimos anos, depois de meu compadre contador ter esclarecido alguns tópicos mais complicados anos antes. Neste ano, como fiz a saída fiscal definitiva do país, tive de fazer a declacao de despedida, por assim dizer. Senti mais ou menos o mesmo  quando resolvi fechar minha conta no Banrisul.

Livro novo e dor de garganta

 Eu não sei explicar bem o porquê, mas tenho uma quedinha por dias nublados. Obviamente, eu adoro os dias de sol, mas sinto uma tranquilidad...