Como se ignorando mudanças climáticas e restringindo-se apenas ao calendário, o verão chegou faz apenas uns poucos dias a Heidelberg. E chegou com tudo!
Fiz uma viagem no feriadão e quando voltei na segunda-feira, ao desembarcar em Frankfurt, levei uma lufada de ar quente na cara. Foi bom, porque já estava meio cansada do ar fresquinho.
Ontem fez uns 35 graus. Hoje a previsão é chegar quase aos 40. Vamos ver. No trabalho, não precisamos seguir o horário obrigatório. Se a sala ficar quente demais, podemos ir embora. Tirando a parte onde ficam os livros, que é geladinha o ano inteiro, as salas aqui no instituto têm somente calefação, mas não ar condicionado.
A aula de italiano ontem foi quase ao ar livre. A troca de mensagens começou já no meio da tarde, muitos dizendo que estava muito quente para estudar. Organizamos o plano de convencer o professor a fazer a aula em outro lugar. A sala não tem ar condicionado e quando as janelas ficam abertas é difícil ouvir o professor. Como faltam só três aulas para as férias de verão, o professor topou rapidinho. Fomos para um bar ali perto, que fica no clube de remo. Foi ótimo. Claro que fizemos muito pouco de italiano, mas nada como sentar-se para bater papo e conhecer um pouco melhor os colegas.
Este blog já se chamou Cenas do Rio na época em que morei no Rio de Janeiro. O título nunca fez muito sentido, pois o Rio acabou nunca sendo o tema principal. Acho que o novo título, Uma vida em vários cenários, tem mais a ver neste momento. :) O endereço, porém, por ora, continuará o mesmo.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Um ano
Hoje faz um ano da minha entrevista de emprego aqui no mpil. Estava tão nervosa naquela dia que poderia definir como seria a minha vida dali pra frente. Ainda bem que deu tudo certo. :) Estou feliz por estar aqui. Depois de quase 11 meses de experiência, posso dizer que é um excelente lugar para trabalhar.
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Ontem foi dia dos namorados no Brasil. É impressionante como uma data puramente comercial pode provocar tantos sentimentos. É legal ver as fotos dos casais. Se eu tivesse um parceiro, provavelmente também nos mostraria na web.
Ao mesmo tempo, a data ainda não me deixa esquecer os últimos dias dos namorados que tive com um namorado. No penúltimo, ele tinha uma outra namorada. Pra ela, provavelmente, ele deve ter mandado mensagens românticas. No último, acho que por instinto de preservação, a data foi ignorada. Credo, isso me causa um mal-estar enorme. Porém, conseguir expor isso (para meus 11 leitores) é reconfortante. Passei quase dois meses sofrendo calada. Conseguir escrever sobre isso, encaro como uma evolução da dor e proximidade da cura.
***
O restaurante a que me levei ontem era bem bonito. Fica no terraço de um dos poucos prédios mais altos de Heidelberg. É um restaurante japonês. Tomei um bom drink e comi umas coisinhas sem peixe. Porque eu adoro restaurante japonês, mas nao consigo nem sentir o cheiro de peixe cru. Sim, sou bem coerente com comida...
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Ontem foi dia dos namorados no Brasil. É impressionante como uma data puramente comercial pode provocar tantos sentimentos. É legal ver as fotos dos casais. Se eu tivesse um parceiro, provavelmente também nos mostraria na web.
Ao mesmo tempo, a data ainda não me deixa esquecer os últimos dias dos namorados que tive com um namorado. No penúltimo, ele tinha uma outra namorada. Pra ela, provavelmente, ele deve ter mandado mensagens românticas. No último, acho que por instinto de preservação, a data foi ignorada. Credo, isso me causa um mal-estar enorme. Porém, conseguir expor isso (para meus 11 leitores) é reconfortante. Passei quase dois meses sofrendo calada. Conseguir escrever sobre isso, encaro como uma evolução da dor e proximidade da cura.
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O restaurante a que me levei ontem era bem bonito. Fica no terraço de um dos poucos prédios mais altos de Heidelberg. É um restaurante japonês. Tomei um bom drink e comi umas coisinhas sem peixe. Porque eu adoro restaurante japonês, mas nao consigo nem sentir o cheiro de peixe cru. Sim, sou bem coerente com comida...
terça-feira, 28 de maio de 2019
Um dia feliz
Sábado vivi meu melhor dia desde que cheguei à Alemanha: resolvi me aventurar em algo diferente, conheci várias pessoas novas, ri, conversei como há tempos nao fazia, bebi uma tacinha de vinho, comi o que quis, dancei loucamente. Como em um passe de mágica, de lá para cá passei a me sentir feliz.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Um ano :-)
Há um ano eu recebia um e-mail do sr. S. com o convite para uma entrevista no MPIL.
Hoje de manhã ao chegar ao trabalho, sr. S. foi a primeira pessoa que vi. :-)
Hoje de manhã ao chegar ao trabalho, sr. S. foi a primeira pessoa que vi. :-)
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Mês de leituras
Depois de um período longo de abstinência, neste mês tirei o atraso: estou terminando de ler um terceiro livro. Acho que desde janeiro, minha performance de leitura não tinha sido tão boa. E foram três boas escolhas – no âmbito das histórias românticas de que tanto gosto.
Comecei com o mais recente de Mhairi McFarlane, Sowas kann auch nur mir passieren, que eu estava querendo ler desde o final do ano, mas ainda não tinha na biblioteca e eu estava muito pão-dura para comprar. No dia em que levei a mãe ao aeroporto e tive que esperar mais de duas horas pelo meu trem de volta, resolvi me dar este presente. Georgina e Lucas foram meus companheiros nas primeiras semanas do mês.
Numa viagem à Alemanha no passado comprei um livro de Laura Dave, Ein wunderbares Jahr. Considero este tipo de livro uma espécie de fast-food da leitura. Preenche um vazio, mas nem sempre é muito nutritivo. Bom, sinceramente, lembro-me muito pouco dessa leitura, mas ainda assim ao ver a capa de Hello Sunshine, inacreditavelmente lembrei já ter lido algo da autora. Resolvi escolhê-lo então na biblioteca. Uma coisa que acho curiosa nos livros dessas autoras de comédias românticas é que ela usam roteiros parecidos em suas histórias. Em Hello Sunshine, a protagonista também retorna para a cidade natal e tem que resolver questões antigas relacionadas à família. Não foi de todo ruim, mas eu poderia ter escolhido algo melhor.
Agora estou quase chegando ao fim de Der Sommer, in dem es zu schneien begann, de Lucy Clarke. Este é o primeiro que leio dela. Eu li o primeiro capítulo e pensei: xi, tem morte. Deixei de lado. Li Hello Sunshine e resolvi voltar para este, pois ainda tinha uns 10 dias até o prazo de entrega da biblioteca. Pois vou confessar: tenho lido todas as noites até depois da uma, parando mesmo só porque meu corpo está cansado demais. Este eu nem colocaria tanto no balaio das comédias românticas. É sobre amor, mas vai um pouco além. Agora estou na torcida por Saul e Eva, mas sem saber como as coisas vão se desenrolar.
Eu até tento intercalar livros mais sérios com estes, mas em alemão às vezes me sinto desmotivada a ler um livro mais complicado. Por ora está bom estar acompanhada dos meus livros de mulherzinha, que me fazem, de alguma forma, retomar a fé no amor e desejar encontrar, , quem sabe um dia, um companheiro pra vida.
Comecei com o mais recente de Mhairi McFarlane, Sowas kann auch nur mir passieren, que eu estava querendo ler desde o final do ano, mas ainda não tinha na biblioteca e eu estava muito pão-dura para comprar. No dia em que levei a mãe ao aeroporto e tive que esperar mais de duas horas pelo meu trem de volta, resolvi me dar este presente. Georgina e Lucas foram meus companheiros nas primeiras semanas do mês.
Numa viagem à Alemanha no passado comprei um livro de Laura Dave, Ein wunderbares Jahr. Considero este tipo de livro uma espécie de fast-food da leitura. Preenche um vazio, mas nem sempre é muito nutritivo. Bom, sinceramente, lembro-me muito pouco dessa leitura, mas ainda assim ao ver a capa de Hello Sunshine, inacreditavelmente lembrei já ter lido algo da autora. Resolvi escolhê-lo então na biblioteca. Uma coisa que acho curiosa nos livros dessas autoras de comédias românticas é que ela usam roteiros parecidos em suas histórias. Em Hello Sunshine, a protagonista também retorna para a cidade natal e tem que resolver questões antigas relacionadas à família. Não foi de todo ruim, mas eu poderia ter escolhido algo melhor.
Agora estou quase chegando ao fim de Der Sommer, in dem es zu schneien begann, de Lucy Clarke. Este é o primeiro que leio dela. Eu li o primeiro capítulo e pensei: xi, tem morte. Deixei de lado. Li Hello Sunshine e resolvi voltar para este, pois ainda tinha uns 10 dias até o prazo de entrega da biblioteca. Pois vou confessar: tenho lido todas as noites até depois da uma, parando mesmo só porque meu corpo está cansado demais. Este eu nem colocaria tanto no balaio das comédias românticas. É sobre amor, mas vai um pouco além. Agora estou na torcida por Saul e Eva, mas sem saber como as coisas vão se desenrolar.
Eu até tento intercalar livros mais sérios com estes, mas em alemão às vezes me sinto desmotivada a ler um livro mais complicado. Por ora está bom estar acompanhada dos meus livros de mulherzinha, que me fazem, de alguma forma, retomar a fé no amor e desejar encontrar, , quem sabe um dia, um companheiro pra vida.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Imposto de renda... na Alemanha
Ontem recebi o resultado da minha declaração de imposto de renda aqui na
Alemanha.
Foi uma felicidade saber que deu tudo certo.
Pão-dura como sou,
resolvi eu mesma fazê-la e essas coisas sempre dão um medinho, em mim, pelo
menos. Em janeiro tirei algumas horas para ler o site em que havia as explicações
sobre como fazer, tirei algumas dúvidas em uns blogs e fóruns e resolvi
encarar. Lá por abril recebi uma carta do departamento de Finanças de
Heidelberg pedindo alguns comprovantes. Providenciei e fiquei meio apreensiva. Não
com medo de pagar alguma coisa, pois já sabia de antemão que receberia uma restituição,
mas de não aceitarem, eu ter que refazer e ser obrigada a contratar alguém.
Ontem, recebi o comprovante e, finalmente, fiquei sabendo quanto era minha restituição.
Abri um sorriso de orelha a orelha. Era mais do que o dobro do que eu havia
esperado. E isso mesmo meus comprovantes do curso de alemão não tendo sido
considerados. Vai dar para pagar as despesas de hotel e transporte das viagens
que farei nos próximos dois feriadões. O que me deixou mais feliz, porém, foi
ter conseguido ter feito sozinha um processo todo em alemão e com termos
complicadíssimos.
No Brasil, eu também fazia a minha nos últimos anos, depois de meu compadre contador ter esclarecido alguns tópicos mais complicados anos antes. Neste ano, como fiz a saída fiscal definitiva do país, tive de fazer a declacao de despedida, por assim dizer. Senti mais ou menos o mesmo quando resolvi fechar minha conta no Banrisul.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
Vida normal
Foram mais de 40 dias de férias ou com visita. Eu até me desacostumei a
ser sozinha. Nos primeiros dias não foi fácil, especialmente no primeiro fim de
semana, mas aos poucos a vida vai voltando ao seu normal. Esta primeira semana
(completa) apenas na minha companhia foi cheia de atividades. Acho que isso
ajudou-me a reencontrar os trilhos.
Na
segunda-feira, liguei para o número de uma dentista esperando conseguir uma
consulta para junho ou mais. A secretária me perguntou se eu por acaso não poderia,
assim espontaneamente, aceitar o horário que havia liberado para aquele fim de
tarde. Foi ótimo poder me livrar disso rapidamente. Felizmente estava tudo bem
e só precisarei voltar daqui a seis meses. Foi um alívio, pois estava desde
dezembro de 2017 sem fazer uma manutenção.
Na terça-feira,
tive aula de italiano. Foi bom reencontrar os colegas. Agora tem que é que
voltar a estudar pra sentir algum progresso. Foram cinco semanas afastada das
aulas.
Quarta fui
a uma palestra no DAI sobre a forma como vemos (e ranqueamos) a nós mesmos:
sempre melhor que realmente somos.
Havia ainda
nesta semana uma palestra sobre o Brasil. Felipe e Silvia apresentaram um
resumo da situação no Brasil, desde o cenário de antes das eleições até agora
que o país é governado por este mentecapto de extrema direita. Para mim, nada
de novo foi mostrado, mas acho que alguns alemães saíram de lá meio chocados e
incrédulos.
Ler notícias
sobre o Brasil me deprime. Tomei a decisão nesta semana de parar de acessar por
ora sites de notícias brasileiros, mesmo que isso também signifique não ficar
sabendo sobre o que ainda acontece de bom. Porém, tem me feito mal ler sobre
todas as decisões tomadas pelo mentecapto. A palestra, decidi, seria o último
contato. A partir de agora, vou evitar jornais brasileiros e investir tempo no
Facebook ou Twitter. Vamos ver como lidarei com isso e se isso me fará ficar
menos angustiada em relação ao Brasil.
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